Estudo publicado no “Journal of Biological Chemistry”
"Esta pesquisa não sugere que o caril seja a cura para as doenças inflamatórias, tal como a tendinite ou artrite, no entanto, pode levar os cientistas a um novo tratamento destas condições dolorosas através da nutrição", explicou, em comunicado de imprensa, um dos líderes da investigação, Ali Mobasheri.
Para o especialista, esta descoberta pode ser a base para "futuras investigações e terapias complementares para reduzir o uso de anti-inflamatórios não-esteroides, os únicos fármacos actualmente disponíveis para o tratamento da tendinite e das várias formas de artrite que provocam efeitos debilitantes”.
O estudo teve como principal objectivo observar os efeitos da curcumina nas propriedades inflamatórias e degenerativas induzidas pelas moléculas de sinalização, chamadas interleucinas. As interleucinas são um tipo de pequenas proteínas de sinalização celular chamadas citocinas que podem activar toda uma série de genes inflamatórios, activando um especialmente perigoso, denominado NF-kB.
Os resultados mostraram que a introdução de curcumina no sistema de cultivo inibia o NF-kB e evitava a conexão e a promoção do aumento da inflamação.
A curcumina tem sido usada desde há séculos na medicina tradicional indiana (aiurvédica) como um agente anti-inflamatório e um remédio para os sintomas associados com a síndrome do intestino irritável e outros distúrbios. Recentemente, os estudos têm vinculado a curcumina a usos potenciais no tratamento da artrite e numa série de doenças reumáticas, inclusive poderia até ser usada como um agente para matar células cancerosas ou torná-las mais sensíveis à morte quando se realizam tratamentos de quimioterapia e de radioterapia.
Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/derivado-do-caril-podera-ajudar-a-tratar-a-tendinite?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110912
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