segunda-feira, 3 de julho de 2017

Menores de 20 anos obesos quase triplicaram entre 1980 e 2015
Estudo publicado na “The New England Journal of Medicine”

 

A taxa de obesidade em menores de 20 anos quase triplicou em Portugal entre 1980 e 2015, passando de 3% para 8%, são as conclusões de um estudo internacional do qual faz parte o investigador da Universidade Católica do Porto, João Fernandes.
De acordo com a agência Lusa, o estudo, centrado na obesidade e o excesso de peso, resulta de um projeto internacional que envolve 195 países.
Os resultados revelaram que entre a população adulta, as estatísticas indicam que a obesidade afeta mais adultos do sexo feminino do que do sexo masculino (22% e 17%, respetivamente).
Segundo o investigador, em Portugal as mulheres entre os 20 e os 24 anos registam a taxa mais baixa de obesidade (1,9%) de todas as faixas etárias, enquanto a mais elevada verifica-se entre os 65 e 69 anos (20% nos homens e 37% nas mulheres).
Outra das conclusões deste estudo demonstra que, a nível mundial, em 2015 cerca de 107,7 milhões de crianças e 603,7 milhões de adultos sofriam de obesidade, registando-se um número mais elevado de obesidade nas mulheres, em todas as faixas etárias, indicou. 
Quanto ao pico de obesidade, também na globalidade, este foi observado entre os 60 e 64 anos (nas mulheres) e entre os 50 e 54 anos (nos homens).
O estudo revelou ainda que, em 2015, aproximadamente quatro milhões de pessoas morreram devido a doenças relacionadas com excesso de peso. No entanto, apenas 60% eram tecnicamente obesas, ou seja, tinham o IMC igual ou superior a 30.
Segundo o especialista, estes resultados mostram que devem ser tomadas medidas para fazer face à obesidade e ao excesso de peso, cuja prevalência é elevada em Portugal, assumindo-se como um fator de risco para os problemas cardiovasculares, diabetes ou múltiplos tipos de cancro.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/menores-de-20-anos-obesos-quase-triplicaram-entre-1980-e-2015?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170626)
10% dos rapazes portugueses de 11 anos são obesos
Estudo “Comportamento em Saúde nas Crianças em Idade Escolar”

 

Segundo apurou a agência Lusa, “a situação dos jovens adolescentes portugueses no domínio da obesidade está estacionária desde 2002. Em 2014 é preocupante a situação dos rapazes mais novos (no grupo de rapazes de 11 anos, um em cada dez tem obesidade)”, refere o estudo, que em Portugal é coordenado por Margarida Gaspar de Matos.
Contudo, os dados divulgados mostram que a obesidade tende a baixar com a idade, dos 11 aos 15 anos, tanto nos rapazes como nas raparigas. Segundo os dados comparados da OMS, Portugal surge mesmo como um dos cinco entre 27 países com maior percentagem de adolescentes obesos.
Aliás, Portugal e outros três países (Grécia, Croácia e Macedónia) são os países que registam níveis de 10% ou mais de obesidade nos rapazes. Quanto à alimentação, os adolescentes portugueses estão a consumir menos doces e menos bebidas açucaradas artificiais, mas estão também a consumir menos vegetais e menos fruta.
“A alimentação dos adolescentes portugueses já anteriormente mereceu um aviso especial aos responsáveis do setor: a nível nacional os jovens referem o seu ‘desgosto’ não só pelos alimentos disponíveis nas escolas como pela sua confeção”, indica a análise.
Mas, os próprios investigadores avisam que os dados referentes a Portugal são relativos a 2014 e que, desde aí, algumas medidas foram tomadas a nível do Ministério da Educação, que incluem linhas orientadoras para a alimentação em meio escolar. Os investigadores esperam ver resultados destas medidas no estudo que vier a ser realizado em 2018.
No que respeita à atividade física, os adolescentes portugueses continuam a mostrar níveis preocupantes, segundo o estudo, sendo particularmente inquietante a situação das raparigas mais velhas da análise.
“O grupo das raparigas de 15 anos é o menos fisicamente ativo de todos os países incluídos no estudo”, mas também nos rapazes e em todas as idades analisadas (11, 13 e 15 anos) Portugal fica sempre abaixo da média dos países estudados.
Apesar das lacunas na atividade física, os adolescentes portugueses surgem em relativa situação favorável no que se refere ao tempo diário em frente à televisão e ao computador.
Mas isto, avisam os investigadores, pode remeter para o uso de outro tipo de equipamentos, além da televisão e do computador, o que se pretende verificar no estudo que será feito em 2018.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/10-dos-rapazes-portugueses-de-11-anos-sao-obesos?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170529)
Alimentação saudável nas crianças: o papel dos desenhos animados
Estudo da Universidade do Minho

 

Um estudo demonstrou que a exposição de crianças a mensagens de comportamentos alimentares saudáveis em desenhos animados pode ser uma forma eficaz de encorajá-las a fazer melhores escolhas.
Segundo a agência Lusa, o estudo foi conduzido por um grupo de investigadores coordenado por Ana Vaz, da Universidade do Minho, e envolveu 142 crianças da região de Braga.
As conclusões foram apresentadas no 24.º Congresso Internacional de Obesidade e teve por base "alunos do pré-escolar e escolar com idades entre os quatro e oito anos".
Para o estudo, "as crianças foram distribuídas de forma aleatória em dois grupos: um de controlo em que era exposto a desenhos animados sem qualquer referência a mensagens alimentares ou nutricionais e outro experimental, exposto a desenhos animados com mensagens de comportamentos alimentares saudáveis", dizia num comunicado.
Cada grupo esteve exposto durante 20 minutos, "sendo dada a oportunidade a cada criança de comer durante 10 minutos, de forma livre, os alimentos de uma pequena seleção: dois produtos saudáveis (cenouras bebé e uvas) e dois produtos não saudáveis (chocolates e batatas fritas)", explicou Ana Vaz.
Nesse período "foram registadas as medidas de fome, reconhecimento e apreciação do desenho animado, atitudes relativamente à alimentação saudável e preferências alimentares", prossegue a comunicação.
Segundo a investigadora, os resultados mostraram que "as crianças expostas a desenhos animados com mensagens de comportamentos alimentares saudáveis escolhiam alimentos significativamente mais saudáveis do que as crianças do grupo de controlo".
Estes comportamentos levaram os autores a concluir: "Estes resultados são promissores e podem ser importantes para o desenvolvimento de campanhas de promoção da saúde para crianças."
Ana Vaz deu ainda conta de uma segunda fase, em que "foi desenvolvido um programa educacional baseado em desenhos animados e está atualmente a ser testado em crianças entre os seis e oito anos".
"O objetivo é testar a utilidade e a eficácia do uso de personagens de desenhos animados com comportamentos alimentares saudáveis nas suas escolhas e preferências alimentares", acrescentou.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/alimentacao-saudavel-nas-criancas-o-papel-dos-desenhos-animados?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170529

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Hipertensão, obesidade e diabetes com elevada prevalência em Portugal
Primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico

Um estudo relativo a 2015 revelou uma elevada prevalência de algumas doenças crónicas como a hipertensão arterial (38%), a obesidade (28,7%) e a diabetes (9,8%), noticiou a agência Lusa.
 
O estudo, que é o primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF), constatou também que 67,6% da população tinha excesso de peso ou obesidade e 52,3% tinha alteração dos lípidos do sangue (colesterol alto), valor que aumentava para 63,3% ao incluir nesta estimativa a população que referiu tomar medicamentos para controlar esta condição.
 
O INSEF é um estudo epidemiológico observacional, transversal de base populacional, programado e realizado para ser representativo ao nível regional e nacional, com o objetivo de contribuir para melhorar a saúde pública e reduzir as desigualdades em saúde.
 
A população alvo consistiu nos indivíduos entre os 25 e os 74 anos de idade, residentes em Portugal continental ou regiões autónomas há mais de 12 meses.
 
O estudo contou com 4.911 participantes (2.265 homens e 2.646 mulheres), para os quais os procedimentos do INSEF (exame físico, colheita de sangue e entrevista) foram concretizados na íntegra.
 
As diferenças observadas nas estimativas populacionais de vários dos indicadores justificam, segundo os responsáveis pelo inquérito, a atenção das intervenções de saúde quer sobre algumas áreas do estado de saúde que afetam um elevado número de portugueses: 52,3% no caso de colesterol total superior a 190 mg/dl, 38% no caso da hipertensão arterial ou 28,7% no caso da obesidade, quer noutras, como a diabetes ‘mellitus’, cuja estimativa é de 9,8%.
 
Entre os determinantes são realçadas as elevadas frequências de sedentarismo nos tempos livres (44,8%), o consumo arriscado de bebidas alcoólicas, reportado por 33,8% da população masculina, ou a exposição ambiental ao fumo do tabaco que afetava 12,8% da população.
 
Na área preventiva, de acordo com o INSEF, a elevada proporção da população feminina entre os 50 e os 69 anos que reportou ter realizado mamografia nos dois anos anteriores ao inquérito (94,8%), em particular quando referia ter médico de família atribuído, constitui um indicador positivo, pese embora a menor frequência na população desempregada (89,3%).
 
Já a consulta de saúde oral no ano anterior foi reportada por um pouco mais de metade da população (51,3%), verificando-se valores mais baixos entre os 65 e 74 anos (43,8%).
 
De igual forma, a pesquisa de sangue oculto nas fezes nos dois anos anteriores à entrevista (45,7%) e a não realização deste exame na vida (44,2%) revelaram valores muito baixos a nível nacional, conclui o inquérito.
 
Embora a obesidade fosse mais elevada entre as mulheres (32,1% ‘versus’ 24,9%), o excesso de peso e a obesidade abdominal eram mais prevalentes entre os homens.
 
A prevalência destas doenças aumentava com a idade verificando-se os valores mais elevados entre os 65 e os 74 anos (71,3% no caso da hipertensão; 41,3% no caso da obesidade; 88,1% no caso da obesidade abdominal; 23,8% no caso da diabetes).
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/hipertensao-obesidade-e-diabetes-com-elevada-prevalencia-em-portugal?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170605)
Consumir muitas calorias aos quatro anos é prejudicial no futuro
Estudo publicado na revista "Public Health Nutrition"
 

Um estudo desenvolvido no Porto concluiu que crianças que comem alimentos calóricos e com muito açúcar aos quatro anos têm tendência a desenvolver maior gordura corporal aos sete, situação que se verifica mais nas raparigas, anunciou a agência Lusa.
Estes resultados podem ser explicados pelas "diferenças hormonais e de composição corporal, que se manifestam antes do início da puberdade", como é o caso de "uma maior massa gorda relativa nas raparigas", disse a investigadora Catarina Durão, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), onde foi conduzido o estudo.
De acordo com a especialista, estas diferenças podem ainda estar relacionadas com um ressalto adipocitário (período na infância em que se reinicia o aumento do índice de massa corporal), que acontece mais precocemente nas raparigas.
A investigação, que envolveu 3.473 crianças da 'coorte' Geração 21 - projeto de investigação que acompanha cerca de 8.600 crianças da cidade do Porto, desde o nascimento - mostra que 44% das raparigas e 45% dos rapazes avaliados aos quatro anos, já praticam um "padrão alimentar excessivo".
Esse padrão inclui, segundo a investigadora, alimentos demasiado calóricos e com pouco interesse do ponto de vista nutricional, como bolos, doces, refrigerantes, néctares, charcutaria, pizas, hambúrgueres, croquetes, rissóis e batatas fritas.
Catarina Durão indica ainda que as crianças que têm esses hábitos alimentares aos quatro anos tendem a mantê-lo aos sete, aumentando, devido a isso, a proporção da ingestão de alimentos demasiado calóricos também nesta idade (49% das raparigas e 53% dos rapazes).
"Tendo em conta que a idade pré-escolar é um período particularmente relevante para o estabelecimento de preferências e de hábitos alimentares, esta fase da vida é uma oportunidade de excelência para intervir, já que a criança e a sua família podem estar mais abertas à mudança", referiu.
Para a investigadora, as intervenções devem incidir sobre "alimentos com elevada densidade energética e sobre bebidas açucaradas", uma vez que "o consumo destes produtos está associado entre si".
Crianças "que consomem mais 'fast food', também bebem mais bebidas açucaradas, comem mais bolos, doces, guloseimas e 'snacks' salgados", explicou.
Fonte - (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/consumir-muitas-calorias-aos-quatro-anos-e-prejudicial-no-futuro?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170612) ALERT Life Sciences Computing, S.A
Inibição do 'stress' nas células reduz risco de doenças autoimunes?
Estudo conduzido pelo Instituto de Medicina Molecular

 

Uma equipa de investigadores descobriu, numa experiência com ratinhos, que a inibição do 'stress' nas células imunitárias diminui a produção de um tipo de células implicadas em doenças autoimunes como a esclerose múltipla.
Segundo apurou a agência Lusa, o estudo, conduzido por uma equipa liderada por Marc Veldhoen, investigador-principal do Instituto de Medicina Molecular (iMM,) descobriu que o domínio de fatores de 'stress' celular, como a pressão de oxigénio ou a concentração de açúcares, leva ao controlo de um tipo de linfócitos T (células do sistema imunitário) designado Th17, mais resistente a condições adversas.
Os investigadores conseguiram reduzir em ratos, que partilham muito da sua fisiologia com os humanos, os sintomas de doenças autoimunes como a esclerose múltipla ao inibirem o 'stress' celular, ação que conduziu à diminuição do número de linfócitos T do tipo Th17.
Marc Veldhoen explicou que os linfócitos T, uma variedade de glóbulos brancos "importante para combater infeções", podem ser ativados de diferentes modos para responder adequadamente a várias infeções.
O problema, ressalvou, é que alguns destes modos de ativação "podem contribuir particularmente" para doenças autoimunes (doenças em que as células imunitárias atacam o organismo em vez de defendê-lo) como a esclerose múltipla, a diabetes e a artrite reumatoide.
"Quando as células T estão sob 'stress', devido a baixos níveis de oxigénio e energia, é gerado um modo de ativação que pode aumentar o risco de autoimunidade e patologia", afirmou. No estudo, o 'stress' nos linfócitos T foi reduzido em culturas de células com medicamentos que diminuem, por exemplo, os açúcares.
Posteriormente, a equipa usou ratos geneticamente modificados, nos quais os níveis de 'stress' nas células T foram reduzidos. Os roedores tinham sintomas que mimetizavam a esclerose múltipla.
Para os investigadores do iMM, os linfócitos Th17 podem ser um alvo farmacológico preferencial para reduzir o 'stress' nas células imunitárias em locais do organismo afetados pela inflamação, salientou Marc Veldhoen.
Assim, o número de células Th17 pode ser diminuído ao mesmo tempo que outras respostas imunitárias dos linfócitos T "são preservadas", frisou.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/inibicao-do-stress-nas-celulas-reduz-risco-de-doencas-autoimunes?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170620)
Engaço da uva poderá ser usado na indústria farmacêutica
Estudo conduzido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

 

Investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) estão a estudar o aproveitamento do engaço da uva, um subproduto vitícola, para as indústrias farmacêutica, cosmética e alimentar.
Segundo apurou a agência Lusa, Ana Barros, diretora do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da UTAD, referiu que “o engaço é, sem dúvida alguma, uma oportunidade de negócio” para o Douro.
A responsável explicou que este subproduto representa 25% dos resíduos orgânicos da indústria vinícola e estava pouco estudado e caracterizado comparativamente com outros subprodutos como as películas, grainhas, borras ou bagaços. Segundo a responsável, em 2014 só havia, a nível mundial, 59 artigos publicados sobre o engaço. Desde então a equipa do CITAB já publicou 11.
Após cada vindima, verifica-se um excedente deste produto que “não é tóxico, não é prejudicial, mas que possui um elevado teor de matéria orgânica, o que significa que poderá representar um potencial problema ao nível ambiental”.
Do trabalho realizado é já possível concluir que este subproduto possui características que “ajudam na atividade antibacteriana, anti-inflamatória e antimicrobiana”.
“Conseguimos verificar que, de facto, as potencialidades deste subproduto são enormes (…) e isso leva-nos a crer que, rapidamente, vamos conseguir ter resultados para podermos aplicar esta matriz quer na indústria cosmética, quer farmacêutica quer alimentar”, salientou.
A parte farmacêutica poderá ser a que demorará mais tempo em estudo. No entanto, segundo Ana Barros, a investigação já feita nesta área “leva a crer que a potencialidade de atividade antibacteriana é elevadíssima”.
A responsável explicou que foram testadas bactérias isoladas, do foro gastrointestinal, de pacientes do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), com extratos de engaço e verificou-se que “há castas que conseguem ter uma inibição superior aos próprios antibióticos em termos de crescimento microbiano”.
A investigadora destacou que o engaço tem uma “atividade antioxidante extremamente elevada” e concretizou que o objetivo é, por exemplo, desenvolver um creme antirrugas. “Que é aquele que eu acredito que vai ser a grande potencialidade deste subproduto”, sustentou.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/engaco-da-uva-podera-ser-usado-na-industria-farmaceutica?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170620)

Novas lentes de contacto diminuem progressão da miopia em crianças
Estudo apresentado no Congresso Clínico da Associação Britânica de Lentes de Contacto, Liverpool, Inglaterra

O tratamento com umas lentes de contacto pioneiras demonstrou resultados muito promissores em crianças com miopia.
As novas lentes de contacto, que foram especialmente concebidas para controlar a miopia em crianças, são descartáveis, bifocais, com zonas de correção visual e de tratamento alternadas, foram desenvolvidas por uma equipa de investigadores da fabricante de lentes de contacto CooperVision.
As lentes foram alvo de um ensaio clínico com a duração de três anos e cujos resultados demonstraram que efetivamente conseguiram diminuir a taxa de progressão da miopia.
Para o estudo, a equipa conduziu um ensaio clínico aleatório, tendo contado com a participação de 144 crianças com miopia, com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos, de Portugal, Singapura, Inglaterra e Canadá.
Os resultados indicaram que as lentes foram eficazes na diminuição do progresso da miopia: 59% segundo o equivalente esférico médio (EE) e 52% segundo o alongamento axial do olho, em comparação com as crianças do grupo de controlo que usavam lentes de contactos monofocais diárias.   
As crianças aceitaram bem as novas lentes, as quais não interferiram com as tarefas diárias como estudar, brincar, etc. Os pais dos participantes deram igualmente uma resposta muito positiva, tendo mencionado que os filhos conseguiam manusear as lentes de forma quase independente e que se sentiam muito mais à vontade com o facto de as crianças usarem lentes de contacto.
Efetivamente, após os três anos de uso das lentes de contacto diárias conhecidas como MiSight®, 90% dos pais disse que os filhos estavam “extremamente satisfeitos” com a experiência de usarem lentes de contacto. 
Este foi o único estudo a oferecer dados conclusivos e consistentes sobre a eficácia do uso de lentes de contacto moles e diárias, durante três anos, sobre a gestão da miopia. Adicionalmente, não foram observados efeitos secundários, que são visíveis com alguns tratamentos farmacológicos alternativos.
Os investigadores concluíram que as novas lentes MiSight® constituem uma abordagem nova, eficaz do tratamento da miopia e que pode ser repetida. 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.

domingo, 28 de maio de 2017

Dispositivos móveis associados a atrasos na fala em bebés
Estudo apresentado na Conferência das Associações Académicas Pediátricas 2017

 
Um novo estudo indicou que quanto mais tempo as crianças com menos de dois anos de idade passam com dispositivos móveis, maior é a possibilidade de terem atrasos na fala.
 
O estudo apresentado na edição de 2017 da Conferência das Associações Académicas Pediátricas, EUA, foi efetuado na sequência do crescimento cada vez maior de “smartphones”, “tablets”, jogos eletrónicos e outros ecrãs que podem ser manuseados, em casa, que se tem verificado nos últimos anos.
 
Para o estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Catherine Birken, pediatra e investigadora no Hospital for Sick Children (SickKids), Canadá, contou com a participação de 894 crianças com idades compreendidas entre os 6 meses e os 2 anos e que faziam parte de uma rede de estudos de Toronto, Canadá, denominada TARGet Kids, entre 2011 e 2015.
 
Na consulta dos 18 meses, segundo os pais 20% das crianças passavam em média 28 minutos com dispositivos móveis. 
 
Os investigadores usaram uma ferramenta de rastreio para verificar atrasos na linguagem. Foi observado que quanto mais tempo as crianças passavam com os dispositivos móveis, maior era a probabilidade de apresentarem atrasos no discurso expressivo. Por cada aumento de 30 minutos com um dispositivo móvel, as crianças apresentavam um acréscimo de 49% de atraso no discurso expressivo.
 
A equipa não encontrou uma associação entre o uso de dispositivos móveis e outros atrasos na comunicação, tal como interações sociais, linguagem ou gestos corporais.
 
“Apesar de as novas linhas orientadoras da pediatria sugerirem limitar o tempo passado com ecrãs nos bebés e crianças pequenas, acreditamos que o uso de “smartphones” e “tablets” por crianças pequenas se tenha tornado comum”, avançou Catherine Birken.
 
A investigadora acrescentou ainda que os resultados suportam uma recomendação recente da Associação Americana de Pediatria que desencoraja o uso de qualquer tipo de media em bebés com menos de 18 meses. 
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/dispositivos-moveis-associados-a-atrasos-na-fala-em-bebes?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170516)
Amamentação pode fazer reduzir risco de diabetes tipo 1 no bebé
Estudo publicado na “Diabetologia”

 
A amamentação, ou alguns componentes do leite materno, incluindo ácidos gordos, são protetores
 
A ingestão pelo bebé de ómega-3 através do leite materno, desde muito cedo, poderá fazer diminuir o risco de diabetes de tipo 1 no bebé, sugere um novo estudo.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Sari Niinistö, do Instituto Nacional de Saúde e Bem-Estar em Helsínquia, Finlândia, propôs-se estudar se a ingestão de ácido gordos polinsaturados ómega-3 através da amamentação poderia ajudar a prevenir aquela doença nos bebés.
 
Para o efeito, a equipa usou dados do Estudo Finlandês de Prognóstico e Prevenção da Diabetes de Tipo 1. Os investigadores analisaram a associação entre níveis séricos elevados de ómega-3 e o desenvolvimento de autoimunidade em crianças que já apresentavam um maior risco de desenvolverem diabetes de tipo 1. 
 
Foram analisados 7.782 bebés com idades compreendidas entre os 3 e os 24 meses, os quais apresentavam um risco genético de desenvolverem diabetes de tipo 1. Os investigadores retiraram amostras de sangue com regularidade, até aos 15 anos das crianças, para monitorizar os autoanticorpos anti-ilhota. As ilhotas pancreáticas são aglomerados de células que contêm as células beta produtoras de insulina. 
 
A equipa usou igualmente questionários sobre hábitos alimentares e diários no sentido de detetarem o consumo de leite materno e de leite de fórmula que são as fontes principais de ácidos gordos para os bebés.
 
Foi observado, nos bebés estudados, que 240, juntamente com 480 do grupo de controlo, desenvolveram autoimunidade contra as ilhotas. A equipa analisou as amostras de ácidos gordos séricos que tinham sido recolhidas aos 3 e 6 meses de idade dos bebés.
 
A equipa analisou também os autoanticorpos anti-insulina e autoanticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico nos bebés que são marcadores de diabetes de tipo 1.
 
Os resultados revelaram que os níveis elevados de ácidos gordos séricos ómega-3 estavam correlacionados com um menor risco de autoimunidade contra a insulina. 
 
Os bebés que tinham sido amamentados evidenciavam níveis séricos de ácidos gordos mais elevados e um menor risco de autoimunidade em comparação com os bebés alimentados a leite de fórmula baseado em leite de vaca.
 
“Os (nossos) achados suportam a perspetiva que a amamentação, ou alguns componentes do leite materno, incluindo os ácidos gordos, são protetores, particularmente com a autoimunidade precoce e que o estado de ómega-3 de cadeia longa é crucial durante os primeiros meses, numa altura em que o sistema imunitário está em amadurecimento e a ser programado”, comentaram Sari Niinistö e colegas.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/amamentacao-pode-fazer-reduzir-risco-de-diabetes-tipo-1-no-bebe?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170516)
Risco de doenças crónicas aumenta com 14 dias de inatividade
Estudo apresentado no Congresso Europeu da Obesidade 2017, Portugal

 

Um novo estudo apurou que a falta de prática exercício físico durante apenas duas semanas é o suficiente para fazer aumentar o risco de doenças crónicas. 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Liverpool, Inglaterra, demonstrou que pessoas jovens que deixaram de praticar exercício físico moderado a vigoroso para se tornarem quase sedentárias durante 14 dias, sofreram alterações metabólicas que poderiam aumentar o risco daquele tipo de doenças.
Para o estudo, a equipa liderada por Dan Cuthberson, recrutaram 28 adultos saudáveis, com uma mediana de idades de 25 anos, com um Índice de Massa Corporal (IMC) médio de 25, todos fisicamente ativos, e que registavam cerca de 10.000 passos diários. 
Os investigadores pediram aos participantes que reduzissem em 80% os passos diários, para cerca de 1.500. Antes e após o estudo todos os participantes foram submetidos a exames médicos e usaram medidores de atividade física durante o período de estudo. Foi também pedido que fizessem um diário sobre a alimentação.
Durante os 14 dias os participantes reduziram a atividade física diária de 161 minutos para apenas 36 minutos. O período de sedentarismo aumentou também em cerca de 129 minutos diários. 
Como resultado, foi apurado que a redução na atividade física em apenas 14 dias levou à perda de massa muscular nos participantes. A massa magra total reduziu em média 0,36 kg enquanto a perda de massa magra nas pernas foi de 0,21 kg em média.
A falta de exercício físico durante aquele período conduziu igualmente a um aumento na gordura corporal total nos participantes, que se acumulou essencialmente na zona central, o que constitui um fator de risco significativo para as doenças crónicas.
A função respiratória dos jovens foi também afetada, assim como a das mitocôndrias, embora esta última tenha sido em níveis estatisticamente não significativos.
A equipa conclui que estes achados dão mais relevância ao quão importante é a prática regular de atividades físicas e evitar comportamentos sedentários durante largos períodos de tempo, os quais poderão trazer consequências perigosas para a saúde. 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/risco-de-doencas-cronicas-aumenta-com-14-dias-de-inatividade?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170522 (ALERT Life Sciences Computing, S.A.)
Doença crónica na infância associada a problemas mentais mais tarde
Estudo publicado na “Journal of Child Psychology and Psychiatry”
 

Um novo estudo sugere que passar por uma doença física crónica na infância poderá repercutir-se na saúde mental do paciente após a infância e adolescência, até à idade adulta.
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Sussex e University College London, Reino Unido, teve por base a análise sistemática de uma multiplicidade de estudos clínicos e apurou que ter aquele tipo de doenças na infância faz aumentar a probabilidade de se vir a sofrer de ansiedade e depressão na idade adulta.
Para a investigação, Darya Gaysina, investigadora principal da Universidade de Sussex, e equipa procuraram nos estudos analisados que envolveram uma amostra de cerca de 45.000 participantes, possíveis associações entre oito doenças crónicas como o cancro, asma e artrite, na infância, e problemas emocionais experienciados numa fase posterior da vida.
“Sabe-se muito pouco sobre os efeitos de longa duração da doença física crónica na infância sobre a saúde mental. Os nossos resultados demonstram que a doença física crónica na infância estava associada de forma significativa à depressão em adulto, na amostra total de mais de 45.000 participantes que estudámos”, comentou a investigadora relativamente aos resultados da análise.
A especialista indicou ainda que a doença crónica na infância mais associada à depressão na idade adulta era o cancro. Darya Gaysina ressalva que existem muito poucos estudos sobre outras doenças crónicas, mas que, no entanto, quando retiraram o cancro da amostra estudada, a associação entre aquele tipo de doenças e problemas emocionais mais tarde, permanecia. 
A autora conclui que “não é só o cancro que está associado a problemas emocionais em adulto” e que esta relação pode ajudar os médicos da área da saúde mental a abordarem os jovens pacientes com doenças crónicas de uma forma diferente.
Darya Gaysina conclui que face a estes resultados torna-se muito importante adotar estratégias de prevenção e intervenção sobre a saúde mental dos pacientes de doenças crónicas na juventude, de forma a tratar problemas com a saúde mental antes que se desenvolvam para doenças mais graves e de longo prazo.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/doenca-cronica-na-infancia-associada-a-problemas-mentais-mais-tarde?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170522)

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Nova função dos pulmões: produzir sangue
Estudo publicado na revista “Nature”Fonte -
  
Uma equipa de investigadores fez uma descoberta surpreendente: os pulmões desempenham um papel na produção de sangue nunca antes conhecido.
 
Esta importante descoberta foi feita por uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em São Francisco, EUA, através da observação do fluxo sanguíneo em ratinhos.
 
Efetivamente, os investigadores descobriram que os pulmões produziam mais de metade das plaquetas (componentes sanguíneos responsáveis pela formação de coágulos no sangue que fazem estancar as hemorragias).
 
Os cientistas fizeram outra descoberta surpreendente: identificaram um reservatório de células estaminais nunca antes detetado que tem a capacidade de restabelecer a produção sanguínea quando as células estaminais da medula óssea, que se pensava ser a principal área de produção sanguínea, se encontram reduzidas.
 
Mark R. Looney, autor principal do estudo, especialista em pneumologia e docente de medicina e de medicina laboratorial naquela instituição universitária, avançou que “esta descoberta definitivamente sugere uma visão mais sofisticada sobre os pulmões – que não servem só para a respiração, mas são também um parceiro-chave na formação de aspetos essenciais do sangue”.
 
“O que observámos aqui nos ratinhos sugere, de forma substancial, que os pulmões deverão também desempenhar um papel-chave na formação de sangue em humanos”, considerou.
 
A equipa utilizou uma técnica de imagem desenvolvida por Mark Looney e Mathew Krummel, coautor do estudo e docente de patologia na Universidade da Califórnia em São Francisco com o propósito de analisarem interações entre o sistema imunitário e as plaquetas que circulam nos pulmões. 
 
Durante esse processo descobriram uma população surpreendentemente elevada de megacariócitos, que são células responsáveis pela produção de plaquetas, no sistema vascular dos pulmões. Embora os megacariócitos tenham sido observados anteriormente nos pulmões, pensava-se que maioritariamente residiam e produziam plaquetas na medula óssea.
 
Observações de imagem mais detalhadas permitiram verificar que megacariócitos produziam mais de 10 milhões de plaquetas por hora no sistema vascular dos pulmões, o que sugere que mais de metade da produção de plaquetas nos ratinhos ocorre nos pulmões e não na medula óssea como se pensava. Foram igualmente descobertas células progenitoras de megacariócitos e células estaminais sanguíneas fora do sistema vascular dos pulmões (estima-se que cerca de um milhão em cada pulmão).
 
Estes achados podem ter implicações importantes na perceção de doenças humanas em que os pacientes possuem baixas contagens de plaquetas, ou trombocitopenia, que atinge milhões de pessoas e faz aumentar o risco de hemorragia descontrolada. As descobertas também fazem levantar questões sobre a forma como as células estaminais residentes nos pulmões poderão afetar os recipientes dos transplantes de pulmão. 
 
Fonte  - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/nova-funcao-dos-pulmoes-produzir-sangue?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170403)
Pacientes pós-AVC: natureza das tarefas influencia rapidez de movimento
Estudo conduzido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência

 
 
Um estudo conduzido por um grupo de investigadoras concluiu que em pacientes saudáveis e pós-AVC a natureza da tarefa que pretendem desempenhar tem implicações no tempo e na qualidade de execução do movimento, sendo este mais rápido quando associado a objetos com função específica.
 
Segundo apurou a agência Lusa, no estudo conduzido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) verificou-se que os padrões do movimento, tanto no que se refere ao tempo como à precisão, são influenciados pelo objeto que está a ser manipulado, diferindo quando se trata de um objeto com uma função associada, como uma garrafa, ou de um sem função específica, como uma caixa de cartão.  
 
Também o tipo de instrução tem influência nesses dois parâmetros, quando são comparadas tarefas intencionais, como beber, com movimentos sem finalidade específica, como levantar um objeto, explicaram as investigadoras.
 
Este estudo, que tem como responsável Sandra Mouta, visa verificar o papel, em termos de rapidez e precisão, dos movimentos do membro superior executados por pessoas com diagnóstico pós-AVC, consoante o tipo de objeto e o contexto (instrução).
 
"Sabemos que existem técnicas adotadas pelos fisioterapeutas para se focarem na estimulação de grupos musculares específicos e que há uma recuperação da atividade motora nos meses subsequentes ao AVC. Contudo, a recuperação da atividade motora do membro superior é habitualmente mais lenta, comparativamente à recuperação da marcha, e não completamente conseguida", referiram as investigadoras.
 
Para as investigadoras, era essencial perceber de que forma a reabilitação pode ser mais direcionada para tarefas com implicações diárias, possivelmente contribuindo para uma melhoria da recuperação motora e, por fim, que se traduzisse numa maior autonomia por parte dessa população.
 
Os resultados obtidos neste projeto, como referiram, ajudam a identificar condições que potenciam a aprendizagem motora e a suportar o desenvolvimento de metodologias ou tecnologias de apoio ao treino e reabilitação física.
 
"Este suporte pode passar, por exemplo, pela seleção dos melhores estímulos, tarefas e 'feedback' a serem utilizados durante as sessões de treino motor ou cognitivo", indicaram.
 
Fonte -  http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/pacientes-pos-avc-natureza-das-tarefas-influencia-rapidez-de-movimento?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170328

sábado, 25 de março de 2017

Crianças obesas: a importância da herança genética
Estudo publicado no “Economics and Human Biology”

 
Um estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Sussex, Reino Unido, apurou que o Índice da Massa Corporal (IMC) das crianças é determinado em 35% a 40% pelos pais.
 
O estudo indicou ainda que relativamente a crianças obesas essa percentagem aumenta para 55% a 60%, o que sugere que metade da tendência deste grupo para a obesidade é determinada por fatores genéticos e ambiente familiar.
 
Para o estudo, a equipa de investigadores liderados por Peter Dolton utilizou dados relativos à altura e peso de 100.000 crianças e respetivos pais, oriundos de seis países diferentes: Reino Unido, Espanha, EUA, México, China e Indonésia.
 
Os investigadores descobriram que a transmissão intergeracional do IMC é, em média 20% oriunda da mãe e 20% oriunda do pai. 
 
Segundo o autor principal do estudo o padrão de resultados foi muito consistente em todos os países envolvidos, independentemente do seu estado de desenvolvimento económico, grau de industrialização ou tipo de economia. 
 
“A nossa evidência advém de dados recolhidos em diversos locais no mundo, que possuem diversos padrões de nutrição e obesidade – desde uma das populações mais obesas – os EUA – a dois dos países menos obesos do mundo – China e Indonésia”, comentou Peter Dolton. “Descobrimos que o processo de transmissão intergeracional é o mesmo em todos esses diferentes países”, explicou.
 
Este estudo demonstrou ainda que o efeito do IMC dos pais sobre o IMC dos filhos depende do que é o IMC dos filhos. Os investigadores observaram, que a influência dos pais era, de forma consistente, a mais reduzida nas crianças mais magras e a mais elevada nas crianças mais obesas em todos os grupos populacionais estudados.
 
Efetivamente, nas crianças mais magras o seu IMC era em 10% transmitido da mãe e 10% devido ao do pai. Nas crianças mais gordas, esta transmissão era quase de 30% devida a cada um dos progenitores.
 
“Isto demonstra que os filhos de pais obesos apresentam uma muito maior propensão para serem também eles obesos quando crescerem – o efeito parental ultrapassa o dobro para as crianças mais obesas em comparação com as crianças mais magras”, conclui Peter Dolton. “Estes achados (…) deviam fazer-nos repensar até que ponto é que a obesidade é o resultado de características de família e da nossa herança genética, em vez de decisões tomadas individualmente por nós”, acrescentou.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/criancas-obesas-a-importancia-da-heranca-genetica?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170227)

Prevalência de microcefalia em Portugal entre 1 a 2 casos por cada 10 mil nascimentos

03-03-2017
A prevalência de microcefalia em Portugal varia entre 1 a 2 casos por cada 10 mil nascimentos, segundo a informação recolhida pelo Registo Nacional de Anomalias Congénitas (RENAC), coordenado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge. Esta estimativa está dentro dos valores apresentados pelo registo europeu de anomalias congénitas (EUROCAT).

A associação entre a infeção materna pelo vírus Zika e o nascimento de uma criança com microcefalia realçou a necessidade de se manter o registo e a monitorização contínua das malformações congénitas. Em Portugal, esta monitorização é realizada através do RENAC, que funciona, desde 1995, no Instituto Ricardo Jorge.
O RENAC é um registo nosológico de base populacional, que recebe notificações da ocorrência de anomalias congénitas no Continente e nas Regiões Autónomas. É um registo voluntário e conta com a colaboração dos Serviços Hospitalares de Obstetrícia e Pediatria.
A microcefalia é uma malformação rara que surge após interrupção do desenvolvimento cerebral do feto durante a gravidez. Caracteriza-se pelo nascimento de uma criança com um perímetro cefálico muito menor que o esperado, quando comparado com indivíduos do mesmo sexo, idade e etnia.
São várias as causas da microcefalia e algumas podem ser prevenidas:
• A exposição ao álcool, sobretudo no inicio da gravidez, quando a mulher pode não saber que está gravida – que se previne através da abstenção do consumo de qualquer bebida alcoólica, antes e durante a gravidez;
• As infeções maternas – que se previnem confirmando com o seu médico assistente, antes da gravidez, se está vacinada designadamente para a rubéola e imunizada para a toxoplasmose. Se não estiver imunizada deve aprender as medidas preventivas necessárias à redução do risco de uma toxoplasmose durante a gravidez;
• A infeção pelo vírus Zika – que se previne não viajando para zonas com vírus, antes e durante a gravidez; evitando engravidar se o parceiro esteve em zonas infetadas; falando com o médico assistente sobre como prevenir a infeção, se tiver que viajar.
O Dia Mundial das Anomalias Congénitas assinala-se a 3 de março. As anomalias congénitas, também conhecidas como defeitos congénitos ou malformações congénitas, ocorrem durante a vida intrauterina e podem ser identificadas na fase pré-natal, no parto ou durante os primeiros anos de vida. Nas últimas décadas, tornaram-se numa das principais causas de mortalidade e morbilidade no período infantil constituindo por isso um importante problema de saúde pública.
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A prevalência de microcefalia em Portugal varia entre 1 a 2 casos por cada 10 mil nascimentos, segundo a informação recolhida pelo Registo Nacional de Anomalias Congénitas (RENAC), coordenado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge. Esta estimativa está dentro dos valores apresentados pelo registo europeu de anomalias congénitas (EUROCAT).

A associação entre a infeção materna pelo vírus Zika e o nascimento de uma criança com microcefalia realçou a necessidade de se manter o registo e a monitorização contínua das malformações congénitas. Em Portugal, esta monitorização é realizada através do RENAC, que funciona, desde 1995, no Instituto Ricardo Jorge.
O RENAC é um registo nosológico de base populacional, que recebe notificações da ocorrência de anomalias congénitas no Continente e nas Regiões Autónomas. É um registo voluntário e conta com a colaboração dos Serviços Hospitalares de Obstetrícia e Pediatria.
A microcefalia é uma malformação rara que surge após interrupção do desenvolvimento cerebral do feto durante a gravidez. Caracteriza-se pelo nascimento de uma criança com um perímetro cefálico muito menor que o esperado, quando comparado com indivíduos do mesmo sexo, idade e etnia.
São várias as causas da microcefalia e algumas podem ser prevenidas:
• A exposição ao álcool, sobretudo no inicio da gravidez, quando a mulher pode não saber que está gravida – que se previne através da abstenção do consumo de qualquer bebida alcoólica, antes e durante a gravidez;
• As infeções maternas – que se previnem confirmando com o seu médico assistente, antes da gravidez, se está vacinada designadamente para a rubéola e imunizada para a toxoplasmose. Se não estiver imunizada deve aprender as medidas preventivas necessárias à redução do risco de uma toxoplasmose durante a gravidez;
• A infeção pelo vírus Zika – que se previne não viajando para zonas com vírus, antes e durante a gravidez; evitando engravidar se o parceiro esteve em zonas infetadas; falando com o médico assistente sobre como prevenir a infeção, se tiver que viajar.
O Dia Mundial das Anomalias Congénitas assinala-se a 3 de março. As anomalias congénitas, também conhecidas como defeitos congénitos ou malformações congénitas, ocorrem durante a vida intrauterina e podem ser identificadas na fase pré-natal, no parto ou durante os primeiros anos de vida. Nas últimas décadas, tornaram-se numa das principais causas de mortalidade e morbilidade no período infantil constituindo por isso um importante problema de saúde pública.
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Crianças obesas: a importância da herança genética
Estudo publicado no “Economics and Human Biology”
22 fevereiro 2017
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Um estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Sussex, Reino Unido, apurou que o Índice da Massa Corporal (IMC) das crianças é determinado em 35% a 40% pelos pais.
 
O estudo indicou ainda que relativamente a crianças obesas essa percentagem aumenta para 55% a 60%, o que sugere que metade da tendência deste grupo para a obesidade é determinada por fatores genéticos e ambiente familiar.
 
Para o estudo, a equipa de investigadores liderados por Peter Dolton utilizou dados relativos à altura e peso de 100.000 crianças e respetivos pais, oriundos de seis países diferentes: Reino Unido, Espanha, EUA, México, China e Indonésia.
 
Os investigadores descobriram que a transmissão intergeracional do IMC é, em média 20% oriunda da mãe e 20% oriunda do pai. 
 
Segundo o autor principal do estudo o padrão de resultados foi muito consistente em todos os países envolvidos, independentemente do seu estado de desenvolvimento económico, grau de industrialização ou tipo de economia. 
 
“A nossa evidência advém de dados recolhidos em diversos locais no mundo, que possuem diversos padrões de nutrição e obesidade – desde uma das populações mais obesas – os EUA – a dois dos países menos obesos do mundo – China e Indonésia”, comentou Peter Dolton. “Descobrimos que o processo de transmissão intergeracional é o mesmo em todos esses diferentes países”, explicou.
 
Este estudo demonstrou ainda que o efeito do IMC dos pais sobre o IMC dos filhos depende do que é o IMC dos filhos. Os investigadores observaram, que a influência dos pais era, de forma consistente, a mais reduzida nas crianças mais magras e a mais elevada nas crianças mais obesas em todos os grupos populacionais estudados.
 
Efetivamente, nas crianças mais magras o seu IMC era em 10% transmitido da mãe e 10% devido ao do pai. Nas crianças mais gordas, esta transmissão era quase de 30% devida a cada um dos progenitores.
 
“Isto demonstra que os filhos de pais obesos apresentam uma muito maior propensão para serem também eles obesos quando crescerem – o efeito parental ultrapassa o dobro para as crianças mais obesas em comparação com as crianças mais magras”, conclui Peter Dolton. “Estes achados (…) deviam fazer-nos repensar até que ponto é que a obesidade é o resultado de características de família e da nossa herança genética, em vez de decisões tomadas individualmente por nós”, acrescentou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
infantil constituindo por isso um importante problema de saúde pública
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