quinta-feira, 13 de abril de 2017

Nova função dos pulmões: produzir sangue
Estudo publicado na revista “Nature”Fonte -
  
Uma equipa de investigadores fez uma descoberta surpreendente: os pulmões desempenham um papel na produção de sangue nunca antes conhecido.
 
Esta importante descoberta foi feita por uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em São Francisco, EUA, através da observação do fluxo sanguíneo em ratinhos.
 
Efetivamente, os investigadores descobriram que os pulmões produziam mais de metade das plaquetas (componentes sanguíneos responsáveis pela formação de coágulos no sangue que fazem estancar as hemorragias).
 
Os cientistas fizeram outra descoberta surpreendente: identificaram um reservatório de células estaminais nunca antes detetado que tem a capacidade de restabelecer a produção sanguínea quando as células estaminais da medula óssea, que se pensava ser a principal área de produção sanguínea, se encontram reduzidas.
 
Mark R. Looney, autor principal do estudo, especialista em pneumologia e docente de medicina e de medicina laboratorial naquela instituição universitária, avançou que “esta descoberta definitivamente sugere uma visão mais sofisticada sobre os pulmões – que não servem só para a respiração, mas são também um parceiro-chave na formação de aspetos essenciais do sangue”.
 
“O que observámos aqui nos ratinhos sugere, de forma substancial, que os pulmões deverão também desempenhar um papel-chave na formação de sangue em humanos”, considerou.
 
A equipa utilizou uma técnica de imagem desenvolvida por Mark Looney e Mathew Krummel, coautor do estudo e docente de patologia na Universidade da Califórnia em São Francisco com o propósito de analisarem interações entre o sistema imunitário e as plaquetas que circulam nos pulmões. 
 
Durante esse processo descobriram uma população surpreendentemente elevada de megacariócitos, que são células responsáveis pela produção de plaquetas, no sistema vascular dos pulmões. Embora os megacariócitos tenham sido observados anteriormente nos pulmões, pensava-se que maioritariamente residiam e produziam plaquetas na medula óssea.
 
Observações de imagem mais detalhadas permitiram verificar que megacariócitos produziam mais de 10 milhões de plaquetas por hora no sistema vascular dos pulmões, o que sugere que mais de metade da produção de plaquetas nos ratinhos ocorre nos pulmões e não na medula óssea como se pensava. Foram igualmente descobertas células progenitoras de megacariócitos e células estaminais sanguíneas fora do sistema vascular dos pulmões (estima-se que cerca de um milhão em cada pulmão).
 
Estes achados podem ter implicações importantes na perceção de doenças humanas em que os pacientes possuem baixas contagens de plaquetas, ou trombocitopenia, que atinge milhões de pessoas e faz aumentar o risco de hemorragia descontrolada. As descobertas também fazem levantar questões sobre a forma como as células estaminais residentes nos pulmões poderão afetar os recipientes dos transplantes de pulmão. 
 
Fonte  - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/nova-funcao-dos-pulmoes-produzir-sangue?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170403)
Pacientes pós-AVC: natureza das tarefas influencia rapidez de movimento
Estudo conduzido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência

 
 
Um estudo conduzido por um grupo de investigadoras concluiu que em pacientes saudáveis e pós-AVC a natureza da tarefa que pretendem desempenhar tem implicações no tempo e na qualidade de execução do movimento, sendo este mais rápido quando associado a objetos com função específica.
 
Segundo apurou a agência Lusa, no estudo conduzido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) verificou-se que os padrões do movimento, tanto no que se refere ao tempo como à precisão, são influenciados pelo objeto que está a ser manipulado, diferindo quando se trata de um objeto com uma função associada, como uma garrafa, ou de um sem função específica, como uma caixa de cartão.  
 
Também o tipo de instrução tem influência nesses dois parâmetros, quando são comparadas tarefas intencionais, como beber, com movimentos sem finalidade específica, como levantar um objeto, explicaram as investigadoras.
 
Este estudo, que tem como responsável Sandra Mouta, visa verificar o papel, em termos de rapidez e precisão, dos movimentos do membro superior executados por pessoas com diagnóstico pós-AVC, consoante o tipo de objeto e o contexto (instrução).
 
"Sabemos que existem técnicas adotadas pelos fisioterapeutas para se focarem na estimulação de grupos musculares específicos e que há uma recuperação da atividade motora nos meses subsequentes ao AVC. Contudo, a recuperação da atividade motora do membro superior é habitualmente mais lenta, comparativamente à recuperação da marcha, e não completamente conseguida", referiram as investigadoras.
 
Para as investigadoras, era essencial perceber de que forma a reabilitação pode ser mais direcionada para tarefas com implicações diárias, possivelmente contribuindo para uma melhoria da recuperação motora e, por fim, que se traduzisse numa maior autonomia por parte dessa população.
 
Os resultados obtidos neste projeto, como referiram, ajudam a identificar condições que potenciam a aprendizagem motora e a suportar o desenvolvimento de metodologias ou tecnologias de apoio ao treino e reabilitação física.
 
"Este suporte pode passar, por exemplo, pela seleção dos melhores estímulos, tarefas e 'feedback' a serem utilizados durante as sessões de treino motor ou cognitivo", indicaram.
 
Fonte -  http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/pacientes-pos-avc-natureza-das-tarefas-influencia-rapidez-de-movimento?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170328

sábado, 25 de março de 2017

Crianças obesas: a importância da herança genética
Estudo publicado no “Economics and Human Biology”

 
Um estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Sussex, Reino Unido, apurou que o Índice da Massa Corporal (IMC) das crianças é determinado em 35% a 40% pelos pais.
 
O estudo indicou ainda que relativamente a crianças obesas essa percentagem aumenta para 55% a 60%, o que sugere que metade da tendência deste grupo para a obesidade é determinada por fatores genéticos e ambiente familiar.
 
Para o estudo, a equipa de investigadores liderados por Peter Dolton utilizou dados relativos à altura e peso de 100.000 crianças e respetivos pais, oriundos de seis países diferentes: Reino Unido, Espanha, EUA, México, China e Indonésia.
 
Os investigadores descobriram que a transmissão intergeracional do IMC é, em média 20% oriunda da mãe e 20% oriunda do pai. 
 
Segundo o autor principal do estudo o padrão de resultados foi muito consistente em todos os países envolvidos, independentemente do seu estado de desenvolvimento económico, grau de industrialização ou tipo de economia. 
 
“A nossa evidência advém de dados recolhidos em diversos locais no mundo, que possuem diversos padrões de nutrição e obesidade – desde uma das populações mais obesas – os EUA – a dois dos países menos obesos do mundo – China e Indonésia”, comentou Peter Dolton. “Descobrimos que o processo de transmissão intergeracional é o mesmo em todos esses diferentes países”, explicou.
 
Este estudo demonstrou ainda que o efeito do IMC dos pais sobre o IMC dos filhos depende do que é o IMC dos filhos. Os investigadores observaram, que a influência dos pais era, de forma consistente, a mais reduzida nas crianças mais magras e a mais elevada nas crianças mais obesas em todos os grupos populacionais estudados.
 
Efetivamente, nas crianças mais magras o seu IMC era em 10% transmitido da mãe e 10% devido ao do pai. Nas crianças mais gordas, esta transmissão era quase de 30% devida a cada um dos progenitores.
 
“Isto demonstra que os filhos de pais obesos apresentam uma muito maior propensão para serem também eles obesos quando crescerem – o efeito parental ultrapassa o dobro para as crianças mais obesas em comparação com as crianças mais magras”, conclui Peter Dolton. “Estes achados (…) deviam fazer-nos repensar até que ponto é que a obesidade é o resultado de características de família e da nossa herança genética, em vez de decisões tomadas individualmente por nós”, acrescentou.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/criancas-obesas-a-importancia-da-heranca-genetica?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170227)

Prevalência de microcefalia em Portugal entre 1 a 2 casos por cada 10 mil nascimentos

03-03-2017
A prevalência de microcefalia em Portugal varia entre 1 a 2 casos por cada 10 mil nascimentos, segundo a informação recolhida pelo Registo Nacional de Anomalias Congénitas (RENAC), coordenado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge. Esta estimativa está dentro dos valores apresentados pelo registo europeu de anomalias congénitas (EUROCAT).

A associação entre a infeção materna pelo vírus Zika e o nascimento de uma criança com microcefalia realçou a necessidade de se manter o registo e a monitorização contínua das malformações congénitas. Em Portugal, esta monitorização é realizada através do RENAC, que funciona, desde 1995, no Instituto Ricardo Jorge.
O RENAC é um registo nosológico de base populacional, que recebe notificações da ocorrência de anomalias congénitas no Continente e nas Regiões Autónomas. É um registo voluntário e conta com a colaboração dos Serviços Hospitalares de Obstetrícia e Pediatria.
A microcefalia é uma malformação rara que surge após interrupção do desenvolvimento cerebral do feto durante a gravidez. Caracteriza-se pelo nascimento de uma criança com um perímetro cefálico muito menor que o esperado, quando comparado com indivíduos do mesmo sexo, idade e etnia.
São várias as causas da microcefalia e algumas podem ser prevenidas:
• A exposição ao álcool, sobretudo no inicio da gravidez, quando a mulher pode não saber que está gravida – que se previne através da abstenção do consumo de qualquer bebida alcoólica, antes e durante a gravidez;
• As infeções maternas – que se previnem confirmando com o seu médico assistente, antes da gravidez, se está vacinada designadamente para a rubéola e imunizada para a toxoplasmose. Se não estiver imunizada deve aprender as medidas preventivas necessárias à redução do risco de uma toxoplasmose durante a gravidez;
• A infeção pelo vírus Zika – que se previne não viajando para zonas com vírus, antes e durante a gravidez; evitando engravidar se o parceiro esteve em zonas infetadas; falando com o médico assistente sobre como prevenir a infeção, se tiver que viajar.
O Dia Mundial das Anomalias Congénitas assinala-se a 3 de março. As anomalias congénitas, também conhecidas como defeitos congénitos ou malformações congénitas, ocorrem durante a vida intrauterina e podem ser identificadas na fase pré-natal, no parto ou durante os primeiros anos de vida. Nas últimas décadas, tornaram-se numa das principais causas de mortalidade e morbilidade no período infantil constituindo por isso um importante problema de saúde pública.
- See more at: http://www.insa.min-saude.pt/prevalencia-de-microcefalia-em-portugal-entre-1-a-2-casos-por-cada-10-mil-nascimentos/#sthash.Vv6sz7Qq.dpuf
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A prevalência de microcefalia em Portugal varia entre 1 a 2 casos por cada 10 mil nascimentos, segundo a informação recolhida pelo Registo Nacional de Anomalias Congénitas (RENAC), coordenado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge. Esta estimativa está dentro dos valores apresentados pelo registo europeu de anomalias congénitas (EUROCAT).

A associação entre a infeção materna pelo vírus Zika e o nascimento de uma criança com microcefalia realçou a necessidade de se manter o registo e a monitorização contínua das malformações congénitas. Em Portugal, esta monitorização é realizada através do RENAC, que funciona, desde 1995, no Instituto Ricardo Jorge.
O RENAC é um registo nosológico de base populacional, que recebe notificações da ocorrência de anomalias congénitas no Continente e nas Regiões Autónomas. É um registo voluntário e conta com a colaboração dos Serviços Hospitalares de Obstetrícia e Pediatria.
A microcefalia é uma malformação rara que surge após interrupção do desenvolvimento cerebral do feto durante a gravidez. Caracteriza-se pelo nascimento de uma criança com um perímetro cefálico muito menor que o esperado, quando comparado com indivíduos do mesmo sexo, idade e etnia.
São várias as causas da microcefalia e algumas podem ser prevenidas:
• A exposição ao álcool, sobretudo no inicio da gravidez, quando a mulher pode não saber que está gravida – que se previne através da abstenção do consumo de qualquer bebida alcoólica, antes e durante a gravidez;
• As infeções maternas – que se previnem confirmando com o seu médico assistente, antes da gravidez, se está vacinada designadamente para a rubéola e imunizada para a toxoplasmose. Se não estiver imunizada deve aprender as medidas preventivas necessárias à redução do risco de uma toxoplasmose durante a gravidez;
• A infeção pelo vírus Zika – que se previne não viajando para zonas com vírus, antes e durante a gravidez; evitando engravidar se o parceiro esteve em zonas infetadas; falando com o médico assistente sobre como prevenir a infeção, se tiver que viajar.
O Dia Mundial das Anomalias Congénitas assinala-se a 3 de março. As anomalias congénitas, também conhecidas como defeitos congénitos ou malformações congénitas, ocorrem durante a vida intrauterina e podem ser identificadas na fase pré-natal, no parto ou durante os primeiros anos de vida. Nas últimas décadas, tornaram-se numa das principais causas de mortalidade e morbilidade no período infantil constituindo por isso um importante problema de saúde pública.
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Crianças obesas: a importância da herança genética
Estudo publicado no “Economics and Human Biology”
22 fevereiro 2017
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Um estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Sussex, Reino Unido, apurou que o Índice da Massa Corporal (IMC) das crianças é determinado em 35% a 40% pelos pais.
 
O estudo indicou ainda que relativamente a crianças obesas essa percentagem aumenta para 55% a 60%, o que sugere que metade da tendência deste grupo para a obesidade é determinada por fatores genéticos e ambiente familiar.
 
Para o estudo, a equipa de investigadores liderados por Peter Dolton utilizou dados relativos à altura e peso de 100.000 crianças e respetivos pais, oriundos de seis países diferentes: Reino Unido, Espanha, EUA, México, China e Indonésia.
 
Os investigadores descobriram que a transmissão intergeracional do IMC é, em média 20% oriunda da mãe e 20% oriunda do pai. 
 
Segundo o autor principal do estudo o padrão de resultados foi muito consistente em todos os países envolvidos, independentemente do seu estado de desenvolvimento económico, grau de industrialização ou tipo de economia. 
 
“A nossa evidência advém de dados recolhidos em diversos locais no mundo, que possuem diversos padrões de nutrição e obesidade – desde uma das populações mais obesas – os EUA – a dois dos países menos obesos do mundo – China e Indonésia”, comentou Peter Dolton. “Descobrimos que o processo de transmissão intergeracional é o mesmo em todos esses diferentes países”, explicou.
 
Este estudo demonstrou ainda que o efeito do IMC dos pais sobre o IMC dos filhos depende do que é o IMC dos filhos. Os investigadores observaram, que a influência dos pais era, de forma consistente, a mais reduzida nas crianças mais magras e a mais elevada nas crianças mais obesas em todos os grupos populacionais estudados.
 
Efetivamente, nas crianças mais magras o seu IMC era em 10% transmitido da mãe e 10% devido ao do pai. Nas crianças mais gordas, esta transmissão era quase de 30% devida a cada um dos progenitores.
 
“Isto demonstra que os filhos de pais obesos apresentam uma muito maior propensão para serem também eles obesos quando crescerem – o efeito parental ultrapassa o dobro para as crianças mais obesas em comparação com as crianças mais magras”, conclui Peter Dolton. “Estes achados (…) deviam fazer-nos repensar até que ponto é que a obesidade é o resultado de características de família e da nossa herança genética, em vez de decisões tomadas individualmente por nós”, acrescentou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
infantil constituindo por isso um importante problema de saúde pública
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Nova seringa criada com vantagens para a saúde pública
A “seringa DUO” poderá revolucionar a enfermagem hospitalar

 
Um consórcio português está a desenvolver uma seringa de múltipla câmara de libertação sequencial, que vai “melhorar a prática clínica de administração endovenosa de medicamentos e soros”, anunciou a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).
 
Segundo a agência Lusa, o novo dispositivo tem “vantagens para a saúde pública”, reduzindo, designadamente, o risco de infeção (diminui o número de manipulações), aumentando o conforto e bem-estar dos pacientes (sujeitos a menor número de procedimentos de injeção) e baixando a possibilidade de erro humano na administração de agentes terapêuticos, afirmou a ESEnfC. 
 
A seringa, cuja ideia partiu de estudantes e docentes daquele estabelecimento de ensino, vai ser desenvolvida pelo consórcio integrado pela empresa de indústria de plásticos Muroplás, do Porto, pela ESEnfC e pelo Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), da Universidade do Minho, com apoios comunitários da ordem de meio milhão de euros.
 
Denominado ‘seringa DUO’, o novo dispositivo médico “tem potencial para revolucionar a enfermagem hospitalar”, permitindo “o carregamento e a administração endovenosa sequencial de dois fluidos diferentes – fármaco e solução para limpeza do cateter – sem que haja necessidade de troca de seringas”, sublinhou a ESEnfC.
 
“Entre as vantagens para a saúde pública resultantes do uso da ‘seringa DUO’ contam-se a redução do risco de infeção, através da diminuição do número de manipulações, o aumento do conforto e bem-estar dos pacientes (sujeitos a menor número de procedimentos de injeção) e a redução da possibilidade de erro humano na administração de agentes terapêuticos”, sustentou a Escola.
 
Acrescem, além disso, “benefícios económicos para as instituições de saúde (menos seringas utilizadas e menor tempo disponibilizado pelos profissionais), com a consequente minimização dos custos associados ao tratamento dos doentes, além da redução do volume de resíduos hospitalares”, rematou.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/nova-seringa-criada-com-vantagens-para-a-saude-publica?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170313)
Bullying na infância e o risco de doenças crónicas em adulto
Estudo publicado na revista “Harvard Review of Psychiatry”

 
Um estudo de revisão apurou que as crianças vítimas de bullying poderão sofrer problemas de saúde em adultas relacionados com a exposição crónica ao stress provocado.
 
O estudo conduzido por Susannah J. Tye e colegas da Mayo Clinic, EUA, revelou que os efeitos do bullying sobre a saúde podem ser refletidos num maior risco de doença cardíaca e de diabetes na idade adulta.
 
“Outrora considerado uma experiência inócua da infância, o bullying é atualmente reconhecido como exercendo efeitos psicológicos significativos, particularmente com a exposição crónica”, explicou a investigadora.
 
O bullying nas crianças provoca também um aumento de diversos sintomas físicos, que são recorrentes e sem explicação e poderão servir como aviso. “É importante observar os processos biológicos que associam esses fenómenos psicológicos e fisiológicos, incluindo o potencial impacto dos mesmos sobre a saúde a longo-termo”. 
 
Estudos sobre outros tipos de exposição ao stress crónico sugerem que o bullying, “uma forma clássica de stress social crónico”, é preocupante na medida em que pode exercer efeitos permanentes sobre a saúde física. O stress físico ou mental continuado provoca um desgaste contínuo no organismo. Este processo, denominado carga alostática, reflete o impacto cumulativo das respostas biológicas ao stress continuado.
 
O aumento da carga alostática pode fazer com que o stress crónico provoque alterações nas respostas inflamatórias, hormonais e metabólicas. Com o tempo, essas alterações poderão contribuir para o desenvolvimento de doenças, incluindo diabetes, depressão e doença cardíaca, e para a evolução de problemas do foro psiquiátrico.
 
A exposição ao stress na infância pode afetar a forma como esses sistemas fisiológicos respondem a futuros fatores de stress. Isso pode ocorrer em parte através de alterações epigenéticas, que são mudanças na função dos genes relacionadas com a exposição ambiental e que alteram a resposta ao stress. O stress crónico pode também afetar a capacidade de a criança desenvolver competências psicológicas para desenvolver resiliência, reduzindo a sua capacidade de lidar com o stress no futuro.
 
Os investigadores ressalvam que apesar de não terem estabelecido uma relação de causa e efeito, mais estudos poderão permitir perceber e potencialmente intervir na relação entre o bullying durante a infância e a saúde no longo-termo.
 
“Encorajamos que os profissionais de saúde das crianças avaliem os efeitos físicos e mentais do bullying para a saúde”, conclui Susannah Tye.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/bullying-na-infancia-e-o-risco-de-doencas-cronicas-em-adulto?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170321)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Atividade física pode proteger crianças da depressão
Estudo publicado na revista “Pediatrics"
 
As crianças que são fisicamente mais ativas podem beneficiar de uma maior proteção contra a depressão, atesta um estudo publicado na revista “Pediatrics”.
 

O estudo, conduzido por uma equipa de investigadores da Norwegian University of Science and Technology (NTNU) e da NTNU Social Research, Noruega, contou com a participação de 800 crianças com o objetivo de procurar uma correlação entre atividade física e sintomas de depressão.
 

Para o estudo, a equipa analisou cerca de 800 crianças com seis anos de idade, das quais 700 foram novamente avaliadas aos oito e 10 anos de idade. A atividade física das crianças foi medida com acelerómetros e os pais foram entrevistados relativamente à saúde mental dos filhos.
 

Foi observado que as crianças de seis e oito anos que eram fisicamente ativas apresentavam menos sintomas de depressão quando foram analisadas dois anos após o exame inicial, o que parece sugerir que a atividade física oferece proteção contra o desenvolvimento de estados depressivos.
 

Tonje Zahl, autora principal do estudo, observou que o facto de se “ser ativo, suar, e brincar de forma mais brusca e ativa oferece mais do que benefícios físicos para a saúde”.
 

Foram igualmente estudadas crianças no sentido de apurar se as que apresentam sintomas de depressão se tornavam fisicamente menos ativas ao longo do tempo, mas tal não foi verificado.
 

A investigadora adianta ainda que os resultados do estudo são importantes pois poderão sugerir que a atividade física pode ser empregue na prevenção e tratamento da depressão em crianças.
 

Estudos anteriores demonstraram que um estilo de vida sedentário, como jogar videojogos ou ver TV, está associado à depressão mas o presente estudo não encontrou uma correlação entre a depressão e um estilo de vida sedentário.
 

Sendo assim, os pais e profissionais de saúde devem motivar a atividade física nas crianças, como brincar ao ar livre, jogar futebol ou andar de bicicleta.
 

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/atividade-fisica-pode-proteger-criancas-da-depressao?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170213)
Crianças consomem mais sal do que os pais
Pais das crianças analisadas consomem já sal em excesso
 
Um estudo conduzido sobre o consumo de sal pelo Hospital Senhora da Oliveira em Guimarães indicou que cerca de 60% das crianças avaliadas consomem mais sal do que os pais.
 
O coordenador do estudo, o médico Jorge Cotter, acompanhou mais de 300 crianças entre os 10 e os 15 anos de uma escola básica 2,3 de Guimarães, segundo apurou a agência Lusa. Foi ainda analisada a ingestão de sal pelos pais, que por sua vez já apresentam um consumo excessivo.
 
Em 2010 tinham sido analisadas crianças entre os 10 e os 12 anos da mesma escola EB 2,3 Prof. João de Meira, com resultados que foram apresentados em 2013, ano em que se iniciou novo estudo, do qual se começam agora a conhecer alguns dados. A análise conhecida em 2013 mostrou consumo de sal em excesso, uma realidade que agora se repete e até com um ligeiro agravamento.
 
“A ingestão de sal continua a ser muito acima do que é recomendável e não há qualquer evolução positiva [entre os estudos de 2010 e 2013], antes pelo contrário há uma ligeira tendência para o aumento do consumo de sal”, afirmou Jorge Cotter.
 
Além da determinação da excreção de sódio na urina de pais e crianças num período de 24 horas, é ainda avaliada a pressão arterial e o peso e altura das crianças. É sempre verificada se a recolha da urina foi feita de modo correto e pode ser validada, o que aconteceu em 85% dos casos.
 
O investigador não consegue apresentar razões efetivas para esta diferença, mas alerta apenas que as recolhas de urina foram realizadas durante um fim-de-semana, para avaliar mais o ambiente familiar, o que impede de inferir conclusões ou atribuir responsabilidades à alimentação escolar.
 
“Isto mostra que tem falhado a mensagem para que, nas crianças, a ingestão de sal seja diminuída. E não só a mensagem como as medidas de ordem prática. Seguramente, entre 2010 e 2013, na nossa população, não deu resultado”, constatou o médio do Hospital Senhora da Oliveira.
 
Jorge Cotter considera que a intervenção para reduzir o consumo de sal nas crianças tem de ser ativa, prática e continuada no tempo, devendo começar precocemente e antes da adolescência.
 
Em 2010, no trabalho publicado em 2013, os investigadores criaram uma intervenção que passou por promover um clube de jardinagem no qual as crianças aprendiam, em termos práticos, a usar alimentos de forma mais saudável e ervas que ajudem a substituir o sal.
 
Essa intervenção, que foi avaliada seis meses depois, teve sucesso, uma vez que o consumo de sal “tinha descido de uma forma significativa”.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A 8http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/criancas-consomem-mais-sal-do-que-os-pais?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170213)