quarta-feira, 18 de julho de 2018

Crescer num ambiente verde beneficia desenvolvimento do cérebro
Estudo publicado na “Environmental Health Perspectives”

 
Uma equipa de investigadores sugeriu que os cérebros das crianças na escola primária que crescem rodeadas de vegetação, apresentam benefícios no desenvolvimento dos seus cérebros.
 
As diferenças no desenvolvimento do cérebro daquelas crianças traduzem-se em volumes mais elevados de substância branca e cinzenta em certas áreas do cérebro. Estas diferenças anatómicas traduzem-se, por seu turno, em efeitos benéficos na função cognitiva.
 
Este achado foi a conclusão principal de um estudo conduzido pelos investigadores oriundos do Instituto de Barcelona de Saúde Global, Hospital del Mar, ambos em Espanha, e pela Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA. 
 
O estudo contou com uma sub-coorte de 253 crianças em idade escolar, participantes noutro projeto em Espanha, conhecido como BREATHE.
 
Os investigadores calcularam a exposição das crianças, desde o seu nascimento, a espaços verdes na zona residencial através de dados recolhidos por satélites. A anatomia cerebral das crianças foi analisada através de imagens em 3D de ressonância magnética. A memória funcional e falta de atenção foram avaliadas através de testes em computador.
 
A análise dos dados demonstrou que a exposição prolongada a espaços verdes pelas crianças estava associada, de forma positiva, ao volume da substância branca e cinzenta em algumas partes do cérebro que coincidiam com áreas associadas a maiores pontuações nos testes cognitivos.  
 
Adicionalmente os volumes máximos de substância branca e cinzenta nas regiões associadas à exposição a espaços verdes previam uma melhor memória funcional e menor falta de concentração.
 
Outro estudo com 2.593 crianças de sete a 10 anos de idade do projeto BREATHE demonstrou que as que frequentavam escolas com mais espaços verdes apresentavam uma maior memória funcional e uma maior redução na falta de atenção, em comparação com as que frequentavam escolas com menos espaços verdes. 
 
Os espaços verdes proporcionam oportunidades de recuperação psicológica, de descoberta, criatividade, de correr riscos, que beneficiam aspetos do desenvolvimento do cérebro. Estes espaços têm menos ruído e poluição atmosférica e podem enriquecer a interação microbiana com o meio-ambiente, o que beneficia indiretamente o desenvolvimento do cérebro. 
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/crescer-num-ambiente-verde-beneficia-desenvolvimento-do-cerebro?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180305
Implementadas mais medidas para fomentar uma alimentação saudável em Portugal
Publicada Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável

O Governo quer retirar os saleiros das mesas dos restaurantes, estender a todos os organismos do Estado as restrições de venda de alimentos nas máquinas automáticas e incentivar as opções pela produção biológica nas compras públicas, anunciou a agência Lusa.
 
De acordo com a Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS), publicada em Diário da República, pretende-se também incentivar as empresas do setor agroalimentar a reduzir o tamanho das porções dos alimentos e bebidas pré-embalados.
 
Entre outras medidas propostas estão igualmente a existência de dispensadores de água gratuitos ou a distribuição de água nos serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, promovendo o seu consumo.
 
É ainda proposto o alargamento das orientações já existentes para a oferta alimentar em meio escolar e provenientes do Ministério da Educação a todos os níveis de ensino, nomeadamente ao ensino superior, e das orientações para os refeitórios escolares relativas ao sal iodado a outras cantinas/refeitórios, além das escolas.
 
“Verifica-se ainda uma significativa disponibilidade de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, sal adicionado e gorduras. A evidência científica demonstra que o elevado consumo de açúcar está relacionado com a prevalência de doenças crónicas como a obesidade e a diabetes, estando por seu lado o consumo excessivo de sal associado à hipertensão arterial e à doença cerebrovascular”, lê-se no diploma.
 
No texto publicado, as autoridades sublinham ainda que “os estudos científicos demonstram também que a prevalência destas doenças é muito elevada na população portuguesa, sendo que cerca de 1 em cada 4 portugueses possui hipertensão arterial e 1 em cada 10, diabetes”.
 
“Atualmente, e em Portugal, os hábitos alimentares inadequados são o fator de risco que mais contribui para o total de anos de vida saudável perdidos pela população portuguesa (15,8%) e um determinante importante da doença crónica, representando mais de 86% da carga de doença no nosso sistema de saúde”, refere o documento.
 
O Governo quer ainda incentivar a adoção de medidas pelos operadores económicos para limitar a publicidade destinada a menores de idade de produtos alimentares com excesso de sal, açúcar, gordura, nomeadamente trans, e energia em eventos em que participem menores, designadamente atividades desportivas, culturais e recreativas.
 
No âmbito da alimentação saudável, depois de ter criado novas regras para os alimentos a disponibilizar nas máquinas automáticas de venda nas unidades de saúde e nas escolas, o Governo assinou protocolos com a indústria alimentar para reduzir o tamanho dos pacotes de açúcar, e com os industriais de panificação para reduzir o teor de sal no pão, além de ter aprovado a tributação das bebidas adicionadas de açúcar ou outros edulcorantes.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.http://org-portal.alert-online.com/pt/news/health-portal/implementadas-mais-medidas-para-fomentar-uma-alimentacao-saudavel-em-portugal
Obesidade pode estar associada a comportamentos na infância
Estudo publicado na revista “PLOS One”

 
Um novo estudo demonstrou que uma combinação de comportamentos não saudáveis na infância e juventude constitui um dos principais fatores que concorrem para a obesidade na idade adulta.
 
O estudo conduzido pela Universidade de Waterloo, Canadá, conclui assim que as autoridades de saúde devem procurar corrigir os comportamentos não saudáveis desenvolvidos nos primeiros anos de vida para prevenirem a obesidade.
 
Rachel Laxer, uma das investigadoras neste estudo avançou que “os adolescentes com obesidade mantêm frequentemente o estado do seu peso até à idade adulta, aumentando o risco de desenvolverem doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão arterial”. 
 
Para o estudo, a equipa recrutou alunos da cidade de Ontario, com idades compreendidas entre os 13 e 17 anos e que eram participantes num estudo com a duração de nove anos que teve início em 2012.
 
Os alunos relataram os seus comportamentos de risco no início do estudo, e a altura e peso foram monitorizados durante dois anos adicionais. 
 
Os jovens participantes foram classificados segundo os comportamentos relatados pelos próprios de acordo com os seguintes grupos: Atletas Típicos da Escola Secundária, Utilizadores Frequentes de Ecrãs Inativos, Utilizadores de Substâncias Ilícitas Moderadamente Ativos ou Conscientes em Termos de Saúde.
 
Foi observado que embora o peso dos participantes nos quatro grupos ter sofrido aumentos semelhantes, os alunos do grupo de Conscientes em Termos de Saúde apresentavam o peso corporal mais saudável no início do estudo. 
 
“É importante tentar melhorar comportamentos antes que se tornem hábitos, os quais são muito mais difíceis de corrigir”, disse a investigadora.
 
“As estratégias de promoção da saúde que incidam em jovens de maior risco quando estes entram na escola secundária, poderão ser a melhor forma de prevenir ou atrasar o início da obesidade, e poderão apresentar melhores resultados de saúde pública a longo termo”, concluiu.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/obesidade-pode-estar-associada-a-comportamentos-na-infancia?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180305
Mais de 40% dos portugueses passam o tempo livre a ver televisão
Estudo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge


Um estudo à escala nacional mostra que 40% dos portugueses ocupa os tempos livres a ver televisão, noticiou a agência Lusa.
Carlos Dias, médico e coordenador do Departamento de Epidemiologia Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, afirmou que as conclusões "confirmam uma elevada prevalência de fatores de risco como a hipertensão, obesidade, sedentarismo, uma alimentação que não é saudável e que contribuem para a ocorrência de AVC".
O trabalho de campo decorreu em 2015, abrangendo cerca de 4.200 pessoas distribuídas pelas sete regiões de Portugal, envolvendo homens e mulheres com idades entre os 25 e 74 anos. A análise dos dados foi feita em 2016.
Dos números apurados, Carlos Dias destacou a "elevada frequência de sedentarismo", concluindo o estudo que "mais de 40% dos homens e mulheres referiram que a atividade que melhor caracteriza os seus tempos livres é estar sentado a ver televisão".
A leitura desses dados evidencia preocupação ao médico que coordenou o estudo, lembrando que a "atividade física é essencial no controlo das doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade".
Em declarações à Lusa, Carlos Dias sublinhou que o estudo também apresentou resultados otimistas, nomeadamente os números relacionados com a "prevalência da diabetes, que baixou para 9,8%" quando "há sete anos, … o valor chegou aos 12%".
"O outro resultado que considero importante é aquele que nos mostra que nas pessoas de estratos sociais menos favorecidos, como as que têm menor grau de instrução [ou] que estão desempregadas há uma maior frequência desses fatores de risco", alertou Carlos Dias, sugerindo uma "nova linguagem" na relação médico-paciente.
Sobre o aparente insucesso das sucessivas campanhas de consciencialização para a doença junto da população mais jovem, Carlos Dias explicou que "nem sempre a oferta parece saudável", apontando os casos da "alimentação, apesar dos programas importantes da redução do sal e do açúcar, cujos efeitos demoram dois a cinco anos a fazerem-se sentir".
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/mais-de-40-dos-portugueses-passam-o-tempo-livre-a-ver-televisao?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180212

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Ajuda de profissionais no início da amamentação promove aleitamento materno
Estudo publicado na "Breastfeeding Medicine"

 
 
A ajuda de um profissional de saúde na fase inicial de amamentação faz com que os bebés prematuros sejam alimentados com leite materno durante mais tempo, são as conclusões de um estudo ao qual a agência Lusa teve acesso.
 
O estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), concluiu que as mulheres que têm o auxílio de um profissional treinado para apoiar as mães de recém-nascidos prematuros (menos de 32 semanas) a amamentar, alcançam uma maior prevalência de aleitamento só com leite materno à data da alta, comparativamente a aquelas que não têm um elemento designado para o efeito.
 
Para o estudo, foram avaliadas as práticas de aleitamento materno utilizadas em 580 crianças que nasceram na região Norte e na zona de Lisboa e Vale do Tejo, nas 16 Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) portuguesas.
 
A equipa responsável por este trabalho verificou que "existe uma grande variabilidade" nas práticas de aleitamento materno entre as UCIN, tendo a proporção de amamentação só com leite materno, à data da alta, variado entre 3% e 50%.
 
Já o aleitamento materno misto (combinação entre leite materno e o leite artificial) variou entre 21% e 62%, indicou Carina Rodrigues.
 
Segundo a investigadora, constatou-se que apenas 25,2% dos bebés muito prematuros estavam com aleitamento materno exclusivo à data da alta.
 
Foi verificado ainda que a existência de um membro responsável por apoiar as mães no processo de amamentação explica, por si só, cerca de 43% da variabilidade observada entre as unidades na prática do aleitamento exclusivo, continuou.
 
Embora existam características da mãe e da criança que podem influenciar as práticas de aleitamento materno, como a idade materna, o peso ao nascimento e as complicações durante o período de internamento, a cientista acredita que deve haver uma aposta em profissionais de saúde, treinados especificamente para ajudar as mulheres nesse processo.
 
Dessa forma, as mães terão mais acesso a um conhecimento acerca dos benefícios do aleitamento materno exclusivo, bem como ao ensino de técnicas para extração, conservação e manipulação do leite materno, disse ainda.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/ajuda-de-profissionais-no-inicio-da-amamentacao-promove-aleitamento-materno?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180123
Prevalência de excesso de peso e obesidade infantil baixou entre 2008 e 2016
Dados do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge

 
As prevalências de excesso de peso e obesidade infantil diminuíram entre 2008 e 2016, ano em que 11,7% das crianças eram obesas e 30,7% tinham peso a mais, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).
 
Segundo apurou a agência Lusa, neste período registou-se uma redução de 3,6% de obesidade (15,3% para 11,7%) e de 7,2% do excesso de peso (37,9% para 30,7%) nas crianças entre os seis e os oito anos, adiantam os dados do sistema de vigilância que analisa o estado nutricional infantil (COSI Portugal).
 
De acordo com o estudo, que envolveu 6.745 crianças de 230 escolas do 1.º ciclo de todo o país, a obesidade infantil foi mais prevalente nas crianças com oito anos (13,9%).
 
A prevalência da obesidade nas crianças com sete anos situava-se nos 11,4% e nas de seis anos nos 10,4%, refere o COSI, que produz dados comparáveis entre países da Europa e permite a monitorização da obesidade infantil a cada três anos.
 
O estudo indica que os meninos tinham uma maior prevalência de obesidade (12,6%) do que as meninas (10,9%), enquanto as raparigas tinham uma maior prevalência de excesso de peso (31,6%), contra 29,8% dos rapazes.
 
Analisando os hábitos alimentares, o estudo verificou que as crianças consomem diariamente fruta (63,3%), sopa (56,6%), legumes (37,7%), carne (17,3%) e peixe (9,8%).
 
A maioria (88,7%) das crianças consome até três vezes por semana pizas, batatas fritas, hambúrgueres, enchidos, 86,8% comem rebuçados, gomas ou chocolate, 83,3% batatas fritas de pacote, folhados e pipocas, 75,1% biscoitos, bolachas doces, bolos e donuts e 65,3% refrigerantes açucarados.
 
Dois terços das crianças praticavam atividade física três ou mais horas por dia durante o fim de semana e 76,6% eram transportados de automóvel para a escola.
 
Analisando os comportamentos sedentários, o estudo revelou que 54% jogavam jogos eletrónicos uma a duas horas por dia durante o fim de semana e 75,5% uma a duas horas por dia durante a semana.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/prevalencia-de-excesso-de-peso-e-obesidade-infantil-baixou-entre-2008-e-2016?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180528
Padrões alimentares das crianças influenciam atitudes face ao apetite
Estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto
 
 
Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) identificou padrões alimentares das crianças que influenciam comportamentos relacionados com o apetite mais problemáticos.
 
A investigação, a que a Lusa teve acesso, analisou os padrões alimentares (que quantificam o efeito cumulativo e de interação dos vários alimentos e nutrientes) de cerca de 4.300 crianças com quatro anos de idade da coorte Geração XXI - projeto iniciado em 2005, que acompanha o crescimento e o desenvolvimento de mais de oito mil crianças da cidade do Porto.
 
Gabriela Albuquerque, primeira autora do estudo, coordenado por Andreia Oliveira, disse que “foram previamente identificados três padrões alimentares aos quatro anos: um saudável, um outro designado de “snacking” e um padrão de consumo de alimentos densamente energéticos”.
 
As crianças com o padrão saudável consumiam mais fruta, hortícolas e peixe e menos alimentos densamente energéticos, como batatas fritas, pizza, hambúrgueres, doces, refrigerantes, queijo e carnes vermelhas e processadas.
 
Já aquelas que praticavam um padrão “snacking” comiam mais fora das refeições principais (almoço e jantar) e apresentavam um elevado consumo de “snacks”, incluindo alimentos saudáveis e pouco saudáveis - leite, iogurte, batatas fritas, salgados e doces.
 
“Verificámos que, em comparação com as crianças que aos quatro anos comiam de forma saudável, as que praticavam padrões menos saudáveis, como o ‘snacking’ e o padrão densamente energético, desenvolviam comportamentos alimentares mais problemáticos relacionados com a restrição do apetite ou mesmo desinibição do apetite aos sete anos”, explicou a investigadora.
 
O estudo mostrou que as crianças que se encaixavam no padrão “snacking” desenvolviam posteriormente restrição do apetite, ou seja, eram mais seletivas a comer, mais lentas e tinham menos prazer pela comida.
 
Já aquelas que aos quatro anos se encaixavam no padrão “alimentos densamente energéticos”, aos sete apresentavam desinibição do apetite, comportamento que se caracteriza por um apetite excessivo, pelo consumo de alimentos em função de estímulos externos e estados emocionais e pelo elevado desejo de bebidas, nomeadamente refrigerantes e sumos.
 
“Constatámos que as crianças que tinham tanto um padrão ‘snacking’ como densamente energético apresentaram, mais tarde, comportamentos alimentares que não eram os desejáveis, quer por terem um apetite excessivo ou diminuído às refeições”, sublinhou Gabriela Albuquerque.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/padroes-alimentares-das-criancas-influenciam-atitudes-face-ao-apetite?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180521