domingo, 23 de outubro de 2016

Tamanho fetal reduzido aumenta risco de asma
Estudo da Universidade de Aberdeen

 

Um tamanho fetal reduzido está associado a um risco de asma aumentado e a uma menor função pulmonar nas crianças entre os cinco e os 15 anos de idade, sugere um estudo apresentado no Congresso Internacional da Sociedade Respiratória Europeia.

O estudo conduzido pelos investigadores da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, sugere que os fatores pré-natais na gravidez contribuem para o bem-estar respiratório durante toda a vida da criança.

Numa pesquisa anterior, os investigadores, liderados por Stephen Turner, já tinham associado o tamanho reduzido do feto no primeiro e segundo trimestres de gravidez a um risco aumentado de asma aos dez anos de idade. Neste estudo, a mesma equipa de cientistas decidiu averiguar se o tamanho fetal reduzido estava associado a uma função pulmonar reduzida e a asma persistente entre os cinco e os 15 anos.

Para o estudo, os investigadores recrutaram um total de duas mil mães entre 1997 e 1999. O tamanho fetal no primeiro e segundo trimestres de gravidez foi avaliado através de ecografias de rotina. A asma e a função pulmonar foram determinadas aos cinco, dez e 15 anos.

Os investigadores constataram que os fetos maiores apresentavam um risco reduzido de asma e tinham uma melhor função pulmonar. O tamanho fetal foi expresso sob a forma de pontuação z, um método estatístico utilizado para diferenciar dos parâmetros normais. Cada aumento de uma unidade na pontuação Z no tamanho fetal no primeiro trimestre foi associado a um risco 22% menor de asma entre os cinco, 10 e 15 anos.

O aumento do tamanho do feto foi também associado a um aumento da função pulmonar. A asma persistente foi associada a reduções do tamanho do feto no primeiro e segundo trimestres de gravidez, bem como a uma diminuição do volume máximo de ar que é possível exalar no primeiro segundo numa expiração forçada aos cinco, dez e 15 anos, comparativamente com os outros grupos.

Stephen Turner, um dos autores do estudo, refere que o tamanho fetal no primeiro trimestre é relevante para os sintomas e fisiologia respiratória até aos 15 anos de idade. “Estes resultados sugerem que os fatores pré-natais contribuem para o bem-estar das vias respiratórias ao longo da vida”, referiu, em comunicado de imprensa, o investigador.

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/tamanho-fetal-reduzido-aumenta-risco-de-asma?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160912)
Antibióticos aumentam risco de alergias alimentares
Estudo publicado na revista “Allergy, Asthma & Clinical Immunology”

 

O tratamento com antibióticos num primeiro ano de vida está associado a um aumento do risco de desenvolvimento de alergia alimentar, sugere um estudo publicado na revista “Allergy, Asthma & Clinical Immunology”.

Para o estudo, os investigadores da Universidade da Carolina do Sul, nos EUA, analisaram dados clínicos de 1.504 casos de crianças com alergias alimentares e 5.995 crianças sem este tipo de alergias. Após terem tido em conta fatores como parto, tempo de amamentação, asma, eczema, idade materna e residência urbana, os cientistas verificaram que as crianças às quais tinham sido prescritos antibióticos no primeiro ano de vida apresentavam um risco 1,2 vezes maior de serem diagnosticadas com alergia alimentar, comparativamente com aquelas que não tinham tomado este tipo de medicação.

O estudo, liderado por David J. Amrol, apurou que a associação entre a prescrição de antibióticos e o desenvolvimento de alergia alimentar era estatisticamente significativa e a probabilidade da alergia alimentar aumentava com o número de prescrições de antibióticos. O risco aumentava 1,3 vezes com três prescrições, 1,43 vezes com quatro prescrições e 1,64 com cinco ou mais prescrições.

Os cientistas constataram que a associação mais forte foi encontrada nas crianças a quem tinham sido prescritos antibióticos de largo espetro, como a cefalosporina e a sulfonamide, com um risco de 1,5 e 1,54, respetivamente, comparativamente com a toma de antibióticos de espetro mais reduzido, como é o caso da penicilina e macrolídeos.

Esta associação pode ser justificada pelo facto de a flora intestinal ser muito importante para o desenvolvimento da tolerância a proteínas externas, tais como aquelas que estão presentes nos alimentos. Adicionalmente, sabe-se que os antibióticos alteram a composição da flora intestinal.

O estudo sugere assim que existe uma potencial associação entre o aumento da prescrição de antibióticos e o aumento de alergias alimentares nas crianças. Tendo em conta que tem sido sugerido que os antibióticos são frequentemente prescritos inapropriadamente para tratar infeções virais, um dos autores do estudo, Bryan Love, aconselha os médicos a serem cautelosos no que diz respeito à prescrição deste tipo de fármacos.

“O excesso de antibióticos potencia a ocorrência de efeitos secundários, incluindo o desenvolvimento de alergias alimentares e encoraja a resistência antibacteriana”, concluiu o investigador.

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/antibioticos-aumentam-risco-de-alergias-alimentares?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160912)
Alunos têm dores nas costas mas não vão ao médico
Estudo da Associação Portuguesa Spine Matters

 

Investigadores da Associação Portuguesa Spine Matters constataram que cerca de um terço dos alunos entre o 1.º e o 9.º ano de escolaridade sofre de dores nas costas, mas apenas 3% consultou um médico da especialidade.

O estudo, que envolveu 110 alunos, e que ainda se encontra na primeira fase, demonstrou também que é no 7.º ano que se encontra a maior carga transportada, com uma média de sete livros por aluno.

No âmbito do regresso às aulas, Luís Teixeira, médico ortopedista e fundador da Spine Matters, lembra a importância de se terem presentes estes dados, recolhidos nos últimos meses e alerta para as consequências de uma carga desadequada e contínua durante o período escolar e fase de crescimento das crianças e adolescentes.

"Todos sabemos que as nossas crianças continuam a transportar cargas excessivas nos dias de aulas, mas é fundamental percebermos de que é que estamos a falar. Na verdade, os números mostram que há muitos alunos a suportar 15% ou mais do seu peso corporal na carga escolar, uma percentagem já muito elevada e prejudicial para a coluna", referiu o médico.

No comunicado enviado pela associação à ALERT, Luís Teixeira refere que as mochilas das crianças não devem exceder esta percentagem devido a mudanças nos ângulos dos ombros, pescoço, tronco e membros inferiores, afetando a postura de forma global ao provocar uma curvatura anormal das costas. A má postura, cifoses (corcundez) e escolioses decorrentes desta utilização prolongada são alguns dos exemplos dos resultados que podem advir e que aumentam a probabilidade de se sofrer de dores lombares na vida adulta.

Por outro lado, o excesso de peso nas mochilas tem ainda sido apontado como responsável, a longo prazo, por dores de cabeça frequentes e consequente falta de concentração nas aulas.

"Uma das situações mais alarmantes que apurámos foi a desvalorização das dores nas costas destes alunos. Quando inquiridos sobre as cadeiras, tempo passado à secretária ou locais de estudo, não foi relacionada nenhuma percentagem significativa de casos em que sentem dor nesses momentos. No entanto, em relação às mochilas que usam, existe uma ligação imediata e a reação é comunicada aos pais em 71% dos casos. No entanto, e apesar de ser uma realidade constante, não são consultados especialistas para auxiliar e travar a situação”, refere o especialista.

Luís Teixeira aconselha os pais a pesarem as mochilas dos filhos e, se a carga exceder 15% do seu próprio peso, retirar carga. As mochilas devem ter duas alças e um bom suporte, em que o peso possa ser suportado uniformemente. Por outro lado, quando impossível de contornar a medida, a opção pontual deve ser por uma mala com rodas. Por último, o ortopedista refere que as alças da mochila devem ser ajustadas no caso de estarem muito soltas. Todas as mochilas devem ter as alças apertadas e justas para que não haja oscilação de peso.

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/alunos-tem-dores-nas-costas-mas-nao-vao-ao-medico?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160905

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ácidos gordos ómega-3 e 6 melhoraram capacidade de leitura das crianças
Estudo publicado no “Journal of Child Psychology and Psychiatry”

 
A toma de suplementos de ácidos gordos ómega-3 e 6 pode melhorar a capacidade de leitura das crianças em idade escolar. O estudo publicado no “Journal of Child Psychology and Psychiatry” sugere que a toma destes ácidos pode ajudar particularmente as crianças com défices de atenção.
 
Para o estudo, os investigadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, contaram com a participação de 154 crianças que frequentavam o terceiro ano de escolaridade e tinham entre nove e dez anos. As crianças realizaram um teste de computador que mediu a capacidade de leitura sob várias formas, incluindo rapidez da leitura, a capacidade de ler palavras sem sentido e vocabulário. 
 
As crianças foram divididas aleatoriamente em dois grupos. Um dos grupos tomou cápsulas de ácidos gordos ómega-3 e 6 e o outro grupo tomou um placebo ao longo de três meses. Tanto as crianças, como os pais, bem como os investigadores não sabiam a que grupos é que as crianças estavam alocadas. Após três meses, todas as crianças tomaram cápsulas de ácidos gordos ómega-3 e 6.
 
O estudo apurou que mesmo após três meses, a adição de ácidos gordos melhorou a capacidade de leitura das crianças, comparativamente com aquelas que receberam o placebo. Isto foi particularmente evidente na capacidade de ler e pronunciar em voz alta palavras sem sentido e na capacidade de ler um conjunto de letras rapidamente.
 
Apesar de nenhuma criança com perturbação da hiperatividade com défice de atenção ter sido incluída no estudo, algumas tinham problemas de atenção ligeiros. Para estas crianças a toma deste tipo de ácidos foi ainda mais relevante, tendo-se observado melhorias em vários testes, incluindo a rapidez de leitura. 
 
Mats Johnson, um dos autores do estudo, refere que a dieta moderna contém níveis relativamente baixos de ácidos gordos ómega-3, o que se acredita que tenha um efeito negativo na aprendizagem, literacia e atenção das crianças. 
 
As membranas celulares no cérebro são maioritariamente constituídas por gorduras polinsaturadas. De facto, vários estudos têm indicado que os ácidos gordos são importantes para a transmissão de sinais entre as células nervosas, bem como para a regulação dos sistemas de sinalização no cérebro. 
 
“O nosso estudo sugere que as crianças podem beneficiar de suplementos alimentares com uma fórmula especial”, conclui o investigador.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/acidos-gordos-omega-3-e-6-melhoraram-capacidade-de-leitura-das-criancas?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160926
Problemas de sono podem estar associados a risco de doenças cardiovasculares
Estudo publicado na revista “Circulation”


Os problemas de sono, como dormir pouco ou demasiado, podem estar associados a vários fatores que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares, dá conta uma declaração da Associação Americana do Coração publicada na revista “Circulation”.
 
De acordo com a Fundação Nacional do Sono, nos EUA, o sono é essencial para um coração saudável. Os indivíduos que não dormem entre seis a oito horas por noite apresentam um maior risco de doença cardiovascular, independentemente dos hábitos, idade, peso, tabagismo e exercício. A falta de sono está associada ao stress, aumento da pressão arterial e secreção de adrenalina – todos estes são fatores de risco para a doença cardíaca. Contudo, estes riscos podem diminuir se a qualidade do sono for melhorada.
 
Por outro lado, dormir demais, mais de oito horas, também está associado ao risco de morrer de doença cardiovascular, o que sugere que há um equilíbrio entre a duração do sono e a saúde do coração.
 
Muita da investigação científica realizada sobre o sono e a saúde do coração tem-se focado na insónia ou apneia do sono. A insónia é definida como a dificuldade de adormecer ou manter o sono, pelo menos, três noites por semana durante três meses ou mais. A apneia do sono é diagnosticada quando um indivíduo tem uma média de cinco ou mais pausas na respiração, que pode durar de segundos a minutos, por hora de sono. As pausas são normalmente devido a um estreitamento das vias aéreas.
 
A associação entre os problemas de sono e a obesidade e a diabetes tem sido a temática mais estudada. Segunda Marie-Pierre St-Onge, da Universidade de Columbia, nos EUA, estas são as duas principais condições em que existem estudos de intervenção que demonstram que os fatores de risco são aumentados quando o sono se encontra alterado. Na obesidade, por exemplo, os estudos mostram que o sono influencia a ingestão de alimentos e pode ter um impacto direto no risco de obesidade. Contudo, os estudos têm sido de curta duração, sendo por isso necessárias investigações mais longas para avaliar o verdadeiro impacto no peso.
 
Da mesma forma, os estudos de longa duração poderiam também ajudar a perceber se as variações do sono ao longo da semana têm impacto nos níveis de colesterol, triglicerídeos ou marcadores inflamatórios.
 
De acordo com Marie-Pierre St-Onge, são também necessárias mais evidências para associar diretamente o sono inadequado ou parco à diabetes, pressão arterial elevada e doenças cardiovasculares. Na verdade a investigação nesta área tem sido, em grande, parte observacional estabelecendo uma conexão, mas não tem provado que os problemas de sono causam estas condições.
 
No entanto, a especialista refere que os profissionais de saúde deveriam questionar os pacientes sobre os seus hábitos de sono, nomeadamente, o tempo que dormem, se dormem bem e se ressonam.
 
Na sua opinião, os indivíduos com excesso de peso e que ressonam deveriam ser encaminhados para um especialista do sono para verificar se têm apneia. Do mesmo modo, os indivíduos com sono inadequado ou insónia devem ser orientados de forma a melhorar o seu sono.
 
"Os pacientes precisam estar conscientes de que o sono adequado é importante, tal como ser fisicamente ativo e adotar uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, cereais integrais, carnes magras e peixes é importante para a saúde cardiovascular. O sono é um outro tipo de munição que podemos adaptar para melhorar a saúde”, conclui.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/problemas-de-sono-podem-estar-associados-a-risco-de-doencas-cardiovasculares?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160926

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Obesidade da mãe: porque afeta o peso do bebé?
Estudo publicado no “International Journal of Obesity”


Investigadores americanos descobriram por que motivo as crianças cujas mães são obesas apresentam um maior risco de desenvolverem obesidade, dá conta um estudo publicado no “International Journal of Obesity”.
 
Os investigadores do Centro de Diabetes Joslin, nos EUA, demostraram que as células umbilicais das crianças cujas mães são obesas ou têm excesso de peso têm uma alteração na expressão de genes que são importantes na regulação da energia celular e metabolismo, comparativamente com as células dos bebés com mães com peso normal.
 
De acordo com Elvira Isganaitis, uma das autoras do estudo, estes resultados podem melhorar os cuidados de saúde, antes e após o nascimento para as crianças em risco de obesidade. O estudo também sugere que o aumento do risco de obesidade pode ser resultante da presença de níveis elevados de determinados lípidos no sangue materno que fluem através do cordão umbilical.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 24 mulheres com excesso de peso ou obesas e 13 mulheres sem excesso de peso. Foram recolhidas células umbilicais da veia que transporta oxigénio e outros nutrientes da placenta para o embrião.
 
O estudo apurou que, nestas células, a obesidade aumentada das mães estava associada a uma menor expressão de genes que regulam a mitocôndria (organelos que estão envolvidos na produção de energia) e doutros genes que regulam a produção e metabolismo dos lípidos.
 
Estes resultados sugerem que já existem perturbações metabólicas importantes à nascença que resultam da obesidade materna. As alterações observadas são similares às que ocorrem na obesidade, resistência à insulina e diabetes tipo 2.
 
Através da análise do sangue fetal, os investigadores verificaram que os bebés de mães obesas apresentavam níveis elevados de muitos lípidos que são conhecidos por serem metabolicamente prejudiciais, como os ácidos gordos saturados.
 
A investigadora espera que no futuro seja possível utilizar marcadores sanguíneos para identificar embriões em risco de desenvolver obesidade ou outras condições relacionadas, como diabetes tipo 2, e acompanhá-los com intervenções médicas adequadas.
 
Elvira Isganaitis acrescentou que as mães e os profissionais de saúde também podem acompanhar os padrões de crescimento e nutrição das crianças com risco de obesidade, tanto nos primeiros dois de vida como depois. “O risco de doenças crónicas não está determinado à nascença, existem vários períodos em que o risco de doença ao longo da vida pode ser modelado”, concluiu.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/obesidade-da-mae-porque-afeta-o-peso-do-bebe?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160829
Identificado centro da generosidade no cérebro
Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”


Investigadores do Reino Unido identificaram parte do cérebro que ajuda a aprender como sermos bons para os outros. O estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences” pode ajudar a compreender condições como a psicopatia que é caracterizada por comportamentos extremamente antissociais.
Patricia Lockwood, a líder do estudo, explica que os comportamentos pró-sociais são comportamentos sociais que beneficiam outras pessoas. Estes são um aspeto fundamental das interações humanas, essenciais para a união e coesão, mas atualmente pouco se sabe como e por que motivo as pessoas fazem coisas para ajudar os outros.
 
No comunicado da Universidade de Oxford, no Reino Unido, a cientista refere ainda que apesar de as pessoas terem tendência para se envolverem em comportamentos pró-sociais existem diferenças substanciais entre os indivíduos. A empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro e entender os seus sentimentos, têm sido apontados como fatores motivadores importantes dos comportamentos pró-sociais. Contudo, neste estudo os investigadores da Universidade de Oxford e da University College London, no Reino Unido, decidiram averiguar porque e como podem estar relacionados.
 
Os investigadores utilizaram um modelo já conhecido de como as pessoas aprendem a maximizar os bons resultados para elas próprias e aplicarem este mesmo modelo para perceber como as pessoas aprendem a ajudar os outros. Enquanto estavam a ser submetidos a ressonâncias magnéticas os participantes tinham de escolher os estímulos que lhes proporcionavam, a eles ou a outras pessoas, um sentido de recompensa.
 
O estudo apurou que apesar de as pessoas aprenderem com facilidade a tomar decisões que beneficiam as outras, não aprendem tão rapidamente a tomar decisões em seu próprio benefício. Foi também identificada uma região específica do cérebro envolvida na aprendizagem para obter o melhor resultado para outras pessoas.
 
Os investigadores constataram que o córtex cingulado anterior subgenual era a única parte do cérebro que era ativada quando os participantes estavam a aprender a ajudar os outros. Contudo, verificou-se que esta região não estava igualmente ativada em todas as pessoas. Os indivíduos que se classificaram como tendo elevados níveis de empatia aprendiam a beneficiar os outros mais rapidamente que aqueles com níveis baixos de empatia. Estes indivíduos também apresentavam uma maior sinalização no córtex cingulado anterior subgenual quando beneficiavam os outros.
 
Patricia Lockwood conclui que através da compreensão de como o cérebro funciona quando fazemos coisas para outras pessoas poderemos compreender melhor o que ocorre de errado nas condições psicológicas caracterizadas por comportamentos antissociais.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/identificado-centro-da-generosidade-no-cerebro?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160822)