segunda-feira, 16 de maio de 2016

Projeto pioneiro de rastreio de saúde visual infantil
Sociedade Portuguesa de Oftalmologia associa-se ao Ministério da Saúde

 
Mais de mais de cinco mil crianças nascidas em 2014 vão integrar um projeto piloto do Ministério da Saúde que tem como objetivo alargar cuidados de saúde visuais nos cuidados de saúde primários. 
 
O protocolo, que conta com a colaboração da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), foi assinado semana passada.
 
De acordo com a agência Lusa, este rastreio de saúde visual infantil, de base populacional, deve observar todas as crianças no semestre em que completam dois anos de idade. Um segundo rastreio, a complementar o efetuado aos dois anos, deverá ser realizado a todas as crianças entre os quatro e os cinco anos de idade. Este segundo rastreio tem como objetivo detetar novos casos de crianças com ambliopia ou em risco de a desenvolver. As crianças com rastreio positivo são rapidamente referenciadas para uma consulta de oftalmologia no Serviço Nacional de Saúde.
 
A direção da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia referiu num comunicado enviado à ALERT que “este é um projeto que resulta da vontade do Ministério da Saúde em fortalecer a saúde visual em articulação com os cuidados primários do SNS”, projeto que a SPO acompanhou e para o qual contribuiu defendendo designadamente um rastreio nacional de fatores de risco implicados na ambliopia.
 
Pedro Menéres, médico oftalmologista da direção da Sociedade tem esperança que, “após a validação do estudo piloto que envolve mais de cinco mil crianças do grande Porto, o programa de rastreio nas crianças possa ser alargado a todo Portugal já em 2017 com o objetivo de eliminar a ambliopia no nosso país”. “A ambliopia é vulgarmente conhecida como olho preguiçoso e apenas tem tratamento nos primeiros anos de vida”, acrescentou.
 
De um modo inicial, na região Norte vão ainda avançar os primeiros rastreios da degenerescência macular da idade (DMI), que deve abranger todos os utentes do SNS selecionados para o rastreio primário da retinopatia diabética.
 
Fonte -http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/projeto-pioneiro-de-rastreio-de-saude-visual-infantil?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160516
Fratura do fémur: 10% morre no ano seguinte
Investigação do Hospital Garcia de Orta

 
Especialistas do Hospital Garcia de Orta concluem que pelo menos uma em cada dez pessoas com fratura no fémur morre no ano seguinte ao acidente.
 
O estudo apresentado na semana passado ao longo do VIII Congresso de Reumatologia, que decorreu em Vilamoura, analisou os pacientes admitidos ao longo do ano de 2015 no Hospital Garcia de Orta, recorrendo aos registos clínicos para fazer uma avaliação.
 
De acordo com os dados parciais a que a agência Lusa teve acesso, são entre 10% a 20% os doentes que sofrem uma fatura no fémur (considerada a principal consequência de quem sofre de osteoporose) a morrer no ano seguinte ao episódio.
 
Os fatores que surgem associados àquela taxa de mortalidade são a idade avançada, a falta de diagnóstico da doença antes da fratura e a ausência de tratamento para a osteoporose.
 
Os especialistas envolvidos no estudo referem que as fraturas recorrentes aumentam o risco de vida dos doentes e reforçam que o diagnóstico e tratamento devem ser eficazes e iniciados o mais cedo possível.
 
Cerca de 70% do total de doentes – dos 348 estudados – sofriam de uma ou duas patologias, sendo a hipertensão o problema mais reportado. As fraturas mais frequentes, em 60% das situações, envolveram a região do colo do fémur.
 
Apenas cerca de cinco por cento dos doentes com fraturas não necessitaram de cirurgia, cerca de um terço necessitou de uma cirurgia de substituição articular e em 60% dos casos houve necessidade de recorrer a uma osteossíntese (junção dos fragmentos ósseos com ajuda de parafusos ou placas).
 
Fonte -http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/fratura-do-femur-10-morre-no-ano-seguinte?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160516

domingo, 15 de maio de 2016

“Cuide da sua máquina”
Alerta da Fundação Portuguesa de Cardiologia

 
Este ano, o Mês do Coração, que decorre em maio, vai ser assinalado com um alerta da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) para o conhecimento da doença e a valorização dos seus primeiros sintomas.
 
A campanha, que tem como tema “Cuide da sua máquina”, tem como objetivo chamar a atenção da população portuguesa para sintomas que habitualmente não são associados a problemas do coração.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, entres estes sintomas, que são os primeiros sinais de alerta para a insuficiência cardíaca, consta a dificuldade em respirar (dispneia), o inchaço dos membros inferiores devido à acumulação de líquidos, fadiga intensa, tosse ou pieira, náuseas e aumento de peso. 
 
De acordo com a FPC, uma em cada cinco pessoas vai desenvolver insuficiência cardíaca ao longo da sua vida, uma situação clínica debilitante, em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para todo o corpo.
 
O cardiologista e administrador da FPC, Nuno Lousada, referiu que “cinco anos é o tempo médio de vida para metade dos doentes com insuficiência cardíaca, após o seu diagnóstico”. 
 
“É urgente aumentar o reconhecimento e conhecimento público dos sintomas da insuficiência cardíaca. Apesar da melhoria de cuidados verificada nos últimos 20 anos, a mortalidade por insuficiência cardíaca permanece inaceitavelmente elevada”, disse.
 
O risco de desenvolver insuficiência cardíaca aumenta com a idade e, em geral, tem tendência a ser mais frequente nos homens do que nas mulheres. 
 
Um quinto das pessoas irá desenvolver insuficiência cardíaca em alguma altura das suas vidas.
 
Fonte -http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/%E2%80%9Ccuide-da-sua-maquina%E2%80%9D?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160509
Atlas semântico mostra como o cérebro humano organiza a linguagem
Estudo publicado na revista “Nature”

 
Investigadores americanos construíram um atlas semântico que mostra em cores vivas e a várias dimensões como o cérebro humano organiza a linguagem. O atlas também identifica as áreas cerebrais que respondem a palavras com significados similares, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.
 
O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, baseou-se em imagens cerebrais que gravaram a atividade neuronal de voluntários, enquanto estes ouviam um programa de rádio. Verificou-se que pelo menos um terço do córtex cerebral, incluindo áreas dedicadas à cognição de elevado nível, está envolvido no processamento da linguagem. Curiosamente, verificou-se que pessoas diferentes partilham mapas de linguagem similares.
 
Na opinião dos investigadores, liderados por Alex Hut, os mapas detalhados que mostram como o cérebro organiza as diferentes palavras pelo significado poderia eventualmente ajudar a dar voz aos indivíduos que não conseguem falar, como as vítimas de acidente vascular cerebral ou danos cerebrais, ou aqueles afetados por doenças motoras neurológicas como a esclerose lateral amiotrófica.
 
O estudo refere ainda que através desta abordagem os médicos poderiam acompanhar a atividade cerebral de pacientes que têm dificuldade em comunicar e emparelhar os dados com mapas semânticos de linguagem para tentar determinar o que os pacientes estão a tentar dizer. Uma outra aplicação possível é um descodificador que traduz o que um indivíduo está a dizer noutro idioma.
 
Alex Hut e outros seis indivíduos em que o inglês era a língua nativa funcionaram como voluntários, tendo para isso permanecido imoveis dentro de um aparelho de ressonância magnética durante horas. O fluxo sanguíneo de cada participante foi medido à medida que ouviam, de olhos fechados e auriculares, mais de duas horas de um programa de rádio.
 
As imagens cerebrais foram posteriormente emparelhadas com transcrições fonéticas das histórias. Esta informação foi posteriormente introduzida num algoritmo de palavras que avaliou as palavras de acordo com a proximidade semântica entre as mesmas. Os resultados foram convertidos num mapa semântico, onde as palavras foram organizadas nos hemisférios direito e esquerdo de córtices achatados do cérebro. As palavras foram assim agrupadas de acordo com várias temáticas como: visual, táctil, numérica, de localização, abstrata, temporal, profissional, violenta, coletiva, mental, emocional e social
 
Os mapas demonstraram que muitas áreas do cérebro humano representam linguagem que descreve pessoas e relações socias, em vez de conceitos abstratos.
 
“Os nossos modelos semânticos são bons para prever respostas à linguagem em várias e grandes faixas do córtex. Contudo, também é possível detalhar informação que nos indica que tipo de informação está representada em cada área do cérebro. É por isso que estes mapas são tão entusiasmantes e têm tanto potencial”, concluiu Alex Hut.
 
Fonte -http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/atlas-semantico-mostra-como-o-cerebro-humano-organiza-a-linguagem?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160509
Infeções respiratórias aumentam risco de diabetes tipo 1
Estudo publicado no “JAMA”

 
As crianças que têm infeções respiratórias virais recorrentes nos primeiros seis meses de vida apresentam um maior risco de serem diagnosticadas com diabetes tipo 1 aos oito anos, sugere um estudo publicado no “JAMA”.
 
As infeções do trato respiratório são definidas como qualquer infeção que afeta os seios nasais, garganta, vias respiratórias ou os pulmões. Estas infeções são habitualmente causadas por vírus. As crianças são particularmente suscetíveis às infeções do trato respiratório, uma vez que, ao contrário dos adultos, o sistema imunitário ainda não adquiriu imunidade suficiente para conseguir debelar alguns dos vírus que causam estas infeções.
 
Estudos anteriores já tinham sugerido que as infeções virais poderiam aumentar o risco de desenvolvimento da diabetes tipo 1. De forma a tentar clarificar esta possível associação, os investigadores do Helmholtz Zentrum Munchen, na Alemanha, analisaram os dados de 295.420 crianças que tinham nascido entre 2005 e 2007. Os participantes foram em média acompanhados até aos oito anos e meio. 
 
Ao longo do período de acompanhamento, verificou-se que 720 crianças foram diagnosticadas com diabetes tipo 1, o que representa uma incidência de 29 diagnósticos por 100 mil crianças por ano. Cerca de 93% das crianças teve, pelo menos, uma infeção antes dos dois anos e 97% das crianças com diabetes tipo 1 teve pelo menos uma infeção antes desta idade. Os investigadores constataram que cerca de 87% atingiram o trato respiratório e cerca de 84% tinham sido provocadas por vírus.
 
O estudo apurou que as crianças que tiveram infeções respiratórias até aos 2,9 meses ou entre os três meses e os 5,9 meses tinham maior probabilidade de serem diagnosticadas com diabetes tipo 1 aos oito anos, comparativamente com aquelas que não desenvolveram este tipo de infeções ao longo desta faixa etária.
 
O risco de a criança sofrer de diabetes tipo 1 aumentou ainda mais nas crianças que desenvolveram infeções respiratórias ao longo dos dois intervalos de idade.
 
"Não se sabe se a associação a infeções precoces reflete o aumento da exposição ao vírus ou um comprometimento da resposta do sistema imunológico, talvez devido à suscetibilidade genética. No entanto, a associação das infeções do trato respiratório nos primeiros seis meses à diabetes tipo 1 é consistente com estudos de menor dimensão que avaliaram o desenvolvimento de autoanticorpos, sugerindo que a primeira metade do ano de vida é crucial para o desenvolvimento do sistema imunitário e da autoimunidade”, concluíram os investigadores.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/infecoes-respiratorias-aumentam-risco-de-diabetes-tipo-1?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160509
O impacto do estilo de vida nas bactérias intestinais
Estudo publicado na revista “Science”


Tudo o que se come ou se bebe afeta a flora intestinal e é provável que tenha impacto na saúde, conclui um estudo publicado na revista “Science”.
 
Para o estudo os investigadores da Universidade de Groningen, na Holanda, colheram amostras de fezes de mais de mil indivíduos. Estas amostras foram utilizadas para analisar o ADN das bactérias e outros organismos que habitam os intestinos. Adicionalmente, foi também recolhida informação sobre a dieta, toma de medicamentos e saúde dos participantes.
 
Através da análise do ADN foi possível avaliar os fatores que têm impacto na diversidade do microbioma. O microbioma intestinal consiste em dezenas de triliões de microrganismos, incluindo pelo menos mil espécies de bactérias, e pode pesar até cerca de 2 kg. Apesar de cerca de um terço do microbioma ser comum à maioria das pessoas, cerca de dois terços é específico para cada indivíduo.
 
O estudo, liderado por Cisca Wijmenga, apurou que os indivíduos que habitualmente consomem iogurtes ou leitelho têm uma grande diversidade de bactérias intestinais. Adicionalmente, verificou-se que a ingestão de café ou vinho também aumenta a diversidade, enquanto o leite gordo ou uma dieta com elevado teor calórico tem um efeito oposto.
 
Os investigadores identificaram 60 fatores que influenciam a diversidade bacteriana intestinal. Alexandra Zhernakova, uma das autoras do estudo, refere que apesar de ainda não saberem o que isto significa, há uma grande correlação entre a diversidade e saúde, ou seja, quanto maior é a diversidade melhor.
 
Para além da dieta, pelo menos 19 tipos de medicamentos diferentes, alguns dos quais muito utilizados, têm também impacto na diversidade do microbioma. Um estudo anterior levado a cabo pela mesma equipa de investigadores concluiu que os antiácidos diminuíam a diversidade e que os antibióticos, bem como a metaformina utilizada no tratamento da diabetes, também também afetavam o microbioma.
 
Na opinião de Cisca Wijmenga, estes resultados são importantes uma vez que a doença é resultante de muitos fatores, muitos dos quais, como os genes ou idade, não são modificáveis. No entanto, é possível alterar a diversidade do microbioma através da adaptação da dieta ou medicação. “Quando percebemos como isto funciona, abrem-se novas possibilidades”, concluiu a investigadora.
 
Fonte -http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/o-impacto-do-estilo-de-vida-nas-bacterias-intestinais?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160509
Artigo sobre "Para melhor compreender a Esclerose Lateral Amiotrófica" na revista "Plural & Singular", ed. 10, Março, Abril e Maio 2015

(Ana Catarina Candeias, Andreia Rocha, Cátia Candeias, Rosário Alves, Vítor Pinheiro)
















http://www.pluralesingular.pt