terça-feira, 3 de maio de 2016

Música melhora processamento cerebral dos bebés
Estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”


Sessões de música melhoram o processamento cerebral tanto da música como de novos sons da fala em bebés de nove meses, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 
Na opinião da líder do estudo, Christina Zhao, este trabalho sugere que a experiência de um padrão musical ritmado pode também melhorar a capacidade de detetar e fazer previsões sobre os padrões rítmicos na fala. “Isto significa que a participação em experiências musicais precoces pode ter um efeito mais global nas capacidades cognitivas”, referiu, em comunicado de imprensa, a investigadora.
 
As crianças vivem num mundo complexo em que os sons, as luzes e as sensações variam constantemente. A tarefa do bebé é reconhecer os padrões de atividade e prever o que irá ocorrer a seguir. “A perceção de padrões é uma capacidade cognitiva importante e a melhoria desta capacidade pode ter efeitos a longo prazo na aprendizagem”, referiu, uma das coautoras do estudo, Patricia Kuhl.
 
Tal como a música, a fala tem fortes padrões rítmicos. O ritmo das sílabas ajuda os ouvintes a distinguirem um som do outro e a perceber o que alguém está a dizer. É a capacidade de identificar diferenças nos discursos que ajuda os bebés a aprender a falar.
 
Neste estudo, os investigadores da Universidade de Washington, nos EUA, decidiram averiguar se o ensino de ritmos musicais poderia ajudar os bebés com os ritmos da fala. Ao longo de um mês, 39 bebés participaram em sessões de música de 12 a 15 minutos com os pais. As crianças foram sentadas em grupos de dois ou três com os pais de forma a guiá-los através das atividades.
 
Enquanto os 20 bebés e os pais incluídos no grupo da música ouviam a melodia, um dos investigadores demostrava o ritmo da mesma através de uma batida. Todas as músicas estavam em compasso ternário, que foi escolhido pelos investigadores por ser relativamente mais difícil de os bebés aprenderem.
 
Os 19 bebés do grupo de controlo participaram em sessões de brincadeira que não envolveram música, tendo brincado com carros, blocos e outros objetos que necessitavam de movimentos coordenados, mas sem música.
 
Uma semana após as sessões terem terminado, as respostas cerebrais dos bebés foram medidas através de uma magnetoencefalografia, de modo a avaliar a localização precisa e o momento da atividade cerebral. Enquanto estavam a ser submetidos a este procedimento, os bebés escutaram várias músicas e sons de palavras, a um ritmo que era ocasionalmente interrompido. O cérebro dos bebés demonstrou uma resposta específica que indicava que estava a detetar a interrupção.
 
Os investigadores focaram-se em duas regiões cerebrais, o córtex auditivo e o pré-frontal, que são importantes para as capacidades cognitivas, como controlo da atenção e deteção de padrões. Verificou-se que os bebés incluídos no grupo da música tinham uma resposta mais forte à interrupção do ritmo da música e da fala tanto no córtex auditivo e pré-frontal, comparativamente com o grupo de controlo.
 
Estes resultados sugerem que a participação nas sessões de música melhora a capacidade dos bebés detetarem os padrões de música.
 
"Esta investigação recorda-nos que os efeitos da música vão para além da música em si. As experiências musicais tem o potencial de aumentar competências cognitivas mais amplas que melhoram as capacidades das crianças em detetar, esperar e reagir rapidamente a padrões no mundo, que é altamente relevante no mundo complexo da atualidade", conclui Patricia Kuhl.
 
Fonte -http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/musica-melhora-processamento-cerebral-dos-bebes?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160502
Prevenção e tratamento da obesidade em idade pediátrica
Estudo da Universidade do Porto


Investigadores da Universidade do Porto (UP) avaliaram cerca de 250 crianças e adolescentes portugueses obesos para perceber a interação entre a predisposição genética e o exercício físico regular, de forma a prevenir e tratar a obesidade em idade pediátrica.
 
O projeto denominado "Genetic predisposition versus the effect of regular physical exercise on circulating adipokine levels in obese Portuguese adolescents", teve como objetivo avaliar essa interação em níveis circulantes de adipocinas.
 
Segundo o líder do projeto e professor da Faculdade de Farmácia da UP, Luís Belo, as adipocinas são um conjunto de substâncias produzidas pelo tecido adiposo (um órgão metabolicamente ativo), com papéis importantes no equilíbrio do organismo.
 
"Há evidências crescentes de que estas adipocinas, cuja secreção se encontra alterada nos obesos, estão envolvidas em outras doenças associadas à obesidade, nomeadamente a diabetes", explicou o investigador à agência Lusa.
 
Para além dos fatores ambientais, como a má alimentação e o sedentarismo, "a contribuição genética para o desenvolvimento da obesidade é já amplamente reconhecida, porém os genes envolvidos ainda não foram completamente identificados e estudados", acrescentou.
 
Na opinião de Lusi Belo, uma melhor compreensão da influência genética “pode ajudar a identificar indivíduos que apresentam riscos aumentados e que beneficiem mais de uma intervenção mais precoce/intensa".
 
Ao longo do estudo foi também analisada a interação entre a predisposição genética e o exercício físico com alguns exames laboratoriais de rotina, como é o caso dos níveis séricos de proteína C-reativa, o perfil lipídico, o hemograma e marcadores de resistência à insulina e do metabolismo do ferro.
 
Os investigadores concluíram que o exercício físico regular ajuda a melhorar fatores de risco cardiovascular (alguns mediados por adipocinas) que se encontram já alterados em obesos em idade pediátrica. Verificou-se ainda que a obesidade está associada a um aumento dos triglicerídeos e de proteína C-reativa, resistência à insulina e hipertensão, entre outros fatores de risco.
 
Os participantes foram estimulados, durante a investigação, para uma mudança nos hábitos de vida e convidados a participar num programa de intervenção de exercício físico regular, que teve a duração de nove meses (correspondente ao período do calendário escolar).
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/prevencao-e-tratamento-da-obesidade-em-idade-pediatrica?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160502
Doença do fígado gordo não alcoólica é um fator de risco da doença cardiovascular
Estudo publicado no “Journal of Hepatology”


Investigadores franceses concluíram que a doença do fígado gordo não alcoólica, e não as condições associadas, como a diabetes e obesidade, é um fator de risco independente da aterosclerose e consequentemente da doença cardiovascular, dá conta um estudo publicado no “Journal of Hepatology”.
 
Os investigadores da Universidade Pierre e Marie Curie, na França, recomendam um acompanhamento rigoroso da saúde cardiovascular e das complicações metabólicas nos pacientes com doença do fígado gordo não alcoólica.
 
A doença do fígado gordo não alcoólica é uma condição cada vez mais comum em pacientes com obesidade, diabetes tipo 2, dislipidemia aterogénica e hipertensão arterial. Alguns estudos indicaram que o fígado gordo e inflamado expressa vários fatores pró-inflamatórios e pró-coagulantes, assim como genes envolvidos na aterogénese acelerada.
 
“Isto levantou a possibilidade de a associação entre a doença do fígado gordo não alcoólica e a mortalidade cardiovascular poder não ser simplesmente mediada por fatores de risco partilhados e comuns, mas sim pelo facto de a doença do fígado gordo contribuir independentemente para o aumento do risco”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Vlad Ratziu.
 
Os investigadores, liderados por Raluca Pais, acompanharam, entre 1995 e 2012, seis mil pacientes de forma a averiguar se a doença do fígado gordo não alcoólica resulta ou é a causa da aterosclerose das artérias carótidas, os principais vasos sanguíneos no pescoço que fornecem sangue para o cérebro, pescoço e face.
 
Todos os pacientes foram analisados através de uma ressonância à carótida com medição da espessura da camada íntima-média e acumulação de gordura (placas) nestas artérias. Através da utilização do índice do fígado gordo, os investigadores verificaram que a esteatose (fígado gordo) estava associada à espessura íntima-média carotídea (C-IMT, sigla em inglês), uma lesão pré-aterosclerótica que prevê eventos cardiovasculares. A C-IMT aumenta proporcionalmente com o índice do fígado gordo, e esta associação foi independente dos fatores de risco cardiometabólicos tradicionais.
 
Em 5.671 pacientes, a esteatose previu melhor a C-IMT do que a diabetes ou dislipidemia, após os investigadores terem ajustado para a síndrome metabólica e fatores de risco cardiovascular. O acompanhamento a longo prazo de 1.872 pacientes veio confirmar que aqueles com fígado gordo eram mais propensos a desenvolver placa carotídea ao longo do tempo. A esteatose ocorreu em 12% e a placas carotídeas em 23% destes pacientes.
 
A C-IMT aumentou nos pacientes com esteatose, mas não naqueles sem esta condição. A esteatose previu a ocorrência de placas carotídeas independentemente da idade, sexo, diabetes tipo 2, tabagismo e outros fatores de risco cardiovascular.
 
O estudo concluiu que nos pacientes com síndrome metabólica em risco de eventos cardiovasculares, a doença do fígado gordo não alcoólica contribui para a aterosclerose precoce e sua progressão, independentemente dos fatores do risco cardiovasculares tradicionais.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/doenca-do-figado-gordo-nao-alcoolica-e-um-fator-de-risco-da-doenca-cardiovascular?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160502

domingo, 1 de maio de 2016

Artigo sobre "Esclerose Múltipla" na revista "Plural & Singular", ed. 8, Set. Out. Nov. 2014

(Ana Catarina Candeias, Andreia Rocha, Cátia Candeias, Sílvia Inácio)















http://pluralesingular.pt/
Artigo sobre "Polineuropatia Amiloidótica Familiar do tipo Português" na revista "Plural & Singular", ed. 8, Set. Out. Nov. 2014

(Andreia Rocha e Ana Filipa Machado)

Artigo sobre "Distrofia Muscular de Duchenne" na revista "Plural & Singular", ed. 7, Junho, Julho e Agosto 2014

 (Ana Catarina Candeias, Andreia Rocha, Cátia Candeias)

  













http://pluralesingular.pt/
Artigo sobre "Fibrose Quística" na revista "Plural & Singular", ed. 7, Junho, Julho e Agosto 2014

(Andreia Rocha e Sílvia Inácio)




http://pluralesingular.pt/