terça-feira, 9 de agosto de 2011

Diabetes tipo 2 eliminada com cirurgia

ICBAS e Hospital de São Sebastião promovem estudo


O bypass gástrico metabólico, uma modalidade de cirurgia bariátrica, conduz a uma elevada taxa de desaparecimento da diabetes tipo 2 e melhora o controlo metabólico nos casos em que a doença persiste, revelou um estudo desenvolvido por investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira).

Mariana Monteiro, endocrinologista que colidera esta investigação a par do cirurgião Mário Nora, explicou ao “Ciência Hoje” que esta alternativa permite “reduzir o volume do estômago e fazer com que os alimentos não passem por parte do intestino, diminuindo o percurso do trânsito intestinal em dois metros”, enquanto o “bypass clássico elimina apenas 70 centímetros deste ‘percurso’”.

Segundo a especialista, esta cirurgia provoca um “aumento das hormonas que fomentam a função pancreática” e “permite uma remissão maior da diabetes do que a descrita para o bypass clássico”. Contudo, não é conhecido o mecanismo por detrás desse incremento. “Sabemos que as hormonas aumentam mas ainda não conhecemos a razão que desencadeia essa resposta”, sublinhou.

Os resultados obtidos pelos investigadores do ICBAS e do CHEDV não deixam margens para dúvidas. Participaram 94 doentes obesos com diabetes tipo 2, que foram submetidos a bypass gástrico metabólico e que tiveram um acompanhamento médio de 2,6 anos.

A percentagem de excesso de peso perdido foi de 69 por cento e a taxa de desaparecimento da diabetes, definida pela normalização dos níveis de glicose e ausência de tratamento com fármacos antidiabéticos, foi de 92 por cento aos dois anos e cem por cento aos três, um valor superior aos 84 por cento que estão descritos para o bypass clássico.

Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 está fortemente associada ao excesso de peso e 60 a 70 por cento dos doentes diabéticos são obesos. Dieta, exercício e medicamentos antidiabéticos continuam a ser os componentes-chave para o tratamento da doença. No entanto, apesar da terapêutica médica adequada, a glicemia tende a aumentar com os anos de duração da doença, reflectindo a progressiva deterioração da função pancreática.

Desta forma, a investigação realizada demonstrou que o bypass gástrico metabólico em doentes obesos está associado a uma alta taxa de desaparecimento da diabetes tipo 2 e da melhoria do controlo metabólico.

Investigadores querem testes novos doentes

Este modelo de cirurgia bariátrica é, de acordo com Mariana Monteiro, apenas “permitida” em doentes com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 35 quilogramas por metro quadrado. Além disso, é “reconhecidamente o tratamento mais eficaz da diabetes tipo 2 em doentes obesos, estando associada a taxas de desaparecimento da doença que variam consoante a técnica utilizada”.

Tendo em conta que também há evidências de que esta cirurgia possa ser benéfica em doentes diabéticos apenas com excesso de peso ou graus menores de obesidade - embora seja ainda necessária a confirmação com estudos controlados -, o mesmo grupo de investigadores está já a realizar um estudo para avaliar os benefícios desta técnica cirúrgica em doentes diabéticos com excesso de peso ou obesidade com um IMC inferior a 35 quilogramas por metro quadrado, anunciou a endocrinologista.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=50334&op=all

Novos anti-depressivos são mais nocivos para idosos

Estudo verificou que problemas de saúde aumentam


Anti-depressivos são os medicamentos mais vendidos em todo o mundo

Os novos medicamentos anti-depressivos, chamados inibidores selectivos de receptação de serotonina, podem aumentar o risco de graves problemas de saúde em idosos, comparativamente com os fármacos mais tradicionais – tricíclicos -, conclui um estudo publicado na revista “British Medical Journal”.

Uma equipa de cientistas da universidade britânica de Notthingham e East Anglia analisou dados de mais de 60 mil pessoas com mais de 65 anos, a quem tinha sido diagnosticado depressão, entre 1996 e 2007, e concluiu que os ataques de coração, as apoplexias, as quedas, as convulsões e, mesmo, as mortes eram mais frequentes em doentes que tomaram os inibidores de serotonina.

A investigação revela que os idosos que não foram tratados com qualquer anti-depressivo apresentavam um risco de sete por cento de morte devido a distintas causas. O risco aumentou 8,1 por cento para os pacientes tratados com anti-depressivos tricíclicos e 10,6 por cento para os doentes que tomaram inibidores selectivos de receptação de serotonina.

Os inibidores são usados geralmente em casos de depressão ligeira ou moderada de doentes em regime ambulatório, ao passo que os anti-depressivos tricíclicos se destinam a aliviar sintomas como a ansiedade.

Para o estudo foram ponderados outros factores, além da idade, como o sexo, a gravidade da depressão, outras doenças e a toma de outros medicamentos.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=50343&op=all

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Morangos aumentam resposta dos glóbulos vermelhos

Estudo publicado na revista "Food Chemistry"

Um grupo de voluntários comeu meio quilo de morangos todos os dias durante duas semanas para demonstrar que a ingestão desta fruta melhora a capacidade antioxidante do sangue, aponta um estudo publicado na revista "Food Chemistry".

Na investigação ficou demonstrado que os morangos aumentam a resposta dos glóbulos vermelhos do sangue perante o stresse oxidativo, um desequilíbrio associado a várias doenças.

A investigação foi realizada por investigadores da Universidade Politécnica de Marche (UNIVPM, na Itália) e da Universidade de Granada (UGR, Espanha).

Os cientistas já tinham tentado confirmar a capacidade antioxidante dos morangos em experiências laboratoriais in vitro, mas agora conseguiram demonstrar in vivo.

Para a pesquisa, os cientistas deram, diariamente, a 12 voluntários saudáveis 500 gramas de morangos (da variedade Sveva) que foram consumidos ao longo do dia. Durante 16 dias foram colhidas amostras de sangue, aos quatro, oito, 12 e 16 dias, e um mês mais tarde. Os resultados revelam que o consumo regular desta fruta pode melhorar a capacidade antioxidante do plasma sanguíneo e a resistência dos glóbulos vermelhos à hemólise (fragmentação) oxidativa.

"Verificámos que algumas variedades de morangos tornam os eritrócitos (glóbulos vermelhos) mais resistentes ao stress oxidativo. Este facto pode ser de grande importância, se considerarmos que esse fenómeno pode conduzir a doenças graves", explicou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Maurizio Battino.

A equipa analisa, agora, as variações causadas pela ingestão de quantidades menores de morangos (o consumo médio tende a ser uma tigela de 150g ou 200g por dia). "O importante é que façam parte de uma dieta saudável e equilibrada, dentro das cinco porções diárias de frutas e legumes", apontou o cientista.

Os cientistas continuam a analisar diferentes variedades de morangos, já que cada uma tem as suas próprias quantidades e proporções de antioxidantes.

Os morangos apresentam grande quantidade de compostos fenólicos, como os flavonóides, que diminuem o stress oxidativo. O stress oxidativo ocorre em algumas situações patológicas (tais como doença cardiovascular, cancro ou diabetes) e fisiológicas (nascimento, envelhecimento, exercício físico), bem como no confronto entre "tipos reactivos do oxigénio" - em particular, os radicais livres - e as defesas antioxidantes do organismo.

Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/morangos-aumentam-resposta-dos-globulos-vermelhos?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110704 - ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Utentes passam a poder escolher o seu centro de saúde

Medida do programa do Governo entregue no Parlamento

Os utentes vão poder passar a escolher o centro de saúde onde são seguidos, segundo o programa do Governo esta semana entregue no Parlamento.

O Executivo PSD-CDS quer com esta medida dar “maior protagonismo” aos cidadãos na “gestão activa do sistema”, reforçando a sua liberdade de escolha. Esta escolha será feita dentro de regras de acesso pré-definidas e reguladas, nomeadamente entre operadores do serviço público. “O cidadão deve ser um protagonista activo no exercício do seu direito a cuidados de saúde”, refere o documento, citado pela agência Lusa.

Essa liberdade de escolha vai ser introduzida em várias áreas e serviços, mas de forma prioritária nos cuidados primários, ou seja, nos centros de saúde. Nesta área, o Executivo compromete-se ainda a garantir o acesso a médico de família à generalidade dos cidadãos, “minimizando as actuais assimetrias de acesso”.


Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/utentes-passam-a-poder-escolher-o-seu-centro-de-saude?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110704

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Medicamentos voltam a ter preço na embalagem

Diploma publicado no “Diário da República”

Os medicamentos vão voltar a ter o preço de venda ao público nas embalagens, segundo um diploma publicado, na semana passada, em Diário da República, que dá 60 dias às farmácias para escoarem os fármacos sem preço, refere uma notícia veiculada pela agência Lusa.

De acordo com a mesma fonte noticiosa, “a legislação publicada define que as embalagens sem indicação de preço de venda ao público (PVP) que já estejam colocadas nos distribuidores podem ser escoadas no prazo máximo de 30 dias”. As que estejam nas farmácias têm um prazo de 60 dias.

Em Outubro do ano passado, um decreto-lei do Governo veio permitir a eliminação da indicação do PVP, nos casos dos medicamentos comparticipados sujeitos a receita médica. Contra esta medida, a oposição parlamentar decidiu repor a necessidade de recolocação do preço.

A indústria farmacêutica tem-se manifestado contra a reposição do preço nas embalagens dos fármacos, considerando-a uma medida demagógica, e por considerar que a operação de colocar os preços é um "pesadelo logístico".

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/medicamentos-voltam-a-ter-preco-na-embalagem?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110627)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Cancro do colo do útero e cancro do endométrio podem ser vistos por ressonância magnética

Estudo apresentado na reunião anual da American Roentgen Ray Society

A ressonância magnética (RM) pode distinguir entre cancro endométrio e cancro do colo do útero na maioria dos casos, quando as biopsias não o conseguem, aponta um estudo apresentado na reunião anual da American Roentgen Ray Society.
No estudo, liderado por Heather He, do Centro Oncológico M. D. Anderson de Houston, EUA, constatou-se que os radiologistas que utilizam RM conseguiram identificar correctamente o tipo de cancro em 38 dos 48 pacientes – cerca de 79% dos casos que obtiveram resultados inconclusivos com a biopsia.

De acordo com o Instituto Nacional do Cancro, dos EUA, mais de 43 mil mulheres foram diagnosticadas no ano passado com cancro do endométrio - que atinge o revestimento do útero. De acordo com o mesmo instituto, foram diagnosticados 12.200 novos casos de cancro do colo do útero, que afecta a parte inferior do útero, prosseguindo até à vagina.

Num comunicado à imprensa, Heather He, refere que, "em cerca de 3% dos casos há dificuldade em determinar o sítio primário de cancro". " Sabendo o principal local do cancro significa que pode dar-se às pacientes a terapia mais adequada e evitar que se submetam a uma cirurgia desnecessária."

As imagens de RM usadas no estudo foram examinadas por dois radiologistas, um com cinco anos de experiência e outro com 18. Os diagnósticos foram idênticos na maioria das vezes, o que demonstra, segundo a especialista, que a experiência não é fundamental.

Como este estudo foi apresentado numa reunião médica, os dados e as conclusões devem ser considerados preliminares até serem publicados e revistos, refere a mesma nota de imprensa.

(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/cancro-do-colo-do-utero-e-cancro-do-endometrio-podem-ser-vistos-por-ressonancia-m?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110523 - ALERT Life Sciences Computing, S.A.)

Altos níveis de ómega-3 aumentam risco de cancro da próstata

Estudo publicado no “American Journal of Epidemiology”

O maior estudo a avaliar a associação de gorduras boas na dieta e o risco de cancro da próstata verificou que o que é bom para o coração pode não ser para a próstata. O estudo foi publicado no “American Journal of Epidemiology”.

O estudo, realizado pelo Centro de Estudos do Cancro Fred Hutchinson, nos EUA, analisou 3.400 homens, tendo sido constatado que aqueles que apresentavam maiores percentagens de ácido docosahexanóico, ou DHA (ácido gordo ómega-3, redutor de inflamações, geralmente encontrado em peixes) tinham um risco 2,5 vezes mais elevado de desenvolverem cancro agressivo da próstata de alto grau, em comparação aos homens que apresentavam níveis mais baixos de DHA.

Por outro lado, os homens com maiores índices de ácidos gordos trans no sangue (que estão ligados à inflamação e doenças do coração, e que podem ser encontrados em abundância em alimentos industrializados que contêm óleos vegetais parcialmente hidrogenados) apresentaram uma redução de 50% no risco de contrair cancro da próstata agressivo.

Os resultados do estudo mostram que o ómega-6, que é encontrado na maioria dos óleos vegetais e que está ligado à inflamação e às doenças cardíacas, não apresenta ligação com o risco de cancro da próstata. Em comunicado de imprensa, o autor do estudo, Theodore Brasky, refere que a equipa ficou surpreendida ao analisar os resultados. "Os nossos resultados transformam as nossas convicções - ou melhor - o que nós pensávamos saber - sobre a dieta, a inflamação e o desenvolvimento de cancro da próstata e mostra a complexidade de se estudar a associação entre nutrição e o risco de várias doenças crónicas."

(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/altos-niveis-de-omega-3-aumentam-risco-de-cancro-da-prostata?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110523) - ALERT Life Sciences Computing, S.A.