quarta-feira, 23 de maio de 2012

Comer rápido aumenta risco de diabetes
Estudo apresentado no European Congress of Endocrinology
15 Maio 2012



Os indivíduos que comem rápido têm um maior risco de desenvolver diabetes, sugere um estudo apresentado no European Congress of Endocrinology.
 
Apesar de existirem numerosos estudos que associam a ingestão rápida de alimentos à obesidade, esta é a primeira vez que este fator é associado ao risco da diabetes tipo 2.
 
Para este estudo os investigadores da Lithuanian University contaram com a participação de 234 indivíduos diabéticos e 468 indivíduos saudáveis que foram convidados a responder a um questionário detalhado, o qual foi criado para colher informações sobre possíveis fatores de risco para a diabetes, incluindo a velocidade com que os participantes ingeriam os alimentos. A todos os participantes foi mediada a altura, peso e perímetro abdominal.
 
Após os investigadores terem tido em conta outros fatores de risco para a diabetes tipo 2, como história familiar da doença, índice de massa corporal, prática de exercício físico, tabagismo e níveis de triglicerídeos no sangue, verificaram que os indivíduos que ingeriam os alimentos rapidamente tinham um risco mais de duas vezes superior de desenvolver diabetes tipo 2.
 
“A prevalência da diabetes tipo 2 está a aumentar globalmente e a tornar-se uma pandemia mundial. Esta doença envolve a interação entre um background genético suscetível e os fatores ambientais. Assim, é importante identificar os fatores de risco modificáveis que poderão ajudar a reduzir os risco de desenvolvimento da doença”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Lina Radzeviciene.
 
Estudos prévios realizados pela mesma equipa de investigação já tinham constatado que o consumo de cerca de quatro ou mais chávenas de café por dia diminuía o risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2. Foi também verificado que o tabagismo e o consumo de ovos, mais de cinco por semana, aumentavam o risco de desenvolvimento desta doença.
 
Os investigadores esperam agora realizar um estudo em maior escala para determinar como determinados alimentos, consumo de calorias, prática de exercício físico e o estado psicosocial e emocional afetam os fatores de risco da diabetes.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/comer-rapido-aumenta-risco-de-diabetes?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120521)

terça-feira, 8 de maio de 2012

O lado positivo das alergias sazonais
Estudo publicado na “Nature”
02 Maio 2012


As alergias sazonais podem afinal significar que o sistema imunitário está a desempenhar bem as suas funções, ou seja, que está a proteger contras as toxinas ambientais que são mais nocivas para a saúde do que os pólenes ou outros alergénios, dá conta um estudo publicado na “Nature”.
 
O sistema imunitário está equipado com alguns tipos de resposta para combater os agentes patogénicos ou substâncias consideradas estranhas. Assim, existe a imunidade do tipo 1 que está envolvida na destruição dos agentes patogénicos que infetam as células do hospedeiro, e a imunidade do tipo 2 que protege o organismo de substâncias ambientais e que ativam um tipo de células do sistema imune, os linfócitos T, assim como conduzem à produção de anticorpos.
 
Contudo, por vezes a resposta imune do tipo 2 pode ser sobreativada quando despoletada por antigénios ambientais, ou seja, substâncias que ativam o sistema imunitário, como é o caso do pólen, mas que não são considerados patogénios. Nas pessoas que sofrem, nomeadamente, da febre dos fenos, o contacto com os pólene leva à uma produção exagerada de histamina por parte do organismo, o que conduz à congestão nasal, tosse, espirros e a todos os outros desagradáveis sintomas sentidos na primavera, verão e mesmo no outono.
 
Apesar de tudo os investigadores da Yale School of Medicine e da Howard Hughes Medical Institute, nos EUA, argumentam que esta imunidade é benéfica para as pessoas e foi desenvolvida para proteger o organismo de quatro tipos de desafios ambientais: os irritantes ambientais, as substâncias nocivas, os parasitas e os venenos produzidos pelos animais.
 
Mas se a imunidade do tipo 2 evoluiu ao longo de milhares de anos para proteger o organismo, por que motivo as pessoas produzem este tipo de reações perante quantidades tão pequenas de alergénios quando os seus níveis são inofensivos? O líder do estudo, Ruslan Medzhitov, explicou que “a hipersensibilidade aos alergénios evolui para detetar a presença de substâncias nocivas. Após a primeira exposição ao alergénio, o sistema imunitário adquire memória e, nos contactos subsequentes, mesmo em quantidades ínfimas, a mesma substância vai induzir uma resposta que ajuda a minimizar os efeitos prejudiciais”.
 
O investigador explicou ainda que a sobreativação deste tipo de resposta faz com que as pessoas evitem ambientes que contenham substâncias nocivas. O investigador conclui que “de acordo com esta perspetiva, a hipersensibilidade aos alergénios evita que as pessoas permaneçam em locais prejudiciais para a saúde”.
 
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/o-lado-positivo-das-alergias-sazonais?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120507)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Síndrome do olho seco: cafeína é benéfica
Estudo publicado na revista “Ophthalmology”
20 Abril 2012


O consumo de cafeína pode aumentar a capacidade de os olhos produziram lágrimas, uma descoberta que pode melhorar o tratamento do chamado síndrome do olho seco, sugere um estudo publicado na revist “Ophthalmology”.
 
A síndrome do olho seco afeta a taxa da produção de lágrimas, a qualidade destas e a taxa com que as lágrimas se evaporam da superfície do olho. Os sintomas desta síndrome, que atinge maioritariamente as mulheres, incluem desconforto ocular, ardor, excessivo lacrimejamento e ou produção de muco.
 
Estudos anteriores já tinham verificado que o consumo de cafeína reduzia o risco da síndrome do olho seco. Para este estudo, os investigadores da University of Tokyo's School of Medicine contaram com a participação de 78 indivíduos, com síndrome do olho seco, tendo metade dos pacientes recebido, na primeira sessão de tratamento, comprimidos de cafeína e a outra metade um placebo. Na segunda sessão os participantes receberam o tratamento oposto. Nenhum dos pacientes sabia que tipo de comprimido é que tinha ingerido.
 
Por outro lado, os investigadores, liderados por Reiko Arita, também constataram que os participantes que apresentavam as duas variantes conhecidas por desempenhar um papel importante no metabolismo da cafeína apresentavam uma maior produção de lágrimas, após a toma de comprimidos com cafeína.
 
“Caso os nossos resultados sejam confirmados, estes mostram que a cafeína pode ser benéfica para o tratamento da síndrome do olho seco. Contudo, neste momento, aconselhamos apenas a sua utilização em pessoas que sejam mais sensíveis à cafeína”, revelou em comunicado de imprensa, Reiko Arita.
 
A síndrome do olho seco pode ser muito desconfortável e afetar a visão. Assim, é importante consultar um oftalmologista caso os sintomas persistam, pois podem ocorrer danos oculares e problemas de visão permanentes. As opções atuais dos tratamentos variam entre compressas mornas, colírio, lágrimas artificiais, medicamentos e dispositivos de drenagem lacrimal. 
 
Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/sindrome-do-olho-seco-cafeina-e-benefica?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120423 (ALERT Life Sciences Computing, S.A)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Artrite reumatóide afeta 50 mil portugueses
Estudo da Sociedade Portuguesa de Reumatologia
09 Abril 2012


A artrite reumatóide afeta cerca de 50 mil portugueses, dá conta um estudo epidemiológico da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) a decorrer até 2013.
 
O primeiro estudo epidemiológico sobre as doenças reumáticas em Portugal, que conta com a participação de 10 mil portugueses, irá permitir estimar a prevalência destas patologias, identificar fatores sócio-demográficos e clínicos associados ao seu diagnóstico e determinar o seu impacto na qualidade de vida das pessoas.
 
"Até ao momento, os resultados são preliminares e são tratados a partir de um estudo efetuado em indivíduos da Grande Lisboa, que representam pouco mais de 1000 inquiridos dos 10 mil envolvidos no estudo", revelou à agência Lusa o presidente da SPR.
 
Luís Maurício adiantou que esta prevalência da doença na população já era esperada: "julgaríamos estar à volta dos 0,4% e os estudos preliminares apontam para valores de 0,5%. No fundo, são sobreponíveis àquilo que esperávamos encontrar".
 
"Apesar dos números apontarem para cerca de 50 mil portugueses com esta doença o que é facto é que se ela não for diagnosticada e tratada precocemente, o prognóstico desses doentes é extremamente desfavorável, com condições que conduzirão à sua incapacidade”, adiantou.
 
De acordo com o especialista, esta é uma “situação indesejável”, sobretudo quando existem tratamentos, nomeadamente as terapêuticas biológicas, que permitem que a doença entre em remissão em cerca de um terço dos casos.
 
Apesar de achar que, no geral, não há dificuldades no acesso ao tratamento, o presidente da SPR firmou que há situações de doentes que percorrem longas distâncias para levantar o medicamento e, em vez de lhes ser dado um medicamento para três ou quatro aplicações, é-lhes entregue apenas para uma aplicação, obrigando-os a fazer três e quatro deslocações repetidas.
 
Na artrite reumatóide, o sistema imunitário, que habitualmente protege o indivíduo contra infeções e outras doenças, está alterado e ativa uma cascata de acontecimentos que causam inflamação e destruição de tecidos saudáveis do organismo. À medida que a doença vai progredindo, a dor, a destruição articular e a perda de movimentos podem diminuir a capacidade funcional e comprometer a qualidade de vida.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/artrite-reumatoide-afeta-50-mil-portugueses?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120416)