quinta-feira, 24 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Comer rápido aumenta risco de diabetes
Estudo apresentado no European Congress of Endocrinology
15 Maio 2012
Os indivíduos que comem rápido têm um maior risco de desenvolver
diabetes, sugere um estudo apresentado no European Congress of
Endocrinology.
Apesar de existirem numerosos estudos que associam a ingestão rápida de
alimentos à obesidade, esta é a primeira vez que este fator é associado
ao risco da diabetes tipo 2.
Para este estudo os investigadores da Lithuanian University contaram
com a participação de 234 indivíduos diabéticos e 468 indivíduos
saudáveis que foram convidados a responder a um questionário detalhado, o
qual foi criado para colher informações sobre possíveis fatores de
risco para a diabetes, incluindo a velocidade com que os participantes
ingeriam os alimentos. A todos os participantes foi mediada a altura,
peso e perímetro abdominal.
Após os investigadores terem tido em conta outros fatores de risco para
a diabetes tipo 2, como história familiar da doença, índice de massa
corporal, prática de exercício físico, tabagismo e níveis de
triglicerídeos no sangue, verificaram que os indivíduos que ingeriam os
alimentos rapidamente tinham um risco mais de duas vezes superior de
desenvolver diabetes tipo 2.
“A prevalência da diabetes tipo 2 está a aumentar globalmente e a
tornar-se uma pandemia mundial. Esta doença envolve a interação entre um
background genético suscetível e os fatores ambientais. Assim, é
importante identificar os fatores de risco modificáveis que poderão
ajudar a reduzir os risco de desenvolvimento da doença”, revelou, em
comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Lina Radzeviciene.
Estudos prévios realizados pela mesma equipa de investigação já tinham
constatado que o consumo de cerca de quatro ou mais chávenas de café por
dia diminuía o risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2. Foi também
verificado que o tabagismo e o consumo de ovos, mais de cinco por
semana, aumentavam o risco de desenvolvimento desta doença.
Os investigadores esperam agora realizar um estudo em maior escala para
determinar como determinados alimentos, consumo de calorias, prática de
exercício físico e o estado psicosocial e emocional afetam os fatores
de risco da diabetes.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/comer-rapido-aumenta-risco-de-diabetes?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120521)
terça-feira, 8 de maio de 2012
O lado positivo das alergias sazonais
Estudo publicado na “Nature”
02 Maio 2012
As alergias sazonais podem afinal significar que o sistema imunitário
está a desempenhar bem as suas funções, ou seja, que está a proteger
contras as toxinas ambientais que são mais nocivas para a saúde do que
os pólenes ou outros alergénios, dá conta um estudo publicado na
“Nature”.
O sistema imunitário está equipado com alguns tipos de resposta para
combater os agentes patogénicos ou substâncias consideradas estranhas.
Assim, existe a imunidade do tipo 1 que está envolvida na destruição dos
agentes patogénicos que infetam as células do hospedeiro, e a imunidade
do tipo 2 que protege o organismo de substâncias ambientais e que
ativam um tipo de células do sistema imune, os linfócitos T, assim como
conduzem à produção de anticorpos.
Contudo, por vezes a resposta imune do tipo 2 pode ser sobreativada
quando despoletada por antigénios ambientais, ou seja, substâncias que
ativam o sistema imunitário, como é o caso do pólen, mas que não são
considerados patogénios. Nas pessoas que sofrem, nomeadamente, da febre
dos fenos, o contacto com os pólene leva à uma produção exagerada de
histamina por parte do organismo, o que conduz à congestão nasal, tosse,
espirros e a todos os outros desagradáveis sintomas sentidos na
primavera, verão e mesmo no outono.
Apesar de tudo os investigadores da Yale School of Medicine e da Howard
Hughes Medical Institute, nos EUA, argumentam que esta imunidade é
benéfica para as pessoas e foi desenvolvida para proteger o organismo de
quatro tipos de desafios ambientais: os irritantes ambientais, as
substâncias nocivas, os parasitas e os venenos produzidos pelos animais.
Mas se a imunidade do tipo 2 evoluiu ao longo de milhares de anos para
proteger o organismo, por que motivo as pessoas produzem este tipo de
reações perante quantidades tão pequenas de alergénios quando os seus
níveis são inofensivos? O líder do estudo, Ruslan Medzhitov, explicou
que “a hipersensibilidade aos alergénios evolui para detetar a presença
de substâncias nocivas. Após a primeira exposição ao alergénio, o
sistema imunitário adquire memória e, nos contactos subsequentes, mesmo
em quantidades ínfimas, a mesma substância vai induzir uma resposta que
ajuda a minimizar os efeitos prejudiciais”.
O investigador explicou ainda que a sobreativação deste tipo de
resposta faz com que as pessoas evitem ambientes que contenham
substâncias nocivas. O investigador conclui que “de acordo com esta
perspetiva, a hipersensibilidade aos alergénios evita que as pessoas
permaneçam em locais prejudiciais para a saúde”.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/o-lado-positivo-das-alergias-sazonais?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120507)
quinta-feira, 3 de maio de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Síndrome do olho seco: cafeína é benéfica
Estudo publicado na revista “Ophthalmology”
20 Abril 2012
O consumo de cafeína pode aumentar a capacidade de os olhos produziram
lágrimas, uma descoberta que pode melhorar o tratamento do chamado
síndrome do olho seco, sugere um estudo publicado na revist
“Ophthalmology”.
A síndrome do olho seco afeta a taxa da produção de lágrimas, a
qualidade destas e a taxa com que as lágrimas se evaporam da superfície
do olho. Os sintomas desta síndrome, que atinge maioritariamente as
mulheres, incluem desconforto ocular, ardor, excessivo lacrimejamento e
ou produção de muco.
Estudos anteriores já tinham verificado que o consumo de cafeína
reduzia o risco da síndrome do olho seco. Para este estudo, os
investigadores da University of Tokyo's School of Medicine contaram com a
participação de 78 indivíduos, com síndrome do olho seco, tendo metade
dos pacientes recebido, na primeira sessão de tratamento, comprimidos de
cafeína e a outra metade um placebo. Na segunda sessão os participantes
receberam o tratamento oposto. Nenhum dos pacientes sabia que tipo de
comprimido é que tinha ingerido.
Por outro lado, os investigadores, liderados por Reiko Arita, também
constataram que os participantes que apresentavam as duas variantes
conhecidas por desempenhar um papel importante no metabolismo da cafeína
apresentavam uma maior produção de lágrimas, após a toma de comprimidos
com cafeína.
“Caso os nossos resultados sejam confirmados, estes mostram que a
cafeína pode ser benéfica para o tratamento da síndrome do olho seco.
Contudo, neste momento, aconselhamos apenas a sua utilização em pessoas
que sejam mais sensíveis à cafeína”, revelou em comunicado de imprensa,
Reiko Arita.
A síndrome do olho seco pode ser muito desconfortável e afetar a visão.
Assim, é importante consultar um oftalmologista caso os sintomas
persistam, pois podem ocorrer danos oculares e problemas de visão
permanentes. As opções atuais dos tratamentos variam entre compressas
mornas, colírio, lágrimas artificiais, medicamentos e dispositivos de
drenagem lacrimal.
Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/sindrome-do-olho-seco-cafeina-e-benefica?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120423 (ALERT Life Sciences Computing, S.A)
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Artrite reumatóide afeta 50 mil portugueses
Estudo da Sociedade Portuguesa de Reumatologia
09 Abril 2012
A artrite reumatóide afeta cerca de 50 mil portugueses, dá conta um
estudo epidemiológico da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) a
decorrer até 2013.
O primeiro estudo epidemiológico sobre as doenças reumáticas em
Portugal, que conta com a participação de 10 mil portugueses, irá
permitir estimar a prevalência destas patologias, identificar fatores
sócio-demográficos e clínicos associados ao seu diagnóstico e determinar
o seu impacto na qualidade de vida das pessoas.
"Até ao momento, os resultados são preliminares e são tratados a partir
de um estudo efetuado em indivíduos da Grande Lisboa, que representam
pouco mais de 1000 inquiridos dos 10 mil envolvidos no estudo", revelou à
agência Lusa o presidente da SPR.
Luís Maurício adiantou que esta prevalência da doença na população já
era esperada: "julgaríamos estar à volta dos 0,4% e os estudos
preliminares apontam para valores de 0,5%. No fundo, são sobreponíveis
àquilo que esperávamos encontrar".
"Apesar dos números apontarem para cerca de 50 mil portugueses com esta
doença o que é facto é que se ela não for diagnosticada e tratada
precocemente, o prognóstico desses doentes é extremamente desfavorável,
com condições que conduzirão à sua incapacidade”, adiantou.
De acordo com o especialista, esta é uma “situação indesejável”,
sobretudo quando existem tratamentos, nomeadamente as terapêuticas
biológicas, que permitem que a doença entre em remissão em cerca de um
terço dos casos.
Apesar de achar que, no geral, não há dificuldades no acesso ao
tratamento, o presidente da SPR firmou que há situações de doentes que
percorrem longas distâncias para levantar o medicamento e, em vez de
lhes ser dado um medicamento para três ou quatro aplicações, é-lhes
entregue apenas para uma aplicação, obrigando-os a fazer três e quatro
deslocações repetidas.
Na artrite reumatóide, o sistema imunitário, que habitualmente protege o
indivíduo contra infeções e outras doenças, está alterado e ativa uma
cascata de acontecimentos que causam inflamação e destruição de tecidos
saudáveis do organismo. À medida que a doença vai progredindo, a dor, a
destruição articular e a perda de movimentos podem diminuir a capacidade
funcional e comprometer a qualidade de vida.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/artrite-reumatoide-afeta-50-mil-portugueses?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120416)
Subscrever:
Comentários (Atom)