domingo, 15 de maio de 2016

“Cuide da sua máquina”
Alerta da Fundação Portuguesa de Cardiologia

 
Este ano, o Mês do Coração, que decorre em maio, vai ser assinalado com um alerta da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) para o conhecimento da doença e a valorização dos seus primeiros sintomas.
 
A campanha, que tem como tema “Cuide da sua máquina”, tem como objetivo chamar a atenção da população portuguesa para sintomas que habitualmente não são associados a problemas do coração.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, entres estes sintomas, que são os primeiros sinais de alerta para a insuficiência cardíaca, consta a dificuldade em respirar (dispneia), o inchaço dos membros inferiores devido à acumulação de líquidos, fadiga intensa, tosse ou pieira, náuseas e aumento de peso. 
 
De acordo com a FPC, uma em cada cinco pessoas vai desenvolver insuficiência cardíaca ao longo da sua vida, uma situação clínica debilitante, em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para todo o corpo.
 
O cardiologista e administrador da FPC, Nuno Lousada, referiu que “cinco anos é o tempo médio de vida para metade dos doentes com insuficiência cardíaca, após o seu diagnóstico”. 
 
“É urgente aumentar o reconhecimento e conhecimento público dos sintomas da insuficiência cardíaca. Apesar da melhoria de cuidados verificada nos últimos 20 anos, a mortalidade por insuficiência cardíaca permanece inaceitavelmente elevada”, disse.
 
O risco de desenvolver insuficiência cardíaca aumenta com a idade e, em geral, tem tendência a ser mais frequente nos homens do que nas mulheres. 
 
Um quinto das pessoas irá desenvolver insuficiência cardíaca em alguma altura das suas vidas.
 
Fonte -http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/%E2%80%9Ccuide-da-sua-maquina%E2%80%9D?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160509
Atlas semântico mostra como o cérebro humano organiza a linguagem
Estudo publicado na revista “Nature”

 
Investigadores americanos construíram um atlas semântico que mostra em cores vivas e a várias dimensões como o cérebro humano organiza a linguagem. O atlas também identifica as áreas cerebrais que respondem a palavras com significados similares, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.
 
O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, baseou-se em imagens cerebrais que gravaram a atividade neuronal de voluntários, enquanto estes ouviam um programa de rádio. Verificou-se que pelo menos um terço do córtex cerebral, incluindo áreas dedicadas à cognição de elevado nível, está envolvido no processamento da linguagem. Curiosamente, verificou-se que pessoas diferentes partilham mapas de linguagem similares.
 
Na opinião dos investigadores, liderados por Alex Hut, os mapas detalhados que mostram como o cérebro organiza as diferentes palavras pelo significado poderia eventualmente ajudar a dar voz aos indivíduos que não conseguem falar, como as vítimas de acidente vascular cerebral ou danos cerebrais, ou aqueles afetados por doenças motoras neurológicas como a esclerose lateral amiotrófica.
 
O estudo refere ainda que através desta abordagem os médicos poderiam acompanhar a atividade cerebral de pacientes que têm dificuldade em comunicar e emparelhar os dados com mapas semânticos de linguagem para tentar determinar o que os pacientes estão a tentar dizer. Uma outra aplicação possível é um descodificador que traduz o que um indivíduo está a dizer noutro idioma.
 
Alex Hut e outros seis indivíduos em que o inglês era a língua nativa funcionaram como voluntários, tendo para isso permanecido imoveis dentro de um aparelho de ressonância magnética durante horas. O fluxo sanguíneo de cada participante foi medido à medida que ouviam, de olhos fechados e auriculares, mais de duas horas de um programa de rádio.
 
As imagens cerebrais foram posteriormente emparelhadas com transcrições fonéticas das histórias. Esta informação foi posteriormente introduzida num algoritmo de palavras que avaliou as palavras de acordo com a proximidade semântica entre as mesmas. Os resultados foram convertidos num mapa semântico, onde as palavras foram organizadas nos hemisférios direito e esquerdo de córtices achatados do cérebro. As palavras foram assim agrupadas de acordo com várias temáticas como: visual, táctil, numérica, de localização, abstrata, temporal, profissional, violenta, coletiva, mental, emocional e social
 
Os mapas demonstraram que muitas áreas do cérebro humano representam linguagem que descreve pessoas e relações socias, em vez de conceitos abstratos.
 
“Os nossos modelos semânticos são bons para prever respostas à linguagem em várias e grandes faixas do córtex. Contudo, também é possível detalhar informação que nos indica que tipo de informação está representada em cada área do cérebro. É por isso que estes mapas são tão entusiasmantes e têm tanto potencial”, concluiu Alex Hut.
 
Fonte -http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/atlas-semantico-mostra-como-o-cerebro-humano-organiza-a-linguagem?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160509
Infeções respiratórias aumentam risco de diabetes tipo 1
Estudo publicado no “JAMA”

 
As crianças que têm infeções respiratórias virais recorrentes nos primeiros seis meses de vida apresentam um maior risco de serem diagnosticadas com diabetes tipo 1 aos oito anos, sugere um estudo publicado no “JAMA”.
 
As infeções do trato respiratório são definidas como qualquer infeção que afeta os seios nasais, garganta, vias respiratórias ou os pulmões. Estas infeções são habitualmente causadas por vírus. As crianças são particularmente suscetíveis às infeções do trato respiratório, uma vez que, ao contrário dos adultos, o sistema imunitário ainda não adquiriu imunidade suficiente para conseguir debelar alguns dos vírus que causam estas infeções.
 
Estudos anteriores já tinham sugerido que as infeções virais poderiam aumentar o risco de desenvolvimento da diabetes tipo 1. De forma a tentar clarificar esta possível associação, os investigadores do Helmholtz Zentrum Munchen, na Alemanha, analisaram os dados de 295.420 crianças que tinham nascido entre 2005 e 2007. Os participantes foram em média acompanhados até aos oito anos e meio. 
 
Ao longo do período de acompanhamento, verificou-se que 720 crianças foram diagnosticadas com diabetes tipo 1, o que representa uma incidência de 29 diagnósticos por 100 mil crianças por ano. Cerca de 93% das crianças teve, pelo menos, uma infeção antes dos dois anos e 97% das crianças com diabetes tipo 1 teve pelo menos uma infeção antes desta idade. Os investigadores constataram que cerca de 87% atingiram o trato respiratório e cerca de 84% tinham sido provocadas por vírus.
 
O estudo apurou que as crianças que tiveram infeções respiratórias até aos 2,9 meses ou entre os três meses e os 5,9 meses tinham maior probabilidade de serem diagnosticadas com diabetes tipo 1 aos oito anos, comparativamente com aquelas que não desenvolveram este tipo de infeções ao longo desta faixa etária.
 
O risco de a criança sofrer de diabetes tipo 1 aumentou ainda mais nas crianças que desenvolveram infeções respiratórias ao longo dos dois intervalos de idade.
 
"Não se sabe se a associação a infeções precoces reflete o aumento da exposição ao vírus ou um comprometimento da resposta do sistema imunológico, talvez devido à suscetibilidade genética. No entanto, a associação das infeções do trato respiratório nos primeiros seis meses à diabetes tipo 1 é consistente com estudos de menor dimensão que avaliaram o desenvolvimento de autoanticorpos, sugerindo que a primeira metade do ano de vida é crucial para o desenvolvimento do sistema imunitário e da autoimunidade”, concluíram os investigadores.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/infecoes-respiratorias-aumentam-risco-de-diabetes-tipo-1?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160509
O impacto do estilo de vida nas bactérias intestinais
Estudo publicado na revista “Science”


Tudo o que se come ou se bebe afeta a flora intestinal e é provável que tenha impacto na saúde, conclui um estudo publicado na revista “Science”.
 
Para o estudo os investigadores da Universidade de Groningen, na Holanda, colheram amostras de fezes de mais de mil indivíduos. Estas amostras foram utilizadas para analisar o ADN das bactérias e outros organismos que habitam os intestinos. Adicionalmente, foi também recolhida informação sobre a dieta, toma de medicamentos e saúde dos participantes.
 
Através da análise do ADN foi possível avaliar os fatores que têm impacto na diversidade do microbioma. O microbioma intestinal consiste em dezenas de triliões de microrganismos, incluindo pelo menos mil espécies de bactérias, e pode pesar até cerca de 2 kg. Apesar de cerca de um terço do microbioma ser comum à maioria das pessoas, cerca de dois terços é específico para cada indivíduo.
 
O estudo, liderado por Cisca Wijmenga, apurou que os indivíduos que habitualmente consomem iogurtes ou leitelho têm uma grande diversidade de bactérias intestinais. Adicionalmente, verificou-se que a ingestão de café ou vinho também aumenta a diversidade, enquanto o leite gordo ou uma dieta com elevado teor calórico tem um efeito oposto.
 
Os investigadores identificaram 60 fatores que influenciam a diversidade bacteriana intestinal. Alexandra Zhernakova, uma das autoras do estudo, refere que apesar de ainda não saberem o que isto significa, há uma grande correlação entre a diversidade e saúde, ou seja, quanto maior é a diversidade melhor.
 
Para além da dieta, pelo menos 19 tipos de medicamentos diferentes, alguns dos quais muito utilizados, têm também impacto na diversidade do microbioma. Um estudo anterior levado a cabo pela mesma equipa de investigadores concluiu que os antiácidos diminuíam a diversidade e que os antibióticos, bem como a metaformina utilizada no tratamento da diabetes, também também afetavam o microbioma.
 
Na opinião de Cisca Wijmenga, estes resultados são importantes uma vez que a doença é resultante de muitos fatores, muitos dos quais, como os genes ou idade, não são modificáveis. No entanto, é possível alterar a diversidade do microbioma através da adaptação da dieta ou medicação. “Quando percebemos como isto funciona, abrem-se novas possibilidades”, concluiu a investigadora.
 
Fonte -http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/o-impacto-do-estilo-de-vida-nas-bacterias-intestinais?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20160509
Artigo sobre "Para melhor compreender a Esclerose Lateral Amiotrófica" na revista "Plural & Singular", ed. 10, Março, Abril e Maio 2015

(Ana Catarina Candeias, Andreia Rocha, Cátia Candeias, Rosário Alves, Vítor Pinheiro)
















http://www.pluralesingular.pt

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Dia da Higiene das Mãos

05 maio 2016

No próximo dia 5 de maio de 2016 assinala-se o “Dia da Higiene das Mãos”. A Direção-Geral da Saúde através do Programa de Prevenção e Controlo da Infeção e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) promove um evento alusivo à prática da Higiene das Mãos e às Precauções Básicas de Controlo de Infeção no seu todo.

Constitui objetivo central deste evento, reunir os Grupos Regionais e Locais do PPCIRA, dirigentes e profissionais de saúde em geral, para refletir e debater estratégias de melhoria no âmbito da prevenção e controlo de infeção e da resistência aos antimicrobianos. De igual modo, pretende-se divulgar experiências de boas práticas na implementação da Campanha das Precauções Básicas de Controlo de Infeção (PBCI), permitindo troca de experiências e discussão de estratégias e metodologias de implementação.

Os profissionais de saúde (incluindo os Fisioterapeutas) podem inscrever-se no referido evento através deste formulário eletrónico.

Para mais informações consulte o Programa Provisório.


Para o efeito, a DGS disponibiliza no seu site oficial (microsite do PPCIRA) diversos materiais técnicos e promocionais alusivos a esta temática, para que possam ser utilizados livremente pelas Unidades de Saúde, no seu evento interno comemorativo da Semana das PBCI (Precauções Básicas de Controle de Infeção), acessíveis em:
  1. Abrir link https://www.dgs.pt/programa-de-prevencao-e-controlo-de-infecoes-e-de-resistencia-aos-antimicrobianos.aspx,
  2. Procurar : Campanha de Precauções Básicas de Controlo de Infeção (CPBCI),
  3. Ver no subnível: Campanha de Higiene das Mãos » Material de Implementação da Campanha,
  4. Consultar/Abrir, especialmente os pontos 1, 2, 3, e 8, que estão diretamente relacionadas com os Fisioterapeutas.

Realçamos também que poderão aceder à página da OMS, para obter informação e outros materiais promocionais de apoio atualizados alusivos ao Dia 5 de maio de 2016, através do seguinte link: http://www.who.int/gpsc/5may/en/.
Livre acesso e circulação no SNS

O processo de livre acesso e circulação do SNS, a implementar de forma gradual desde do início de maio, vai permitir que o cidadão, que aguarda pela primeira consulta de especialidade hospitalar, possa em articulação com o médico de família responsável pela referenciação, optar por qualquer uma das unidades hospitalares do SNS onde exista a especialidade em causa.

Segundo o Despacho nº 5911-B/2016, publicado a 3 de maio, a referenciação é efetuada tendo por base critérios prioritários como o interesse do utente, a proximidade geográfica e os tempos médios de resposta, acessíveis através do Portal do SNS, para a primeira consulta de especialidade hospitalar nas várias instituições do SNS.

Este processo de referenciação contribui para a implementação progressiva do Sistema Integrado de Gestão do Acesso no SNS (SIGA SNS), prioridade definida no Programa do XXI Governo Constitucional para a Saúde.

A medida visa maximizar a capacidade instalada no SNS, em cumprimento das regras de referenciação em vigor e pelas preferências dos utentes segundo critérios de interesse pessoal e de qualidade do desempenho das instituições.

Para uma melhor implementação do processo, a ACSS divulgará em breve uma Circular Informativa dirigida a todas as instituições e profissionais do SNS.