segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Consumo de mirtilo diminui risco de hipertensão

Estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”

O consumo de uma porção de mirtilo (planta de bagas vermelhas também conhecida por aranto ou airela) por semana reduziu em 10% o risco de hipertensão, refere um estudo publicado no "American Journal of Clinical Nutrition".

O estudo, realizado por investigadores da University of East Anglia e da Harvard University, EUA, concluiu que as antocianinas, alguns compostos bioactivos do mirtilo, são protectores da hipertensão. Além disso, as antocianinas, que pertencem à família dos flavonóides, também estão presentes em grandes quantidades na groselha preta, framboesas e beringela.

Os flavonóides estão presentes, embora em menor quantidade, em muitos tipos de frutas, legumes, grãos e ervas. Até agora, sabia-se que os flavonóides presentes no chá, sumo de frutas, vinho tinto e chocolate preto reduziam o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. "Os nossos resultados são animadores e sugerem que a ingestão adequada de antocianinas pode ajudar a prevenir a hipertensão", afirmou, em comunicado, o principal autor do estudo e professor do departamento de nutrição da University of East Anglia, Aedin Cassidy.

Para realizar a pesquisa, os cientistas tiveram em conta os resultados de estudos sobre a saúde de enfermeiros e profissionais de saúde nos EUA, realizados ao longo de um período de 14 anos. Ao todo analisaram a dieta de 134 mil mulheres e 47 mil homens.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Fonte (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/consumo-de-mirtilo-diminui-risco-de-hipertensao?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110131)

Sangue de tipo O relacionado com menor risco de enfarte do miocárdio

Estudo publicado na revista “The Lancet“

Os investigadores descobriram um gene que aumenta o risco de doença cardiovascular e, durante a pesquisa, verificaram que ser portador do tipo sanguíneo O parece proteger contra o enfarte agudo do miocárdio quando as artérias estão obstruídas. O estudo foi publicado na revista “The Lancet“.

"Certos genes predispõem o indivíduo a acumulação de placas nas artérias do coração, enquanto outros conduzem a um enfarte agudo do miocárdio quando já existe acumulação", explicou, em comunicado, o líder da investigação, Muerdach Reilly, professor associado de medicina no Instituto Cardiovascular da University of Pennsylvania, EUA.

Para o estudo, a equipa comparou cerca de 13 mil pessoas com doença arterial coronária, com cerca de 7.400 pessoas sem a condição. Para identificar os genes específicos que podem estar relacionados com enfarte agudo do miocárdio, compararam 5.800 pessoas com doença arterial coronária que sofreram um enfarte, com 3.600 pessoas que tinham a doença, mas nunca tinham sofrido um enfarte.

A a equipa identificou um gene, chamado ADAMTS7, que foi associado com um risco aumentado de doença arterial coronária. Além disso, na análise específica do risco de enfarte agudo do miocárdio, também encontraram uma relação com o tipo sanguíneo. Os indivíduos com sangue tipo O têm um menor risco de sofrer um enfarte agudo do miocárdio.

Justificar completamente

No entanto, os cientistas advertem que, embora o sangue tipo O possa oferecer alguma protecção contra o enfarte agudo do miocárdio em pacientes com doença arterial coronária, isto não significa que seu tipo de sangue, por si só, evite problemas cardiovasculares.

ALERT Life Sciences Computing, S.A

Fonte (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/sangue-de-tipo-o-relacionado-com-menor-risco-de-enfarte-do-miocardio?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_201101319
Investigadores recebem Prémio de Epidemiologia Clínica
TODOS DESTAQUES


Investigadores da Universidade do Porto, integrados no grupo de estudos da SACiUCI (Sépsis Adquirida na Comunidade e internada em Unidade de Cuidados Intensivos), receberam no passado dia 27 de Janeiro, em Lisboa, das mãos da Ministra da Saúde Ana Jorge, o Prémio Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa / Merck Sharp & Dohme em Epidemiologia Clínica 2010, no valor de 20 mil euros, por um trabalho intitulado Epidemiology of Community-Acquired Sepsis admitted in Intensive Care: a large multi-center prospective cohort study.

Este estudo contou com a colaboração de clínicos de 17 unidades de cuidados intensivos de todo o país, que integram o Grupo de Estudos da Sépsis Adquirida na Comunidade e internada em Cuidados Intensivos - SACiUCI, liderado por António Carneiro e foi submetido a concurso, em nome do Grupo de Estudos sobre SACiUCI, por Teresa Cardoso e António Carneiro, do Hospital de Santo António e por Orquídea Ribeiro e Altamiro da Costa Pereira, do Serviço de Bioestatística e Informática Médica, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

De acordo com os autores, “este é o maior estudo, em Portugal, sobre epidemiologia da sepsis adquirida na comunidade, com resultados de unidades de cuidados intensivos de Norte a Sul de Portugal (representando 41% de todas as unidades nacionais), que incluíram cerca de 900 doentes com sépsis, durante um ano para permitir a identificação de possíveis variações sazonais”. Durante o período de estudo, foram admitidos 4142 pacientes adultos nas Unidades de Cuidados Intensivos participantes, tendo 22% revelado sépsis adquirida na comunidade. Destes, 40% sofreram sepsis grave e metade entrou em choque séptico. As infecções respiratórias foram a causa mais comum da septicemia (61%), seguidas das infecções intra-abdominais e urinárias, com taxas de 18 e 7%, respectivamente. Foi ainda calculada a taxa de mortalidade ao fim de um período de 28 dias, observando-se que 18% dos pacientes faleceram no seguimento de sépsis, 20% devido a sépsis grave e 44% como resultado de choque séptico – dados reveladores da relação entre a gravidade da septicemia e o risco de mortalidade e que salientam a necessidade de diagnosticar e tratar a sépsis o mais precocemente possível.

Os autores destacam que “a sépsis adquirida na comunidade é uma causa importante de admissão nas Unidades de Cuidados Intensivos, representando cerca de um quarto de todos os internamentos verificados neste estudo”. De acordo com Teresa Cardoso, primeira autora deste trabalho, “uma adequada caracterização do perfil microbiológico, por foco de infecção, é fundamental no desenvolvimento e revisão das recomendações de antibioterapia empírica eficaz, um importante factor de prognóstico.” Teresa Cardoso, médica na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente do Hospital de Santo António e assistente de Semiologia Médica e Cirúrgica do Mestrado Integrado de Medicina doInstituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, frequenta o primeiro ano do Programa Doutoral em Investigação Clínica e em Serviços de Saúde na FMUP, sob a orientação dos professores António Sarmento e Altamiro da Costa Pereira.

O Prémio SCML/MSD encontra-se na sua segunda edição, tendo sido criado em 2009 com o objectivo de contribuir para dinamizar a investigação científica em Ciências da Saúde em Portugal, nomeadamente na área da Epidemiologia Clínica.

(Fonte: http://noticias.up.pt/catalogo_noticias.php?ID=6734)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Novo medicamento para a dor crónica

Substância activa foi recentemente desenvolvida por investigadores canadianos, activando-se no cérebro e na medula óssea.

O medicamento específico para determinadas regiões do cérebro e da medula óssea tem por base investigações prévias que constatavam que a dor crónica, além de uma dor aguda e prolongada, provinha de mudanças distintivas nas sinapses neuronais e mecanismos sensoriais do cérebro, na medula óssea.

Chamado NB001, o medicamento que foi criado através de uma série de métodos neurobiológicos produz fortes efeitos analgésicos, sendo que não surgiram nos indivíduos tratados nenhuns efeitos secundários. A substância activa funciona ao bloquear a enzima AC1, que se produz na região frontal do cérebro e na medula espinhal durante uma lesão nervosa que provoca a dor crónica.

As principais vantagens deste medicamento são deixar intacta a percepção da dor aguda, uma dor relativamente pequena e essencial para a protecção do corpo humano, e ser específico para os neurónios, tendo menos probabilidade de causar efeitos noutros órgãos.

A equipa de investigadores, liderada por Hansen Wang, publicou os resultados do seu estudo na revista Science Translational Medicine. Anteriormente tinham já sugerido que a eliminação do gene AC1 reduziria ou bloquearia a dor crónica, mas através deste medicamento conseguiram bloquear a enzima AC1 só nas regiões específicas necessárias para o desaparecimento deste problema.

A dor crónica é um dos problemas de saúde mais comuns do mundo, infelizmente a maioria dos analgésicos tradicionais não são eficazes para eliminá-la e têm tendência a reduzir também a dor aguda.


Fonte: http://www.hospitaldofuturo.com/novidades_noticia.asp?noticiaId=1193

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Parlamento Europeu aprova relatório de Marisa Matias sobre Doença de Alzheimer


O Parlamento Europeu aprovou, dia 19 de Janeiro de 2011, em Estrasburgo, um relatório a pedir mais medidas para tratar a doença de Alzheimer, da autoria da deputada do Bloco de Esquerda Marisa Matias, que defende que a matéria deve ser uma prioridade europeia

Os eurodeputados querem que a União Europeia (UE) reforce a cooperação e a coordenação dos esforços de investigação clínica e que promova a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a prestação de cuidados aos doentes com Alzheimer.

Estima-se que na Europa 9,9 milhões de pessoas sofram de demência, a vasta maioria, mais de sete milhões, diagnosticada com Alzheimer.

A responsável pela posição do Parlamento Europeu, Marisa Matias, sublinhou que o principal objectivo do seu relatório é colocar a doença de Alzheimer e outras do mesmo tipo "como prioridade da agenda europeia".

O relatório, aprovado em plenário com 646 votos a favor, seis contra e seis abstenções, propõe, por exemplo, a criação de centros especializados nos Estados-membros e o intercâmbio de melhores práticas no domínio da investigação destas doenças, visando reduzir as desigualdades existentes entre os Estados-membros e no interior de cada país em matéria de diagnóstico e tratamento.

Marisa Matias estima em quase cem mil os casos de doença de Alzheimer em Portugal, um número que deve ser 50 por cento do real, visto que nem todos os casos estarão diagnosticados.

"A situação em Portugal também é dramática porque não há meios preparados para tratar essas pessoas, sendo também as desigualdades socioeconómicas muito visíveis", disse a deputada europeia.

A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, degenerativa, isto é, que produz atrofia, progressiva, com início mais frequente após os 65 anos. Esta doença produz a perda das habilidades de pensar, raciocinar e memorizar, produzindo alterações no comportamento.

Estima-se em 35,6 milhões o número de pessoas em todo o mundo que sofrem de alguma forma de demência, devendo o número duplicar em cada 20 anos.

Mais de 28 por cento do número total de pessoas que sofrem de demência vive na Europa.

(Fonte: http://www.alzheimerportugal.org/scid/webAZprt/defaultArticleViewOne.asp?articleID=750&categoryID=808)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Antibiótico pode ajudar a aliviar cólon irritável

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

A toma de um antibiótico específico conseguiu aliviar os sintomas da síndrome do intestino irritável (SII), uma doença gastrointestinal bastante comum na população, durante mais de dois meses após o fim do tratamento, sugere um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”.

Os investigadores asseguram que a rifaximina, fármaco desenvolvido pela Salix Pharmaceuticals, é o primeiro tratamento para a SII que actua sobre a causa subjacente da doença em vez de se concentrar nos sintomas.

O estudo envolveu 1.260 pessoas com SII. Cada um dos participantes tomou rifaximina ou placebo três vezes por dia durante duas semanas. Durante as quatro semanas de tratamento, cerca de 41% dos que tomaram rifaximina referiram "alívio adequado" dos sintomas da SII, em comparação com cerca de 32% dos participantes do grupo placebo.

Quando questionados sobre o inchaço (um dos sintomas mais incomodativos da SII), cerca de 40% do grupo rifaximina disse que tinha encontrado alívio para o problema, em comparação com 30% dos participantes do grupo placebo. As pessoas do grupo rifaximina também relataram menos dor abdominal e perda de fezes líquidas. Os efeitos da terapia antibiótica permaneceram dez semanas após a interrupção do tratamento.

Os tratamentos actuais, inclusive antidiarreicos e laxativos, simplesmente tratam os sintomas da SII e actuam apenas durante o período da medicação, segundo contou, em comunicado, uma das autoras do estudo, a gastrenterologista Yehuda Ringel, da University of North Carolina en Chapell Hill, EUA. "Este estudo mostra que os antibióticos funcionam em pacientes com SII, sugerindo que a flora intestinal tem a ver com a causa desta condição", disse Ringel, acrescentando que se “o efeito durou mais de dez semanas após a interrupção da medicação, sugere que estamos a mudar algo na anormalidade subjacente."

O laboratório farmacêutico solicitou a aprovação da Food and Drug Administration (órgão responsável pelo contro dos alimentos e medicamentos dos EUA) para o uso do medicamento no tratamento da SII. O fármaco está actualmente aprovado para o tratamento da diarreia do viajante e da encefalopatia hepática, um distúrbio cerebral causado por doenças do fígado.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

( in http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/antibiotico-pode-ajudar-a-aliviar-colon-irritavel?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110124)
Níveis baixos de vitamina D aumentam risco de infecções respiratórias no bebé

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

Os níveis de vitamina D nos recém-nascidos parecem prever o risco de infecções respiratórias e ocorrência de sibilos asmáticos durante a infância, mas não o risco de desenvolver asma, de acordo com um estudo do Massachusetts General Hospital, nos EUA, publicado na revista “Pediatrics”. Os resultados apoiam a teoria de que a deficiência de vitamina D contribui para aumentar o risco de infecções.

Segundo explicou Carlos Camargo, líder da equipa de investigadores, em comunicado, "os dados sugerem que a associação entre a vitamina D e sibilância asmática - que pode ser um sintoma de muitas doenças respiratórias, e não só de asma - se deve em grande parte às infecções respiratórias". O investigador acrescenta que as infecções respiratórias agudas são um importante problema de saúde nas crianças, como no caso da bronquiolite.

Para a investigação, os cientistas analisaram dados de um estudo sobre asma e alergia na Nova Zelândia e acompanharam mais de mil crianças das cidades de Wellington e Christchurch. Para a análise foram recolhidas amostras de sangue do cordão umbilical dos recém-nascidos de mulheres que participaram no estudo. Essas mães também foram submetidas a um questionário sobre saúde respiratória das crianças. As amostras do sangue do cordão umbilical foram analisadas em relação aos níveis de 25-hidroxivitamina D (25OHD), considerada a melhor medida para a presença da vitamina D.

Os autores foram capazes de avaliar as amostras do sangue do cordão umbilical de 922 bebés. Desses, mais de 20% tinham níveis de 25OHD menor que 25nmol / L, que é considerado muito baixo. O nível médio de 44 nmol / L ainda foi considerado deficiente e os níveis mais baixos eram mais comuns entre as crianças nascidas no Inverno, com menor nível socioeconómico e história familiar de asma e tabagismo. Aos três meses, os bebés com valores de 25OHD abaixo de 25 nmol / L apresentaram um risco duas vezes mais elevado de desenvolver infecções respiratórias do que aqueles que tinham níveis de 75 nmol / L ou mais.

Os resultados, que cobrem os cinco primeiros anos de vida dos participantes, mostraram que os níveis mais baixos de 25OHD no recém-nascido, estavam associados a um maior risco cumulativo de sibilos asmáticos durante este período. No entanto, os autores não encontraram qualquer associação entre os níveis de 25OHD e um diagnóstico de asma aos cinco anos.

Além disso, estudos anteriores sugeriram que os níveis particularmente altos de vitamina D podem aumentar o risco de alergia, mas essa associação não foi observada entre os participantes deste estudo com níveis mais elevados de 25OHD. O estado de vitamina D foi determinado principalmente pela exposição ao sol, já que muito poucos tomavam suplementos.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.


http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/niveis-baixos-de-vitamina-d-aumentam-risco-de-infeccoes-respiratorias-no-bebe?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110124