sábado, 9 de fevereiro de 2019

Mais massa muscular na infância pode promover melhor saúde pulmonar em adulto
Estudo publicado na “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”
A nossa capacidade pulmonar em adulto poderá depender da quantidade de massa gorda e de massa magra que tenhamos tido na infância, indicou um estudo recente. 
 
O estudo, que foi liderado por uma equipa de investigadores do Instituto de Barcelona para a Saúde Global (ISGlobal), em Espanha, apurou que as raparigas e rapazes com mais massa muscular na infância e adolescência apresentam uma função pulmonar mais elevada. 
 
Segundo ainda os resultados do estudo, os rapazes, mas não as raparigas, com mais massa gorda apresentam uma menor função pulmonar em adultos.
 
Para a sua investigação a equipa fez a distinção entre a massa muscular e a massa gorda na composição corporal de 6.964 crianças do Reino Unido. 
 
Os investigadores mediram ainda a função pulmonar dos pequenos participantes aos oito e aos 15 anos de idade, calculando o desenvolvimento da função pulmonar durante aquele período.
 
Foi apurado que as raparigas e rapazes com mais massa muscular apresentavam índices mais elevados de crescimento pulmonar e de capacidade vital forçada (CVF), que é o volume total de ar exalado com a respiração mais profunda possível; o volume expiratório máximo no primeiro segundo (FEV1), ou seja, a quantidade de ar que se pode exalar de forma forçada num segundo; e o débito expiratório máximo a 25-75% da FVC, que corresponde à velocidade com que o ar sai dos pulmões.
 
Tanto nos rapazes como nas raparigas, um maior índice de massa gorda foi associado a níveis mais reduzidos de FEV1/FVC, que é uma medição da limitação do fluxo de ar usado no diagnóstico da asma e da doença obstrutiva pulmonar crónica. 
 
Nos rapazes apenas, uma maior massa gorda foi associada a níveis inferiores de crescimento pulmonar e de FEV1 e FEF25-75.
 
“Os nossos resultados realçam que a composição corporal, e não só a massa corporal em geral, deveriam ser avaliados quando se estuda os efeitos do peso nas crianças sobre a saúde”, comentou Gabriela Peralta, autora principal do estudo.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/mais-massa-muscular-na-infancia-pode-promover-melhor-saude-pulmonar-em-adulto?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20190129)
Criada nova ferramenta que prevê asma em crianças pequenas muito eficaz
Estudo publicado na revista “Journal of Allergy and Clinical Immunology”
Uma equipa de cientistas desenvolveu uma nova ferramenta para prognosticar a asma em crianças pequenas.
 
Denominada “Pediatric Asthma Risk Score” (PARS), a nova ferramenta demonstrou revelar maior exatidão e ser a menos invasiva até à data. Com efeito, a PARS revelou uma sensibilidade 11% mais elevada do que o Índice Preditivo de Asma (“Asthma Predictive Index”, no seu original em inglês, abreviado API).
 
O API é considerado como o padrão de ouro no diagnóstico da asma e os outros modelos prognosticadores da doença são comparados àquela ferramenta. Embora seja útil para prever que crianças não irão desenvolver asma, necessita de melhoramentos para prever que crianças irão, efetivamente, desenvolver a doença.
 
A ferramenta PARS foi desenvolvida por cientistas do Centro Médico do Hospital Pediátrico de Cincinnati, EUA, liderados por Jocelyn Biagini Myers, e consegue proporcionar um índice personalizado de asma a cada paciente, o que não é possível obter com a API. 
 
A PARS inclui critérios novos e menos invasivos do que as ferramentas anteriores. Para o cálculo do risco de asma são tidos em conta dados demográficos e fatores clínicos de rotina que são recolhidos em avaliações de asma e alergias nos consultórios médicos.
 
Os cientistas desenvolveram a ferramenta a partir de um estudo que incluía 762 bebés nascidos entre 2001 e 2003. Os pais dos bebés apresentavam pelo menos um sintoma de alergia. Os bebés foram examinados anualmente com 1, 2, 3, 4 e 7 anos de idade para verificar o desenvolvimento de doenças alérgicas. 
 
589 dos bebés foram avaliados aos 7 anos para verificar o desenvolvimento de asma, através de medições objetivas da função pulmonar. Foi detetada asma em 16% das crianças. Os cientistas questionaram os pais relativamente a vários fatores que podem contribuir para a asma.
 
A equipa apurou que as crianças que tinham asma aos 7 anos de idade apresentavam uma maior probabilidade de terem pelo menos um dos pais com a doença, dois ou mais testes positivos a alérgenos do ar ou alimentos, eczema em idade precoce, pieira frequente sem constipação, rinite alérgica nos primeiros três anos de vida e serem americanas africanas.
 
A ferramenta API falhou a identificação de 43% de casos de asma, mas que foram identificados pela ferramenta PARS.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/criada-nova-ferramenta-que-preve-asma-em-criancas-pequenas-muito-eficaz?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181224)
Oferta de cuidados de saúde mental a crianças e jovens é "muito deficiente"
Dados do relatório “Gerações Mais Saudáveis”
A oferta de cuidados de saúde mental dirigidos a crianças e jovens em Portugal “é muito deficiente”, havendo poucos serviços de psiquiatria específicos e com recursos escassos, e psicólogos nos centros de saúde.
 
O retrato é feito pelo Conselho Nacional de Saúde, no relatório “Gerações Mais Saudáveis” que se centra nas políticas públicas de promoção da saúde nas crianças e jovens até aos 18 anos.
 
“A oferta de cuidados de saúde mental da infância e da adolescência está longe de suprir as necessidades da população e muito longe das metas traçadas no Plano Nacional de Saúde Mental”, refere o relatório a que a agência Lusa teve acesso.
 
O Conselho Nacional de Saúde recomenda que seja reforçada a prestação de cuidados de saúde mental na infância e adolescência, lembrando que a prevalência de perturbações emocionais e do comportamento nestas fases da vida “tem vindo a adquirir uma dimensão importante”.
 
Estima-se que entre 10% a 20% das crianças tenham um ou mais problemas de saúde mental, sendo que apenas 25% do total são referenciadas a serviços especializados.
 
Apesar de recordar estes dados, o relatório do Conselho Nacional de Saúde indica que os dados epidemiológicos sobre saúde mental em crianças e jovens é “muito limitado”, considerando fundamental haver investigação nesta área.
 
Quanto aos cuidados, nos centros de saúde o Conselho sublinha o “deficiente acesso a apoio especializado na área da psicologia”, com cerca de 350 psicólogos a trabalhar nos cuidados de saúde primários no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Também é considerada importante a inclusão de psicólogos nas equipas de saúde escolar.
 
Atualmente, Portugal tem 21 unidades de psiquiatria da infância e adolescência em estruturas do SNS, embora com “recursos escassos”. Existem ainda nove serviços locais de psiquiatria da infância e adolescência, que desenvolvem atividades de âmbito alargado. Previa-se a abertura de 13 novos serviços até 2012, mas só abriram quatro desses serviços.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/oferta-de-cuidados-de-saude-mental-a-criancas-e-jovens-e-muito-deficiente?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181217)
Primeiros 3 anos de crescimento afetam a saúde respiratória futura da criança
Estudo publicado na revista “Thorax”
O crescimento nos três primeiros anos de vida das crianças condiciona o desenvolvimento dos pulmões e o risco de asma aos 10 anos de idade, indicou recentemente um estudo.
 
O estudo que foi efetuado por investigadores do Instituto ISGlobal em Barcelona, Espanha, e a Faculdade de Medicina da Universidade Erasmus em Roterdão, Holanda, estudou a influência dos padrões de desenvolvimento (calculados através da medição repetida do peso e altura da criança) durante aqueles primeiros anos sobre a saúde respiratória aos 10 anos de idade.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 4.435 crianças residentes na cidade de Roterdão, que foram seguidos desde o nascimento até aos 10 anos de idade. 
 
Os padrões de crescimento analisados foram os picos de velocidade de crescimento da altura e peso, que ocorrem cerca de um mês de idade, e do índice de massa corporal no pico de adiposidade, que ocorre cerca dos nove meses de idade.
 
Foram efetuadas assim medições no peso e altura das crianças múltiplas vezes durante os três primeiros anos de vida. Aos 10 anos de idade foi avaliada a função pulmonar das crianças e o desenvolvimento ou não de asma diagnosticada por um médico.
 
“Os achados demonstram que os bebés com a maior velocidade de ganho de peso e de índice de massa corporal tinham uma menor função pulmonar aos 10 anos de idade”, disse Maribel Casas, líder da equipa que conduziu o estudo.
 
“Embora não tenhamos observado qualquer relação entre o crescimento da altura e peso e o risco de asma, este desenvolvimento desproporcional da função pulmonar poderia constituir um fator de risco para o desenvolvimento de doenças respiratórias”, acrescentou a investigadora.
 
Foi ainda descoberto que quanto mais tarde as crianças tinham atingido o pico no índice de massa corporal, melhor era a sua função pulmonar, sendo que nos rapazes se traduzia ainda por um menor risco de asma. 
 
“Estes resultados confirmam que o crescimento no início da infância desempenha um importante papel no desenvolvimento dos pulmões”, concluiu Maribel Casas. 
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/primeiros-3-anos-de-crescimento-afetam-a-saude-respiratoria-futura-da-crianca)
Crianças estão a atingir maturidade óssea mais cedo
Estudo publicado na revista “Clinical Orthopaedics and Related Research”
As crianças estão a atingir a maturidade óssea numa idade mais precoce, anunciou um estudo recente.
 
Conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri, EUA, o estudo revelou que em relação a crianças nascidas há um século atrás, as raparigas estarão atualmente a atingir a maturidade óssea quase 10 meses mais cedo, e os rapazes quase sete meses.
 
“Os nossos achados demonstram que existe um ‘novo normal’ para a altura em que os esqueletos dos miúdos atingem maturidade total”, confirma Dana Duren, investigadora que liderou este estudo.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram radiografias de mais de 1.000 crianças nascidas entre 1915 e 2006, recolhidas no âmbito do Estudo Longitudinal Fels. A equipa concentrou-se nos ossos das mãos e punhos para determinarem a altura exata do início e fim do processo de desenvolvimento conhecido como fusão epifisária.
 
Segundo Dana Duren, a equipa concentrou-se na fusão epifisária, pois esta assinala o fim do crescimento do osso. 
 
“Inicia quando a placa de crescimento, que é a cartilagem no fim do osso, começa a ligar a epífise, ou extremidade do osso, ao osso longo através de pequenas calcificações. Eventualmente, a placa de crescimento calcifica-se completamente e liga-se ou funde-se com o osso longo. Quando a fusão fica completa, fica também o crescimento daquele osso”, explicou.
 
Os resultados da análise revelaram que os esqueletos das crianças nascidas nos anos 1990 atingiram a fusão completa, e assim, maturidade esquelética, mais rápido e precocemente do que as crianças nascidas nos anos 1930.
 
Embora não tenham estudado as razões deste fenómeno, os investigadores admitem que o facto de as crianças atualmente estarem mais expostas a hormonas ambientais e simuladores de hormonas pode contribuir.
 
Estes achados podem influenciar a altura da prestação de cuidados clínicos para certas doenças ortopédicas pediátricas, como diferenças no comprimento das pernas, escoliose e uso de hormonas de crescimento. 
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/criancas-estao-a-atingir-maturidade-ossea-mais-cedo?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181224)

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Massa muscular deveria tornar-se um novo sinal vital
Estudo publicado na revista “Annals of Medicine”
Uma equipa de investigadores defende que a medição da massa muscular deveria tornar-se um novo sinal vital, tal como a tensão arterial, peso e outros, especialmente nos pacientes com doenças crónicas.
 
A recomendação é o resultado de uma revisão exaustiva conduzida por Carla Prado, da Universidade de Alberta, no Canadá, e equipa, que confirma que a pouca massa muscular está associada a um maior risco de complicações graves de saúde e uma menor sobrevivência. 
 
Com efeito, os estudos demonstraram ainda que a pouca massa muscular foi associada a mais complicações pós-cirúrgicas, mais tempo de internamento, menor função física e pior qualidade de vida.
 
Os investigadores analisaram mais de 140 estudos efetuados entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, em contexto de internamento, consulta externa e cuidados de longa duração, tendo concluído que a massa muscular diz muito sobre o estado de saúde geral de um paciente, como ilustrado abaixo.
 
Um estudo demonstrou que as mulheres com cancro da mama e com maior massa muscular tinham uma possibilidade quase 60% maior de sobreviverem.
 
Outro estudo indicou que os pacientes nos cuidados intensivos que tinham mais massa muscular passavam menos tempo com o ventilador e nos próprios cuidados intensivos e apresentaram uma maior propensão de sobreviverem.
 
Os pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica e mais massa muscular apresentam melhores resultados respiratórios e menor ocorrência de osteopenia ou osteoporose, concluiu outra investigação.
 
Relativamente aos cuidados de longa duração, um estudo descobriu que os pacientes com menos massa muscular apresentavam Alzheimer mais severa. 
 
Por isso, Carla Prado defende que a massa muscular deveria tornar-se um novo sinal vital, argumentando que o índice de massa corporal não consegue distinguir entre a massa gorda e a massa magra (muscular) num paciente. A autora conclui que a identificação de pouca massa muscular e respetivo tratamento poderá melhorar significativamente os resultados de saúde.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/massa-muscular-deveria-tornar-se-um-novo-sinal-vital?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181029)
Equipamento para substituir andarilhos e muletas em desenvolvimento
Estudo do INEGI
Investigadores do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI), no Porto, estão a desenvolver um projeto que visa “substituir os andarilhos e as muletas” e “diminuir o esforço físico”, contou o responsável.
 
Em declarações à Lusa, Daniel Pina, responsável pelo projeto MechALife, explicou que a ideia surgiu com o objetivo de “desenvolver um sistema que evoluísse as muletas e os andarilhos” e que solucionasse “o problema de mobilidade reduzida”.
 
O projeto, que começou a ser desenvolvido durante este ano por três equipas do INEGI, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), pretende criar um exoesqueleto [estrutura externa que suporta o corpo] para os membros inferiores.
 
“O MechALife é um exoesqueleto que vai da cintura aos pés e que auxilia as pessoas a mexerem os membros inferiores. E, apesar da estrutura ser pesada, suporta o próprio peso, da mesma maneira que o andarilho e as muletas”, afirmou.
 
Segundo Daniel Pina, o equipamento, maioritariamente direcionado para a população com mais de 65 anos, é composto por motores elétricos que garantem uma autonomia de movimento constante durante cinco horas.
 
“O objetivo seria que as pessoas usassem o exoesqueleto durante o dia e à noite o pusessem a carregar, apesar de a autonomia do equipamento ser de cinco horas e dos motores elétricos não consumirem energia quando a pessoa está em repouso”, explicou.
 
As equipas do INEGI, que têm trabalhado conjuntamente com profissionais de saúde das áreas da medicina de reabilitação e ortopedia, estão agora a construir um “protótipo à escala real” e preveem nos próximos dois anos "começar a fazer protótipos completamente funcionais”.
 
Para Daniel Pina, este equipamento vai permitir que as pessoas “não gastem tanta energia e que não se cansem tanto”, visto que os “motores elétricos ajudam no movimento das pernas”.
 
“Sabemos que uma pessoa que usa um andarilho ou uma muleta está impossibilitada de carregar um tabuleiro com comida ou até segurar um copo de água. A verdade é que, não tendo de segurar no exoesqueleto com as mãos, as pessoas têm uma maior liberdade e autonomia”, acrescentou.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/equipamento-para-substituir-andarilhos-e-muletas-em-desenvolvimento?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181029)