quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Massa muscular deveria tornar-se um novo sinal vital
Estudo publicado na revista “Annals of Medicine”
Uma equipa de investigadores defende que a medição da massa muscular deveria tornar-se um novo sinal vital, tal como a tensão arterial, peso e outros, especialmente nos pacientes com doenças crónicas.
 
A recomendação é o resultado de uma revisão exaustiva conduzida por Carla Prado, da Universidade de Alberta, no Canadá, e equipa, que confirma que a pouca massa muscular está associada a um maior risco de complicações graves de saúde e uma menor sobrevivência. 
 
Com efeito, os estudos demonstraram ainda que a pouca massa muscular foi associada a mais complicações pós-cirúrgicas, mais tempo de internamento, menor função física e pior qualidade de vida.
 
Os investigadores analisaram mais de 140 estudos efetuados entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, em contexto de internamento, consulta externa e cuidados de longa duração, tendo concluído que a massa muscular diz muito sobre o estado de saúde geral de um paciente, como ilustrado abaixo.
 
Um estudo demonstrou que as mulheres com cancro da mama e com maior massa muscular tinham uma possibilidade quase 60% maior de sobreviverem.
 
Outro estudo indicou que os pacientes nos cuidados intensivos que tinham mais massa muscular passavam menos tempo com o ventilador e nos próprios cuidados intensivos e apresentaram uma maior propensão de sobreviverem.
 
Os pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica e mais massa muscular apresentam melhores resultados respiratórios e menor ocorrência de osteopenia ou osteoporose, concluiu outra investigação.
 
Relativamente aos cuidados de longa duração, um estudo descobriu que os pacientes com menos massa muscular apresentavam Alzheimer mais severa. 
 
Por isso, Carla Prado defende que a massa muscular deveria tornar-se um novo sinal vital, argumentando que o índice de massa corporal não consegue distinguir entre a massa gorda e a massa magra (muscular) num paciente. A autora conclui que a identificação de pouca massa muscular e respetivo tratamento poderá melhorar significativamente os resultados de saúde.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/massa-muscular-deveria-tornar-se-um-novo-sinal-vital?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181029)
Equipamento para substituir andarilhos e muletas em desenvolvimento
Estudo do INEGI
Investigadores do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI), no Porto, estão a desenvolver um projeto que visa “substituir os andarilhos e as muletas” e “diminuir o esforço físico”, contou o responsável.
 
Em declarações à Lusa, Daniel Pina, responsável pelo projeto MechALife, explicou que a ideia surgiu com o objetivo de “desenvolver um sistema que evoluísse as muletas e os andarilhos” e que solucionasse “o problema de mobilidade reduzida”.
 
O projeto, que começou a ser desenvolvido durante este ano por três equipas do INEGI, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), pretende criar um exoesqueleto [estrutura externa que suporta o corpo] para os membros inferiores.
 
“O MechALife é um exoesqueleto que vai da cintura aos pés e que auxilia as pessoas a mexerem os membros inferiores. E, apesar da estrutura ser pesada, suporta o próprio peso, da mesma maneira que o andarilho e as muletas”, afirmou.
 
Segundo Daniel Pina, o equipamento, maioritariamente direcionado para a população com mais de 65 anos, é composto por motores elétricos que garantem uma autonomia de movimento constante durante cinco horas.
 
“O objetivo seria que as pessoas usassem o exoesqueleto durante o dia e à noite o pusessem a carregar, apesar de a autonomia do equipamento ser de cinco horas e dos motores elétricos não consumirem energia quando a pessoa está em repouso”, explicou.
 
As equipas do INEGI, que têm trabalhado conjuntamente com profissionais de saúde das áreas da medicina de reabilitação e ortopedia, estão agora a construir um “protótipo à escala real” e preveem nos próximos dois anos "começar a fazer protótipos completamente funcionais”.
 
Para Daniel Pina, este equipamento vai permitir que as pessoas “não gastem tanta energia e que não se cansem tanto”, visto que os “motores elétricos ajudam no movimento das pernas”.
 
“Sabemos que uma pessoa que usa um andarilho ou uma muleta está impossibilitada de carregar um tabuleiro com comida ou até segurar um copo de água. A verdade é que, não tendo de segurar no exoesqueleto com as mãos, as pessoas têm uma maior liberdade e autonomia”, acrescentou.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/equipamento-para-substituir-andarilhos-e-muletas-em-desenvolvimento?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181029)
Crianças obesas correm risco substancial de doença grave na anca

Estudo publicado na revista “Pediatrics”
Um novo estudo sugere que a obesidade infantil pode causar o desenvolvimento de uma doença da anca debilitante que requer intervenção cirúrgica de urgência.
     
Conduzido por uma equipa de investigadores das Universidade de Liverpool, Oxford e Aberdeen e ainda pelo Hospital Pediátrico Alder Hey, todos no Reino Unido, o estudo indicou que a obesidade poderá ser responsável pela epifisiólise proximal do fémur (EPF), uma doença que afeta um em cada 2.000 adolescentes.
 
A EPF consiste numa deformação da anca que pode causar o seu deslizamento, provocando dor e incapacidade para o resto da vida. É muito importante a deteção precoce da doença pois pode minimizar a sua severidade. A EPF é uma das causas principais da cirurgia de substituição da anca em jovens e por vezes em crianças.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram o índice de massa corporal (IMC) de quase 600.000 crianças na Escócia.
 
A equipa descobriu que as crianças que eram obesas aos cinco anos de idade apresentavam uma possibilidade 75% mais elevada de continuarem a ser obesas aos 12 anos. 
 
Adicionalmente, as crianças com obesidade severa aos cinco anos de idade apresentavam um risco quase 20 vezes maior de desenvolverem EPF do que uma criança magra. Foi observado que quanto mais elevado era o IMC dos pequenos participantes, maior era o seu risco de EPF.
 
“Os cirurgiões desconfiavam, desde longa data, que a obesidade na infância era a causa desta doença e estes resultados tornam isso muito claro”, comentou Daniel Perry, um dos investigadores neste estudo.
 
“A identificação atempada da EPF significa que, normalmente, as crianças apenas necessitarão de uma cirurgia relativamente simples, enquanto as crianças nas quais tenha sido identificada mais tarde requerem frequentemente uma cirurgia reconstrutiva de alto-risco”, alertou o especialista. 
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/criancas-obesas-correm-risco-substancial-de-doenca-grave-na-anca?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181029)
A gordura afeta homens e mulheres de forma diferente. Porquê?

Estudo publicado na revista “Frontiers in Physiology – Vascular Physiology”
Uma equipa de investigadores identificou a provável razão pela qual as mulheres se mantêm mais saudáveis do que os homens, mesmo quando aumentam a gordura corporal.
 
Sabe-se que o tecido adiposo se desenvolve de forma diferente no sexo masculino e no sexo feminino. Existe também uma diferença nos dois sexos entre a suscetibilidade para as doenças cardiovasculares, resistência à insulina e diabetes. 
 
No entanto, não se sabia ao certo porque é que os tecidos adiposos ofereciam maior proteção contra aquelas doenças no sexo feminino que masculino.
 
Num estudo conduzido por uma equipa dirigida por Tara Haas, docente na Escola de Cinesiologia e de Ciências da Saúde, da Faculdade de Saúde da Universidade de York, Reino Unido, foram analisadas as diferenças entre o tecido adiposo abdominal de ratinhos do sexo feminino e masculino.
 
Como resultado, a equipa descobriu que o tecido adiposo dos ratinhos fêmea possuía mais vasos sanguíneos do que o tecido adiposo dos machos, e que essa diferença protegia a saúde das fêmeas à medida que estas ganhavam mais gordura devido a uma alimentação rica em gordura.
 
“Concluímos que esta resposta permitiu às fêmeas manterem uma gordura mais saudável e uma melhor sensibilidade à insulina”, disse Tara Haas.
 
Os vasos sanguíneos são essenciais para manter o tecido adiposo saudável pois fazem com que as células adiposas recebam oxigénio e nutrientes, mantendo assim o tecido adiposo saudável.
 
Martina Rudnicki, também investigadora, apontou que este estudo é único, na medida em que se concentra nas diferenças entre o tecido adiposo abdominal entre os dois sexos. Embora a gordura se acumule em diferentes regiões do corpo, é a gordura abdominal que está ligada a um maior risco de diabetes, particularmente nos homens. 
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/a-gordura-afeta-homens-e-mulheres-de-forma-diferente-porque?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181029)

domingo, 28 de outubro de 2018

75% das crianças não ingerem fruta e legumes suficientes
Estudo conduzido pela APCOI
Três em cada quatro crianças portuguesas, entre os dois e os 10 anos, comem menos de cinco porções de fruta e legumes diárias, não cumprindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo um estudo divulgado pela agência Lusa.
 
Realizado por investigadores da Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI), do Instituto de Saúde Ambiental e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, o estudo observou diferenças entre os vários distritos e regiões relativamente à ingestão diária de fruta e legumes.
 
Bragança foi o distrito que apresentou a maior percentagem de crianças (96,7%) que não ingeriam a dose diária recomendada pela OMS, seguido da Guarda (91,9%), dos Açores (86,6%) e da Madeira (85,7%), adiantam os dados preliminares do estudo, que envolveu uma amostra de 12.764 alunos no ano letivo 2017/2018.
 
Viana do Castelo também registou valores muito elevados (82,1%), assim como Vila Real (81,5%), Santarém e Viseu (ambos com 80,4%), Coimbra (78,6%), Portalegre e Setúbal (78,1%), Porto (77,5%), Braga (74%), Aveiro (73,1%), Lisboa (68,1%), Leiria (66,5%), Faro (66,3%), Castelo Branco (64,3%), Beja com 61,6% e por último Évora (59%), adiantam os dados divulgados pela APCOI em comunicado.
 
A investigação também analisou os efeitos da sétima edição do projeto “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável”, um programa gratuito de educação para a saúde, que promove o consumo de fruta na escola, nas alterações de hábitos alimentares dos alunos, tendo concluído que, globalmente, 41,9% das crianças aumentou o seu consumo diário de fruta após 12 semanas de participação no projeto.
 
“Em todos os distritos e regiões verificou-se um aumento do consumo diário de porções de fruta após a implementação do projeto, tendo sido o distrito de Portalegre a registar a maior subida com uma percentagem de aumento de 60,5%”, refere a APCOI.
 
Setúbal registou um aumento de 57,6%, Viana do Castelo de 56,4%), Viseu 46,9%, Porto 46,1%, Guarda 43,1%, Coimbra 41,5%, Faro 41,2%, Vila Real 39%, Lisboa 37,8%, Castelo Branco 37,6%), Aveiro 37,4%, Leiria 37,2%, Madeira 36,2%, Bragança 35,8%, Évora 35,6%, Açores 35,5%, Beja 33,9% e Santarém 29,8%.
 
Para o presidente e fundador da APCOI, Mário Silva, “estes números vêm comprovar a importância do projeto Heróis da Fruta enquanto ferramenta de educação para a saúde”.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/75-das-criancas-nao-ingerem-fruta-e-legumes-suficientes?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181008

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Força de preensão manual em crianças pode predizer saúde futura
Estudo publicado na revista “The Journal of Pediatrics”
A medição da preensão manual em crianças poderá ajudar a identificar a força muscular das mesmas e a identificar as que poderão beneficiar de mudanças no estilo de vida, apurou um novo estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade Baylor, Universidade de Michigan e Universidade da Nova Inglaterra, todas nos EUA, o estudo foi o primeiro a demonstrar em adolescentes que a fraqueza muscular geral medida através da preensão manual prognostica problemas de saúde, como doenças metabólicas e cardiovasculares, e mesmo morte precoce.
 
“O que sabemos sobre os miúdos de hoje é que devido à prevalência da obesidade, correm um maior risco de desenvolverem pré-diabetes e doenças cardiovasculares do que as gerações anteriores”, avançou Paul Gordon, do Universidade Baylor e autor sénior do estudo.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram a força de preensão manual de 368 crianças de 9 a 10 anos de idade e seguiram-nas durante cerca de dois anos. 
 
Foram ainda medidos outros indicadores de fatores de risco metabólico como a atividade física, forma cardiorrespiratória, massa gorda e massa magra, tensão arterial, níveis de glicose no sangue em jejum e histórico familiar. 
 
No início do estudo, 27,9% dos rapazes e 20,1% das raparigas foram classificados como sendo fracos. Ao longo do estudo, foi observado que os rapazes e raparigas com uma força fraca de preensão manual apresentavam uma propensão para terem problemas de saúde ou mantê-los em relação às crianças que tinham uma força de preensão forte.
 
Por outro lado, as crianças que demonstravam ter uma forte preensão manual, que é um indicador de força muscular, tinham uma maior possibilidade de serem saudáveis ao longo do tempo.
 
Mesmo tendo em conta os outros fatores de risco metabólico, continuou a ser observada uma associação independente entre a força de preensão manual e a saúde cardiometabólica e melhorias na saúde, disse Paul Gordon. O investigador concluiu que além de uma boa alimentação e prática de exercício físico, será importante que os adolescentes mantenham uma boa força muscular.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/forca-de-preensao-manual-em-criancas-pode-predizer-saude-futura

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Um em cada três trabalhadores em risco de “burnout”
Estudo conduzido pela Deco
Um terço dos trabalhadores que participaram num estudo estão em risco de esgotamento profissional e cerca de metade queixa-se da falta de apoio dos supervisores em situações de maior stress, divulgou a agência Lusa.
 
Segundo o estudo da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco), os profissionais em maior risco de desenvolver crises de “burnout” (esgotamento) são os empregados de lojas e supermercados (43%), profissionais de saúde (não médicos, 39%) e quem trabalha em serviços administrativos (37%) ou em profissões ligadas ao ensino (28%).
 
No estudo da Deco, que envolveu 1.146 trabalhadores entre janeiro e fevereiro deste ano, cerca de metade dos inquiridos queixaram-se da falta de apoio por parte dos supervisores em situações de stress e um em cada quatro por parte dos colegas.
 
Três em cada dez trabalhadores afirmaram-se emocionalmente cansados do trabalho mais de uma vez por semana e 35% revelaram sentir-se exaustos com a mesma frequência.
 
“Em 11% dos casos, o cansaço surge todos os dias, logo de manhã, perante a perspetiva de mais uma jornada de trabalho. Diário é também o stress laboral para 14 %. Contudo, a maioria dos inquiridos considera que desempenha bem as suas funções profissionais”, refere o estudo.
 
“Quando a pressão se torna excessiva, difícil de gerir e se prolonga no tempo, pode transformar-se em stress crónico e afetar a vida pessoal e familiar, a saúde e, claro, o desempenho profissional”, recorda a Deco, sublinhando que “22% dos inquiridos que tomaram medicamentos para combater o stress indicaram um período mínimo de tratamento de três anos”.
 
De entre as explicações para o descontentamento com o trabalho, destacam-se o conteúdo das próprias funções, que os trabalhadores vislumbram como uma (im)possibilidade de progressão na carreira, e a (má) relação com os superiores hierárquicos.
 
Dos que sentem falta de apoio dos patrões ou supervisores em momentos de stress, 50% estão em risco de “burnout”. Apenas 19% dos que se dizem apoiados se encontram na mesma situação.
 
“De falta de auxílio, mas do departamento de recursos humanos, queixam-se 71% dos inquiridos. Destes, 47% apresentam sinais de stress crónico (quando há apoio, apenas 12% estão em risco)”, refere o estudo.
 
No entanto, segundo o estudo, quem segue um estilo menos saudável, isto é, quem fuma, consome álcool, recorre a drogas ilícitas e/ou dorme menos de seis horas por dia parece em maior perigo de “burnout” do que quem tem hábitos de vida mais saudáveis.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/um-em-cada-tres-trabalhadores-em-risco-de-%E2%80%9Cburnout%E2%80%9D?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20181001

ALERT Life Sciences Computing, S.A.