domingo, 28 de outubro de 2018

Portugal vai acolher centro líder na investigação sobre cancro
Centro START ficará instalado no Centro Hospitalar Lisboa Norte











O terceiro centro líder na investigação sobre cancro e no desenvolvimento de novas terapêuticas START ficará instalado no Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), entrando em funcionamento em 2019, noticiou a agência Lusa.
 
Um memorando de entendimento e cooperação foi assinado entre o START - South Texas Accelerated Research Therapeutics e o CHLN, e poderá traduzir-se “no maior investimento estrangeiro feito alguma vez em Portugal, na área de ensaios clínicos oncológicos de Fase 1”.
 
Para o setor hospitalar, representa “uma oportunidade de parceria internacional e de contribuir, mais uma vez, para o prestígio e para a diferenciação do país”, disse à agência Lusa o presidente do CHLN, Carlos Martins, adiantando que o centro a instalar no CHLN será o primeiro de “Fase 1” em Portugal e o terceiro a nível da União Europeia. Os outros dois funcionam em Espanha.
 
Como benefícios desta parceria, apontou mais receitas, que servirão para “voltar a alavancar investimento” e políticas de inovação, atrair investimento e conhecimento, o envolvimento de 400 a 500 doentes neste processo dentro de cinco anos, além dos 25 a 30 milhões de euros de orçamento anual e da libertação de 10 a 15 milhões de euros em termos de receita para a instituição.
 
O diretor do departamento de Oncologia do Hospital de Santa Maria, Luís Costa, disse que é “grande orgulho” participar deste consórcio, mas também “uma grande responsabilidade”, porque o contributo terá de ser realizado com uma qualidade enorme para “não colocar qualquer risco no desenvolvimento dos medicamentos”.
 
“Em Portugal, o cancro continua a ser uma causa de mortalidade importantíssima e quando as pessoas morrem desta doença é porque os tratamentos que temos não são suficientes para resolver o problema do cancro”, disse o oncologista, contando que os doentes perguntam sempre aos médicos o que pode ser feito para conseguirem sobreviver.
 
A resposta é dada pela ciência que procura novos resultados na Fase 1, “onde se testam pela primeira vez os medicamentos para tentar encontrar novas soluções”, sublinhou.
 
“Espero que os nossos amigos americanos percebam bem que estão a fazer uma boa aposta num dos melhores países da União Europeia e que seguramente daqui por um ano ou dois anos vão estar muito satisfeitos e vão dizer que foi uma aposta ganha e uma aposta certa”, disse o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes à agência Lusa.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/portugal-vai-acolher-centro-lider-na-investigacao-sobre-cancro

ALERT Life Sciences Computing, S.A
Mais de 58 mil novos casos de cancro este ano em Portugal
Dados revelados pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro











Estima-se que o número de novos casos de cancro em Portugal ultrapasse este ano os 58 mil, com as mortes por doença oncológica a ascenderem a quase 29 mil, divulgou a agência Lusa.
 
De acordo com os dados divulgados pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro, da Organização Mundial de Saúde (OMS), um quarto da população em Portugal está em risco de desenvolver cancro até aos 75 anos e 10% corre risco de morrer de doença oncológica.
 
O cancro colorretal será o tipo de cancro com mais novos casos em Portugal este ano, estimando-se a deteção de mais de 10 mil doentes.
 
Segue-se o cancro da mama, que deve afetar quase sete mil portuguesas e o da próstata, que será diagnosticado em mais de 6.600 pessoas.
 
O cancro do pulmão, que é o que afeta mais doentes em termos mundiais, surge em Portugal em quarto lugar de incidência, com a estimativa de mais de 5.200 casos este ano.
 
Numa análise por sexos, o cancro com maior incidência nos homens é o da próstata, seguido pelo colorretal. Nas mulheres, o cancro da mama aparece em primeiro lugar, sendo também o colorretal o que tem a segunda maior incidência.
 
Em termos de mortalidade, o cancro do pulmão é o mais mortal em Portugal, tal como acontece a nível mundial, seguido do cancro do cólon, do estômago e da próstata. O cancro da mama surge em quinto lugar, numa análise a 36 tipos de doença oncológica.
 
De acordo com a Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC, na sigla inglesa), são mais de 155 mil as pessoas em Portugal que vivem com cancro diagnosticado há mais de cinco anos.
 
Em todo o mundo, mais de 18 milhões de novos casos de cancro e 9,6 milhões de mortes são estimados este ano, segundo a IARC.
 
Um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres em todo o mundo desenvolve cancro nalguma fase da sua vida.
 
Os números divulgados estimam que um em cada oito homens e uma em cada 11 mulheres acabem por morrer devido a doença oncológica.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/mais-de-58-mil-novos-casos-de-cancro-este-ano-em-portugal?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180924

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Português é coautor das primeiras normas para limites de radiação pediátrica
Paulo Graciano é docente no Instituto Politécnico de Coimbra
O docente Paulo Graciano, da Escola Superior de Tecnologia da Saúde (ESTeSC) do Politécnico de Coimbra (IPC), é coautor das primeiras normais europeias de referência para limites de radiação em exames pediátricos.
 
O IPC, em comunicado enviado à agência Lusa, refere que as normas "têm como objetivo definir níveis de referência de diagnóstico em pediatria nos exames de radiologia convencional, tomografia computorizada (TAC) e radiologia de intervenção".
 
"A criação de normas europeias deve-se à necessidade de regular o crescente aumento do número de exames com radiação e vai levar a uma redução significativa na radiação a que as crianças são submetidas", refere a nota.
 
Paulo Graciano acredita que a implementação destas normas vai levar "a uma redução significativa na radiação a que as crianças são submetidas nos exames radiológicos".
 
O docente espera que com a utilização das normas técnicas publicadas pela Direção-Geral da Energia da Comissão Europeia "se passe a ter uma forma homogénea de avaliar a exposição à radiação nos vários países da Europa".
 
Para o presidente da ESTeSC, José João Joaquim, também citado no comunicado, a segurança dos doentes "é uma prioridade no contexto da utilização de procedimentos em saúde e os grupos de risco devem merecer uma atenção particular dos profissionais e da academia, no sentido de criar conhecimento para a adoção de boas práticas".
 
"Esta investigação é de extrema importância para mostrar à sociedade a capacidade e a qualidade que a escola vem assumindo, mas acima de tudo a possibilidade de disponibilizar conhecimento e recursos em benefício da comunidade, neste caso em concreto de uma população muito especial", sublinha.
 
As normas foram desenvolvidas pela Sociedade Europeia de Radiologia, Sociedade Europeia de Radiologia Pediátrica), Federação Europeia de Associações de Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear, e Federação Europeia de Organizações de Física Médica.
 
Fonte  - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/portugues-e-coautor-das-primeiras-normas-para-limites-de-radiacao-pediatrica?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180924

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Primeiros 3 anos de crescimento afetam a saúde respiratória futura da criança
Estudo publicado na revista “Thorax”
O crescimento nos três primeiros anos de vida das crianças condiciona o desenvolvimento dos pulmões e o risco de asma aos 10 anos de idade, indicou recentemente um estudo.
 
O estudo que foi efetuado por investigadores do Instituto ISGlobal em Barcelona, Espanha, e a Faculdade de Medicina da Universidade Erasmus em Roterdão, Holanda, estudou a influência dos padrões de desenvolvimento (calculados através da medição repetida do peso e altura da criança) durante aqueles primeiros anos sobre a saúde respiratória aos 10 anos de idade.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 4.435 crianças residentes na cidade de Roterdão, que foram seguidos desde o nascimento até aos 10 anos de idade. 
 
Os padrões de crescimento analisados foram os picos de velocidade de crescimento da altura e peso, que ocorrem cerca de um mês de idade, e do índice de massa corporal no pico de adiposidade, que ocorre cerca dos nove meses de idade.
 
Foram efetuadas assim medições no peso e altura das crianças múltiplas vezes durante os três primeiros anos de vida. Aos 10 anos de idade foi avaliada a função pulmonar das crianças e o desenvolvimento ou não de asma diagnosticada por um médico.
 
“Os achados demonstram que os bebés com a maior velocidade de ganho de peso e de índice de massa corporal tinham uma menor função pulmonar aos 10 anos de idade”, disse Maribel Casas, líder da equipa que conduziu o estudo.
 
“Embora não tenhamos observado qualquer relação entre o crescimento da altura e peso e o risco de asma, este desenvolvimento desproporcional da função pulmonar poderia constituir um fator de risco para o desenvolvimento de doenças respiratórias”, acrescentou a investigadora.
 
Foi ainda descoberto que quanto mais tarde as crianças tinham atingido o pico no índice de massa corporal, melhor era a sua função pulmonar, sendo que nos rapazes se traduzia ainda por um menor risco de asma. 
 
“Estes resultados confirmam que o crescimento no início da infância desempenha um importante papel no desenvolvimento dos pulmões”, concluiu Maribel Casas. 
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/primeiros-3-anos-de-crescimento-afetam-a-saude-respiratoria-futura-da-crianca?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180917

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Fundação espanhola apoia projetos de investigação biomédica portugueses
Fundação La Caixa irá disponibilizar até 100 mil euros
Dois projetos de investigação biomédica portugueses vão ser apoiados pela fundação bancária espanhola La Caixa, que promove o incentivo.
 
Segundo apurou a agência Lusa, os dois projetos, desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Engenharia Biomédica, no Porto, foram selecionados ao abrigo do programa CaixaImpulse, anunciou a fundação.
 
Cada projeto vai receber até 100 mil euros, verba destinada à "execução dos planos de valorização e comercialização".
 
Um dos projetos é o "HECOLCAP", uma "solução eficiente" para tratar infeções ósseas crónicas que facilita, através de uma só cirurgia, a "libertação local do antibiótico em concentrações adequadas, de uma forma que é capaz de destruir as bactérias em três semanas e erradicar a infeção", refere um comunicado da fundação.
 
O material usado no dispositivo "simula a estrutura do osso" e "promove a regeneração óssea no local da lesão", acrescenta a nota.
 
A Fundação La Caixa assinala que as infeções ósseas crónicas "afetam cerca de quatro milhões de pessoas por ano em todo o mundo e estão associadas à úlcera do pé diabético, implantação de próteses e fraturas expostas".
 
A atual terapêutica baseia-se em pelo menos duas cirurgias, tratamento com antibióticos e internamento no hospital "durante grandes períodos", havendo o risco elevado de "infeção descontrolada" que pode levar a amputações ou a uma septicemia.
 
O segundo projeto de investigação selecionado, o "AntiBioCoat", é descrito como "um revestimento repelente muito eficiente contra um amplo espetro de bactérias, especificamente desenhado para reduzir as infeções" relacionadas com o uso de cateter.
 
O revestimento baseia-se num "polímero natural derivado de uma microalga" e, segundo os seus criadores, é uma alternativa ao uso de antibióticos convencionais.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/fundacao-espanhola-apoia-projetos-de-investigacao-biomedica-portugueses?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180917 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Mais de 40% dos adultos portugueses têm níveis de atividade física insuficientes
Estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde
Mais de um quarto da população mundial tem níveis insuficientes de atividade física, sendo que em Portugal são mais de 40% os adultos com níveis de atividade abaixo do que é considerado recomendado para a saúde.
 
Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao qual a agência Lusa teve acesso, 43,4% dos portugueses praticam atividade física considerada insuficiente.
 
Em todo o mundo são 1,4 mil milhões de pessoas que a OMS estima terem níveis insuficientes de prática de atividade física, o que as coloca em maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e alguns tipos de cancro.
 
O relatório indica ainda que entre 2001 e 2016 a evolução da prática de atividade física registou poucos progressos.
 
Os países com mais elevadas taxas de insuficiente atividade física em adultos são o Kuwait, a Arábia Saudita e o Iraque, com mais de 50% dos adultos com pouca atividade física.
 
Em termos europeus, Portugal não surge bem posicionado, com vários países a registarem níveis de insuficiente atividade física abaixo dos portugueses. Espanha, França, Holanda ou Suécia não atingem sequer os 30% de atividade física insuficiente.
 
Também Itália, Grécia, Polónia, Áustria, Reino Unido e Alemanha, por exemplo, exibem melhores indicadores que Portugal.
 
A percentagem de pessoas com atividade física insuficiente em Portugal é mais elevada nas mulheres, com 48,5%, enquanto nos homens atinge 37,5%.
 
Este estudo da Organização Mundial da Saúde baseou-se em níveis de atividade física reportados pelas próprias pessoas, num inquérito realizado a adultos em 168 países, englobando 1,9 milhões de participantes.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/mais-de-40-dos-adultos-portugueses-tem-niveis-de-atividade-fisica-insuficientes?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180909 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Porque é que as enxaquecas afetam mais as mulheres?
Estudo publicado na revista “Frontiers in Molecular Biosciences”
Um estudo poderá ter descoberto o potencial mecanismo que faz com que as mulheres sejam mais afetadas pelas enxaquecas do que os homens.
 
Segundo a equipa de investigadores que conduziu o estudo, da Universidade Miguel Hernández em Espanha, as hormonas sexuais afetam as células que rodeiam o nervo do trigémeo e os vasos sanguíneos na cabeça, com estrogénios, fazendo com que as células desencadeiem as enxaquecas.
 
Os níveis mais elevados de estrogénios encontram-se em mulheres em idade reprodutiva.
 
Antonio Ferrer-Montiel e equipa analisaram várias décadas de estudos sobre hormonas sexuais, sensibilidade às enxaquecas e as respostas celulares aos fatores que desencadeiam as enxaquecas para procurarem identificar a função de hormonas específicas.
 
Os investigadores descobriram que algumas hormonas, como a testosterona por exemplo, parecem oferecer proteção contra as enxaquecas. Outras hormonas, como a prolactina, parecem, pelo contrário, agravar as enxaquecas.
 
“Podemos observar diferenças significativas, no nosso modelo de enxaquecas experimental, entre homens e mulheres e estamos a tentar perceber os correspondentes moleculares responsáveis por essas diferenças”, explicou Antonio Ferrer-Montiel.
 
Ao que parece, este efeito resulta do facto de as hormonas tornarem os canais iónicos das células mais ou menos vulneráveis aos fatores que desencadeiam as enxaquecas. Os canais iónicos controlam as reações celulares a estímulos externos.
 
Embora sejam necessários muitos mais estudos sobre as funções de algumas hormonas, o estrogénio evidenciou-se como sendo essencial para perceber a ocorrência das enxaquecas. A hormona foi inicialmente identificada como fator devido à maior prevalência de enxaquecas na altura da menstruação e à associação de alguns tipos de enxaqueca às alterações hormonais relacionadas com o período menstrual. 
 
Apesar de este trabalho ser preliminar, revela-se promissor para se desenvolver medicação personalizada para tratar as enxaquecas.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/porque-e-que-as-enxaquecas-afetam-mais-as-mulheres?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180820)