domingo, 28 de outubro de 2018

Primeiros 3 anos de crescimento afetam a saúde respiratória futura da criança
Estudo publicado na revista “Thorax”
O crescimento nos três primeiros anos de vida das crianças condiciona o desenvolvimento dos pulmões e o risco de asma aos 10 anos de idade, indicou recentemente um estudo.
 
O estudo que foi efetuado por investigadores do Instituto ISGlobal em Barcelona, Espanha, e a Faculdade de Medicina da Universidade Erasmus em Roterdão, Holanda, estudou a influência dos padrões de desenvolvimento (calculados através da medição repetida do peso e altura da criança) durante aqueles primeiros anos sobre a saúde respiratória aos 10 anos de idade.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 4.435 crianças residentes na cidade de Roterdão, que foram seguidos desde o nascimento até aos 10 anos de idade. 
 
Os padrões de crescimento analisados foram os picos de velocidade de crescimento da altura e peso, que ocorrem cerca de um mês de idade, e do índice de massa corporal no pico de adiposidade, que ocorre cerca dos nove meses de idade.
 
Foram efetuadas assim medições no peso e altura das crianças múltiplas vezes durante os três primeiros anos de vida. Aos 10 anos de idade foi avaliada a função pulmonar das crianças e o desenvolvimento ou não de asma diagnosticada por um médico.
 
“Os achados demonstram que os bebés com a maior velocidade de ganho de peso e de índice de massa corporal tinham uma menor função pulmonar aos 10 anos de idade”, disse Maribel Casas, líder da equipa que conduziu o estudo.
 
“Embora não tenhamos observado qualquer relação entre o crescimento da altura e peso e o risco de asma, este desenvolvimento desproporcional da função pulmonar poderia constituir um fator de risco para o desenvolvimento de doenças respiratórias”, acrescentou a investigadora.
 
Foi ainda descoberto que quanto mais tarde as crianças tinham atingido o pico no índice de massa corporal, melhor era a sua função pulmonar, sendo que nos rapazes se traduzia ainda por um menor risco de asma. 
 
“Estes resultados confirmam que o crescimento no início da infância desempenha um importante papel no desenvolvimento dos pulmões”, concluiu Maribel Casas. 
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/primeiros-3-anos-de-crescimento-afetam-a-saude-respiratoria-futura-da-crianca?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180917

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Fundação espanhola apoia projetos de investigação biomédica portugueses
Fundação La Caixa irá disponibilizar até 100 mil euros
Dois projetos de investigação biomédica portugueses vão ser apoiados pela fundação bancária espanhola La Caixa, que promove o incentivo.
 
Segundo apurou a agência Lusa, os dois projetos, desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Engenharia Biomédica, no Porto, foram selecionados ao abrigo do programa CaixaImpulse, anunciou a fundação.
 
Cada projeto vai receber até 100 mil euros, verba destinada à "execução dos planos de valorização e comercialização".
 
Um dos projetos é o "HECOLCAP", uma "solução eficiente" para tratar infeções ósseas crónicas que facilita, através de uma só cirurgia, a "libertação local do antibiótico em concentrações adequadas, de uma forma que é capaz de destruir as bactérias em três semanas e erradicar a infeção", refere um comunicado da fundação.
 
O material usado no dispositivo "simula a estrutura do osso" e "promove a regeneração óssea no local da lesão", acrescenta a nota.
 
A Fundação La Caixa assinala que as infeções ósseas crónicas "afetam cerca de quatro milhões de pessoas por ano em todo o mundo e estão associadas à úlcera do pé diabético, implantação de próteses e fraturas expostas".
 
A atual terapêutica baseia-se em pelo menos duas cirurgias, tratamento com antibióticos e internamento no hospital "durante grandes períodos", havendo o risco elevado de "infeção descontrolada" que pode levar a amputações ou a uma septicemia.
 
O segundo projeto de investigação selecionado, o "AntiBioCoat", é descrito como "um revestimento repelente muito eficiente contra um amplo espetro de bactérias, especificamente desenhado para reduzir as infeções" relacionadas com o uso de cateter.
 
O revestimento baseia-se num "polímero natural derivado de uma microalga" e, segundo os seus criadores, é uma alternativa ao uso de antibióticos convencionais.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/fundacao-espanhola-apoia-projetos-de-investigacao-biomedica-portugueses?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180917 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Mais de 40% dos adultos portugueses têm níveis de atividade física insuficientes
Estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde
Mais de um quarto da população mundial tem níveis insuficientes de atividade física, sendo que em Portugal são mais de 40% os adultos com níveis de atividade abaixo do que é considerado recomendado para a saúde.
 
Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao qual a agência Lusa teve acesso, 43,4% dos portugueses praticam atividade física considerada insuficiente.
 
Em todo o mundo são 1,4 mil milhões de pessoas que a OMS estima terem níveis insuficientes de prática de atividade física, o que as coloca em maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e alguns tipos de cancro.
 
O relatório indica ainda que entre 2001 e 2016 a evolução da prática de atividade física registou poucos progressos.
 
Os países com mais elevadas taxas de insuficiente atividade física em adultos são o Kuwait, a Arábia Saudita e o Iraque, com mais de 50% dos adultos com pouca atividade física.
 
Em termos europeus, Portugal não surge bem posicionado, com vários países a registarem níveis de insuficiente atividade física abaixo dos portugueses. Espanha, França, Holanda ou Suécia não atingem sequer os 30% de atividade física insuficiente.
 
Também Itália, Grécia, Polónia, Áustria, Reino Unido e Alemanha, por exemplo, exibem melhores indicadores que Portugal.
 
A percentagem de pessoas com atividade física insuficiente em Portugal é mais elevada nas mulheres, com 48,5%, enquanto nos homens atinge 37,5%.
 
Este estudo da Organização Mundial da Saúde baseou-se em níveis de atividade física reportados pelas próprias pessoas, num inquérito realizado a adultos em 168 países, englobando 1,9 milhões de participantes.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/mais-de-40-dos-adultos-portugueses-tem-niveis-de-atividade-fisica-insuficientes?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180909 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Porque é que as enxaquecas afetam mais as mulheres?
Estudo publicado na revista “Frontiers in Molecular Biosciences”
Um estudo poderá ter descoberto o potencial mecanismo que faz com que as mulheres sejam mais afetadas pelas enxaquecas do que os homens.
 
Segundo a equipa de investigadores que conduziu o estudo, da Universidade Miguel Hernández em Espanha, as hormonas sexuais afetam as células que rodeiam o nervo do trigémeo e os vasos sanguíneos na cabeça, com estrogénios, fazendo com que as células desencadeiem as enxaquecas.
 
Os níveis mais elevados de estrogénios encontram-se em mulheres em idade reprodutiva.
 
Antonio Ferrer-Montiel e equipa analisaram várias décadas de estudos sobre hormonas sexuais, sensibilidade às enxaquecas e as respostas celulares aos fatores que desencadeiam as enxaquecas para procurarem identificar a função de hormonas específicas.
 
Os investigadores descobriram que algumas hormonas, como a testosterona por exemplo, parecem oferecer proteção contra as enxaquecas. Outras hormonas, como a prolactina, parecem, pelo contrário, agravar as enxaquecas.
 
“Podemos observar diferenças significativas, no nosso modelo de enxaquecas experimental, entre homens e mulheres e estamos a tentar perceber os correspondentes moleculares responsáveis por essas diferenças”, explicou Antonio Ferrer-Montiel.
 
Ao que parece, este efeito resulta do facto de as hormonas tornarem os canais iónicos das células mais ou menos vulneráveis aos fatores que desencadeiam as enxaquecas. Os canais iónicos controlam as reações celulares a estímulos externos.
 
Embora sejam necessários muitos mais estudos sobre as funções de algumas hormonas, o estrogénio evidenciou-se como sendo essencial para perceber a ocorrência das enxaquecas. A hormona foi inicialmente identificada como fator devido à maior prevalência de enxaquecas na altura da menstruação e à associação de alguns tipos de enxaqueca às alterações hormonais relacionadas com o período menstrual. 
 
Apesar de este trabalho ser preliminar, revela-se promissor para se desenvolver medicação personalizada para tratar as enxaquecas.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/porque-e-que-as-enxaquecas-afetam-mais-as-mulheres?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180820)
Descoberta a razão que leva os bebés a mexerem-se no útero
Estudo publicado na revista “Development”
Cientistas descobriram a razão que leva os bebés a mexerem-se dentro o útero, segundo um estudo divulgado pela agência Lusa.
 
Segundo os investigadores do Trinity College, em Dublin, Irlanda, algumas interações moleculares fundamentais são estimuladas pelo movimento, orientando as células e os tecidos do embrião para construírem um esqueleto robusto e também maleável.
 
Caso um embrião não se movesse, perder-se-ia um sinal vital, o que poderia levar ao desenvolvimento de ossos frágeis e articulações anormais.
 
Segundo o estudo, as células do embrião recebem precocemente sinais biológicos que são orientadas para diferentes tipos de tecidos e de locais.
 
Assim, as células do embrião são direcionadas para tomar a decisão de formar osso ou cartilagem, dependendo de onde se encontrem. Por exemplo, alguns ossos precisam de material forte e resiliente para proteger e apoiar o corpo, enquanto as articulações como joelhos ou cotovelos necessitam de maleabilidade para serem movimentadas.
 
A comunidade científica já conhece bem os sinais que direcionam as células para construir o osso, mas sabe muito menos sobre a formação da cartilagem na articulação.
 
Atualmente, o tratamento clínico para a degeneração articular é a substituição das articulações, o que melhora a qualidade de vida de muitas pessoas, mas envolve cirurgia invasiva e não é uma solução permanente.
 
Segundo os investigadores, se for possível compreender melhor como o embrião forma a cartilagem articular, estar-se-á mais perto de encontrar formas de regenerar a cartilagem das células.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/descoberta-a-razao-que-leva-os-bebes-a-mexerem-se-no-utero)
Projeto para emprestar berços ecológicos a bebés quer "nascer" em Évora
O Banco de Berços (BaBe) é inspirado num modelo finlandês
O empréstimo de um berço ecológico a todos os bebés que nasçam no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), durante os primeiros quatro meses de vida, está na génese de um projeto lançado por duas amigas.
 
Os berços serão produzidos através de "impressão em 3D" e com "recurso a materiais renováveis", nomeadamente "fibras celulósicas com origem em restos alimentares", explicou à agência Lusa Maria João Rasga, uma das promotoras da iniciativa.
 
"Além de ser uma componente mais facilmente degradável no futuro, estamos a incutir também um pouco de educação ambiental neste projeto e, assim, sensibilizar as pessoas para as questões da diminuição da pegada ecológica", assinalou.
 
Por outro lado, a promotora do projeto sustentou que, a concretizar-se, será uma "medida igualitária", por ser destinada a todos os bebés, "independentemente da condição socioeconómica da mãe".
 
Inspirado no modelo finlandês, o denominado Banco de Berços (BaBe) pretende entregar a todos os bebés que nasçam na maternidade do HESE um berço que terá de ser devolvido ao fim de quatro meses para que outros recém-nascidos o possam usar.
 
Além do berço ecológico, o 'kit' a entregar é constituído também por um colchão com a forra de cortiça, material "autóctone do Alentejo", enxoval para a criança, roupa interior para a mãe, um tapete de atividades e um livro.
 
Maria João Rasga estimou que sejam necessários cerca de 300 berços ecológicos, tendo em conta que nascem no HESE cerca de 1.200 bebés por ano, frisando que, numa primeira fase, serão criados apenas 30 para perceber a aceitação das mães.
 
Promovido por Maria João Rasga e Anisa Shahidian, o BaBe, com um orçamento estimado de 200 mil euros, é uma das propostas apresentadas ao Orçamento Participativo Portugal (OPP) de 2018, estando em processo de votação até ao final de setembro.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/projeto-para-emprestar-bercos-ecologicos-a-bebes-quer-nascer-em-evora?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180813)
Dieta pobre em proteínas na gravidez aumenta risco de cancro da próstata nos filhos
Estudo publicado na “The Journals of Gerontology: Series A”
Os filhos de grávidas que tenham tido uma alimentação pobre em proteínas durante a gestação e lactação, apresentam uma propensão significativamente superior para cancro da próstata, à medida que envelhecem.
 
Este achado resultou de um ensaio conduzido sobre ratazanas, por uma equipa de investigadores do Instituto de Biociências da Universidade Estadual de São Paulo, Brasil.
     
“Os nossos estudos anteriores demonstraram que a exposição intrauterina a uma alimentação de baixas proteínas afeta o desenvolvimento da próstata. O nosso estudo mais recente prova que este efeito pós-natal observado aumenta a incidência de doenças na próstata quando os indivíduos em causa ficam mais velhos”, observou Luís Justulin, principal investigador do estudo.
 
O modelo usado pela equipa consistiu em alimentar ratazanas fêmea prenhes com uma dieta que continha apenas 6% de proteínas. As ratazanas de laboratório são normalmente alimentadas com uma dieta com 17 a 23% de proteínas. Luís Justulin explicou que o teor mínimo de proteínas que os ratos devem consumir para terem uma gravidez de termo sem problema é, segundo estudos, de 12%.
 
Os ratos foram divididos em três grupos. Um grupo de controlo recebeu a dieta habitual durante a gestação, com pelo menos 17% de proteínas, incluindo o período de lactação de 21 dias, após o qual as crias receberam a dieta habitual. Não se registaram casos de cancro da próstata neste grupo, 540 dias após o nascimento, quando os roedores foram considerados idosos.
 
O segundo grupo recebeu uma dieta com 6% de proteínas durante a gravidez e a dieta habitual durante o período de lactação. 540 dias após o nascimento, 33% dos machos tinham desenvolvido cancro da próstata. 
 
O terceiro grupo recebeu uma dieta pobre em proteínas durante a gravidez e lactação, tendo 50% das crias do sexo masculino desenvolvido a doença na idade idosa.
 
Apesar de os investigadores terem detetado alterações neoplásicas com o potencial de se tornarem cancro, a doença só se desenvolveu nos roedores expostos às dietas de poucas proteínas durante o período de gestação.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/dieta-pobre-em-proteinas-na-gravidez-aumenta-risco-de-cancro-da-prostata-nos-filh?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180813