segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Parque aquático devolve sorrisos a crianças com necessidades especiais
Unidade pertence ao Kastelo
O Kastelo, unidade de cuidados continuados e paliativos pediátricos em Matosinhos, inaugurou um parque aquático para crianças com necessidades especiais para as ajudar na reabilitação e estimulação sensorial, mas sobretudo para lhes proporcionar “experiências únicas e devolver sorrisos”.
 
“Hoje fez-se história porque crianças ligadas a um ventilador têm, a partir de agora, a oportunidade única de estar num parque aquático e sentirem-se iguais a crianças consideradas saudáveis”, disse à Lusa a diretora técnica, Teresa Fraga.
 
Falando num equipamento único na Europa e o segundo a nível mundial, depois de em 2017 ter inaugurado um semelhante no Texas, nos EUA, a responsável afirmou que “a sua importância na vida das crianças é incalculável, este parque tem sido o delírio dos meninos e das meninas”.
 
O parque, nas traseiras do edifício principal, está rodeado de um enorme jardim e de uma quinta, tendo ainda um “cantinho das memórias”, onde são lembrados os “príncipes e princesas” do Kastelo que “já partiram”, referiu a diretora técnica.
 
As melhorias apresentadas por algumas crianças surpreenderam os profissionais que as acompanham, ressalvou a terapeuta ocupacional, Raquel Pereira, acrescentando que “um ou dois casos beneficiaram imenso com o parque em pouco tempo”.
 
A fisioterapeuta Diana Palhas que, diariamente, trabalha com as crianças na água fala numa enorme melhoria no seu desenvolvimento psicomotor.
 
Fazendo toda a diferença a nível da reabilitação, os “príncipes e princesas” do Kastelo ficam mais calmos, interativos e alegres na água, permitindo-lhe uma maior estimulação sensorial do que apenas os trabalhos feitos em sala, avançou.
 
Criada em 2006 pela Associação NoMeioDoNada para apoiar crianças que somavam meses nos hospitais do Porto, o Kastelo foi a primeira unidade de cuidados paliativos pediátricos da Península Ibérica.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/parque-aquatico-devolve-sorrisos-a-criancas-com-necessidades-especiais)
A exposição a ecrãs prejudica a visão das crianças?
Estudo publicado na revista “Ophthalmology”
Uma equipa de investigadores descobriu mais factos que sustentam a teoria de os ecrãs, e também os livros físicos, estarem por trás do aumento de miopia que se tem verificado globalmente.
 
Os investigadores apuraram ainda que passar mais tempo ao ar livre, especialmente durante a pequena infância, pode fazer desacelerar a progressão da miopia.
 
À medida que as crianças passam cada vez mais tempo em frente a ecrãs de computador, jogos de vídeo, televisão e outros dispositivos, aumenta também a preocupação sobre os potenciais efeitos nocivos dessas atividades sobre o desenvolvimento da sua visão.
 
Os oftalmologistas têm, efetivamente, verificado um aumento significativo na secura ocular e vista cansada em crianças, que são produto da exposição dos olhos a ecrãs.
 
Só nos EUA, a incidência de miopia quase duplicou desde 1971 e na Ásia até 90% dos adolescentes e adultos são míopes! O que exatamente se está a passar é objeto de controvérsia entre a classe dos cientistas. 
 
Não se sabe se este aumento global na incidência de miopia é devido ao facto de as pessoas estarem muito tempo com ecrãs, se à luz que interage com o nosso ritmo circadiano influenciando o crescimento ocular, ou se nenhum destes fatores.
 
A pergunta que se coloca depois é se o esforço ocular devido à interação digital pode causar danos permanentes. Este esforço pode, com efeito, causar secura e cansaço ocular, visão turva e dores de cabeça nas crianças. Embora estes sintomas sejam tipicamente temporários, poderão ser frequentes e persistentes.
 
No entanto, não significa que as crianças necessitem de óculos de ler ou para usar ao computador. Significa, sim, que necessitam de uma pausa. 
 
“Se corremos demasiado e as nossas pernas começam a doer, paramos. Da mesma forma, se estivermos estado a ler demasiado tempo ou a ver vídeos durante demasiado tempo e os nossos olhos começarem a doer, devíamos parar”, considerou David Epley, porta-voz da Academia Americana de Oftalmologia, EUA. 
 
“Prefiro ensinar às crianças melhores hábitos, em vez de lhes fornecer uma bengala, como óculos de ler que lhes permitirão consumir ainda mais media”, rematou. 
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/a-exposicao-a-ecras-prejudica-a-visao-das-criancas?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180813)
Excesso de peso em jovens pode afetar saúde cardíaca posteriormente
Estudo publicado na revista “Circulation”
O excesso de peso, mesmo quando se é jovem, pode prejudicar a estrutura e função cardíaca, conduzindo a doenças cardíacas numa altura posterior da vida, atestou um novo estudo.
 
Conduzido por investigadores liderados por Kaitlin Wade, da Faculdade de Medicina da Universidade de Bristol, Reino Unido, o estudo apurou que possuir um índice de massa corporal (IMC) quando se é jovem adulto pode causar hipertensão e a dilatação do músculo cardíaco. 
 
Para este estudo, os investigadores procuraram encontrar uma relação de causa e efeito entre os comportamentos relacionados com o estilo de vida ou fatores de risco e as doenças cardíacas.
 
Foram usados três tipos diferentes de análises genéticas para procurar identificar evidências do IMC como causador de diferenças específicas em medições cardiovasculares. A equipa contou ainda com dados sobre milhares de jovens saudáveis com 17 e 21 anos de idade que tinham participado noutro estudo da Universidade de Bristol.
 
Como resultado, os investigadores apuraram que um maior IMC causava tensão arterial sistólica e diastólica mais elevada e a dilatação do ventrículo esquerdo (a câmara principal de bombeamento do coração).
 
“O alargamento das paredes das veias é largamente considerado como sendo o primeiro sinal de aterosclerose, uma doença na qual as placas de gordura se acumulam nas artérias e conduzem a doenças cardíacas. No entanto, os nossos achados sugerem, que os IMC mais elevados causam alterações na estrutura cardíaca dos jovens que poderá preceder alterações nos vasos sanguíneos”, comentou Kaitlin Wade.
 
A investigadora concluiu, portanto, que “os nossos resultados suportam esforços de redução do índice de massa corporal para um nível normal, saudável desde cedo para prevenir doenças cardíacas mais tarde”. 
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/excesso-de-peso-em-jovens-pode-afetar-saude-cardiaca-posteriormente?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180806)

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Obesidade está a fazer aumentar cancro nos mais jovens
Estudo publicado na “Obesity”
Um novo estudo apurou que a obesidade faz aumentar o risco de 13 diferentes tipos de cancro em jovens adultos.
 
O estudo que consistiu numa meta-análise de mais de 100 publicações demonstrou que o aumento da obesidade tem causado a incidência de certos tipos de cancro em grupos etários mais jovens, algo anteriormente só observado nos adultos mais velhos, e tem feito intensificar os mecanismos celulares que promovem a doença.
 
A equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Case Western, EUA, que efetuou esta meta-análise, analisou estudos sobre animais, ensaios clínicos e dados sobre saúde pública para concluírem que à medida que aumenta a obesidade nos mais jovens, também aumentam os índices de carcinoma.
 
Segundo Nathan Berger, o autor do estudo, os jovens com índice de massa corporal (IMC) superior a 30 apresentam uma maior propensão para sofrerem de malignidades agressivas. 
 
A meta-análise apurou, por exemplo, que nos EUA nove dos 20 cancros mais comuns incidem atualmente sobre jovens adultos. Em 2016, quase um em cada 10 novos casos de cancro da mama verificaram-se em indivíduos de 20 a 44 anos, assim como um em cada quatro casos de cancro da tiroide.
 
A obesidade na infância poderá igualmente conduzir a cancro numa altura mais cedo ou mais tardia da vida. Segundo o investigador, o cancro pode alterar a propensão de um jovem para desenvolver cancro e que o risco se pode manter mesmo que o jovem emagreça. A obesidade faz alterar o ADN, incluindo alterações epigenéticas que fazem aumentar e manter o risco de cancro. 
 
Nathan Berger concluiu ainda que a obesidade faz acelerar a progressão do cancro de diversas formas. A obesidade produz um excesso de ativação do sistema imunitário, produzindo subprodutos prejudiciais que causam mutações no ADN, altera o metabolismo, provocando desequilíbrios hormonais que ajudam o cancro a desenvolver-se.
 
O autor explicou ainda que este estudo confirma que a obesidade promove o cancro através de múltiplas vias simultâneas. 
 
Como conclusão, o autor refere que os processos clínicos eletrónicos podem ajudar a organizar bases de dados que podem detetar padrões de perda de peso e assim obter indicação de um possível prognóstico. No entanto, “a forma mais eficaz de travar o desenvolvimento deste problema é prevenir a expansão da pandemia da obesidade em crianças e adultos”, defende Nathan Berger.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/obesidade-esta-a-fazer-aumentar-cancro-nos-mais-jovens?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180403)
Desacelerada progressão da doença de Machado-Joseph em animais
Estudo da Universidade do Minho
Investigadores do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho demonstraram ser "possível atrasar a progressão" da doença de Machado-Joseph em animais, podendo significar uma "nova abordagem" àquela doença.
 
Em comunicado enviado à agência Lusa, o ICVS adianta que as investigadoras Sara Silva e Patrícia Maciel mostraram "pela primeira vez que o tratamento prolongado com creatina resulta num importante atraso da progressão da doença e numa melhoria significativa dos sintomas, com preservação dos neurónios que normalmente degeneram".
 
A doença de Machado-Joseph é uma doença neurodegenerativa hereditária, que provoca descoordenação motora (ataxia). É causada por uma mutação num gene, bastando um dos progenitores ser afetado para que os filhos tenham uma probabilidade de 50% de nascer com a doença.
 
Segundo explana o texto, a creatina é um "composto natural produzido pelo corpo humano e frequentemente utilizado por pessoas saudáveis, incluindo atletas".
 
O ICVS adianta que o "próximo passo é a realização de um ensaio clínico, sendo que a ausência de toxicidade associada à creatina torna mais fácil a sua concretização".
 
Os resultados deste estudo, acrescenta, "apontam para uma nova abordagem terapêutica da doença, que neste momento não tem cura nem tratamento eficaz".
 
O comunicado explica ainda que os sintomas da doença "têm habitualmente início na vida adulta, mas agravam-se progressivamente, levando a uma incapacidade muito marcada, com impacto nos doentes, mas também nos seus cuidadores".
 
Entre as manifestações mais comuns, refere o texto, são a "perda do controlo dos movimentos e do equilíbrio, espasmos musculares, dificuldades na deglutição e na articulação da fala, com progressão para a perda total de independência e morte prematura".
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/desacelerada-progressao-da-doenca-de-machado-joseph-em-animais?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180416)
Criado adesivo que mede glicose no sangue de diabéticos
Estudo publicado na revista “Nature Nanotechnology”
Uma equipa de investigadores desenvolveu um novo adesivo para a pela que mede a glicose no sangue de pacientes com diabetes a cada 10 a 15 minutos.
 
O novo adesivo que tem vindo a ser desenvolvido por Richard Guy do Departamento de Farmácia e Farmacologia da Universidade de Bath, Inglaterra, e colegas, consegue monitorizar os níveis de glicose sem necessidade de picar a pele, e poderá tonar-se uma estratégia não invasiva de monitorização daquela substância nos pacientes com diabetes.
 
Muitos pacientes com diabetes têm medo da dor e de agulhas, o qual, aliado aos custos e inconveniência do processo de medição da glicose que envolve picar o dedo, torna a manutenção de um bom nível da glicose por vezes difícil. 
 
O adesivo para a pele criado na Universidade de Bath consiste em sensores minúsculos que usam correntes elétricas para retirarem glicose de fluído segregado pelas células dos folículos do pelo. O adesivo transfere a glicose para pequenos reservatórios e mede os níveis daquela substância a cada 10 a 15 minutos.
 
Os investigadores pretendem que seja possível ao adesivo enviar as medições para o “smartphone” ou “smartwatch” do utilizador para que ele saiba quando necessita de intervir ou tomar medicação.
 
Adicionalmente, o adesivo não pica a pele e a sua capacidade de medir a glicose a partir de uma área tão minúscula nos folículos dos pelos, confere-lhe muita exatidão, deixando de ser necessário confirmar os resultados através de uma amostra de sangue.
 
A equipa testou o novo adesivo em pele de porco e em humanos com diabetes, tendo obtido resultados altamente fidedigno. Em humanos saudáveis, o adesivo conseguiu monitorizar os níveis de glicose durante mais de seis horas. Agora, os investigadores tentarão prolongar o período de monitorização para 24 horas e melhorar ainda mais a exatidão de leitura.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/criado-adesivo-que-mede-glicose-no-sangue-de-diabeticos?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180416)

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Desenvolvimento motor das crianças pode ser influenciado pelo uso de calçado
Estudo publicado na “Frontiers in Pediatrics”


Um novo estudo demonstrou que a atividade física regular sem o uso de calçado poderá melhorar as competências de salto e de equilíbrio em crianças e adolescentes.
 
O estudo que foi conduzido em colaboração pela Universidade de Jena, Alemanha, e a Universidade de Stellenbosch, África do Sul, procurou avaliar o impacto sobre o desempenho de crianças e adolescentes de várias faixas etárias em atividades de salto, equilíbrio e corrida, tanto descalças como descalças.
 
“Caminhar descalço é amplamente considerado como sendo mais natural e o uso de calçado tem sido discutido desde longa data como sendo um fator influenciador sobre a saúde dos pés e o desenvolvimento dos padrões de movimento”, comentou Astrid Zech, da Universidade de Jena e que liderou o estudo.
     
A líder do estudo, juntamente com duas equipas de investigadores, avaliou as competências de equilíbrio, o salto de longa distância e uma corrida de 20 metros em 810 crianças e adolescentes de 22 escolas primárias e secundárias oriundas de uma zona rural da África do Sul e de zonas urbanas na Alemanha.
 
Os dois grupos representariam diferentes estilos de vida relativos ao uso de calçado: as crianças na África do Sul andam normalmente descalças, ao passo que as da Alemanha usam calçado quase sempre.
 
Os resultados do estudo revelaram um melhor desempenho nos testes de equilíbrio e de salto nas crianças que andavam normalmente descalças em comparação com as que andavam quase sempre calçadas. Esta diferença foi observada em todas as faixas etárias (6-10, 11-14 e 15-18 anos), mas de forma mais evidente no grupo dos 6-10 anos de idade.
 
As crianças habitualmente descalças revelaram também um desempenho melhor quando fizeram os testes descalças do que calçadas. 
 
No entanto, no teste de corrida as crianças habitualmente calçadas tiveram um melhor desempenho, particularmente no grupo dos 11-14 anos, sendo que ambos os grupos revelaram melhores resultados quando fizeram o teste calçados. Os investigadores consideram que o ambiente (ar livre ou interior e tipo de solo) poderão ter influenciado os resultados.
 
Como conclusão, os investigadores recomendam que os pais em casa encorajem os filhos a andarem descalços regularmente e que algumas atividades físicas sejam praticadas sem o uso de calçado.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/desenvolvimento-motor-das-criancas-pode-ser-influenciado-pelo-uso-de-calcado?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180716 ALERT Life Sciences Computing, S.A.