segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Excesso de peso em jovens pode afetar saúde cardíaca posteriormente
Estudo publicado na revista “Circulation”
O excesso de peso, mesmo quando se é jovem, pode prejudicar a estrutura e função cardíaca, conduzindo a doenças cardíacas numa altura posterior da vida, atestou um novo estudo.
 
Conduzido por investigadores liderados por Kaitlin Wade, da Faculdade de Medicina da Universidade de Bristol, Reino Unido, o estudo apurou que possuir um índice de massa corporal (IMC) quando se é jovem adulto pode causar hipertensão e a dilatação do músculo cardíaco. 
 
Para este estudo, os investigadores procuraram encontrar uma relação de causa e efeito entre os comportamentos relacionados com o estilo de vida ou fatores de risco e as doenças cardíacas.
 
Foram usados três tipos diferentes de análises genéticas para procurar identificar evidências do IMC como causador de diferenças específicas em medições cardiovasculares. A equipa contou ainda com dados sobre milhares de jovens saudáveis com 17 e 21 anos de idade que tinham participado noutro estudo da Universidade de Bristol.
 
Como resultado, os investigadores apuraram que um maior IMC causava tensão arterial sistólica e diastólica mais elevada e a dilatação do ventrículo esquerdo (a câmara principal de bombeamento do coração).
 
“O alargamento das paredes das veias é largamente considerado como sendo o primeiro sinal de aterosclerose, uma doença na qual as placas de gordura se acumulam nas artérias e conduzem a doenças cardíacas. No entanto, os nossos achados sugerem, que os IMC mais elevados causam alterações na estrutura cardíaca dos jovens que poderá preceder alterações nos vasos sanguíneos”, comentou Kaitlin Wade.
 
A investigadora concluiu, portanto, que “os nossos resultados suportam esforços de redução do índice de massa corporal para um nível normal, saudável desde cedo para prevenir doenças cardíacas mais tarde”. 
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/excesso-de-peso-em-jovens-pode-afetar-saude-cardiaca-posteriormente?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180806)

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Obesidade está a fazer aumentar cancro nos mais jovens
Estudo publicado na “Obesity”
Um novo estudo apurou que a obesidade faz aumentar o risco de 13 diferentes tipos de cancro em jovens adultos.
 
O estudo que consistiu numa meta-análise de mais de 100 publicações demonstrou que o aumento da obesidade tem causado a incidência de certos tipos de cancro em grupos etários mais jovens, algo anteriormente só observado nos adultos mais velhos, e tem feito intensificar os mecanismos celulares que promovem a doença.
 
A equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Case Western, EUA, que efetuou esta meta-análise, analisou estudos sobre animais, ensaios clínicos e dados sobre saúde pública para concluírem que à medida que aumenta a obesidade nos mais jovens, também aumentam os índices de carcinoma.
 
Segundo Nathan Berger, o autor do estudo, os jovens com índice de massa corporal (IMC) superior a 30 apresentam uma maior propensão para sofrerem de malignidades agressivas. 
 
A meta-análise apurou, por exemplo, que nos EUA nove dos 20 cancros mais comuns incidem atualmente sobre jovens adultos. Em 2016, quase um em cada 10 novos casos de cancro da mama verificaram-se em indivíduos de 20 a 44 anos, assim como um em cada quatro casos de cancro da tiroide.
 
A obesidade na infância poderá igualmente conduzir a cancro numa altura mais cedo ou mais tardia da vida. Segundo o investigador, o cancro pode alterar a propensão de um jovem para desenvolver cancro e que o risco se pode manter mesmo que o jovem emagreça. A obesidade faz alterar o ADN, incluindo alterações epigenéticas que fazem aumentar e manter o risco de cancro. 
 
Nathan Berger concluiu ainda que a obesidade faz acelerar a progressão do cancro de diversas formas. A obesidade produz um excesso de ativação do sistema imunitário, produzindo subprodutos prejudiciais que causam mutações no ADN, altera o metabolismo, provocando desequilíbrios hormonais que ajudam o cancro a desenvolver-se.
 
O autor explicou ainda que este estudo confirma que a obesidade promove o cancro através de múltiplas vias simultâneas. 
 
Como conclusão, o autor refere que os processos clínicos eletrónicos podem ajudar a organizar bases de dados que podem detetar padrões de perda de peso e assim obter indicação de um possível prognóstico. No entanto, “a forma mais eficaz de travar o desenvolvimento deste problema é prevenir a expansão da pandemia da obesidade em crianças e adultos”, defende Nathan Berger.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/obesidade-esta-a-fazer-aumentar-cancro-nos-mais-jovens?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180403)
Desacelerada progressão da doença de Machado-Joseph em animais
Estudo da Universidade do Minho
Investigadores do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho demonstraram ser "possível atrasar a progressão" da doença de Machado-Joseph em animais, podendo significar uma "nova abordagem" àquela doença.
 
Em comunicado enviado à agência Lusa, o ICVS adianta que as investigadoras Sara Silva e Patrícia Maciel mostraram "pela primeira vez que o tratamento prolongado com creatina resulta num importante atraso da progressão da doença e numa melhoria significativa dos sintomas, com preservação dos neurónios que normalmente degeneram".
 
A doença de Machado-Joseph é uma doença neurodegenerativa hereditária, que provoca descoordenação motora (ataxia). É causada por uma mutação num gene, bastando um dos progenitores ser afetado para que os filhos tenham uma probabilidade de 50% de nascer com a doença.
 
Segundo explana o texto, a creatina é um "composto natural produzido pelo corpo humano e frequentemente utilizado por pessoas saudáveis, incluindo atletas".
 
O ICVS adianta que o "próximo passo é a realização de um ensaio clínico, sendo que a ausência de toxicidade associada à creatina torna mais fácil a sua concretização".
 
Os resultados deste estudo, acrescenta, "apontam para uma nova abordagem terapêutica da doença, que neste momento não tem cura nem tratamento eficaz".
 
O comunicado explica ainda que os sintomas da doença "têm habitualmente início na vida adulta, mas agravam-se progressivamente, levando a uma incapacidade muito marcada, com impacto nos doentes, mas também nos seus cuidadores".
 
Entre as manifestações mais comuns, refere o texto, são a "perda do controlo dos movimentos e do equilíbrio, espasmos musculares, dificuldades na deglutição e na articulação da fala, com progressão para a perda total de independência e morte prematura".
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/desacelerada-progressao-da-doenca-de-machado-joseph-em-animais?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180416)
Criado adesivo que mede glicose no sangue de diabéticos
Estudo publicado na revista “Nature Nanotechnology”
Uma equipa de investigadores desenvolveu um novo adesivo para a pela que mede a glicose no sangue de pacientes com diabetes a cada 10 a 15 minutos.
 
O novo adesivo que tem vindo a ser desenvolvido por Richard Guy do Departamento de Farmácia e Farmacologia da Universidade de Bath, Inglaterra, e colegas, consegue monitorizar os níveis de glicose sem necessidade de picar a pele, e poderá tonar-se uma estratégia não invasiva de monitorização daquela substância nos pacientes com diabetes.
 
Muitos pacientes com diabetes têm medo da dor e de agulhas, o qual, aliado aos custos e inconveniência do processo de medição da glicose que envolve picar o dedo, torna a manutenção de um bom nível da glicose por vezes difícil. 
 
O adesivo para a pele criado na Universidade de Bath consiste em sensores minúsculos que usam correntes elétricas para retirarem glicose de fluído segregado pelas células dos folículos do pelo. O adesivo transfere a glicose para pequenos reservatórios e mede os níveis daquela substância a cada 10 a 15 minutos.
 
Os investigadores pretendem que seja possível ao adesivo enviar as medições para o “smartphone” ou “smartwatch” do utilizador para que ele saiba quando necessita de intervir ou tomar medicação.
 
Adicionalmente, o adesivo não pica a pele e a sua capacidade de medir a glicose a partir de uma área tão minúscula nos folículos dos pelos, confere-lhe muita exatidão, deixando de ser necessário confirmar os resultados através de uma amostra de sangue.
 
A equipa testou o novo adesivo em pele de porco e em humanos com diabetes, tendo obtido resultados altamente fidedigno. Em humanos saudáveis, o adesivo conseguiu monitorizar os níveis de glicose durante mais de seis horas. Agora, os investigadores tentarão prolongar o período de monitorização para 24 horas e melhorar ainda mais a exatidão de leitura.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/criado-adesivo-que-mede-glicose-no-sangue-de-diabeticos?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180416)

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Desenvolvimento motor das crianças pode ser influenciado pelo uso de calçado
Estudo publicado na “Frontiers in Pediatrics”


Um novo estudo demonstrou que a atividade física regular sem o uso de calçado poderá melhorar as competências de salto e de equilíbrio em crianças e adolescentes.
 
O estudo que foi conduzido em colaboração pela Universidade de Jena, Alemanha, e a Universidade de Stellenbosch, África do Sul, procurou avaliar o impacto sobre o desempenho de crianças e adolescentes de várias faixas etárias em atividades de salto, equilíbrio e corrida, tanto descalças como descalças.
 
“Caminhar descalço é amplamente considerado como sendo mais natural e o uso de calçado tem sido discutido desde longa data como sendo um fator influenciador sobre a saúde dos pés e o desenvolvimento dos padrões de movimento”, comentou Astrid Zech, da Universidade de Jena e que liderou o estudo.
     
A líder do estudo, juntamente com duas equipas de investigadores, avaliou as competências de equilíbrio, o salto de longa distância e uma corrida de 20 metros em 810 crianças e adolescentes de 22 escolas primárias e secundárias oriundas de uma zona rural da África do Sul e de zonas urbanas na Alemanha.
 
Os dois grupos representariam diferentes estilos de vida relativos ao uso de calçado: as crianças na África do Sul andam normalmente descalças, ao passo que as da Alemanha usam calçado quase sempre.
 
Os resultados do estudo revelaram um melhor desempenho nos testes de equilíbrio e de salto nas crianças que andavam normalmente descalças em comparação com as que andavam quase sempre calçadas. Esta diferença foi observada em todas as faixas etárias (6-10, 11-14 e 15-18 anos), mas de forma mais evidente no grupo dos 6-10 anos de idade.
 
As crianças habitualmente descalças revelaram também um desempenho melhor quando fizeram os testes descalças do que calçadas. 
 
No entanto, no teste de corrida as crianças habitualmente calçadas tiveram um melhor desempenho, particularmente no grupo dos 11-14 anos, sendo que ambos os grupos revelaram melhores resultados quando fizeram o teste calçados. Os investigadores consideram que o ambiente (ar livre ou interior e tipo de solo) poderão ter influenciado os resultados.
 
Como conclusão, os investigadores recomendam que os pais em casa encorajem os filhos a andarem descalços regularmente e que algumas atividades físicas sejam praticadas sem o uso de calçado.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/desenvolvimento-motor-das-criancas-pode-ser-influenciado-pelo-uso-de-calcado?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180716 ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Escola de Saúde de Aveiro cria plataforma dedicada à reabilitação respiratória
Chama-se Reabilitação Respiratória em Rede (3R)

 
A Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) vai lançar uma plataforma online dedicada à reabilitação respiratória, para ajudar doentes, familiares e profissionais de saúde, uma fonte académica revelou à Lusa.
 
A Reabilitação Respiratória em Rede (3R) visa ajudar a “encontrar soluções para um conjunto de doenças que tem em Portugal um acompanhamento clínico insuficiente” e vai ser apresentada durante a conferência “Reabilitação Respiratória em Rede”, que se realiza no dia 11 julho, na Universidade de Aveiro.
 
Segundo Alda Marques, coordenadora do Lab3R da ESSUA e responsável pelo 3R, a “doença pulmonar obstrutiva crónica, asma, apneia do sono, fibrose pulmonar idiopática, e bronquiectasias são algumas das enfermidades que fazem parte do grupo das doenças respiratórias crónicas e que em Portugal estão ainda muito subdiagnosticadas”.
 
Entre 2011 e 2016 o diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crónica aumentou 241 por cento e o da asma 234 por cento. “Estas doenças são crónicas e, portanto, já estavam há muito presentes na população, nunca tinham é sido diagnosticadas”, afirma Alda Marques.
 
A ausência de uma rede nacional de espirometria que permita avaliar a saúde dos pulmões e a falta de sensibilização da comunidade em geral para a enorme presença de doenças respiratórias crónicas na população são algumas das razões que explicam o porquê de no país existir um subdiagnóstico destas doenças, de acordo com a coordenadora do projeto.
 
“As doenças respiratórias, possíveis de prevenir e tratar, representam um problema de saúde pública substancial com enorme sobrecarga para os doentes e famílias, mas também para a economia e sistemas de saúde e sociais”, aponta Alda Marques.
 
Principais causadoras de morte e incapacidade prematura em Portugal, “prevê-se que o número de pessoas afetadas por estas doenças continue a aumentar devido à exposição contínua a fatores de risco e ao envelhecimento da população”.
 
Alda Marques diz ser fundamental que “as pessoas possam ser referenciadas o mais precocemente possível e acompanhadas de forma personalizada, de acordo com as suas necessidades e expectativas, independentemente do local onde vivem ou severidade de doença que têm”.
 
Em Portugal as doenças respiratórias crónicas afetam 40 por cento da população mas, “apesar de serem líderes de mortalidade e morbilidade”, menos de um por cento dos doentes têm acesso a reabilitação respiratória, uma intervenção considerada “essencial” para estes doentes.
 
Nesse sentido, a plataforma 3R pretende ser uma ajuda. Desenvolvida para Portugal e para os Países da Comunidade de Língua Portuguesa, a 3R visa ajudar as pessoas com doenças respiratórias crónicas e promover a parceria entre doentes, familiares, comunidade e profissionais de saúde.
 
“Pretendemos facilitar o acesso, de forma gratuita, a toda a informação referente às doenças respiratórias crónicas e à reabilitação respiratória, e assim contribuir para a adoção de estilos de vida saudáveis e para uma melhoria da qualidade de vida destes doentes”, explica Alda Marques. 
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/escola-de-saude-de-aveiro-cria-plataforma-dedicada-a-reabilitacao-respiratoria?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180716ALERT Life Sciences Computing, S.A.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Crescer num ambiente verde beneficia desenvolvimento do cérebro
Estudo publicado na “Environmental Health Perspectives”

 
Uma equipa de investigadores sugeriu que os cérebros das crianças na escola primária que crescem rodeadas de vegetação, apresentam benefícios no desenvolvimento dos seus cérebros.
 
As diferenças no desenvolvimento do cérebro daquelas crianças traduzem-se em volumes mais elevados de substância branca e cinzenta em certas áreas do cérebro. Estas diferenças anatómicas traduzem-se, por seu turno, em efeitos benéficos na função cognitiva.
 
Este achado foi a conclusão principal de um estudo conduzido pelos investigadores oriundos do Instituto de Barcelona de Saúde Global, Hospital del Mar, ambos em Espanha, e pela Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA. 
 
O estudo contou com uma sub-coorte de 253 crianças em idade escolar, participantes noutro projeto em Espanha, conhecido como BREATHE.
 
Os investigadores calcularam a exposição das crianças, desde o seu nascimento, a espaços verdes na zona residencial através de dados recolhidos por satélites. A anatomia cerebral das crianças foi analisada através de imagens em 3D de ressonância magnética. A memória funcional e falta de atenção foram avaliadas através de testes em computador.
 
A análise dos dados demonstrou que a exposição prolongada a espaços verdes pelas crianças estava associada, de forma positiva, ao volume da substância branca e cinzenta em algumas partes do cérebro que coincidiam com áreas associadas a maiores pontuações nos testes cognitivos.  
 
Adicionalmente os volumes máximos de substância branca e cinzenta nas regiões associadas à exposição a espaços verdes previam uma melhor memória funcional e menor falta de concentração.
 
Outro estudo com 2.593 crianças de sete a 10 anos de idade do projeto BREATHE demonstrou que as que frequentavam escolas com mais espaços verdes apresentavam uma maior memória funcional e uma maior redução na falta de atenção, em comparação com as que frequentavam escolas com menos espaços verdes. 
 
Os espaços verdes proporcionam oportunidades de recuperação psicológica, de descoberta, criatividade, de correr riscos, que beneficiam aspetos do desenvolvimento do cérebro. Estes espaços têm menos ruído e poluição atmosférica e podem enriquecer a interação microbiana com o meio-ambiente, o que beneficia indiretamente o desenvolvimento do cérebro. 
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/crescer-num-ambiente-verde-beneficia-desenvolvimento-do-cerebro?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20180305