terça-feira, 29 de agosto de 2017

Proteínas no sangue poderão diagnosticar autismo mais cedo
Estudo publicado na revista “Journal of Neuroinflammation”

As perturbações do espetro do autismo poderão ser diagnosticadas mais cedo através da medição de um conjunto de proteínas, demonstrou um estudo.

Conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto do Cérebro Peter O’Donnell Jr. Do Complexo Médico da Universidade do Texas, EUA, o estudo procurou, à semelhança de outros, um melhor diagnóstico da doença através de medições biológicas em vez de sintomas comportamentais.

O estudo demonstrou que os níveis de duas proteínas que tinham sido anteriormente identificadas como potenciais marcadores das perturbações do espetro do autismo (PEA) - a hormona estimulante da tiroide (TSH) e a Interleucina 8 (IL-8) - permitem diagnosticar com exatidão cerca de 75% das crianças analisadas. 

Adicionalmente, a medição conjunta das duas proteínas permitiu um aumento na exatidão de diagnóstico para 82%. 

As evoluções nesta área poderiam conduzir a uma intervenção mais precoce e ajudar a limitar os efeitos provocados pelo autismo.

“O PEA é uma doença muito heterogénea e se pudermos identificar biomarcadores, mesmo para um subgrupo de pacientes com PEA, poderia ser extremamente útil não só para a obtenção de um diagnóstico precoce, mas também para o desenvolvimento de tratamentos”, explicou Dwight German, docente de Psiquiatria e autor principal do estudo.

As PEA são caracterizadas por problemas com a interação social e comunicação, bem como padrões de comportamento repetitivos.

A maioria dos casos de autismo são apenas diagnosticados perto dos quatro anos de idade, quando se tornam mais visíveis os problemas de comunicação e de sociabilidade.

Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/proteinas-no-sangue-poderao-diagnosticar-autismo-mais-cedo?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170710 - ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Tratamento inovador para infeções ósseas graves em desenvolvimento
Estudo conduzido pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto

Uma equipa de investigadores está a desenvolver um tratamento para infeções ósseas graves que regenera o osso ao mesmo tempo que cura a infeção e evita intervenções cirúrgicas consecutivas e recorrentes, anunciou a agência Lusa.

Desenvolvida pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), esta solução integra compósitos bioativos e um antibiótico e está orientada para doentes com osteomielite (infeção óssea que ocorre quando bactérias ou fungos invadem um osso), transporta e liberta, de forma controlada, o antibiótico para o local afetado.

Após a eliminação da infeção, o biomaterial existente na solução promove o recrutamento, a ligação e a proliferação de células ósseas, fazendo aumentar a formação óssea e reduzindo o tempo de recuperação do paciente, explicaram Susana Sousa e Fernando Jorge Monteiro, líderes do projeto.

O tratamento tradicional da osteomielite, segundo os investigadores, começa com uma intervenção cirúrgica na qual é feita a remoção do tecido morto da zona afetada. Os pacientes são submetidos a um tratamento para eliminar as bactérias que tenham originado a infeção com antibióticos, que na grande maioria dos casos obriga a um internamento hospitalar durante períodos prolongados.

"A taxa de sucesso desta administração mostra que em 40% dos casos ocorre recorrência da infeção, o que obriga a que este ciclo de administração do antibiótico se prolongue, com danos colaterais importantes e custos muito elevados para os serviços hospitalares", referiram.

De seguida, a cavidade criada é preenchida com materiais que ajudam à regeneração do osso, o que cria a necessidade de uma nova intervenção, com novos riscos de infeção associados.

Embora o medicamento disponível no dispositivo não dispense a primeira intervenção cirúrgica, substitui a administração intravenosa do antibiótico por uma administração única e localizada, com uma concentração mais elevada, mas que corresponde a uma quantidade global menor de fármaco.

No tratamento convencional, o antibiótico é disperso por todo o organismo, em quantidades muito elevadas, mas com uma eficácia reduzida visto que só chega ao local afetado uma percentagem relativamente pequena.

Esta solução permite que o paciente volte ao seu ambiente normal mais rapidamente e ainda "libertar camas hospitalares", diminuir os custos hospitalares associados, dispensando uma segunda intervenção cirúrgica e reduzindo riscos de infeções. 

Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/tratamento-inovador-para-infecoes-osseas-graves-em-desenvolvimento?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170710 - ALERT Life Sciences Computing, S.A
Alzheimer: células devoradoras causam a neurodegeneração?
Estudo publicado na revista “Neuron”

Um novo estudo demonstrou que as células devoradoras disfuncionais, conhecidas como microglias, contribuem para a perda de sinopses nos casos de doença de Alzheimer.

A razão da perda das capacidades cognitivas, típica da doença de Alzheimer, é a perda progressiva das sinapses que são os pontos de contacto entre os neurónios no cérebro. 

No caso da doença de Alzheimer, suspeita-se que certos fragmentos de proteína, conhecidos como peptídeos beta-amiloides, causem a morte dos neurónios. Aqueles fragmentos de proteína agregam-se, formando assim as placas características daquela doença neurológica. 

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Lawrence Rajendran do Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade de Zurique, Suíça, demonstrou que as microglias contribuem para a perda de sinapses nas doenças neurodegenerativas, incluindo a Alzheimer.

As células devoradoras microglias normalmente monitorizam a função dos neurónios no cérebro através da remoção do excesso de sinapses durante o desenvolvimento ou de agregados tóxicos de proteínas. Tem havido controvérsia relativamente ao papel desempenhado pelas microglias nas doenças degenerativas.

Os investigadores decidiram analisar o efeito de certos genes de risco para a Alzheimer sobre a produção de peptídeos beta-amiloides. Não foi detetado qualquer efeito sobre os neurónios. 

Seguidamente, a equipa analisou a função dos mesmos genes de risco nas microglias. Ao inativarem o gene para a proteína TDP-43 nas microglias, as células devoradoras removeram a beta-amiloide de forma muito eficiente

Este fenómeno deve-se ao facto de a falta da proteína nas microglias provocar um aumento na fagocitose, ou seja, a atividade devoradora.

O próximo passo foi o ensaio com ratinhos como modelos da doença de Alzheimer. Os investigadores inativaram a TDP-43 nas microglias e mais uma vez aquelas células eliminaram a beta-amiloide eficientemente. Foi, no entanto, observado que a atividade das microglias conduziu também a uma perda significativa de sinapses.

Face ao observado, a equipa especulou que as microglias disfuncionais durante o envelhecimento poderão exibir uma atividade fagocitária anormal conduzindo à perda de sinapses.

Os investigadores consideram que os resultados do estudo demonstram que o papel desempenhado pelas microglias na doença de Alzheimer não se limita a influenciar o percurso da doença através de reações inflamatórias e libertação de moléculas neurotóxicas como se achava, mas que aquelas células podem induzir ativamente a neurodegeneração.

“A disfunção das microglias poderá ser uma razão importante para o facto de muitos medicamentos para a Alzheimer reduzirem as placas amiloides em testes clínicos, mas as funções cognitivas dos pacientes não apresentarem melhorias”, concluiu Lawrence Rajendran. 

Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/alzheimer-celulas-devoradoras-causam-a-neurodegeneracao?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170710 ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Antioxidante pode desacelerar evolução de esclerose múltipla
Estudo publicado na “Neuroimmunology & Neuroinflammation”

Um antioxidante comum poderá ajudar a desacelerar a progressão da esclerose múltipla, atestou um novo estudo.

O estudo piloto conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Rebecca Spain da Faculdade de Medicina da Universidade de Saúde e Ciências de Oregon, EUA, apurou que a toma de uma dose elevada diária de ácido lipoico durante dois anos fez reduzir a atrofia cerebral em pacientes com a doença em relação a pacientes que tomaram um placebo.

Para o estudo, os investigadores recrutaram 51 indivíduos com esclerose múltipla secundária progressiva, com idades compreendidas entre os 40 e os 70 anos.

Os investigadores ofereceram, de forma aleatória, 1.200 miligramas diários de ácido lipoico a 27 dos pacientes durante dois anos. Os restantes 24 participantes receberam um placebo.

O volume cerebral dos participantes foi medido no início do estudo através de ressonância magnética, sendo novamente medido uma vez por ano de forma a determinar as alterações no mesmo.

Foi observado que os participantes que tinham tomado o ácido lipoico apresentaram uma diminuição de 68% na taxa de atrofia geral do cérebro em comparação com os pacientes que tinham recebido o placebo.

Para efeitos de comparação, os investigadores indicaram que o fármaco ocrelizumab, aprovado recentemente nos EUA para o tratamento de esclerose múltipla primária progressiva, fez melhorar a atrofia do cérebro em 18% em ensaios clínicos.

Foi igualmente observado que os participantes tratados com ácido lipoico sofreram menos quedas e conseguiram melhor desempenho na marcha em comparação com os do grupo do placebo.

No entanto, a equipa ressalva que as doses tomadas eram muito elevadas e apesar de o antioxidante ser bem tolerado, é necessário um ensaio clínico com um grupo muito maior de pacientes, o qual se encontra já em preparação. 

Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/antioxidante-pode-desacelerar-evolucao-de-esclerose-multipla?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170710 ALERT Life Sciences Computing, S.A.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Menores de 20 anos obesos quase triplicaram entre 1980 e 2015
Estudo publicado na “The New England Journal of Medicine”

 

A taxa de obesidade em menores de 20 anos quase triplicou em Portugal entre 1980 e 2015, passando de 3% para 8%, são as conclusões de um estudo internacional do qual faz parte o investigador da Universidade Católica do Porto, João Fernandes.
De acordo com a agência Lusa, o estudo, centrado na obesidade e o excesso de peso, resulta de um projeto internacional que envolve 195 países.
Os resultados revelaram que entre a população adulta, as estatísticas indicam que a obesidade afeta mais adultos do sexo feminino do que do sexo masculino (22% e 17%, respetivamente).
Segundo o investigador, em Portugal as mulheres entre os 20 e os 24 anos registam a taxa mais baixa de obesidade (1,9%) de todas as faixas etárias, enquanto a mais elevada verifica-se entre os 65 e 69 anos (20% nos homens e 37% nas mulheres).
Outra das conclusões deste estudo demonstra que, a nível mundial, em 2015 cerca de 107,7 milhões de crianças e 603,7 milhões de adultos sofriam de obesidade, registando-se um número mais elevado de obesidade nas mulheres, em todas as faixas etárias, indicou. 
Quanto ao pico de obesidade, também na globalidade, este foi observado entre os 60 e 64 anos (nas mulheres) e entre os 50 e 54 anos (nos homens).
O estudo revelou ainda que, em 2015, aproximadamente quatro milhões de pessoas morreram devido a doenças relacionadas com excesso de peso. No entanto, apenas 60% eram tecnicamente obesas, ou seja, tinham o IMC igual ou superior a 30.
Segundo o especialista, estes resultados mostram que devem ser tomadas medidas para fazer face à obesidade e ao excesso de peso, cuja prevalência é elevada em Portugal, assumindo-se como um fator de risco para os problemas cardiovasculares, diabetes ou múltiplos tipos de cancro.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/menores-de-20-anos-obesos-quase-triplicaram-entre-1980-e-2015?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170626)
10% dos rapazes portugueses de 11 anos são obesos
Estudo “Comportamento em Saúde nas Crianças em Idade Escolar”

 

Segundo apurou a agência Lusa, “a situação dos jovens adolescentes portugueses no domínio da obesidade está estacionária desde 2002. Em 2014 é preocupante a situação dos rapazes mais novos (no grupo de rapazes de 11 anos, um em cada dez tem obesidade)”, refere o estudo, que em Portugal é coordenado por Margarida Gaspar de Matos.
Contudo, os dados divulgados mostram que a obesidade tende a baixar com a idade, dos 11 aos 15 anos, tanto nos rapazes como nas raparigas. Segundo os dados comparados da OMS, Portugal surge mesmo como um dos cinco entre 27 países com maior percentagem de adolescentes obesos.
Aliás, Portugal e outros três países (Grécia, Croácia e Macedónia) são os países que registam níveis de 10% ou mais de obesidade nos rapazes. Quanto à alimentação, os adolescentes portugueses estão a consumir menos doces e menos bebidas açucaradas artificiais, mas estão também a consumir menos vegetais e menos fruta.
“A alimentação dos adolescentes portugueses já anteriormente mereceu um aviso especial aos responsáveis do setor: a nível nacional os jovens referem o seu ‘desgosto’ não só pelos alimentos disponíveis nas escolas como pela sua confeção”, indica a análise.
Mas, os próprios investigadores avisam que os dados referentes a Portugal são relativos a 2014 e que, desde aí, algumas medidas foram tomadas a nível do Ministério da Educação, que incluem linhas orientadoras para a alimentação em meio escolar. Os investigadores esperam ver resultados destas medidas no estudo que vier a ser realizado em 2018.
No que respeita à atividade física, os adolescentes portugueses continuam a mostrar níveis preocupantes, segundo o estudo, sendo particularmente inquietante a situação das raparigas mais velhas da análise.
“O grupo das raparigas de 15 anos é o menos fisicamente ativo de todos os países incluídos no estudo”, mas também nos rapazes e em todas as idades analisadas (11, 13 e 15 anos) Portugal fica sempre abaixo da média dos países estudados.
Apesar das lacunas na atividade física, os adolescentes portugueses surgem em relativa situação favorável no que se refere ao tempo diário em frente à televisão e ao computador.
Mas isto, avisam os investigadores, pode remeter para o uso de outro tipo de equipamentos, além da televisão e do computador, o que se pretende verificar no estudo que será feito em 2018.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/10-dos-rapazes-portugueses-de-11-anos-sao-obesos?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170529)
Alimentação saudável nas crianças: o papel dos desenhos animados
Estudo da Universidade do Minho

 

Um estudo demonstrou que a exposição de crianças a mensagens de comportamentos alimentares saudáveis em desenhos animados pode ser uma forma eficaz de encorajá-las a fazer melhores escolhas.
Segundo a agência Lusa, o estudo foi conduzido por um grupo de investigadores coordenado por Ana Vaz, da Universidade do Minho, e envolveu 142 crianças da região de Braga.
As conclusões foram apresentadas no 24.º Congresso Internacional de Obesidade e teve por base "alunos do pré-escolar e escolar com idades entre os quatro e oito anos".
Para o estudo, "as crianças foram distribuídas de forma aleatória em dois grupos: um de controlo em que era exposto a desenhos animados sem qualquer referência a mensagens alimentares ou nutricionais e outro experimental, exposto a desenhos animados com mensagens de comportamentos alimentares saudáveis", dizia num comunicado.
Cada grupo esteve exposto durante 20 minutos, "sendo dada a oportunidade a cada criança de comer durante 10 minutos, de forma livre, os alimentos de uma pequena seleção: dois produtos saudáveis (cenouras bebé e uvas) e dois produtos não saudáveis (chocolates e batatas fritas)", explicou Ana Vaz.
Nesse período "foram registadas as medidas de fome, reconhecimento e apreciação do desenho animado, atitudes relativamente à alimentação saudável e preferências alimentares", prossegue a comunicação.
Segundo a investigadora, os resultados mostraram que "as crianças expostas a desenhos animados com mensagens de comportamentos alimentares saudáveis escolhiam alimentos significativamente mais saudáveis do que as crianças do grupo de controlo".
Estes comportamentos levaram os autores a concluir: "Estes resultados são promissores e podem ser importantes para o desenvolvimento de campanhas de promoção da saúde para crianças."
Ana Vaz deu ainda conta de uma segunda fase, em que "foi desenvolvido um programa educacional baseado em desenhos animados e está atualmente a ser testado em crianças entre os seis e oito anos".
"O objetivo é testar a utilidade e a eficácia do uso de personagens de desenhos animados com comportamentos alimentares saudáveis nas suas escolhas e preferências alimentares", acrescentou.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/alimentacao-saudavel-nas-criancas-o-papel-dos-desenhos-animados?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170529