terça-feira, 29 de agosto de 2017

Alzheimer: células devoradoras causam a neurodegeneração?
Estudo publicado na revista “Neuron”

Um novo estudo demonstrou que as células devoradoras disfuncionais, conhecidas como microglias, contribuem para a perda de sinopses nos casos de doença de Alzheimer.

A razão da perda das capacidades cognitivas, típica da doença de Alzheimer, é a perda progressiva das sinapses que são os pontos de contacto entre os neurónios no cérebro. 

No caso da doença de Alzheimer, suspeita-se que certos fragmentos de proteína, conhecidos como peptídeos beta-amiloides, causem a morte dos neurónios. Aqueles fragmentos de proteína agregam-se, formando assim as placas características daquela doença neurológica. 

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Lawrence Rajendran do Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade de Zurique, Suíça, demonstrou que as microglias contribuem para a perda de sinapses nas doenças neurodegenerativas, incluindo a Alzheimer.

As células devoradoras microglias normalmente monitorizam a função dos neurónios no cérebro através da remoção do excesso de sinapses durante o desenvolvimento ou de agregados tóxicos de proteínas. Tem havido controvérsia relativamente ao papel desempenhado pelas microglias nas doenças degenerativas.

Os investigadores decidiram analisar o efeito de certos genes de risco para a Alzheimer sobre a produção de peptídeos beta-amiloides. Não foi detetado qualquer efeito sobre os neurónios. 

Seguidamente, a equipa analisou a função dos mesmos genes de risco nas microglias. Ao inativarem o gene para a proteína TDP-43 nas microglias, as células devoradoras removeram a beta-amiloide de forma muito eficiente

Este fenómeno deve-se ao facto de a falta da proteína nas microglias provocar um aumento na fagocitose, ou seja, a atividade devoradora.

O próximo passo foi o ensaio com ratinhos como modelos da doença de Alzheimer. Os investigadores inativaram a TDP-43 nas microglias e mais uma vez aquelas células eliminaram a beta-amiloide eficientemente. Foi, no entanto, observado que a atividade das microglias conduziu também a uma perda significativa de sinapses.

Face ao observado, a equipa especulou que as microglias disfuncionais durante o envelhecimento poderão exibir uma atividade fagocitária anormal conduzindo à perda de sinapses.

Os investigadores consideram que os resultados do estudo demonstram que o papel desempenhado pelas microglias na doença de Alzheimer não se limita a influenciar o percurso da doença através de reações inflamatórias e libertação de moléculas neurotóxicas como se achava, mas que aquelas células podem induzir ativamente a neurodegeneração.

“A disfunção das microglias poderá ser uma razão importante para o facto de muitos medicamentos para a Alzheimer reduzirem as placas amiloides em testes clínicos, mas as funções cognitivas dos pacientes não apresentarem melhorias”, concluiu Lawrence Rajendran. 

Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/alzheimer-celulas-devoradoras-causam-a-neurodegeneracao?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170710 ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Antioxidante pode desacelerar evolução de esclerose múltipla
Estudo publicado na “Neuroimmunology & Neuroinflammation”

Um antioxidante comum poderá ajudar a desacelerar a progressão da esclerose múltipla, atestou um novo estudo.

O estudo piloto conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Rebecca Spain da Faculdade de Medicina da Universidade de Saúde e Ciências de Oregon, EUA, apurou que a toma de uma dose elevada diária de ácido lipoico durante dois anos fez reduzir a atrofia cerebral em pacientes com a doença em relação a pacientes que tomaram um placebo.

Para o estudo, os investigadores recrutaram 51 indivíduos com esclerose múltipla secundária progressiva, com idades compreendidas entre os 40 e os 70 anos.

Os investigadores ofereceram, de forma aleatória, 1.200 miligramas diários de ácido lipoico a 27 dos pacientes durante dois anos. Os restantes 24 participantes receberam um placebo.

O volume cerebral dos participantes foi medido no início do estudo através de ressonância magnética, sendo novamente medido uma vez por ano de forma a determinar as alterações no mesmo.

Foi observado que os participantes que tinham tomado o ácido lipoico apresentaram uma diminuição de 68% na taxa de atrofia geral do cérebro em comparação com os pacientes que tinham recebido o placebo.

Para efeitos de comparação, os investigadores indicaram que o fármaco ocrelizumab, aprovado recentemente nos EUA para o tratamento de esclerose múltipla primária progressiva, fez melhorar a atrofia do cérebro em 18% em ensaios clínicos.

Foi igualmente observado que os participantes tratados com ácido lipoico sofreram menos quedas e conseguiram melhor desempenho na marcha em comparação com os do grupo do placebo.

No entanto, a equipa ressalva que as doses tomadas eram muito elevadas e apesar de o antioxidante ser bem tolerado, é necessário um ensaio clínico com um grupo muito maior de pacientes, o qual se encontra já em preparação. 

Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/antioxidante-pode-desacelerar-evolucao-de-esclerose-multipla?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170710 ALERT Life Sciences Computing, S.A.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Menores de 20 anos obesos quase triplicaram entre 1980 e 2015
Estudo publicado na “The New England Journal of Medicine”

 

A taxa de obesidade em menores de 20 anos quase triplicou em Portugal entre 1980 e 2015, passando de 3% para 8%, são as conclusões de um estudo internacional do qual faz parte o investigador da Universidade Católica do Porto, João Fernandes.
De acordo com a agência Lusa, o estudo, centrado na obesidade e o excesso de peso, resulta de um projeto internacional que envolve 195 países.
Os resultados revelaram que entre a população adulta, as estatísticas indicam que a obesidade afeta mais adultos do sexo feminino do que do sexo masculino (22% e 17%, respetivamente).
Segundo o investigador, em Portugal as mulheres entre os 20 e os 24 anos registam a taxa mais baixa de obesidade (1,9%) de todas as faixas etárias, enquanto a mais elevada verifica-se entre os 65 e 69 anos (20% nos homens e 37% nas mulheres).
Outra das conclusões deste estudo demonstra que, a nível mundial, em 2015 cerca de 107,7 milhões de crianças e 603,7 milhões de adultos sofriam de obesidade, registando-se um número mais elevado de obesidade nas mulheres, em todas as faixas etárias, indicou. 
Quanto ao pico de obesidade, também na globalidade, este foi observado entre os 60 e 64 anos (nas mulheres) e entre os 50 e 54 anos (nos homens).
O estudo revelou ainda que, em 2015, aproximadamente quatro milhões de pessoas morreram devido a doenças relacionadas com excesso de peso. No entanto, apenas 60% eram tecnicamente obesas, ou seja, tinham o IMC igual ou superior a 30.
Segundo o especialista, estes resultados mostram que devem ser tomadas medidas para fazer face à obesidade e ao excesso de peso, cuja prevalência é elevada em Portugal, assumindo-se como um fator de risco para os problemas cardiovasculares, diabetes ou múltiplos tipos de cancro.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/menores-de-20-anos-obesos-quase-triplicaram-entre-1980-e-2015?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170626)
10% dos rapazes portugueses de 11 anos são obesos
Estudo “Comportamento em Saúde nas Crianças em Idade Escolar”

 

Segundo apurou a agência Lusa, “a situação dos jovens adolescentes portugueses no domínio da obesidade está estacionária desde 2002. Em 2014 é preocupante a situação dos rapazes mais novos (no grupo de rapazes de 11 anos, um em cada dez tem obesidade)”, refere o estudo, que em Portugal é coordenado por Margarida Gaspar de Matos.
Contudo, os dados divulgados mostram que a obesidade tende a baixar com a idade, dos 11 aos 15 anos, tanto nos rapazes como nas raparigas. Segundo os dados comparados da OMS, Portugal surge mesmo como um dos cinco entre 27 países com maior percentagem de adolescentes obesos.
Aliás, Portugal e outros três países (Grécia, Croácia e Macedónia) são os países que registam níveis de 10% ou mais de obesidade nos rapazes. Quanto à alimentação, os adolescentes portugueses estão a consumir menos doces e menos bebidas açucaradas artificiais, mas estão também a consumir menos vegetais e menos fruta.
“A alimentação dos adolescentes portugueses já anteriormente mereceu um aviso especial aos responsáveis do setor: a nível nacional os jovens referem o seu ‘desgosto’ não só pelos alimentos disponíveis nas escolas como pela sua confeção”, indica a análise.
Mas, os próprios investigadores avisam que os dados referentes a Portugal são relativos a 2014 e que, desde aí, algumas medidas foram tomadas a nível do Ministério da Educação, que incluem linhas orientadoras para a alimentação em meio escolar. Os investigadores esperam ver resultados destas medidas no estudo que vier a ser realizado em 2018.
No que respeita à atividade física, os adolescentes portugueses continuam a mostrar níveis preocupantes, segundo o estudo, sendo particularmente inquietante a situação das raparigas mais velhas da análise.
“O grupo das raparigas de 15 anos é o menos fisicamente ativo de todos os países incluídos no estudo”, mas também nos rapazes e em todas as idades analisadas (11, 13 e 15 anos) Portugal fica sempre abaixo da média dos países estudados.
Apesar das lacunas na atividade física, os adolescentes portugueses surgem em relativa situação favorável no que se refere ao tempo diário em frente à televisão e ao computador.
Mas isto, avisam os investigadores, pode remeter para o uso de outro tipo de equipamentos, além da televisão e do computador, o que se pretende verificar no estudo que será feito em 2018.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/10-dos-rapazes-portugueses-de-11-anos-sao-obesos?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170529)
Alimentação saudável nas crianças: o papel dos desenhos animados
Estudo da Universidade do Minho

 

Um estudo demonstrou que a exposição de crianças a mensagens de comportamentos alimentares saudáveis em desenhos animados pode ser uma forma eficaz de encorajá-las a fazer melhores escolhas.
Segundo a agência Lusa, o estudo foi conduzido por um grupo de investigadores coordenado por Ana Vaz, da Universidade do Minho, e envolveu 142 crianças da região de Braga.
As conclusões foram apresentadas no 24.º Congresso Internacional de Obesidade e teve por base "alunos do pré-escolar e escolar com idades entre os quatro e oito anos".
Para o estudo, "as crianças foram distribuídas de forma aleatória em dois grupos: um de controlo em que era exposto a desenhos animados sem qualquer referência a mensagens alimentares ou nutricionais e outro experimental, exposto a desenhos animados com mensagens de comportamentos alimentares saudáveis", dizia num comunicado.
Cada grupo esteve exposto durante 20 minutos, "sendo dada a oportunidade a cada criança de comer durante 10 minutos, de forma livre, os alimentos de uma pequena seleção: dois produtos saudáveis (cenouras bebé e uvas) e dois produtos não saudáveis (chocolates e batatas fritas)", explicou Ana Vaz.
Nesse período "foram registadas as medidas de fome, reconhecimento e apreciação do desenho animado, atitudes relativamente à alimentação saudável e preferências alimentares", prossegue a comunicação.
Segundo a investigadora, os resultados mostraram que "as crianças expostas a desenhos animados com mensagens de comportamentos alimentares saudáveis escolhiam alimentos significativamente mais saudáveis do que as crianças do grupo de controlo".
Estes comportamentos levaram os autores a concluir: "Estes resultados são promissores e podem ser importantes para o desenvolvimento de campanhas de promoção da saúde para crianças."
Ana Vaz deu ainda conta de uma segunda fase, em que "foi desenvolvido um programa educacional baseado em desenhos animados e está atualmente a ser testado em crianças entre os seis e oito anos".
"O objetivo é testar a utilidade e a eficácia do uso de personagens de desenhos animados com comportamentos alimentares saudáveis nas suas escolhas e preferências alimentares", acrescentou.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/alimentacao-saudavel-nas-criancas-o-papel-dos-desenhos-animados?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170529

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Hipertensão, obesidade e diabetes com elevada prevalência em Portugal
Primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico

Um estudo relativo a 2015 revelou uma elevada prevalência de algumas doenças crónicas como a hipertensão arterial (38%), a obesidade (28,7%) e a diabetes (9,8%), noticiou a agência Lusa.
 
O estudo, que é o primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF), constatou também que 67,6% da população tinha excesso de peso ou obesidade e 52,3% tinha alteração dos lípidos do sangue (colesterol alto), valor que aumentava para 63,3% ao incluir nesta estimativa a população que referiu tomar medicamentos para controlar esta condição.
 
O INSEF é um estudo epidemiológico observacional, transversal de base populacional, programado e realizado para ser representativo ao nível regional e nacional, com o objetivo de contribuir para melhorar a saúde pública e reduzir as desigualdades em saúde.
 
A população alvo consistiu nos indivíduos entre os 25 e os 74 anos de idade, residentes em Portugal continental ou regiões autónomas há mais de 12 meses.
 
O estudo contou com 4.911 participantes (2.265 homens e 2.646 mulheres), para os quais os procedimentos do INSEF (exame físico, colheita de sangue e entrevista) foram concretizados na íntegra.
 
As diferenças observadas nas estimativas populacionais de vários dos indicadores justificam, segundo os responsáveis pelo inquérito, a atenção das intervenções de saúde quer sobre algumas áreas do estado de saúde que afetam um elevado número de portugueses: 52,3% no caso de colesterol total superior a 190 mg/dl, 38% no caso da hipertensão arterial ou 28,7% no caso da obesidade, quer noutras, como a diabetes ‘mellitus’, cuja estimativa é de 9,8%.
 
Entre os determinantes são realçadas as elevadas frequências de sedentarismo nos tempos livres (44,8%), o consumo arriscado de bebidas alcoólicas, reportado por 33,8% da população masculina, ou a exposição ambiental ao fumo do tabaco que afetava 12,8% da população.
 
Na área preventiva, de acordo com o INSEF, a elevada proporção da população feminina entre os 50 e os 69 anos que reportou ter realizado mamografia nos dois anos anteriores ao inquérito (94,8%), em particular quando referia ter médico de família atribuído, constitui um indicador positivo, pese embora a menor frequência na população desempregada (89,3%).
 
Já a consulta de saúde oral no ano anterior foi reportada por um pouco mais de metade da população (51,3%), verificando-se valores mais baixos entre os 65 e 74 anos (43,8%).
 
De igual forma, a pesquisa de sangue oculto nas fezes nos dois anos anteriores à entrevista (45,7%) e a não realização deste exame na vida (44,2%) revelaram valores muito baixos a nível nacional, conclui o inquérito.
 
Embora a obesidade fosse mais elevada entre as mulheres (32,1% ‘versus’ 24,9%), o excesso de peso e a obesidade abdominal eram mais prevalentes entre os homens.
 
A prevalência destas doenças aumentava com a idade verificando-se os valores mais elevados entre os 65 e os 74 anos (71,3% no caso da hipertensão; 41,3% no caso da obesidade; 88,1% no caso da obesidade abdominal; 23,8% no caso da diabetes).
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/hipertensao-obesidade-e-diabetes-com-elevada-prevalencia-em-portugal?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170605)
Consumir muitas calorias aos quatro anos é prejudicial no futuro
Estudo publicado na revista "Public Health Nutrition"
 

Um estudo desenvolvido no Porto concluiu que crianças que comem alimentos calóricos e com muito açúcar aos quatro anos têm tendência a desenvolver maior gordura corporal aos sete, situação que se verifica mais nas raparigas, anunciou a agência Lusa.
Estes resultados podem ser explicados pelas "diferenças hormonais e de composição corporal, que se manifestam antes do início da puberdade", como é o caso de "uma maior massa gorda relativa nas raparigas", disse a investigadora Catarina Durão, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), onde foi conduzido o estudo.
De acordo com a especialista, estas diferenças podem ainda estar relacionadas com um ressalto adipocitário (período na infância em que se reinicia o aumento do índice de massa corporal), que acontece mais precocemente nas raparigas.
A investigação, que envolveu 3.473 crianças da 'coorte' Geração 21 - projeto de investigação que acompanha cerca de 8.600 crianças da cidade do Porto, desde o nascimento - mostra que 44% das raparigas e 45% dos rapazes avaliados aos quatro anos, já praticam um "padrão alimentar excessivo".
Esse padrão inclui, segundo a investigadora, alimentos demasiado calóricos e com pouco interesse do ponto de vista nutricional, como bolos, doces, refrigerantes, néctares, charcutaria, pizas, hambúrgueres, croquetes, rissóis e batatas fritas.
Catarina Durão indica ainda que as crianças que têm esses hábitos alimentares aos quatro anos tendem a mantê-lo aos sete, aumentando, devido a isso, a proporção da ingestão de alimentos demasiado calóricos também nesta idade (49% das raparigas e 53% dos rapazes).
"Tendo em conta que a idade pré-escolar é um período particularmente relevante para o estabelecimento de preferências e de hábitos alimentares, esta fase da vida é uma oportunidade de excelência para intervir, já que a criança e a sua família podem estar mais abertas à mudança", referiu.
Para a investigadora, as intervenções devem incidir sobre "alimentos com elevada densidade energética e sobre bebidas açucaradas", uma vez que "o consumo destes produtos está associado entre si".
Crianças "que consomem mais 'fast food', também bebem mais bebidas açucaradas, comem mais bolos, doces, guloseimas e 'snacks' salgados", explicou.
Fonte - (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/consumir-muitas-calorias-aos-quatro-anos-e-prejudicial-no-futuro?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170612) ALERT Life Sciences Computing, S.A