sábado, 25 de março de 2017

Nova seringa criada com vantagens para a saúde pública
A “seringa DUO” poderá revolucionar a enfermagem hospitalar

 
Um consórcio português está a desenvolver uma seringa de múltipla câmara de libertação sequencial, que vai “melhorar a prática clínica de administração endovenosa de medicamentos e soros”, anunciou a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).
 
Segundo a agência Lusa, o novo dispositivo tem “vantagens para a saúde pública”, reduzindo, designadamente, o risco de infeção (diminui o número de manipulações), aumentando o conforto e bem-estar dos pacientes (sujeitos a menor número de procedimentos de injeção) e baixando a possibilidade de erro humano na administração de agentes terapêuticos, afirmou a ESEnfC. 
 
A seringa, cuja ideia partiu de estudantes e docentes daquele estabelecimento de ensino, vai ser desenvolvida pelo consórcio integrado pela empresa de indústria de plásticos Muroplás, do Porto, pela ESEnfC e pelo Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), da Universidade do Minho, com apoios comunitários da ordem de meio milhão de euros.
 
Denominado ‘seringa DUO’, o novo dispositivo médico “tem potencial para revolucionar a enfermagem hospitalar”, permitindo “o carregamento e a administração endovenosa sequencial de dois fluidos diferentes – fármaco e solução para limpeza do cateter – sem que haja necessidade de troca de seringas”, sublinhou a ESEnfC.
 
“Entre as vantagens para a saúde pública resultantes do uso da ‘seringa DUO’ contam-se a redução do risco de infeção, através da diminuição do número de manipulações, o aumento do conforto e bem-estar dos pacientes (sujeitos a menor número de procedimentos de injeção) e a redução da possibilidade de erro humano na administração de agentes terapêuticos”, sustentou a Escola.
 
Acrescem, além disso, “benefícios económicos para as instituições de saúde (menos seringas utilizadas e menor tempo disponibilizado pelos profissionais), com a consequente minimização dos custos associados ao tratamento dos doentes, além da redução do volume de resíduos hospitalares”, rematou.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/nova-seringa-criada-com-vantagens-para-a-saude-publica?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170313)
Bullying na infância e o risco de doenças crónicas em adulto
Estudo publicado na revista “Harvard Review of Psychiatry”

 
Um estudo de revisão apurou que as crianças vítimas de bullying poderão sofrer problemas de saúde em adultas relacionados com a exposição crónica ao stress provocado.
 
O estudo conduzido por Susannah J. Tye e colegas da Mayo Clinic, EUA, revelou que os efeitos do bullying sobre a saúde podem ser refletidos num maior risco de doença cardíaca e de diabetes na idade adulta.
 
“Outrora considerado uma experiência inócua da infância, o bullying é atualmente reconhecido como exercendo efeitos psicológicos significativos, particularmente com a exposição crónica”, explicou a investigadora.
 
O bullying nas crianças provoca também um aumento de diversos sintomas físicos, que são recorrentes e sem explicação e poderão servir como aviso. “É importante observar os processos biológicos que associam esses fenómenos psicológicos e fisiológicos, incluindo o potencial impacto dos mesmos sobre a saúde a longo-termo”. 
 
Estudos sobre outros tipos de exposição ao stress crónico sugerem que o bullying, “uma forma clássica de stress social crónico”, é preocupante na medida em que pode exercer efeitos permanentes sobre a saúde física. O stress físico ou mental continuado provoca um desgaste contínuo no organismo. Este processo, denominado carga alostática, reflete o impacto cumulativo das respostas biológicas ao stress continuado.
 
O aumento da carga alostática pode fazer com que o stress crónico provoque alterações nas respostas inflamatórias, hormonais e metabólicas. Com o tempo, essas alterações poderão contribuir para o desenvolvimento de doenças, incluindo diabetes, depressão e doença cardíaca, e para a evolução de problemas do foro psiquiátrico.
 
A exposição ao stress na infância pode afetar a forma como esses sistemas fisiológicos respondem a futuros fatores de stress. Isso pode ocorrer em parte através de alterações epigenéticas, que são mudanças na função dos genes relacionadas com a exposição ambiental e que alteram a resposta ao stress. O stress crónico pode também afetar a capacidade de a criança desenvolver competências psicológicas para desenvolver resiliência, reduzindo a sua capacidade de lidar com o stress no futuro.
 
Os investigadores ressalvam que apesar de não terem estabelecido uma relação de causa e efeito, mais estudos poderão permitir perceber e potencialmente intervir na relação entre o bullying durante a infância e a saúde no longo-termo.
 
“Encorajamos que os profissionais de saúde das crianças avaliem os efeitos físicos e mentais do bullying para a saúde”, conclui Susannah Tye.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/bullying-na-infancia-e-o-risco-de-doencas-cronicas-em-adulto?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170321)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Atividade física pode proteger crianças da depressão
Estudo publicado na revista “Pediatrics"
 
As crianças que são fisicamente mais ativas podem beneficiar de uma maior proteção contra a depressão, atesta um estudo publicado na revista “Pediatrics”.
 

O estudo, conduzido por uma equipa de investigadores da Norwegian University of Science and Technology (NTNU) e da NTNU Social Research, Noruega, contou com a participação de 800 crianças com o objetivo de procurar uma correlação entre atividade física e sintomas de depressão.
 

Para o estudo, a equipa analisou cerca de 800 crianças com seis anos de idade, das quais 700 foram novamente avaliadas aos oito e 10 anos de idade. A atividade física das crianças foi medida com acelerómetros e os pais foram entrevistados relativamente à saúde mental dos filhos.
 

Foi observado que as crianças de seis e oito anos que eram fisicamente ativas apresentavam menos sintomas de depressão quando foram analisadas dois anos após o exame inicial, o que parece sugerir que a atividade física oferece proteção contra o desenvolvimento de estados depressivos.
 

Tonje Zahl, autora principal do estudo, observou que o facto de se “ser ativo, suar, e brincar de forma mais brusca e ativa oferece mais do que benefícios físicos para a saúde”.
 

Foram igualmente estudadas crianças no sentido de apurar se as que apresentam sintomas de depressão se tornavam fisicamente menos ativas ao longo do tempo, mas tal não foi verificado.
 

A investigadora adianta ainda que os resultados do estudo são importantes pois poderão sugerir que a atividade física pode ser empregue na prevenção e tratamento da depressão em crianças.
 

Estudos anteriores demonstraram que um estilo de vida sedentário, como jogar videojogos ou ver TV, está associado à depressão mas o presente estudo não encontrou uma correlação entre a depressão e um estilo de vida sedentário.
 

Sendo assim, os pais e profissionais de saúde devem motivar a atividade física nas crianças, como brincar ao ar livre, jogar futebol ou andar de bicicleta.
 

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/atividade-fisica-pode-proteger-criancas-da-depressao?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170213)
Crianças consomem mais sal do que os pais
Pais das crianças analisadas consomem já sal em excesso
 
Um estudo conduzido sobre o consumo de sal pelo Hospital Senhora da Oliveira em Guimarães indicou que cerca de 60% das crianças avaliadas consomem mais sal do que os pais.
 
O coordenador do estudo, o médico Jorge Cotter, acompanhou mais de 300 crianças entre os 10 e os 15 anos de uma escola básica 2,3 de Guimarães, segundo apurou a agência Lusa. Foi ainda analisada a ingestão de sal pelos pais, que por sua vez já apresentam um consumo excessivo.
 
Em 2010 tinham sido analisadas crianças entre os 10 e os 12 anos da mesma escola EB 2,3 Prof. João de Meira, com resultados que foram apresentados em 2013, ano em que se iniciou novo estudo, do qual se começam agora a conhecer alguns dados. A análise conhecida em 2013 mostrou consumo de sal em excesso, uma realidade que agora se repete e até com um ligeiro agravamento.
 
“A ingestão de sal continua a ser muito acima do que é recomendável e não há qualquer evolução positiva [entre os estudos de 2010 e 2013], antes pelo contrário há uma ligeira tendência para o aumento do consumo de sal”, afirmou Jorge Cotter.
 
Além da determinação da excreção de sódio na urina de pais e crianças num período de 24 horas, é ainda avaliada a pressão arterial e o peso e altura das crianças. É sempre verificada se a recolha da urina foi feita de modo correto e pode ser validada, o que aconteceu em 85% dos casos.
 
O investigador não consegue apresentar razões efetivas para esta diferença, mas alerta apenas que as recolhas de urina foram realizadas durante um fim-de-semana, para avaliar mais o ambiente familiar, o que impede de inferir conclusões ou atribuir responsabilidades à alimentação escolar.
 
“Isto mostra que tem falhado a mensagem para que, nas crianças, a ingestão de sal seja diminuída. E não só a mensagem como as medidas de ordem prática. Seguramente, entre 2010 e 2013, na nossa população, não deu resultado”, constatou o médio do Hospital Senhora da Oliveira.
 
Jorge Cotter considera que a intervenção para reduzir o consumo de sal nas crianças tem de ser ativa, prática e continuada no tempo, devendo começar precocemente e antes da adolescência.
 
Em 2010, no trabalho publicado em 2013, os investigadores criaram uma intervenção que passou por promover um clube de jardinagem no qual as crianças aprendiam, em termos práticos, a usar alimentos de forma mais saudável e ervas que ajudem a substituir o sal.
 
Essa intervenção, que foi avaliada seis meses depois, teve sucesso, uma vez que o consumo de sal “tinha descido de uma forma significativa”.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A 8http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/criancas-consomem-mais-sal-do-que-os-pais?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170213)

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Caídos do ninho - como pode o fisioterapeuta ajudar os bebés prematuros

















(in Revista Plural e Singular, ed. 14, Março/Abril/Maio 2016)
O papel do Fisioterapeuta nos casos de Artrogripose

















(in Revista Plural e Singular, ed. 13, Dezembro 2015, Janeiro/Fevereiro 2016)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Descobertas subestruturas cerebrais que afetam parte motora e não motora
Achado pode ajudar a melhorar os procedimentos neurocirúrgicos
 
Investigadores portugueses lideram um projeto europeu que descobriu subestruturas cerebrais com diferentes perfis de conectividade que afetam a parte motora e não-motora do ser humano, um achado que pode ajudar a melhorar os procedimentos neurocirúrgicos em doenças como a distonia.
 

A distonia "é uma doença neurológica crónica que se caracteriza por uma estimulação descontrolada dos nervos (músculos), que levam o indivíduo a ter dificuldades na locomoção e na utilização dos membros, podendo evoluir para incapacidades graves, como a não utilização do braço inteiro", explicou à agência Lusa o coordenador do Centro de Investigação em Engenharia Biomédica do INESC TEC, João Paulo Cunha.
 

Este estudo faz parte de um projeto que envolve o Centro de Investigação em Engenharia Biomédica do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e a Universidade de Munique, na Alemanha.
 

"Os investigadores portugueses" envolvidos na iniciativa "chegaram a este resultado através do estudo de uma parte do cérebro chamada GPi (Globus Pallidus Internus), que se situa na sua zona central e é composta por estruturas cerebrais com funções primárias", refere o comunicado do INESC TEC ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

Em 2016, desenvolveram "métodos de neurocomputação para estudar as densidades de conectividade das fibras que saem do GPi para outras áreas do cérebro em pessoas saudáveis, sem indicação de qualquer patologia", descobrindo "que este núcleo da base do cérebro parece apresentar pelo menos 3 subestruturas com conectividades distintas, tendo uma delas clara ligação ao córtex sensoriomotor pelo tálamo".
 

O GPi é um dos alvos de uma técnica chamada DBS ('Deep Brain Stimulation' ou Estimulação Cerebral Profunda), que coloca elétrodos dentro da cabeça dos doentes (uma espécie de pacemaker cerebral) e ajuda a melhorar os sintomas, dependendo sempre do alvo a atingir, isto é, "se estamos a falar da doença de Parkinson, distonia, ou outras patologias", explicou o investigador João Paulo Cunha.
 

De acordo com o investigador, este estudo demonstrou que os elétrodos DBS implantados em determinada subestrutura produzem melhores resultados clínicos que os localizados noutras subestruturas", tornando estes resultados "úteis para o planeamento e execução de procedimentos neurocirúrgicos", referiu o também docente da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
 

Outra das vantagens deste método é "a possibilidade de personalizar o padrão de conectividade para cada doente candidato a cirurgia, de forma a adaptar o alvo neurocirúrgico ao seu perfil específico, melhorando a precisão do procedimento", acrescentou.
 

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/descobertas-subestruturas-cerebrais-que-afetam-parte-motora-e-nao-motora?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170130