sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Descobertas subestruturas cerebrais que afetam parte motora e não motora
Achado pode ajudar a melhorar os procedimentos neurocirúrgicos
 
Investigadores portugueses lideram um projeto europeu que descobriu subestruturas cerebrais com diferentes perfis de conectividade que afetam a parte motora e não-motora do ser humano, um achado que pode ajudar a melhorar os procedimentos neurocirúrgicos em doenças como a distonia.
 

A distonia "é uma doença neurológica crónica que se caracteriza por uma estimulação descontrolada dos nervos (músculos), que levam o indivíduo a ter dificuldades na locomoção e na utilização dos membros, podendo evoluir para incapacidades graves, como a não utilização do braço inteiro", explicou à agência Lusa o coordenador do Centro de Investigação em Engenharia Biomédica do INESC TEC, João Paulo Cunha.
 

Este estudo faz parte de um projeto que envolve o Centro de Investigação em Engenharia Biomédica do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e a Universidade de Munique, na Alemanha.
 

"Os investigadores portugueses" envolvidos na iniciativa "chegaram a este resultado através do estudo de uma parte do cérebro chamada GPi (Globus Pallidus Internus), que se situa na sua zona central e é composta por estruturas cerebrais com funções primárias", refere o comunicado do INESC TEC ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

Em 2016, desenvolveram "métodos de neurocomputação para estudar as densidades de conectividade das fibras que saem do GPi para outras áreas do cérebro em pessoas saudáveis, sem indicação de qualquer patologia", descobrindo "que este núcleo da base do cérebro parece apresentar pelo menos 3 subestruturas com conectividades distintas, tendo uma delas clara ligação ao córtex sensoriomotor pelo tálamo".
 

O GPi é um dos alvos de uma técnica chamada DBS ('Deep Brain Stimulation' ou Estimulação Cerebral Profunda), que coloca elétrodos dentro da cabeça dos doentes (uma espécie de pacemaker cerebral) e ajuda a melhorar os sintomas, dependendo sempre do alvo a atingir, isto é, "se estamos a falar da doença de Parkinson, distonia, ou outras patologias", explicou o investigador João Paulo Cunha.
 

De acordo com o investigador, este estudo demonstrou que os elétrodos DBS implantados em determinada subestrutura produzem melhores resultados clínicos que os localizados noutras subestruturas", tornando estes resultados "úteis para o planeamento e execução de procedimentos neurocirúrgicos", referiu o também docente da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
 

Outra das vantagens deste método é "a possibilidade de personalizar o padrão de conectividade para cada doente candidato a cirurgia, de forma a adaptar o alvo neurocirúrgico ao seu perfil específico, melhorando a precisão do procedimento", acrescentou.
 

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/descobertas-subestruturas-cerebrais-que-afetam-parte-motora-e-nao-motora?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170130
Diabetes gestacional aumenta risco de depressão pós-parto
Estudo publicado na revista “Depression and Anxiety”
 
Uma equipa internacional de investigadores descobriu que a diabetes gestacional aumenta o risco de depressão pós-parto nas mulheres que são mães pela primeira vez, revela um estudo publicado na revista “Depression and Anxiety”.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores da Escola de Medicina Icahn, nos EUA, e do Instituto Karolinska, na Suécia, apurou ainda que as mulheres com antecedentes de depressão são 20 vezes mais propensas a ter depressão pós-parto que as mães sem diagnóstico prévio de depressão. Adicionalmente verificou-se que, enquanto a diabetes isoladamente aumenta o risco de depressão pós-parto, os antecedentes de depressão materna conjuntamente com a diabetes gestacional aumentam ainda mais o risco de desenvolvimento de depressão pós-parto.
 

Michael Silverman, um dos autores do estudo, referiu que a maioria dos profissionais encara estas duas condições de uma forma isolada. Contudo, este estudo sugere que a diabetes gestacional e a depressão pós-parto devem ser consideradas em conjunto.
 

O estudo, que contou com a participação de mais de 700 mil mulheres, apurou que apesar de a diabetes aumentar o risco de depressão pós-parto em todas as mulheres, para aqueles com antecedentes de depressão, ter diabetes durante a gravidez aumenta o risco de depressão pós-parto em 70%.
 

Para além da diabetes gestacional, os investigadores estudaram mais de uma dúzia de outros fatores de risco, incluindo a diabetes pré-gestacional, associados à depressão pós-parto em mulheres com e sem antecedentes de depressão. Nas mulheres com antecedentes de depressão, a diabetes pré-gestacional e o parto prematuro conduziram a um aumento do risco. Uma mãe jovem, o parto assistido por instrumento ou por cesariana, bem como o parto prematuro aumentaram o risco em mulheres sem antecedentes de depressão.
 

Os investigadores defendem que, o facto de ter sido demonstrado que os antecedentes de depressão modificam alguns dos riscos associados aos fatores obstétricos e perinatais sugere que pode haver vias causais diferentes de depressão pós-parto em mulheres com e sem antecedentes de depressão.
 

A depressão pós-parto pode afetar negativamente o desenvolvimento da mãe e do bebé. Desta forma, a identificação de episódios depressivos anteriores como um fator de risco da depressão pós-parto permite que os médicos atuem precocemente. “Com esta informação, podemos agora intervir cedo, antes de a mãe dar à luz", concluiu o investigador.
 

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/diabetes-gestacional-aumenta-risco-de-depressao-pos-parto?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170130
Estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”
 
As crianças com asma são mais propensas a serem obesas mais tarde na infância ou na adolescência, sugere um estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”.
 
Zhanghua Chen, a líder do estudo, referiu que a asma e a obesidade ocorrem frequentemente em conjunto nas crianças, mas ainda não se sabe ao certo se as crianças com asma apresentam um maior risco de obesidade ou se as crianças obesas desenvolvem asma.
 
Com o intuito de clarificar esta temática, os investigadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, analisaram os registos de 2.171 crianças, que não eram obesas, e que frequentavam infantários ou os primeiros anos da escola primária. Cerca de 13,5% das crianças tinham asma no início do estudo. As crianças foram acompanhadas ao longo de uma média de dez anos.  
 
Ao longo do período de acompanhamento verificou-se que, 15,8% das crianças desenvolveram obesidade. Os investigadores constataram que, comparativamente com as crianças sem asma, as com asma eram 51% mais propensas de se tornarem obesas ao longo da década seguinte. Verificou-se ainda que a toma de medicamentos contra a asma reduzia o risco de as crianças se tornarem obesas em 43%. Estes resultados foram confirmados num grupo diferente de crianças que frequentavam a quarta classe.
 
Os investigadores tiveram em conta vários fatores que poderiam influenciar os resultados como excesso de peso no início do estudo, etnia, exposição ao tabaco e prática de atividade física.
 
Frank D. Gilliland, um dos autores do estudo, refere que estes achados reforçam a importância de um diagnóstico e tratamento precoce da asma, que pode encurtar o círculo vicioso da asma, aumentar o desenvolvimento da obesidade e, por outro lado, a obesidade aumentar os sintomas de asma. 
 
Os investigadores referem que, com base nestes resultados, as crianças com asma devem adotar uma dieta saudável, aumentar a prática de atividade física e controlar a asma através da toma de medicação.
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ISPUP associa consumo excessivo de proteína a obesidade nas crianças 

 
Um estudo de investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) mostra que a ingestão excessiva de proteína na idade pré-escolar (4 anos) está associada a maior índice de massa corporal aos 7 anos de idade.
 
Nos rapazes, uma maior ingestão proteica associou-se ainda a maior adiposidade (gordura corporal) e a níveis superiores de insulina. Nestes, também a quantidade e qualidade dos hidratos de carbono (carga glicémica) se associou a maior adiposidade e parece interagir com a ingestão proteica, resultando num aumento do efeito sobre a gordura corporal.
 
O estudo foi desenvolvido no Grupo de Investigação em Epidemiologia da Nutrição e da Obesidade da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit – UID/DTP/04750/2013) do ISPUP no âmbito do projeto Geração XXI, contando com os seguintes autores: Catarina Durão, Andreia Oliveira, Ana Cristina Santos, Milton Severo, António Guerra, Henrique Barros e Carla Lopes (Coordenadora do Grupo de Investigação).
 
Os resultados sugerem que a idade pré-escolar pode consistir num período sensível adicional, para além dos dois primeiros anos de vida, onde o consumo excessivo de proteína, pode aumentar o risco de obesidade mais tarde na vida.
Os autores salientam ainda que, nos rapazes, uma alimentação com maior carga glicémica está associada a maior adiposidade. Naqueles com uma alimentação simultaneamente excessiva em proteína e em carga glicémica o efeito de aumento da massa gorda aparenta ser ainda maior. Nas raparigas, esta interação não foi encontrada sugerindo um efeito da alimentação na adiposidade mais dependente do total energético ingerido.
 
Tendo em conta que a idade pré-escolar é um período particularmente relevante para o estabelecimento de preferências e hábitos alimentares, Catarina Durão sublinha que “esta fase da vida pode ser uma oportunidade de excelência para intervir, já que a criança e a sua família podem estar mais abertas à mudança. Sugere-se, assim, que intervenções direcionadas a crianças em idade pré-escolar tenham particular atenção ao conteúdo proteico e carga glicémica da alimentação e não apenas ao valor energético (calorias). Por outras palavras, uma alimentação excessiva em fontes proteicas como lacticínios e carne também excessiva em produtos açucarados e cereais refinados deve ser evitada”, refere.
 
O estudo “Protein intake and dietary glycemic load of 4-year-olds and association with adiposity and serum insulin at 7 years of age: sex-nutrient and nutrient-nutrient interactions” foi publicado no “International Journal of Obesity” e pode ser consultado através do seguinte link.
 
Fonte - https://noticias.up.pt/criancas-que-ingerem-proteina-em-excesso-sofrem-maior-risco-de-obesidade/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Obesidade parental associada a atrasos do desenvolvimento infantil
Estudo publicado na revista “Pediatrics”
 
As crianças cujos pais são obesos apresentam um maior risco de desenvolver atrasos no desenvolvimento, sugere um estudo publicado na revista “Pediatrics”.

Os investigadores do Instituto Nacional de Saúde da Criança e Desenvolvimento Humano Eunice Kennedy Shriver, nos EUA, constataram que as crianças de mães obesas eram mais propensas a falharem em testes de motricidade fina, a capacidade de controlar movimentos dos pequenos músculos como aqueles realizados com os dedos e mãos.

Adicionalmente foi constatado que as crianças de pais obesos eram mais propensas a desenvolverem problemas ao nível das competências socias. No caso de ambos os pais serem obesos, as crianças eram mais propensas a falhar em testes de avaliação da capacidade de resolução de problemas.

Para esta análise os investigadores recolheram dados do estudo “Upstate KIDS”, que foi originalmente concebido para determinar se os tratamentos de fertilidade poderiam afetar o desenvolvimento infantil. O estudo envolveu mais de cinco mil mulheres quatro meses após terem dado à luz, entre 2008 e 2010.

De forma a avaliar o desenvolvimento das crianças, os pais preencheram o questionário “Idades e Fases” após realizarem várias atividades com os filhos. Este questionário não é utilizado para diagnosticar deficiências específicas, mas serve para identificar potenciais problemas, permitindo que as crianças sejam encaminhadas para testes adicionais.

As crianças foram avaliadas aos quatro meses de idade e mais seis vezes até terem completado três anos. No início do estudo as mães forneceram informações sobre o peso antes e após a gravidez, bem como o peso dos seus companheiros.

O estudo apurou que, comparativamente com as crianças cujas mães tinham um peso saudável, aquelas com mães obesas tinham um risco 70% de falharem nos testes de motricidade fina. As crianças de pais obesos eram 75% mais propensas a falharem nos testes de avaliação das competências socias. Adicionalmente verificou-se que as crianças cujos ambos os pais eram obesos eram cerca de três vezes mais propensas de falharem em testes de avaliação de resolução de problemas.

Apesar de ainda não se saber ao certo por que motivo a obesidade parental aumenta o risco das crianças terem atrasos no desenvolvimento, alguns estudo realizados em animais têm sugerido que a obesidade durante a gravidez pode promover a inflamação e afetar consequentemente o cérebro do feto.

Por outro lado, alguns estudos têm indicado que a obesidade pode afetar a expressão de genes nos espermatozoides.

No caso de a associação entre a obesidade e o atraso no desenvolvimento ser confirmada, na opinião dos investigadores os médicos poderão ter de ter em conta o peso parental quando estão a rastrear as crianças para eventuais problemas de desenvolvimento.

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/obesidade-parental-associada-a-atrasos-do-desenvolvimento-infantil?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20170109)
Vacina de nova geração contra o papilomavírus humano incluída no Programa Nacional de Vacinação
 
A vacina nonavalente contra o papilomavírus humano (HPV) comercializada pela MSD, incluída desde o início deste ano no Programa Nacional de Vacinação (PNV), para raparigas de 10 anos de idade, representa um avanço médico significativo para a Saúde pública em Portugal.
 
A vacina demonstrou uma eficácia de 97,4% na prevenção de lesões genitais de alto grau (CIN 2/3, AIS, VIN 2/3, VaIN 2/3) e respetivos cancros genitais associados aos 5 tipos de HPV adicionais (31, 33, 45, 52 e 58) versus a vacina quadrivalente até aqui utilizada (6, 11, 16 e 18). A vacina nonavalente demonstrou ainda uma eficácia de 92,9% na redução do risco de ASC‐US, ou alteração citológica de grau mais elevado e 90,2% na redução do risco de procedimentos de terapêutica excisionais do colo do útero – LEEP ou conização – causados pelos 5 tipos de HPV adicionais. A nova vacina confere também 90% de eficácia na prevenção das verrugas genitais (condiloma acuminado).
 
O HPV é responsável por 5% de todos os cancros, tanto em mulheres como em homens (região anogenital e cabeça/pescoço). Na Europa, ocorrem anualmente 80 mil novos casos de cancro atribuíveis ao HPV. Em Portugal, estima‐se que ocorram anualmente cerca de 1.700 casos de cancro do colo do útero, vulva, vagina e ânus atribuíveis ao HPV.
 
A implementação de programas de vacinação contra o HPV em todo o mundo, teve como impacto visível a redução da prevalência de infeção por HPV e do número de casos de lesões de alto grau do colo do útero e de condilomas genitais. Mais importante ainda, com base nos estudos de efetividade na vida real, espera-se que estes programas contribuam para uma redução drástica do número de casos de cancro associado ao HPV no futuro.
 
Em comunicado, a MSD afirmou: “A nossa já longa história de sucesso na investigação, produção e distribuição de vacinas é o alicerce sobre o qual queremos construir um futuro ainda mais saudável para pessoas de todas as idades em todo o mundo. A integração da área de Vacinas no portfólio da MSD fortalecerá a nossa posição como líder em vacinação e na prevenção de doenças infeciosas, contribuindo para a prevenção de doenças agora raras, como o sarampo e a papeira, e de doenças nunca antes encaradas como preveníveis, exemplo do Herpes Zoster e do cancro cervical.”
 

domingo, 8 de janeiro de 2017

Estudo revela que a doença reumática afeta a produtividade de cerca de 87% dos doentes

O estudo “Doenças Reumáticas: Produtividade, Empregabilidade e Saúde Social”, que tem como objetivo medir os prejuízos que as doenças reumáticas provocam no trabalho e nas atividades quotidianas, mostrou que 87% dos portadores de doença reumática têm, mesmo que ligeiramente, a sua produtividade afetada.

Promovido pela plataforma Portugalapto.pt, o estudo teve como objetivo avaliar a relação direta entre as doenças, o absentismo e as reformas antecipadas, bem como identificar medidas promotoras da melhoria das condições de rentabilidade laboral numa perspetiva de defesa do doente. Desta forma, permite que o doente reumático mantenha o seu trabalho, efetivando-o para que melhor se coadune com as suas limitações e capacidade individuais, motivadas em cada momento pela doença reumática.
O estudo, ainda em curso, conta com uma amostra de 358 pessoas com doença reumática diagnosticada, adultos profissionalmente ativos ou reformados de uma consulta de Reumatologia geral.

Relativamente à atual situação laboral, entre os principais resultados destaca-se que 30% dos inquiridos tiveram pelo menos um dia de baixa devido à doença reumática no último ano. Destes, 5.6% estiveram de baixa entre 120 e 265 dias. Nos doentes ativos questionados, na última semana de trabalho, registou-se um absentismo laboral semanal de mais nove horas. Por outro lado, verificou-se também que quase 50% dos inquiridos trabalhou metade das horas que devia na última semana. Em termos de produtividade, 87% dos inquiridos revelou que a doença reumática afetou, mesmo que ligeiramente, a sua produtividade. De destacar ainda que, entre os doentes reformados, 50% afirma que foi a doença reumática levou à reforma antecipada. Foram ainda apurados os níveis de presenteísmo, percentagem de prejuízo do trabalho por doença (44.6%), de absentismo, percentagem de horas de trabalho perdidas por doença (11%) e de perca de produtividade no trabalho, percentagem de prejuízo global por doença (44.5%).

Decorreu no final de 2016 uma reunião de especialistas, investigadores e associações de doentes que teve como propósito apresentar os resultados do estudo “Doenças Reumáticas: Produtividade, Empregabilidade e Saúde Social”, bem como discutir o plano de iniciativas a implementar no sentido de alterar o paradigma do impacto que estas doenças têm na produtividade dos doentes.

“Para além da necessidade de compilar toda a informação existente sobre esta temática e criar um documento de integração destes dados, é também crucial mapear os estudos de intervenção já existentes com resultados nesta área que sejam relevantes para a proposta de intervenção e para a definição de impacto. Paralelamente, este projeto terá de ser apresentado à Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social, aos Ministérios do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e ao Conselho Económico e Social”, adianta Augusto Faustino, coordenador do PortugalApto.pt. “No entanto, uma das iniciativas mais importantes é a implementação de um projeto-piloto de intervenção num determinado município. Este piloto, que irá utilizar métricas essenciais de avaliação e expectativas de custos e benefícios para melhor avaliar o impacto das doenças reumáticas na produtividade dos doentes de determinado município e o contributo dos empregadores para essa melhoria de produtividade, vai envolver empresas privadas, públicas e municipais, numa lógica de responsabilidade social. Com os resultados desta avaliação iremos criar cenários de intervenção, ajustando-os ao programa do governo, e propor incentivos e vantagens legislativas que funcionarão como recompensa às entidades empregadoras”, conclui.

Fonte - http://www.newsfarma.pt/noticias/4760-estudo-revela-que-a-doen%C3%A7a-reum%C3%A1tica-afeta-a-produtividade-de-cerca-de-87-dos-doentes.html