domingo, 8 de novembro de 2015

Doença de Huntington

disponível na revista "Plural e Singular" - 9ª edição - pp 40 e 41

www.pluralesingular.pt 

DPOC: Combater a doença através do conhecimento

Numa altura em que ainda há quem não saiba o que é nem em que consiste a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a Associação RESPIRA desenvolveram um guia prático e informativo de apoio ao doente, familiar e cuidador.

A Dr.ª Luísa Soares Branco, presidente da Associação Respira, explicou que “esta iniciativa visa ajudar e sensibilizar as pessoas para a prevenção da DPOC, necessidade de diagnóstico precoce e também para as limitações e comorbilidades de uma doença respiratória crónica grave e complexa que afecta consideravelmente a qualidade de vida”.

Para o Prof. Doutor Carlos Robalo Cordeiro, presidente da SPP, uma das melhores formas de combater uma doença é prevenindo-a através do conhecimento e das ações de sensibilização. "Apesar de todo o trabalho que se tem desenvolvido na área da sensibilização, com reconhecidos resultados a nível do conhecimento geral da sociedade, a DPOC continua a ser uma doença por muitos desconhecida e até relativizada. O seu impacto na qualidade de vida dos doentes é demasiado elevado para ser ignorado. Por estas e outras razões a SPP acredita que é importante reforçar o dialogo com a sociedade, em especial com os grupos de risco".

O livro “DPOC de A a Z” foi pensado para toda a população interessada em saúde que não conhece a DPOC ou para aqueles que pretendem aprofundar os seus conhecimentos. Tem um formato prático, estilo livro de bolso, por forma a facilitar e incentivar as pessoas a leva-lo para casa para futuras consultas.

Fonte - http://www.mypneumologia.pt/iniciativas/39-dpoc-combater-a-doen%C3%A7a-atrav%C3%A9s-do-conhecimento.html

 

Leite materno ajuda a combater a inflamação e infeção 

Estudo publicado na revista “Mucosal Immunology”


 
O leite materno, que fornece os nutrientes essenciais e anticorpos aos recém-nascidos, já há muito que é conhecido por desempenhar um papel importante no desenvolvimento infantil. O estudo agora publicado na revista “Mucosal Immunology” descobriu que o leite materno funciona como um reservatório de biomoléculas que ajuda no combate da inflamação e infeção.
 
No estudo, os investigadores do Hospital Brigham and Women's, nos EUA, descobriram moléculas conhecidas por SPM (do inglês, specialized pro-resolving mediators) no leite materno humano, tendo verificado que cada uma destas moléculas resolvia a inflamação e estimulava a resposta imunológica em modelos pré-clínicos.
 
Alguns SPM já tinham sido anteriormente detetados no leite materno, mas, de acordo com os investigadores, esta foi a primeira vez que se encontrou uma variedade tão grande de moléculas bioativas, incluindo moléculas que ajudam a eliminar as infeções, reduzir a inflamação, combater a dor e curar as feridas.
 
“O leite materno humano tem muitas propriedades protetoras importantes. Este estudo aumenta o nosso conhecimento dos benefícios fornecidos pelo leite materno”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Hildur Arnardottir.
 
Nas duas últimas décadas a equipa de investigadores tem feito descobertas importantes que ajudaram a esclarecer as vias de sinalização bioquímica que resolvem e controlam a inflamação, a dor associada à doença e a cura de feridas. Agora, neste estudo, os investigadores utilizaram técnicas de deteção rigorosas para analisar estes sinais no leite materno humano, tendo descoberto um perfil constituído por 20 moléculas com propriedade pró-resolução. Posteriormente foram testadas as contribuições de amostras de leite materno e das moléculas individualmente em modelos animais e celulares de infeção, tendo sido medido o tempo até à resolução.
 
O estudo também testou amostras de leite materno humano de mulheres com mastite, uma infeção do tecido mamário que causa dor e inflamação. Verificou-se que os níveis de SPM no leite das mulheres com mastite eram mais baixos e não resolviam a inflamação e infeção no mesmo grau que o leite materno de mulheres sem mastite. Os SPM não foram detetados no leite de vaca e no leite de fórmula.
 
“Os resultados sugerem um papel dos SPM na modelação da inflamação, infeção e estimulação da infeção durante o desenvolvimento precoce do sistema imunitário, e reforça a importância do leite materno para os bebés”, conclui um dos autores do estudo, Charles Serhan.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A

Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/leite-materno-ajuda-a-combater-a-inflamacao-e-infecao?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20151026

Mais de um milhão de portugueses têm diabetes

A população entre os 20 e os 79 anos de idade apresenta uma prevalência da diabetes de 13,1%, ou seja, esta doença atinge atualmente mais de um milhão de portugueses. Estes números, relativos a 2014, foram hoje divulgados pelo Observatório Nacional da Diabetes (OND), na apresentação do seu relatório anual.


As estatísticas apontam para uma diferença significativa entre a prevalência da doença nos homens (15,8%) e nas mulheres (10,8%). Quanto à prevalência da hiperglicemia intermédia, o OND concluiu que 27,2% da população portuguesa compreendida entre os 20 e os 79 anos apresenta esta alteração metabólica, sugestiva de pré-diabetes. Somando este número à estatística da prevalência da diabetes, considera-se que 40,3% da população, no grupo etário indicado, tem ou está em risco de ter diabetes.

Os dados recolhidos pelo OND dão conta de um forte aumento da prevalência da doença à medida que a idade aumenta e que mais de um quarto das pessoas entre os 60 e os 79 anos de idade tem diabetes. A propósito destes números, o ministro da Saúde, Dr. Fernando Leal da Costa, afirmou durante a apresentação do relatório que esta é uma doença que apresenta uma tendência crescente ao longo dos anos, justificada pelo envelhecimento da população.

Estima-se que o tratamento da diabetes consuma 1% do PIB nacional.

NF Diabetes dentro 43417

O relatório anual "Factos e Números da Diabetes 2014" foi hoje apresentado na Escola da Diabetes, em Lisboa. Presentes na apresentação estiveram também o Dr. Francisco George, diretor-geral da Saúde, o Prof. Dr. José Luís Medina, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), o Dr. José Manuel Boavida, director do Programa Nacional para a Diabetes (PND) e o Dr. Luís Gardete Correia, coordenador do Observatório Nacional da Diabetes (OND).
Fonte - http://www.newsfarma.pt/noticias/3196-mais-de-um-milh%C3%A3o-de-portugueses-tem-diabetes

domingo, 11 de outubro de 2015

Intervenções precoces promovem hábitos saudáveis

Estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology”
A introdução de comportamentos saudáveis nas crianças em idade pré-escolar melhora o seu conhecimento, atitude e hábitos relativamente à adoção de uma dieta saudável e prática de exercício físico, o que poderá conduzir a uma redução da gordura corporal, atesta um estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology”.
Os investigadores preveem que este tipo de intervenções precoces não só se traduza num conhecimento duradouro dos hábitos saudáveis, como também possa encorajar os pais a adotar estilos de vida saudáveis. O estudo apurou que a adoção de dietas pouco saudáveis desde cedo pode contribuir para a doença cardiovascular mais tarde na vida e que determinadas condições de doença cardíaca podem ser definidas aos três anos de idade.
Para o estudo os investigadores contaram com a participação de mais de duas mil crianças oriundas de 24 escolas públicas de Madrid. As crianças foram submetidas a um programa de intervenção de estilo de vida saudável que envolveu a escola, professores e família com o intuito de promover a saúde cardiovascular através de dieta saudável, aumento da atividade física, a compreensão do corpo humano e gestão de emoções.
As crianças foram acompanhadas ao longo do programa e expostas a intervenções de estilo de vida ao longo de três, dois ou um, ano dependendo da idade que tinham no início do programa. Os participantes foram avaliados por psicólogos pediátricos no início do programa e anualmente ao longo de três anos através de um questionário para determinar o seu conhecimento, atitude e hábitos relativamente à dieta, prática de atividade física e corpo humano.
O estudo apurou que as crianças inseridas no programa tiveram um pontuação 5,5%, 7,7% e 4,9% maior no conhecimento, atitude e hábitos do que aquelas que não receberam qualquer intervenção após o primeiro, segundo e terceiro ano, respetivamente.
No geral as pontuações foram influenciadas pelo nível de escolaridade e capacidade financeira dos pais. Não houve diferença na pontuação quando foi tida em conta a idade dos pais, mas verificou-se um maior impacto na pontuação nas crianças cujos pais eram de origem europeia.
Foram também medidos o peso corporal, estatura, perímetro da cintura, dobras cutâneas e Índice de Massa Corporal (IMC). A prevalência de obesidade entre as crianças no final de três anos foi de 1,1% no grupo de intervenção, comparativamente com 1,3% no grupo de controlo. O total de crianças com excesso de peso foi de 7% no grupo de intervenção e 7,4% no grupo de controlo. As maiores mudanças positivas na gordura corporal foram observadas nas crianças com três anos de idade que tiveram três anos de intervenções. As intervenções com uma duração de menos de dois anos não foram bem-sucedidas na redução da gordura corporal.
"Até agora, os médicos têm-se centrado na doença cardiovascular, a qual se manifesta normalmente em fases posteriores da vida. Agora, temos de concentrar a nossa atenção na fase oposta da vida – precisamos de começar a promover a saúde nos primeiros anos, entre os três e os cinco anos de idade, para prevenir a doença cardiovascular", conclui uma das autoras do estudo, Valentin Fuster.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www2.alert-online.com/pt/news/health-portal/intervencoes-precoces-promovem-habitos-saudaveis?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20151006)
Crianças portuguesas estão mais sedentárias 

Estudo "Independência de Mobilidade das Crianças"

 
Uma avaliação sobre a mobilidade infantil em 16 países concluiu que Portugal está na cauda da tabela, uma situação que tem consequências graves para o aproveitamento escolar e, sobretudo, para a saúde pública, alerta o coordenador do estudo português.
 
“Estamos numa situação caótica. As nossas crianças estão fechadas, amarradas, em casa, não têm liberdade de ação, não vão a pé para a escola, não brincam na rua. Estamos a viver uma situação insustentável, o que designo por sedentarismo infantil”, disse à agência Lusa o coordenador do estudo português, Carlos Neto, professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa.
 
O estudo português, “Independência de Mobilidade das Crianças”, concluiu que há alterações necessárias de políticas públicas “mais ousadas”, pensadas para as crianças para inverter a atual situação: políticas que permitam aos mais novos brincar e desfrutar do espaço exterior, que permitam uma maior harmonização entre a vida familiar, escolar e em comunidade, e políticas urbanas que incluam uma planificação “mais amiga” das crianças e as encare como parte integrante e participante da sociedade.
 
“[…] não temos cidades preparadas para as crianças. Não há qualquer convite à atividade física. […] Temos as crianças muito sentadas e pouco ativas. Precisamos de uma verdadeira revolução na forma como podemos tornar as crianças mais ativas e com mais saúde, física e mental”, disse Carlos Neto.
 
Na opinião do coordenador deste estudo em Portugal as crianças têm cada vez menos liberdade para serem crianças e fazerem coisas necessárias ao seu crescimento como correr, nadar, dançar, subir às árvores. Afirma que se estão a criar crianças “imaturas e sedentárias” e que as consequências se vão pagar a médio e longo prazo.
 
“Não é só a obesidade, são também as doenças cardiovasculares, as relacionadas com o foro emocional e afetivo, e, acima de tudo, com uma socialização difícil para as crianças do nosso país poderem fazer. Temos que mudar a escola, o estilo de vida das famílias. […] Estamos convencidos que isto tem consequências no sucesso escolar e no grau de felicidade das crianças, porque vão ter dificuldades de adaptação na vida adulta”, disse.
 
O professor da Faculdade de Motricidade Humana recordou que “estudos demonstram que crianças mais ativas e com maior socialização no recreio aprendem mais dentro da sala de aula, têm mais sucesso escolar”.
 
Um dos aspetos estudados neste trabalho, o trajeto casa-escola, mostra que apenas 35% das crianças com 8 ou 9 anos vão a pé para a escola e que nesta faixa etária nenhuma vai de bicicleta. As que são levadas de carro são a grande maioria (56%).
 
Só por volta dos 12 anos a grande maioria das crianças portugueses inquiridas neste estudo (80%) teve permissão para ir sozinha para a escola ou atravessar sozinha estradas municipais. Só aos 15 anos a maioria tem autorização para andar sozinha de transportes públicos ou para circular de bicicleta sem supervisão em estradas principais.
 
O estudo apurou ainda que as diferenças entre litoral e interior são cada vez mais esbatidas e que ao nível do sedentarismo os comportamentos são os mesmos.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.(http://www2.alert-online.com/pt/news/health-portal/criancas-portuguesas-estao-mais-sedentarias?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20151006)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Obesidade na infância: prevenção começa na gravidez
Estudo publicado no “The American Journal of Clinical Nutrition”


As condições a que os bebés são expostos durante a gravidez e logo a seguir ao parto afetam o risco de desenvolvimento da obesidade mais tarde na vida, sugere um estudo publicado no “The American Journal of Clinical Nutrition”.
 
Estudos anteriores já tinham identificado vários fatores de risco precoces, mas poucos foram aqueles que avaliaram a dimensão dos seus efeitos combinados. Agora, este novo estudo realizado pelos investigadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, sugere que a presença de um elevado número destes fatores de risco é um forte indicador do excesso de peso ou obesidade na infância.
 
Neste estudo, os investigadores decidiram analisar cinco fatores de risco da obesidade presentes no início da vida, tais como, amamentação de curta duração (menos de um mês), bem como quatro fatores maternos durante a gravidez: obesidade, excesso de peso ganho na gravidez, hábitos tabágicos e níveis baixos de vitamina D.
 
O estudo apurou que, aos quatro anos de idade, as crianças que tinham quatro ou cinco destes fatores apresentavam um risco 3,99 maior de terem excesso de peso ou serem obesas, comparativamente com aquelas que não tinham sido expostas a nenhum destes fatores. Verificou-se ainda que, em média, a massa gorda destas crianças era 19% mais elevada.
 
Aos seis anos de idade, o risco destas crianças terem excesso de peso ou serem obesas era 4,65 vezes maior e a massa gorda era 47% mais elevada. Estas diferenças mantiveram-se inalteradas mesmo após os investigadores terem tomado em consideração a qualidade da dieta adotada pelas crianças, bem como os níveis de atividade física.
 
“O início da vida pode ser um período crítico onde o apetite e a regulação do equilíbrio energético são programados, os quais têm consequências no risco de ganho de peso em excesso, ao longo da vida. Apesar do reconhecimento da importância da prevenção precoce, muito do foco está nas crianças em idade escolar”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Sian Robinson.
 
De acordo com os investigadores, este estudo sugere que as intervenções para prevenir a obesidade devem começar desde cedo, mesmo antes da conceção. Ter um peso saudável e não fumar pode ser a chave.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www1.alert-online.com/pt/news/health-portal/obesidade-na-infancia-prevencao-comeca-na-gravidez?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20150209)