segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Níveis de ácido lácteo podem indicar inicio do envelhecimento cerebral
Estudo publicado na revista “PNAS”


O processo de envelhecimento pode ser controlado, medindo os níveis de ácido láctico presente no cérebro, refere um estudo do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia, publicado na edição online da revista “Proceedings of National Academy of Sciences” (PNAS).
 
Estudos anteriores estabeleceram uma associação entre disfunções mitocondriais e doenças neurodegenerativas associadas à idade, como a doença de Alzheimer e Parkinson. Neste estudo, os investigadores utilizaram ratinhos com o envelhecimento normal e prematuro para investigar a relação entre danos ocorridos na mitocôndria – organelo responsável pela produção de energia na célula – e alterações do metabolismo durante o processo de envelhecimento.
 
Os cientistas, liderados por Lars Olson, verificaram que os danos ocorridos nas mitocôndrias aumentavam ligeiramente com a idade dos ratinhos, alterando a expressão de determinados genes que controlam a formação de ácido láctico. Segundo os autores do estudo, essa mudança resulta num maior nível de ácido láctico no cérebro que pode ser detectado através de técnicas de imagem não invasivas. As descobertas também sugerem que os níveis de ácido láctico aumentam antes de outros indicadores do envelhecimento e, na ausência de investigação adicional, poderiam ser usados para detectar doenças associadas à idade do sistema nervoso central.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www2.alert-online.com/pt/news/health-portal/niveis-de-acido-lacteo-podem-indicar-inicio-do-envelhecimento-cerebral)

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Crianças pré-termo: ambiente pós-natal é determinante
Estudo publicado no “The Journal of Pediatrics”


Quando chegam à adolescência, as crianças pré-termo tem um cérebro com as mesmas capacidades que os das crianças nascidas a termo, sugere um estudo publicado no “The Journal of Pediatrics”.
 
Estudos anteriores tinham demonstrado que os bebés pré-termo apresentavam dificuldades cognitivas na infância. Contudo, este estudo realizado pelos investigadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, traz notícias positivas.
 
Os investigadores, liderados por Julia Pitcher, avaliaram as capacidades cognitivas de 145 crianças pré-termo e de termo que tinham 12 anos na altura em que o estudo foi realizado. Foram também recolhidos dados sobre o grau de desvantagem social das crianças na altura do nascimento e aos 12 anos.
 
O estudo apurou que as crianças nascidas a termo tendiam a ter melhores capacidades cognitivas incluindo memória de trabalho, eficácia no processamento de informação e capacidade intelectual. Contudo, o ambiente pós-natal parece ter um papel muito importante na capacidade da criança pré-termo conseguir ou não superar o risco inicial de desenvolvimento cerebral reduzido.
 
A reduzida conetividade do cérebro, associada a deficiências microestruturais do nascimento prematuro contribui para o aparecimento de problemas cognitivos nestas crianças. “Contudo, estes problemas são passíveis de melhoria, dependendo do ambiente em que a criança cresce, particularmente ao longo da infância, e pode explicar por que motivo algumas crianças pré-termo têm melhores capacidades que outras”, explicou, Julia Pitcher.
 
A investigadora acrescentou que o que não se sabe ainda é como os diferentes fatores do ambiente habitacional ditam aspetos específicos do desenvolvimento cerebral. Contudo, sabe-se que a nutrição e que o enriquecimento através da estimulação física e intelectual parecem ter papéis fundamentais.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. http://www2.alert-online.com/pt/news/health-portal/criancas-pre-termo-ambiente-pos-natal-e-determinante?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20140804

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Investigadores descobrem como eliminar células estaminais cancerígenas


Vega Naredo e Paulo Oliveira 09a78Uma equipa internacional liderada por investigadores da Universidade de Coimbra (UC) descobriu como eliminar células estaminais cancerígenas através da manipulação da sua produção de energia.
De acordo com várias evidências científicas, as células estaminais cancerígenas podem funcionar como uma semente. Resistem aos tratamentos convencionais e podem proliferar e gerar novas células malignas, sendo responsáveis pela reincidência de vários tipos de cancros.

O estudo, que acaba de ser publicado na revista científica "Cell Death and Differentiation", do grupo Nature, foi desenvolvido ao longo dos últimos seis anos por uma equipa internacional coordenada por investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em parceria com as Universidades do Minnesota-Duluth e Mercer, nos EUA, com o objetivo de alterar e eliminar células estaminais cancerígenas através da manipulação da sua produção de energia.

Financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pelo programa europeu FP7, através de uma bolsa Marie-Curie, a investigação centrou-se em identificar como é que os processos de geração de energia em células estaminais cancerígenas estão interligados com os fenómenos de diferenciação (transformação) celular e resistência a agentes anticancerígenos.

Com as experiências realizadas num modelo de linha celular estaminal de carcinoma embrionário (um tipo de tumor raro que pode afetar os ovários e testículos), "verificou-se uma remodelação celular na população estaminal cancerígena através da manipulação da função da mitocôndria, um organelo responsável pela geração de energia nas células. Esta remodelação celular faz com que as células se tornem mais suscetíveis a agentes antitumorais. O estudo mostrou também que, pelo menos no sistema celular avaliado, terapias que estimulem a função da mitocôndria podem levar a uma alteração no fenótipo da população estaminal tumoral, diminuindo a sua resistência a terapias convencionais", sublinha Paulo Oliveira, coordenador do estudo e investigador do CNC, citado em comunicado.

Em comunicado, Ignacio Vega-Naredo, o primeiro autor do trabalho publicado, diz que agora "pretende-se investigar de que forma as defesas das células estaminais cancerígenas são diminuídas quando ocorre o processo de diferenciação celular forçado por um aumento da função mitocondrial. Isso permitirá criar uma série de novos alvos para uma terapia mais eficaz contra aquele tipo de células".

Os investigadores conseguiram ainda, e pela primeira vez, através da técnica de ressonância magnética nuclear (RMN), fazer uma detalhada análise do perfil metabólico deste tipo de células antes e depois do seu processo de diferenciação, o que permitiu identificar alterações chave da produção de energia.

Fonte - http://www.newsfarma.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1771:investigadores-descobrem-como-eliminar-c%C3%A9lulas-estaminais-cancer%C3%ADgenas&catid=10:noticias&Itemid=113

terça-feira, 24 de junho de 2014

Dor crónica em Portugal ascende aos 4.600 milhões de euros
Estudo da Universidade do Porto


Os custos diretos e indiretos anuais relacionados com a dor crónica em Portugal ascendem aos 4.600 milhões de euros, dá conta um estudo da Faculdade de Medicina do Porto.
 
“A investigação demonstrou que os custos diretos anuais, relacionados com consultas, exames e tratamentos para a dor, atingiram um valor de 1.997 milhões de euros, enquanto os custos indiretos anuais, devidos ao absentismo, aposentação precoce e perda de emprego, atingem os 2.645 milhões de euros, contabilizando, assim, um custo total anual de 4.611 milhões de euros. Este valor é manifestamente significativo, representando 2,7% do PIB nacional”, explicou o coordenador da investigação Luís Azevedo.
 
O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, apurou também que a média dos custos totais anuais por indivíduo com dor crónica foi de 1.883 euros, estando 43% relacionados com custos diretos e 57% com custos indiretos.
 
“Além da sua alta frequência e o seu impacto individual e social, a dor crónica tem mostrado estar fortemente associada a uma grande utilização de serviços de saúde, a uma importante redução da produtividade no trabalho e consequentemente a grandes custos diretos e indiretos”, acrescentou Luís Azevedo.
 
O estudo foi realizado, numa primeira fase, a partir de uma amostra de 5.094 pessoas, selecionadas aleatoriamente e representativas da população adulta portuguesa. A segunda fase do estudo contemplou uma análise mais detalhada de 562 pessoas com dor crónica identificadas na primeira fase.
 
Em Portugal, a dor crónica afeta mais de 30 por cento dos adultos portugueses. É uma situação de dor persistente que, se não for seguida e tratada de modo adequado, poderá afetar gravemente a qualidade de vida das pessoas e pode levar à incapacidade total ou parcial para o trabalho.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A 8http://www2.alert-online.com/pt/news/health-portal/dor-cronica-em-portugal-ascende-aos-4600-milhoes-de-euros?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20140623)
Infeções dos recém-nascidos: uma questão de baixa memória imunológica?
Estudo publicado no “Journal of Immunology”

 
O sistema imunológico dos recém-nascidos é visto, à luz da crença popular, como um sistema fraco que torna as crianças mais suscetíveis ao desenvolvimento de infeções. Contudo, o estudo publicado no “Journal of Immunology” defende que, na verdade, o sistema imune dos recém-nascidos responde mais rapidamente às infeções e é mais forte do que o dos adultos, tendo no entanto uma memória imunológica mais pequena.
 
O sistema imunológico é composto por uma rede de células, tecidos e órgãos que protegem o organismo contra os patogénios, como bactérias e vírus. Sabe-se que nos primeiros meses de vida, os bebés não são capazes de combater as infeções da mesma forma que os adultos. Contudo, até à data, ainda não se sabia ao certo por que motivo isto ocorria.
 
Os investigadores da Universidade de Cornell, nos EUA, explicam que a “força” do sistema imune de um indivíduo depende da formação de linfócitos T de memória. Estas células são capazes de se “lembrar” dos contactos prévios que tiveram com os agentes patogénicos. Assim, sempre que os encontram de novo, são capazes de responder de uma forma rápida e eficaz. Na verdade, os adultos produzem um número elevado de linfócitos T durante a infeção e cerca de 10% destas células adquirem uma memória de longa duração.
 
Contudo, os investigadores verificaram que o mesmo não ocorre nas crianças. Após terem estimulado o sistema imune de adultos e crianças com o mesmo tipo de infeção, foi verificado que os linfócitos T produzidos pelas crianças tinham uma resposta mais rápida e mais forte. No entanto, estas células tinham um tempo de vida curto e uma baixa memória.
 
Desta forma, o sistema imune é obrigado a iniciar o mesmo processo de aprendizagem vezes sem conta, sempre que encontra o mesmo patogénio ao longo da vida.
 
Na opinião dos investigadores, esta descoberta poderá ajudar a desenvolver novas formas de imunização que poderão proteger mais eficazmente os bebés e crianças contra doenças infeciosas. 
 
“A vacina ideal seria apenas constituída por um única dose ao nascimento, que fosse capaz de gerar uma imunidade de longa duração. Esse tipo de vacina ainda não existe porque até agora não se compreendeu por que motivo as crianças perdem a imunidade tão rapidamente. Os nossos resultados podem porém alterar a forma como as crianças são imunizadas e em última análise conduzir a formas mais eficazes de aumentar a imunidade no início da vida”, revelou, em comunicado de imprensa o líder do estudo, Brian Rudd.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.  (http://www2.alert-online.com/pt/news/health-portal/infecoes-dos-recem-nascidos-uma-questao-de-baixa-memoria-imunologica?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20140623)