sexta-feira, 22 de março de 2013


 
Associação Salvador lança aplicação para visitantes com mobilidade reduzida 
 
A Associação Salvador lançou ontem a aplicação Portugal Acessível Mobile que visa facilitar as deslocações e fomentar o turismo de pessoas com mobilidade reduzida, uma ferramenta que se destina aos portugueses e também aos turistas estrangeiros de férias em Portugal.
 
Disponível em português, inglês e alemão, a nova aplicação para smartphones inclui informações sobre as acessibilidades físicas de diversos espaços a nível nacional, num total de 3.500 espaços de alojamento, cultura e lazer, restaurantes, praias, transportes, entre outros, devendo incluir também itinerários turísticos acessíveis em breve.
 
“A grande mais-valia em relação a outros guias é o facto de todos os espaços serem visitados pessoalmente por um elemento da Associação Salvador, garantindo assim a fiabilidade da informação disponibilizada”, lê-se em comunicado da associação.
 
A nova aplicação conta com o patrocínio da Fundação PT e da Microsoft, está disponível para aparelhos com sistema iOS, Android e Windows phone, tendo sido lançada ontem, pelas 12h00, em Lisboa.
 
“A nova aplicação Portugal Acessível Mobile não é um mero guia de locais acessíveis para as pessoas com deficiência motora; é, também, uma forma de explicar que, para uma sociedade ser democrática, é fundamental que, todos, sem excepção, tenham o direito a aceder aos mesmos locais em condições de igualdade”, afirma Salvador Mendes de Almeida, fundador da Associação Salvador.
 
O responsável explica ainda que a aplicação Portugal Acessível Mobile pretende também “fomentar o turismo acessível, possibilitando que os turistas estrangeiros com mobilidade reduzida tenham acesso a informação útil que possa facilitar a sua estadia”. 
 
Fonte - http://www.turisver.com/article.php?id=60478

segunda-feira, 4 de março de 2013

Caminhar reduz risco de acidente vascular cerebral
Estudo publicado na revista “Stroke”


As mulheres que caminham mais de três horas por semana apresentam um menor risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), dá conta um estudo publicado na revista “Stroke”.
 
O estudo, conduzido pelos investigadores da Consejería de Sanidad de Murcia, em Espanha, contou com a participação de 33.000 homens e mulheres que tinham idades compreendidas entre 29 e 69 anos. Todos os participantes foram questionados sobre a quantidade de exercício físico que tinham praticado entre 1992 e 1996. Os participantes foram acompanhados até 2006 e foram quantificados o número de complicações cardiovasculares que tinham ocorrido.
 
O estudo apurou que, em comparação com as mulheres que praticavam pouco exercício físico ou que praticavam exercício cardiovascular de elevada intensidade, as que caminhavam pelo menos 210 minutos (3 horas) por semana apresentavam um menor risco de desenvolver um AVC.
 
No final do período de acompanhamento, os investigadores verificaram que tinham ocorrido 442 AVC entre os participantes. Uma análise mais detalhada demonstrou que as mulheres que caminhavam mais de três horas por semana apresentavam um risco 43% menor de desenvolver AVC, comparativamente com as que não praticavam qualquer atividade física.
 
Contudo, foi verificado que as caminhadas semanais não diminuíram o risco de desenvolvimento de AVC entre os homens. Na opinião dos autores do estudo, estes resultados podem ser atribuídos ao facto de os homens incluídos neste estudo se encontrarem, em média, em melhor forma.
 
“A mensagem para a população geral é sempre a mesma, ou seja, a prática de atividade física moderada é boa para a saúde”, revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, José María Huerta.
 
Na verdade a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática de pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana, de forma a manter uma vida saudável e a impedir a ocorrência de problemas cardiovasculares.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/caminhar-reduz-risco-de-acidente-vascular-cerebral)
Cancro da mama: ácidos gordos ómega-3 são benéficos
Estudo publicado no “Journal of Nutritional Biochemistry”


Uma dieta rica em ácidos gordos ómega-3 pode inibir o crescimento de tumores da mama, dá conta um estudo publicado no “Journal of Nutritional Biochemistry”.
 
O cancro da mama continua a ser a forma mais comum de cancro entre mulheres em todo o mundo e é a segunda principal causa de morte por cancro do sexo feminino. Há muito que se acredita que a dieta pode ajudar significativamente na prevenção do cancro. Contudo, os estudos epidemiológicos realizados até à data não têm fornecido resultados consistentes.
 
“Há desafios inerentes à condução e medição da dieta neste tipo de estudos, o que tem dificultado a capacidade de estabelecer, solidamente, a ligação entre a dieta e o risco de desenvolvimento de cancro. Assim, neste estudo resolvemos utilizar ferramentas genéticas modernas para resolver uma questão nutricional clássica”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, David Ma.
 
Para o estudo os investigadores University of Guelph, no Canadá, criaram ratinhos transgénicos capazes de produzir ácidos gordos ómega-3 e de desenvolver tumores da mama agressivos. Os investigadores compararam estes animais com outros geneticamente modificados que apenas desenvolviam os mesmos tumores.
 
O estudo apurou que os ratinhos que produziam ácidos gordos ómega-3 desenvolviam apenas dois terços dos tumores e estes eram 30% mais pequenos comparativamente com os do grupo de controlo. “Esta diferença pode ser claramente atribuída à presença dos ácidos gordos ómega-3 nos ratinhos transgénicos”, disse o investigador.
 
Segundo David Ma, o facto de um nutriente ter um efeito significativo no desenvolvimento e crescimento dos tumores é algo de admirável e tem implicações consideráveis na prevenção do cancro da mama.
 
O investigador espera que estes resultados conduzam a mais investigação tendo em conta os efeitos que a dieta poderá ter na redução do risco do cancro. “A importância da prevenção tem aumentado. Estamos a trabalhar para construir um planeta melhor, o que inclui a adoção de um estilo de vida e dieta mais saudável”, conclui David Ma.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/cancro-da-mama-acidos-gordos-omega-3-sao-beneficos?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20130304)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Diabetes excedeu um milhão em 2011
Dados do Observatório Nacional da Diabetes

O número de diabéticos em Portugal excedeu um milhão em 2011 e aumentaram os jovens até aos 19 anos com a doença, de acordo com dados do Observatório Nacional da Diabetes.
 
De acordo com o relatório, ao qual a agência Lusa teve acesso, mais de uma em cada dez pessoas em Portugal tem diabetes, mas destas quase metade (44%) ainda não está diagnosticada.
 
Um novo indicador disponibilizado no relatório deste ano aponta para uma perda de sete anos de vida por cada óbito na população com idade inferior a 70 anos.
 
Apesar deste cenário negativo, há sinais de que o sistema de saúde tem conseguido uma evolução positiva relativamente às complicações associadas à doença, nomeadamente a maior redução de amputações dos últimos 10 anos (-11%) e a melhoria dos registos nos cuidados primários.
 
O relatório também dá conta que, na última década, o número de novos casos aumentou de 377 por cada 100 mil indivíduos (em 2000) para 652 (em 2011).
 
“Os valores são preocupantes quando verificamos que nos últimos 10 anos o aumento da incidência da Diabetes é de 80%”, sublinha o observatório.
 
Quanto à prevalência da doença em 2011, foi de 12,7% na população com idades entre os 19 e os 79 anos (correspondendo ao total de cerca de um milhão).
 
O relatório destaca ainda a incidência da Diabetes Tipo 1 nas crianças e nos jovens portugueses, tendo-se registado em 2011 mais de 3.000 casos em jovens até aos 19 anos.
 
De acordo com os dados divulgados, a prevalência da Diabetes Gestacional também está a crescer, tendo abrangido 4,9% das parturientes que utilizaram o Serviço Nacional de Saúde em 2011, num total de 3.809 casos.
 
Relativamente ao número de Anos Potenciais de Vida Perdidos por cada óbito, a Diabetes representou, em 2010, cerca de sete anos de vida perdida.
 
O observatório sublinha que estes dados são “preocupantes” e alerta para a necessidade de adoção de medidas no combate à diabetes, com uma maior aposta na prevenção, no diagnóstico precoce e no acompanhamento das pessoas com a doença.
 
Fonte - http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/diabetes-excedeu-um-milhao-em-2011?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20130226 ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Constipações: o que dita uma maior suscetibilidade
Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”


Investigadores da Carnegie Mellon University, nos EUA, identificaram um marcador biológico no sistema imunológico que ajuda a determinar a capacidade de um indivíduo em combater um simples constipação, dá conta um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”.
 
Este estudo, liderado pelo investigador Sheldon Cohen, dá conta que o tamanho dos telómeros – pequenas cápsulas proteicas que protegem as extremidades dos cromossomas - determina a resistência a infeções do trato respiratório superior em adultos jovens e de meia-idade.
 
O comprimento dos telómeros é um indicador do envelhecimento, ficando estes mais pequenos à medida que idade avança. A diminuição do tamanho dos telómeros tem sido associada ao desenvolvimento precoce de doenças associadas à idade, como doenças cardiovasculares e cancro. Contudo, até à data ainda não era conhecido o papel do comprimento dos telómeros na saúde dos jovens adultos ou nos indivíduos de meia-idade.
 
Neste estudo, os investigadores mediram o comprimento de telómeros dos leucócitos de 152 indivíduos saudáveis que tinham entre 18 e 55 anos de idade. Posteriormente, os participantes foram expostos a um vírus causador de uma constipação comum. Cinco dias mais tarde os investigadores verificaram se de fato o vírus tinha causado infeção.
 
O estudo apurou que os participantes que tinham telómeros mais curtos apresentavam um maior risco de ficarem infetados com o vírus. Apesar de não se ter constatado uma associação entre o tamanho dos telómeros e a infeção nos jovens adultos, a partir dos 22 anos o tamanho dos telómeros começou a prever se os indivíduos iriam desenvolver infeção. À medida que a idade dos participantes aumentava, o tamanho dos telómeros tornava-se um fator preditivo mais eficaz.
 
Os investigadores também constataram que o tamanho dos telómeros de um tipo específico de leucócitos, os CD8CD28, era um fator preditivo mais preciso da infeção e dos sintomas de constipação, comparativamente com o tamanho dos telómeros de outro tipo de leucócitos.
 
Os autores do estudo explicam que este tipo de leucócitos tem um papel importante na eliminação de células infetadas, assim aquelas com telómeros mais curtos têm um a menor capacidade de exercer as suas funções.
 
Apesar de este ser um estudo preliminar, segundo Sheldon Cohen, estes resultados sugerem que o comprimento dos telómeros é um indicador relativamente consistente ao longo da vida e que pode começar a prever suscetibilidade à doença na idade adulta jovem.
 
Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/constipacoes-o-que-dita-uma-maior-suscetibilidade?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20130226 - ALERT Life Sciences Computing, S.A

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Amamentar reduz risco de cancro do ovário em quase dois terços

Notícia do Portal de Oncologia Português de 15 de Janeiro de 2013.

O aleitamento materno pode reduzir o risco de cancro do ovário em quase dois terços, de acordo com um estudo realizado por cientistas australianos. A pesquisa sugere ainda que quanto mais a mulher continuar a amamentar, maior é a protecção contra a doença. As informações são do Daily Mail, avança o portal Isaúde.

A equipa da Curtin University estudou 493 mulheres diagnosticadas com cancro do ovário e comparou-as com 472 voluntárias saudáveis da mesma idade. Cada uma respondeu a um questionário sobre quantos filhos tiveram e por quanto tempo amamentaram cada um.
Os resultados mostraram que aquelas que amamentaram uma criança por pelo menos 13 meses tinham 63% menos probabilidade de desenvolver um tumor do que aquelas que o fizeram por menos de sete meses.

Segundo os investigadores, quanto mais crianças as mulheres tinham, maior o efeito protector. Mães que tinham três filhos e amamentaram por um total de 31 meses ou mais reduziram o seu risco tumores de ovário em 91%.

A equipa acredita que a explicação seja que a amamentação retarda a ovulação e os cientistas acreditam que um maior número de ovulações aumenta o risco de formação de células mutantes devido à exposição a altos níveis de estrogénio.

A pesquisa foi publicada no American Journal of Clinical Nutrition

 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Chá verde reduz risco de cancros gastrointestinais
Estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”

As mulheres que consomem chá verde apresentam um menor risco de desenvolver alguns dos cancros do sistema digestivo, nomeadamente cancro do estômago, esófago, e colo-rectal, sugere um estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”.
 
Para o estudo os investigadores da Vanderbilt University School of Medicine e do National Cancer Institute, nos EUA, e do Shanghai Cancer Institute, na China, contaram com a participação de 75.000 mulheres chinesas de meia-idade. Todas as participantes foram questionadas sobre o consumo de chá e quantidade ingeridas. A maioria das mulheres revelou consumir preferencialmente chá verde.
 
O estudo apurou que as participantes que consumiam regularmente chá, pelo menos três chávenas três vezes por semana durante seis meses, apresentavam um risco 17% menor de desenvolver cancros do sistema digestivo. Foi verificado que a diminuição do risco estava associada com o aumento da quantidade da ingestão de chá. As mulheres que bebiam duas a três chávenas por dia tinham um risco 21% menor de desenvolver estes tipos de cancros.
 
O estudo apurou que o consumo regular de chá verde, ao longo de 20 anos, reduzia em 27% e em 29% o risco de desenvolvimento de cancros do sistema digestivo e do cancro colo-retal, respetivamente. De acordo com líder do estudo, Sarah Nechuta, estes resultados sugerem que a exposição cumulativa ao chá poder ser particularmente importante.
 
Os autores do estudo explicam que o chá contém polifenóis ou químicos naturais, incluindo as catequinas. Este flavonóide tem propriedades antioxidantes que poderão inibir o desenvolvimento do cancro através da redução dos danos no ADN e inibir o crescimento e a invasão das células tumorais.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/cha-verde-reduz-risco-de-cancros-gastrointestinais)