segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Amamentar reduz risco de cancro do ovário em quase dois terços

Notícia do Portal de Oncologia Português de 15 de Janeiro de 2013.

O aleitamento materno pode reduzir o risco de cancro do ovário em quase dois terços, de acordo com um estudo realizado por cientistas australianos. A pesquisa sugere ainda que quanto mais a mulher continuar a amamentar, maior é a protecção contra a doença. As informações são do Daily Mail, avança o portal Isaúde.

A equipa da Curtin University estudou 493 mulheres diagnosticadas com cancro do ovário e comparou-as com 472 voluntárias saudáveis da mesma idade. Cada uma respondeu a um questionário sobre quantos filhos tiveram e por quanto tempo amamentaram cada um.
Os resultados mostraram que aquelas que amamentaram uma criança por pelo menos 13 meses tinham 63% menos probabilidade de desenvolver um tumor do que aquelas que o fizeram por menos de sete meses.

Segundo os investigadores, quanto mais crianças as mulheres tinham, maior o efeito protector. Mães que tinham três filhos e amamentaram por um total de 31 meses ou mais reduziram o seu risco tumores de ovário em 91%.

A equipa acredita que a explicação seja que a amamentação retarda a ovulação e os cientistas acreditam que um maior número de ovulações aumenta o risco de formação de células mutantes devido à exposição a altos níveis de estrogénio.

A pesquisa foi publicada no American Journal of Clinical Nutrition

 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Chá verde reduz risco de cancros gastrointestinais
Estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”

As mulheres que consomem chá verde apresentam um menor risco de desenvolver alguns dos cancros do sistema digestivo, nomeadamente cancro do estômago, esófago, e colo-rectal, sugere um estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”.
 
Para o estudo os investigadores da Vanderbilt University School of Medicine e do National Cancer Institute, nos EUA, e do Shanghai Cancer Institute, na China, contaram com a participação de 75.000 mulheres chinesas de meia-idade. Todas as participantes foram questionadas sobre o consumo de chá e quantidade ingeridas. A maioria das mulheres revelou consumir preferencialmente chá verde.
 
O estudo apurou que as participantes que consumiam regularmente chá, pelo menos três chávenas três vezes por semana durante seis meses, apresentavam um risco 17% menor de desenvolver cancros do sistema digestivo. Foi verificado que a diminuição do risco estava associada com o aumento da quantidade da ingestão de chá. As mulheres que bebiam duas a três chávenas por dia tinham um risco 21% menor de desenvolver estes tipos de cancros.
 
O estudo apurou que o consumo regular de chá verde, ao longo de 20 anos, reduzia em 27% e em 29% o risco de desenvolvimento de cancros do sistema digestivo e do cancro colo-retal, respetivamente. De acordo com líder do estudo, Sarah Nechuta, estes resultados sugerem que a exposição cumulativa ao chá poder ser particularmente importante.
 
Os autores do estudo explicam que o chá contém polifenóis ou químicos naturais, incluindo as catequinas. Este flavonóide tem propriedades antioxidantes que poderão inibir o desenvolvimento do cancro através da redução dos danos no ADN e inibir o crescimento e a invasão das células tumorais.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/cha-verde-reduz-risco-de-cancros-gastrointestinais)
Doença de Parkinson: no caminho de melhores tratamentos
Estudo publicado na “Nature”

O circuito do cérebro que se pensava inibir o movimento também é ativado na iniciação do movimento, sugere um estudo publicado na revista “Nature”.
 
Este estudo, liderado pelo investigador português Rui Costa, abre assim caminho para tratamentos mais adequados de doenças como a de Parkinson. O estudo ao qual a agência Lusa teve acesso refere que o cérebro tem os chamados gânglios da base, que desempenham um papel fundamental, nomeadamente ao nível do controlo motor. Os gânglios têm dois circuitos - um direto (que se pensava favorecer o movimento) e um indireto (que se julgava inibir o movimento).
 
"Quando iniciamos um movimento, o que é que acontece aos neurónios que estão num circuito e noutro?" Esta foi a pergunta colocada pela equipa de investigação.
 
Após terem monitorizado a atividade dos dois circuitos no cérebro de ratinhos, os investigadores chegaram à conclusão de que ambos são necessários para que o movimento fosse iniciado.
 
"A atividade coordenada de ambos os circuitos é que leva à iniciação do movimento", disse o cientista. Assim na opinião do investigador da Fundação Champalimaud, os resultados indicam que a estratégia usada para tratar disfunções do movimento, como a doença de Parkinson, não tem sido a mais correta.
 
"Na doença de Parkinson, pensava-se que o circuito indireto estava muito mais ativo do que o normal, o que significava que essa sobreatividade causava a falta do movimento, inibia o movimento. Fazer com que esse circuito ficasse menos ativo, ou fosse mais ativado o circuito direto, seria um possível tratamento", descreveu.
 
Contudo, "seria muito melhor tentar ativar coordenadamente os dois circuitos, o que em parte já está a ser feito através da estimulação cerebral profunda", acrescentou Rui Costa.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/doenca-de-parkinson-no-caminho-de-melhores-tratamentos?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20130204)
Frutas e vegetais diminuem risco de um tipo de cancro da mama
Estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute”

O consumo de vegetais está associado a um menor risco de cancro da mama do tipo recetor de estrogénio (ER) negativo, revela um estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute”.
 
Já há algum tempo que a comunidade científica tem colocado a hipótese de o risco de desenvolvimento do cancro da mama poder ser diminuído através do consumo de frutas e vegetais. Contudo, os dados obtidos até à data têm sido inconclusivos.
 
O estudo refere que existem vários subtipos de cancro da mama, incluindo o ER negativo e o positivo, tendo cada um etiologias distintas. Uma vez que o cancro do tipo ER negativo, tem uma taxa de sobrevivência mais baixa e é menos dependente dos níveis de estrogénio do que o ER positivo, é necessário um grande número de amostras para determinar se há realmente uma associação entre este tipo de cancro e o consumo de frutas e vegetais.
 
Assim, neste estudo os investigadores da Harvard School of Public Health, nos EUA, analisaram os dados de 20 estudos nos quais as mulheres tinham sido acompanhadas entre 11 a 20 anos. Foi investigado para cada estudo, a associação entre os diferentes níveis de consumo de vegetais e fruta e o risco de desenvolvimento de cancro. Posteriormente os investigadores combinaram as estimativas específicas de cada estudo e geraram uma estimativa global.
 
Os investigadores apuraram que o consumo total de frutas e vegetais estava significativamente associado a um menor risco de desenvolvimento de cancro do tipo ER negativo, mas não afetava o desenvolvimento dos tumores ER positivo. Os resultados indicaram que o risco de desenvolvimento de cancro ER negativo era afetado principalmente pelo consumo de vegetais.
 
Os autores do estudo concluem assim que estes resultados demonstram que o benefício do consumo de vegetais, e em menor extensão o de frutas, no risco de desenvolvimento de cancro ER negativo. Contudo, estes achados necessitam de uma interpretação cuidada, uma vez que pode haver alguns fatores que podem influenciar os resultados, nomeadamente a agregação de comportamentos saudáveis.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/frutas-e-vegetais-diminuem-risco-de-um-tipo-de-cancro-da-mama?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20130204)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Novo biomaterial desenvolvido para preparação de cartilagem
Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma nova técnica de reparação de cartilagem, que promove o crescimento de tecido novo saudável, dá conta um estudo publicado na “Science Translational Medicine”.
 
A equipa de investigadores do Translational Tissue Engineering Center (TTEC) da Johns Hopkins University School of Medicine, EUA, inseriu, após intervenção cirúrgica em cartilagem danificada, uma estrutura comparável a um andaime de “hidrogel” na lesão, que funciona como suporte e fomenta o processo de recuperação.
 
“O nosso estudo-piloto indica que o novo implante funciona tão bem em pacientes como em laboratório. Sendo assim, esperamos que se torne parte da rotina dos cuidados e que melhore a recuperação”, afirmou a autora do estudo, Jennifer Elisseeff.
 
A cartilagem, que é um material resistente mas flexível, dá forma às orelhas e nariz e reveste a superfície das articulações permitindo que estas se movimentem com facilidade. A cartilagem pode ser danificada devido a lesões, doenças ou genes alterados.
 
A microfratura, uma técnica normalmente utilizada na reparação da cartilagem, consiste na punção de buracos minúsculos num osso próximo da cartilagem danificada. Estes buracos estimulam as células estaminais especializadas do próprio paciente a emergirem da medula óssea, formando nova cartilagem acima do osso.
 
No entanto, quando a cartilagem é afetada por lesões, esta técnica muitas vezes não é bem-sucedida na estimulação do crescimento de nova cartilagem ou conduz à produção de nova cartilagem menos resistente.
 
Mediante esta problemática, a equipa de investigadores de engenharia de tecidos conjeturou sobre a necessidade de construírem uma estrutura que favorecesse o crescimento das células estaminais especializadas. Após terem experimentado vários materiais, a equipa conseguiu desenvolver um hidrogel e um adesivo que o une ao osso.
 
O hidrogel desenvolvido foi implantado em 15 pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas de microfratura padrão. Outros três pacientes foram somente submetidos a microfratura para efeitos de comparação.
 
Seis meses após as intervenções, a equipa observou que nos pacientes que tinham recebido os implantes, além de não terem sentido grandes problemas com o implante, a produção de cartilagem cobria uma média de 86% da lesão no joelho, enquanto nos pacientes que tinham sido submetidos apenas à microfratura a reposição de tecido perfazia uma média de 64%. Os pacientes com o implante tinham menos dores no joelho seis meses após a intervenção cirúrgica.
 
A equipa encontra-se agora a desenvolver um implante de próxima geração, que combina o hidrogel e o adesivo num material único. Entretanto, encontram-se também a desenvolver tecnologias de lubrificação das articulações e de redução da inflamação.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/novo-biomaterial-desenvolvido-para-preparacao-de-cartilagem?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20130121)
Flavonóides protegem contra a doença de Parkinson
Estudo publicado na revista “Neurology”

Os homens que consomem alimentos ricos em flavonóides, tais como frutas, chá, maçãs e vinho tinto apresentam um menor risco de desenvolver doença de Parkinson, sugere um estudo publicado na revista “Neurology”.
 
Estudos anteriores já tinham revelado que o consumo deste tipo de compostos estava associado com uma maior proteção contra várias doenças incluindo as cardiovasculares, hipertensão, alguns tipos de cancro e demência.
 
Para este estudo os investigadores da Harvard University e da University of East Anglia contaram com a participação de 130.000 indivíduos, dos quais 800 desenvolveram doença de Parkinson durante os vinte anos do período de acompanhamento. Após os investigadores terem analisado cuidadosamente as suas dietas e ajustado a idade e os seus estilos de vida, verificaram que os participantes do sexo masculino que consumiam mais flavonóides apresentavam um risco 40% menor de desenvolver doença de Parkinson do que aqueles que consumiam menores quantidades destes compostos. Contudo, esta associação não foi verificada para as mulheres.
 
“Este é o primeiro estudo realizado em humanos que analisa a associação entre o consumo de flavonoides e o risco de desenvolver doença de Parkinson, tendo os resultados sugerido que existe uma sub-classe destes compostos, conhecidos por antocianinas, que podem ter efeitos neuroprotetores”, revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Xiang Gao.
 
O estudo revelou que os participantes que consumiam mais de uma porção de frutos silvestres, que são ricos em antocianinas, por semana, tinham um risco 25% menor de desenvolver doença de Parkinson, em comparação com os que não ingeriam este tipo de frutos.
 
“Tendo em conta os outros potenciais efeitos para a saúde dos frutos silvestres, tais como a diminuição do risco de hipertensão, conforme constatado em estudos anteriores, é aconselhável a introdução destes frutos na dieta”, aconselhou o investigador.
 
“Este estudo levanta muitas questões interessantes sobre o modo como a dieta pode influenciar o risco de desenvolvimento da doença de Parkinson”, revelou o diretor do Parkinson's UK, Kieran Breen.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/flavonoides-protegem-contra-a-doenca-de-parkinson)
Tratamento da doença de Parkinson despoleta criatividade
Estudo publicado na revista “Behavioral Neuroscience”


A toma de fármacos, capazes de aumentar a atividade da dopamina no cérebro, pelos pacientes com doença de Parkinson está a conduzir ao desenvolvimento de novos talentos criativos nomeadamente ao nível da pintura, escultura e escrita, dá conta um estudo publicado na revista “Behavioral Neuroscience”.
 
A investigadora Rivka Inzelberg da Tel Aviv University, em Israel, deparou-se com este fenómeno quando os seus pacientes lhe começaram a oferecer obras de arte da sua autoria. Após ter analisado vários casos, a investigadora conclui que todos os pacientes que se tinham tornado mais criativos estavam a ser medicados com percursores sintéticos da dopamina ou com agonistas do recetor deste neurotransmissor.
 
Rivka Inzelberg explica que a dopamina está envolvida em várias vias do sistema neurológico e que ajuda na transmissão dos comandos motores. Na verdade, a ausência deste transmissor nos pacientes com doença de Parkinson está associada aos tremores e à dificuldade de coordenação dos movimentos. No entanto, a dopamina está também envolvida no sistema de recompensa.
 
A investigadora refere que há muito que se sabe que a dopamina e a arte estão associadas, citando o exemplo do pintor Vincent Van Gogh que sofria de psicose. É possível que a sua criatividade fosse o resultado da sua psicose, a qual acredita-se ser causada por um aumento espontâneo dos níveis de dopamina no cérebro.
 
O estudo refere que os talentos desenvolvidos pelos pacientes foram vários. Rivka Inzelberg dá o exemplo de um arquiteto que começou a desenhar e pintar figuras humanas após o tratamento, ou um paciente que se tornou um poeta premiado. Na opinião da investigadora é possível que estes pacientes estejam a expressar talentos latentes, que nunca tiveram coragem de mostrar anteriormente.
 
Os tratamentos indutores da dopamina estão também associados à perda do controlo do impulso, resultando por vezes em comportamentos associados à prática de hobbies ou de jogos de uma forma excessiva. Este aumento da motivação artística pode também estar associado a esta redução da inibição, permitindo que os pacientes abracem a sua criatividade.
 
De acordo com Rivka Inzelberg estas expressões artísticas têm um potencial terapêutico promissor, tanto a nível psicológico como fisiológico. Foi também constatado que alguns pacientes se sentiam mais felizes quando estavam ocupados com os trabalhos de arte e as suas limitações motoras diminuíram significativamente.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/tratamento-da-doenca-de-parkinson-despoleta-criatividade?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20130121)