quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Frutas e vegetais diminuem risco de um tipo de cancro da mama
Estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute”

O consumo de vegetais está associado a um menor risco de cancro da mama do tipo recetor de estrogénio (ER) negativo, revela um estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute”.
 
Já há algum tempo que a comunidade científica tem colocado a hipótese de o risco de desenvolvimento do cancro da mama poder ser diminuído através do consumo de frutas e vegetais. Contudo, os dados obtidos até à data têm sido inconclusivos.
 
O estudo refere que existem vários subtipos de cancro da mama, incluindo o ER negativo e o positivo, tendo cada um etiologias distintas. Uma vez que o cancro do tipo ER negativo, tem uma taxa de sobrevivência mais baixa e é menos dependente dos níveis de estrogénio do que o ER positivo, é necessário um grande número de amostras para determinar se há realmente uma associação entre este tipo de cancro e o consumo de frutas e vegetais.
 
Assim, neste estudo os investigadores da Harvard School of Public Health, nos EUA, analisaram os dados de 20 estudos nos quais as mulheres tinham sido acompanhadas entre 11 a 20 anos. Foi investigado para cada estudo, a associação entre os diferentes níveis de consumo de vegetais e fruta e o risco de desenvolvimento de cancro. Posteriormente os investigadores combinaram as estimativas específicas de cada estudo e geraram uma estimativa global.
 
Os investigadores apuraram que o consumo total de frutas e vegetais estava significativamente associado a um menor risco de desenvolvimento de cancro do tipo ER negativo, mas não afetava o desenvolvimento dos tumores ER positivo. Os resultados indicaram que o risco de desenvolvimento de cancro ER negativo era afetado principalmente pelo consumo de vegetais.
 
Os autores do estudo concluem assim que estes resultados demonstram que o benefício do consumo de vegetais, e em menor extensão o de frutas, no risco de desenvolvimento de cancro ER negativo. Contudo, estes achados necessitam de uma interpretação cuidada, uma vez que pode haver alguns fatores que podem influenciar os resultados, nomeadamente a agregação de comportamentos saudáveis.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/frutas-e-vegetais-diminuem-risco-de-um-tipo-de-cancro-da-mama?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20130204)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Novo biomaterial desenvolvido para preparação de cartilagem
Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma nova técnica de reparação de cartilagem, que promove o crescimento de tecido novo saudável, dá conta um estudo publicado na “Science Translational Medicine”.
 
A equipa de investigadores do Translational Tissue Engineering Center (TTEC) da Johns Hopkins University School of Medicine, EUA, inseriu, após intervenção cirúrgica em cartilagem danificada, uma estrutura comparável a um andaime de “hidrogel” na lesão, que funciona como suporte e fomenta o processo de recuperação.
 
“O nosso estudo-piloto indica que o novo implante funciona tão bem em pacientes como em laboratório. Sendo assim, esperamos que se torne parte da rotina dos cuidados e que melhore a recuperação”, afirmou a autora do estudo, Jennifer Elisseeff.
 
A cartilagem, que é um material resistente mas flexível, dá forma às orelhas e nariz e reveste a superfície das articulações permitindo que estas se movimentem com facilidade. A cartilagem pode ser danificada devido a lesões, doenças ou genes alterados.
 
A microfratura, uma técnica normalmente utilizada na reparação da cartilagem, consiste na punção de buracos minúsculos num osso próximo da cartilagem danificada. Estes buracos estimulam as células estaminais especializadas do próprio paciente a emergirem da medula óssea, formando nova cartilagem acima do osso.
 
No entanto, quando a cartilagem é afetada por lesões, esta técnica muitas vezes não é bem-sucedida na estimulação do crescimento de nova cartilagem ou conduz à produção de nova cartilagem menos resistente.
 
Mediante esta problemática, a equipa de investigadores de engenharia de tecidos conjeturou sobre a necessidade de construírem uma estrutura que favorecesse o crescimento das células estaminais especializadas. Após terem experimentado vários materiais, a equipa conseguiu desenvolver um hidrogel e um adesivo que o une ao osso.
 
O hidrogel desenvolvido foi implantado em 15 pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas de microfratura padrão. Outros três pacientes foram somente submetidos a microfratura para efeitos de comparação.
 
Seis meses após as intervenções, a equipa observou que nos pacientes que tinham recebido os implantes, além de não terem sentido grandes problemas com o implante, a produção de cartilagem cobria uma média de 86% da lesão no joelho, enquanto nos pacientes que tinham sido submetidos apenas à microfratura a reposição de tecido perfazia uma média de 64%. Os pacientes com o implante tinham menos dores no joelho seis meses após a intervenção cirúrgica.
 
A equipa encontra-se agora a desenvolver um implante de próxima geração, que combina o hidrogel e o adesivo num material único. Entretanto, encontram-se também a desenvolver tecnologias de lubrificação das articulações e de redução da inflamação.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/novo-biomaterial-desenvolvido-para-preparacao-de-cartilagem?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20130121)
Flavonóides protegem contra a doença de Parkinson
Estudo publicado na revista “Neurology”

Os homens que consomem alimentos ricos em flavonóides, tais como frutas, chá, maçãs e vinho tinto apresentam um menor risco de desenvolver doença de Parkinson, sugere um estudo publicado na revista “Neurology”.
 
Estudos anteriores já tinham revelado que o consumo deste tipo de compostos estava associado com uma maior proteção contra várias doenças incluindo as cardiovasculares, hipertensão, alguns tipos de cancro e demência.
 
Para este estudo os investigadores da Harvard University e da University of East Anglia contaram com a participação de 130.000 indivíduos, dos quais 800 desenvolveram doença de Parkinson durante os vinte anos do período de acompanhamento. Após os investigadores terem analisado cuidadosamente as suas dietas e ajustado a idade e os seus estilos de vida, verificaram que os participantes do sexo masculino que consumiam mais flavonóides apresentavam um risco 40% menor de desenvolver doença de Parkinson do que aqueles que consumiam menores quantidades destes compostos. Contudo, esta associação não foi verificada para as mulheres.
 
“Este é o primeiro estudo realizado em humanos que analisa a associação entre o consumo de flavonoides e o risco de desenvolver doença de Parkinson, tendo os resultados sugerido que existe uma sub-classe destes compostos, conhecidos por antocianinas, que podem ter efeitos neuroprotetores”, revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Xiang Gao.
 
O estudo revelou que os participantes que consumiam mais de uma porção de frutos silvestres, que são ricos em antocianinas, por semana, tinham um risco 25% menor de desenvolver doença de Parkinson, em comparação com os que não ingeriam este tipo de frutos.
 
“Tendo em conta os outros potenciais efeitos para a saúde dos frutos silvestres, tais como a diminuição do risco de hipertensão, conforme constatado em estudos anteriores, é aconselhável a introdução destes frutos na dieta”, aconselhou o investigador.
 
“Este estudo levanta muitas questões interessantes sobre o modo como a dieta pode influenciar o risco de desenvolvimento da doença de Parkinson”, revelou o diretor do Parkinson's UK, Kieran Breen.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/flavonoides-protegem-contra-a-doenca-de-parkinson)
Tratamento da doença de Parkinson despoleta criatividade
Estudo publicado na revista “Behavioral Neuroscience”


A toma de fármacos, capazes de aumentar a atividade da dopamina no cérebro, pelos pacientes com doença de Parkinson está a conduzir ao desenvolvimento de novos talentos criativos nomeadamente ao nível da pintura, escultura e escrita, dá conta um estudo publicado na revista “Behavioral Neuroscience”.
 
A investigadora Rivka Inzelberg da Tel Aviv University, em Israel, deparou-se com este fenómeno quando os seus pacientes lhe começaram a oferecer obras de arte da sua autoria. Após ter analisado vários casos, a investigadora conclui que todos os pacientes que se tinham tornado mais criativos estavam a ser medicados com percursores sintéticos da dopamina ou com agonistas do recetor deste neurotransmissor.
 
Rivka Inzelberg explica que a dopamina está envolvida em várias vias do sistema neurológico e que ajuda na transmissão dos comandos motores. Na verdade, a ausência deste transmissor nos pacientes com doença de Parkinson está associada aos tremores e à dificuldade de coordenação dos movimentos. No entanto, a dopamina está também envolvida no sistema de recompensa.
 
A investigadora refere que há muito que se sabe que a dopamina e a arte estão associadas, citando o exemplo do pintor Vincent Van Gogh que sofria de psicose. É possível que a sua criatividade fosse o resultado da sua psicose, a qual acredita-se ser causada por um aumento espontâneo dos níveis de dopamina no cérebro.
 
O estudo refere que os talentos desenvolvidos pelos pacientes foram vários. Rivka Inzelberg dá o exemplo de um arquiteto que começou a desenhar e pintar figuras humanas após o tratamento, ou um paciente que se tornou um poeta premiado. Na opinião da investigadora é possível que estes pacientes estejam a expressar talentos latentes, que nunca tiveram coragem de mostrar anteriormente.
 
Os tratamentos indutores da dopamina estão também associados à perda do controlo do impulso, resultando por vezes em comportamentos associados à prática de hobbies ou de jogos de uma forma excessiva. Este aumento da motivação artística pode também estar associado a esta redução da inibição, permitindo que os pacientes abracem a sua criatividade.
 
De acordo com Rivka Inzelberg estas expressões artísticas têm um potencial terapêutico promissor, tanto a nível psicológico como fisiológico. Foi também constatado que alguns pacientes se sentiam mais felizes quando estavam ocupados com os trabalhos de arte e as suas limitações motoras diminuíram significativamente.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/tratamento-da-doenca-de-parkinson-despoleta-criatividade?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20130121)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Identificado gene associado ao cancro da mama e ovário
Estudo publicado na “Nature”
26 Dezembro 2012


Investigadores do Reino Unido identificaram mutações num único gene que estão associadas a um maior risco de cancro da mama e ovário, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.
 
Para o estudo, os investigadores do Institute of Cancer Research, no Reino Unido, contaram com a participação de 7.781 mulheres com cancro da mama ou ovários e 5.861 mulheres que integraram o grupo de controlo. Foi verificado que uma em cada cinco mulheres com mutações no gene PPM1D desenvolvia um dos tipos de cancro, o que corresponde ao dobro do risco habitual de cancro da mama e a um risco  dez vezes maior para o cancro do ovário.
 
Os investigadores referem que o PPM1D parece funcionar de uma forma completamente distinta dos outros genes que estão envolvidos no aumento do risco de desenvolvimento do cancro da mama e do ovário, incluindo os genes BRCA1 e BRCA2. 
 
Habitualmente as pessoas possuem duas cópias de cada gene. Para a maioria dos genes causadores do cancro, uma das cópias mutada é herdada e está presente em cada célula, enquanto o tumor contém a segunda cópia mutada. Contudo, foi verificado que no caso das mutações no gene PPM1D estas não são herdadas e estão apenas presentes nas células sanguíneas. Não foram encontradas mutações no gene PPM1D nas células do ovário, em mamas saudáveis ou células cancerígenas.
 
Os investigadores explicam que as mutações no PPMD1 aumentam excessivamente a atividade do gene, o que por sua vez conduz a uma diminuição da atividade do gene TP53, um dos genes mutados das células cancerígenas mais comuns.
 
“Esta é uma das descobertas mais interessantes e entusiasmantes. Não sabemos ao certo de que modo as mutações no TP53 estão associadas ao cancro da mama e do ovário, mas estes resultados alteram radicalmente a forma como os genes e o cancro estão relacionados”, revelou em comunicado de imprensa o líder do estudo, Nazneen Rahman.
 
O investigador acrescenta ainda que estes resultados poderão ser também benéficos em termos clínicos, especialmente para o cancro do ovário o qual é muitas vezes diagnosticado numa fase já avançada. Se a mulher tiver conhecimento que tem uma mutação no gene PPM1D e tem uma probabilidade em cinco de desenvolver cancro do ovário, deverá considerar remover os seus ovários.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A.  (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/identificado-gene-associado-ao-cancro-da-mama-e-ovario?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121231)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Hidrocefalia: nova causa foi descoberta
Estudo publicado na “Nature Medicine”


Investigadores americanos descobriram uma nova causa para a hidrocefalia, refere um estudo publicado na “Nature Medicine”.
 
Esta doença, que afeta entre um a três bebés por cada 1.000 nascimentos, envolve a acumulação de fluido nas cavidades do cérebro conhecidas como ventrículos. Caso o excesso de fluido não seja removido, os ventrículos expandem-se podendo causar danos cerebrais graves e morte. Apesar de a hidrocefalia ser um dos tipos mais comuns de problemas cerebrais dos recém-nascidos, os tratamentos não sofreram muitas alterações ao longo do último meio século. Este envolve a cirurgia cerebral invasiva para drenar o fluido, a qual apresenta muitas vezes complicações e apresenta falhas, o que significa que as crianças por vezes necessitam de ser submetidas a cirurgias repetidas.
 
Dado as extremas limitações de tratamento, o desenvolvimento de terapias não invasivas poderiam revolucionar o tratamento desta doença, referiu, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Calvin Carter.
 
Assim, neste estudo os investigadores da University of Iowa, nos EUA, utilizaram um modelo de ratinho com hidrocefalia, para estudar um tipo específico de células imaturas conhecidas por células precursoras neuronais, que se diferenciam na maioria das células cerebrais, incluindo os neurónios e as células gliais. Os investigadores focaram-se num subgrupo específico de células precursoras neuronais que foram recentemente identificadas e que estão envolvidas no normal desenvolvimento dos ventrículos.
 
O estudo refere que durante o desenvolvimento cerebral, esta população de células imaturas prolifera e morre de acordo com um processo preciso e coordenado de forma produzir ventrículos normais. Os investigadores verificaram que há um desequilíbrio na proliferação e sobrevivência destas células que conduz à hidrocefalia nos ratinhos
 
O desequilíbrio é causado por problemas nas vias de sinalização envolvidas na morte ou proliferação desse tipo de células precursoras neuronais. Foi verificado que, no modelo animal, estes dois processos estão alterados, as células morrem a uma taxa duas vezes maior do que o habitual e proliferam a metade da taxa.
 
Após terem identificado o problema, os investigadores demonstraram que o tratamento com lítio restaurava a proliferação normal das células precursoras e reduzia a hidrocefalia nos ratinhos.
 
"Os nossos resultados demonstraram, pela primeira vez, que as células neuronais progenitoras estão envolvidas no desenvolvimento de hidrocefalia neonatal. Fomos também os primeiros a manipular o desenvolvimento destas células e a tratar com sucesso a hidrocefalia neonatal, algo que abre portas para o desenvolvimento de novas estratégias e para o tratamento desta e de outras doenças neurológicas”, conclui Calvin Carter.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/hidrocefalia-nova-causa-foi-descoberta?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121203)
Hipertiroidismo aumenta risco de arritmia cardíaca
Estudo publicado no “British Medical Journal”

 
Os indivíduos com glândula da tiroide hiperativa, hipertiroidismo, têm um risco aumentado de desenvolver arritmia cardíaca, conhecida como fibrilhação auricular, dá conta um estudo publicado no “British Medical Journal”.

O hipertiroidismo ocorre quando a glândula da tiroide produz uma hormona, a tiroxima, em quantidades muito elevadas, o que acelera as funções do organismo. Aproximadamente uma em cada cem mulheres e um em cada mil homens desenvolvem hipertiroidismo em algum momento da sua vida, podendo esta doença ocorrer em qualquer idade.

Já era sabido que o hipertiroidismo severo estava associado a um risco mais elevado de fibrilhação auricular, mas não era ainda claro se o hipertiroidismo moderado (subclínico) tinha o mesmo efeito. Eram também escassos os dados disponíveis relativos à associação entre o hipotiroidismo e a fibrilhação auricular.

Neste estudo uma equipa de investigadores dinamarqueses decidiu analisar o risco de fibrilhação auricular em indivíduos com distúrbios da tiroide, tendo para isso analisado os dados de em 586.460 participantes que tinham realizado testes sanguíneos à função tiroideia, entre 2000 e 2010.

O teste à função tiroideia mede os níveis sanguíneos da hormona estimuladora da tiróide (TSH). Nos indivíduos com hipertiroidismo, os níveis de TSH são usualmente baixos, enquanto nos indivíduos com hipotiroidismo, os valores tendem a ser mais elevados.

O estudo apurou que ao longo de um período médio de cinco anos e meio de acompanhamento, 17,154 (3%) dos pacientes foram diagnosticados com fibrilhação auricular, sendo 53% destes dos sexo feminino. Comparativamente com os pacientes que tinham uma função tiroideia normal, o risco de fibrilhação auricular aumentou com a diminuição da hormona estimuladora da tiroide.  

Os investigadores verificaram que os pacientes com hipotiroidismo subclínico tinham um risco 30% maior de fibrilhação auricular, enquanto nos que tinham uma função tiroideia normal alta, o risco aumentava apenas 12% maior. Por outro lado, o hipotiroidismo foi associado a menor risco de fibrilhação auricular.

Os autores do estudo concluem que estes resultados apoiam assim o rastreio da fibrilhação auricular para os pacientes com doença tiroideia.

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/hipertiroidismo-aumenta-risco-de-arritmia-cardiaca?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121203)