segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Hipertiroidismo aumenta risco de arritmia cardíaca
Estudo publicado no “British Medical Journal”

 
Os indivíduos com glândula da tiroide hiperativa, hipertiroidismo, têm um risco aumentado de desenvolver arritmia cardíaca, conhecida como fibrilhação auricular, dá conta um estudo publicado no “British Medical Journal”.

O hipertiroidismo ocorre quando a glândula da tiroide produz uma hormona, a tiroxima, em quantidades muito elevadas, o que acelera as funções do organismo. Aproximadamente uma em cada cem mulheres e um em cada mil homens desenvolvem hipertiroidismo em algum momento da sua vida, podendo esta doença ocorrer em qualquer idade.

Já era sabido que o hipertiroidismo severo estava associado a um risco mais elevado de fibrilhação auricular, mas não era ainda claro se o hipertiroidismo moderado (subclínico) tinha o mesmo efeito. Eram também escassos os dados disponíveis relativos à associação entre o hipotiroidismo e a fibrilhação auricular.

Neste estudo uma equipa de investigadores dinamarqueses decidiu analisar o risco de fibrilhação auricular em indivíduos com distúrbios da tiroide, tendo para isso analisado os dados de em 586.460 participantes que tinham realizado testes sanguíneos à função tiroideia, entre 2000 e 2010.

O teste à função tiroideia mede os níveis sanguíneos da hormona estimuladora da tiróide (TSH). Nos indivíduos com hipertiroidismo, os níveis de TSH são usualmente baixos, enquanto nos indivíduos com hipotiroidismo, os valores tendem a ser mais elevados.

O estudo apurou que ao longo de um período médio de cinco anos e meio de acompanhamento, 17,154 (3%) dos pacientes foram diagnosticados com fibrilhação auricular, sendo 53% destes dos sexo feminino. Comparativamente com os pacientes que tinham uma função tiroideia normal, o risco de fibrilhação auricular aumentou com a diminuição da hormona estimuladora da tiroide.  

Os investigadores verificaram que os pacientes com hipotiroidismo subclínico tinham um risco 30% maior de fibrilhação auricular, enquanto nos que tinham uma função tiroideia normal alta, o risco aumentava apenas 12% maior. Por outro lado, o hipotiroidismo foi associado a menor risco de fibrilhação auricular.

Os autores do estudo concluem que estes resultados apoiam assim o rastreio da fibrilhação auricular para os pacientes com doença tiroideia.

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/hipertiroidismo-aumenta-risco-de-arritmia-cardiaca?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121203)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Exercício físico aumenta esperança de vida em 4,5 anos
Estudo publicado na “PLoS Medicine”
09 Novembro 2012
 

A prática de exercício físico, mesmo a níveis relativamente baixos, está associada a uma maior longevidade, refere um estudo publicado na revista “PLoS Medicine”.
 
De forma a avaliar o efeito que a atividade física tinha na esperança de vida, os investigadores do National Cancer Institute, nos EUA, contaram com a participação de 650.000 indivíduos que tinham, em média, mais de 40 anos.
 
Após terem em conta alguns fatores que poderiam afetar a esperança de vida, os investigadores constataram que esta era 3,4 vezes maior para os indivíduos que praticavam um nível de atividade física recomendado. O Department of Health and Human Services, nos EUA, recomenda a prática de 2,5 horas de atividade aeróbica regular, por semana, de intensidade moderada ou 1,25 horas de intensidade elevada.
 
O estudo apurou que os participantes que praticavam o dobro da atividade física recomendada prolongavam a sua vida em 4,5 anos. Foi verificado que uma maior atividade física estava associada a uma maior longevidade. Contudo, mesmo os indivíduos que apenas praticavam metade da atividade física recomendada tinham um aumento da esperança de vida em 1,8 anos.
 
Os autores do estudo também analisaram qual o efeito da atividade física e da obesidade na esperança de vida. Foi constatado que a obesidade encurtava a esperança de vida, mas a atividade física ajudava a diminuir os seus efeitos. Os participantes obesos e inativos viveram, em média, menos cinco a sete anos do que os indivíduos que apresentavam um peso normal e tinham uma atividade física moderada.
 
Os investigadores, liderados por Steven Moore, concluíram que estes resultados são importante pois poderão ajudar a convencer as pessoas inativas que a prática de atividade física moderada tem realmente benefícios para a saúde, mesmo que não resulte na perda de peso.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/exercicio-fisico-aumenta-esperanca-de-vida-em-45-anos?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121112)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

"ReumaCensus"
Estudo da Sociedade Portuguesa de Reumatologia
15 Outubro 2012

O estudo epidemiológico transversal "ReumaCensus" apurou que 70% dos mais de 4.000 portugueses inquiridos apresentam sintomas de doenças reumáticas.
 
O estudo realizado pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) teve como objetivo a avaliação das doenças reumáticas no país e identificar qual a sua prevalência entre a população portuguesa.
 
A notícia avançada pela agência Lusa refere que após um ano a "correr o País de norte a sul", a Sociedade Portuguesa de Reumatologia estimou que dos 4.211 entrevistados, 2.910 apresentam sintomatologia reumática, tendo, até à data, 1.381 pessoas sido reencaminhadas para a consulta com o médico reumatologista".
 
A média de idades dos inquiridos "situou-se por volta dos 51 anos de idade", sendo, na sua maioria, mulheres (62 por cento), precisa a SPR, em comunicado.
 
O estudo teve início em setembro de 2011 e foi constituído por duas fases: a aplicação de um questionário e um exame para confirmação do diagnóstico, ao qual foram sujeitas as pessoas com "screening" positivo no primeiro questionário, e vinte por cento dos inquiridos com screening negativo.
 
Quanto às doenças reumáticas, são consideradas doenças crónicas as que afetam o sistema musculosquelético, ou seja músculos, ossos e cartilagens.
 
As causas podem ter diversas origens, entre as quais degenerativas – em que o aparelho locomotor vai perdendo as suas características originais, como nos casos de artrose e osteoporose -, imunológica e inflamatória, como é o caso da artrite reumatóide, espondilite anquilosante, lúpus eritematoso sistémico e a esclerodermia infeciosa, como as artrites reativas, ou metabólicas, como a gota.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/reumacensus)
Artrite reumatóide aumenta risco de formação de coágulos
Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”
08 Outubro 2012

Os indivíduos com artrite reumatóide têm um maior risco de tromboembolismo venoso (formação de coágulos nas veias), refere um estudo publicado, no “Journal of the American Medical Association”.
 
Apesar de a admissão em hospitais ser também um fator de risco para o tromboembolismo venoso nos pacientes com artrite reumatóide, os investigadores do Karolinska Institute, na Suécia, verificaram que este não era maior do que para a população geral. Acredita-se que a hospitalização aumenta os riscos de formação de coágulos neste tipo de pacientes porque a inflamação crónica pode facilitar a formação de coágulos. Contudo, esta presunção pode conduzir a conclusões erradas sobre os mecanismos biológicos responsáveis pelo tromboembolismo venoso nos pacientes com artrite reumatóide e desencadear tratamentos inapropriados.
 
Neste estudo os investigadores utilizaram dois grupos de indivíduos. Um grupo incluiu 37.856 pacientes com artrite reumatóide e 169.921 indivíduos saudáveis. O outro grupo era constituído por 7.904 pacientes e 37.350 indivíduos que ingressaram o grupo de controlo.
 
Os investigadores constataram que os pacientes com artrite reumatóide apresentavam um maior risco de tromboembolismo venoso em comparação com a população em geral, 5,9% e 2,7% por 1000 pessoas ano, respetivamente. O início do aparecimento dos sintomas da artrite reumatóide não estava estaticamente associado com história de tromboembolismo venoso.
 
O estudo apurou também que, no primeiro ano após o diagnóstico, os pacientes com artrite reumatóide tinham, em comparação com os indivíduos saudáveis, um risco aumentado de tromboembolismo venoso, 3.8% e 2.4% por 1000 pessoas ano, respetivamente. Contudo, este risco permaneceu inalterado ao longo da primeira década após o diagnóstico
 
Assim, os investigadores concluem que “em comparação com a população em geral, os pacientes suecos com artrite reumatóide tinham um elevado risco de tromboembolismo venoso, mantendo-se este estável 10 anos após o diagnóstico”.
 
A artrite reumatóide é uma doença crónica, progressiva e incapacitante que provoca inflamação, dor e inchaço das articulações. A inflamação persistente pode danificar articulações afetadas. O grau de deficiência varia em função da gravidade, mas, eventualmente, afeta a capacidade da pessoa para realizar as tarefas diárias.
 
As mulheres são três vezes mais propensas a desenvolver a doença do que os homens, afetando mais frequentemente indivíduos entre os 40 e 60 anos.
 
Atualmente ainda não existe cura para esta doença autoimune, mas quanto mais cedo for diagnosticada maior é o efeito do tratamento no seu curso e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/artrite-reumatoide-aumenta-risco-de-formacao-de-coagulos?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121015)
Tomate diminui risco de acidente vascular cerebral
Estudo publicado na revista “Neurology”
11 Outubro 2012

O consumo de tomate diminui o risco de acidente vascular cerebral (AVC), revela um estudo publicado na revista “Neurology”.
 
Estudos anteriores já tinham constatado que o tomate apresentava vários benefícios para a saúde. Em 2011, os investigadores do the National Center for Food Safety & Technology, revelaram que um maior consumo de tomate poderia proteger contra o desenvolvimento de cancro, osteoporose e doenças cardiovasculares.
 
Neste estudo, os investigadores da University of Eastern, na Finlândia, contaram com a participação de 1.031 homens finlandeses que tinham entre 46 e 65 anos. A concentração sanguínea de um antioxidante presente no tomate, o licopeno, foi medida no início do estudo e periodicamente ao longo de uma média de 12 anos.
 
Os investigadores constaram que ao longo do período de acompanhamento 67 homens sofreram um AVC. Foi verificado que entre os 258 participantes que tinham as concentrações mais baixas de licopeno, 25 tiveram um AVC. Por outro lado, apenas 11 dos 259 que tinham concentrações mais elevadas deste oxidante sofreram um AVC.
 
Os autores do estudo concluíram que os indivíduos que apresentavam concentrações mais elevadas de licopeno tinham um risco 55% menor de desenvolverem um AVC quando comparados com aqueles que tinham concentrações mais baixas deste antioxidante. Esta associação foi ainda mais evidente quando os investigadores se focaram nos acidentes vasculares cerebrais isquémicos. Foi constatado que, em comparação com os homens que tinham concentrações mais baixas de licopeno, os que tinham concentrações mais elevadas apresentavam um risco 59% menor de AVC isquémico.
 
“Este estudo evidencia a associação entre o consumo de frutas e vegetais e um menor risco de AVC. Estes resultados apoiam as recomendações dadas no sentido de se consumir mais do que cinco porções diárias de frutas e vegetais, o que conduziria a uma diminuição considerável do número de acidentes vasculares cerebrais em todo o mundo”, conclui, um dos autores do estudo, Jouni Karppi.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/tomate-diminui-risco-de-acidente-vascular-cerebral?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121015)
Cafeína: como reduz o risco de Alzheimer?
Estudo publicado no “Journal of Neuroscience”
12 Outubro 2012
 
O consumo de cafeína tem sido associado a um menor risco de doença de Alzheimer, agora um novo estudo publicado no “Journal of Neuroscience” explica como este processo ocorre.
 
Os investigadores University of Illinois, nos EUA, analisaram o efeito da cafeína na formação de memória de dois grupos de ratinhos: um ao qual foi dado este estimulante e outro não. Todos os animais foram posteriormente expostos à hipoxia, simulando o que ocorre no cérebro durante a interrupção da respiração ou fluxo sanguíneo.
 
O estudo apurou que em comparação com os ratinhos que não foram tratados com cafeína, os que foram tratados recuperaram a capacidade de formação de novas memórias 33% mais rápido que os ratinhos controlo. Na verdade, a cafeína teve o mesmo efeito anti-inflamatório do que o bloqueio da sinalização de uma proteína que está envolvida na comunicação dos linfócitos e que medeia a inflamação, a IL-1. Esta proteína tem também sido associada com o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.
 
Os investigadores constataram que os episódios de hipoxia despoletavam a libertação de adenosina. “As nossas células são como pequenas centrais de energia, sendo alimentadas por combustível chamado ATP que é constituído por moléculas de adenosina. Quando há danos nas células, a adenosina é libertada", explicou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Gregory Freund.
 
Tal como a fuga de gasolina de um tanque é perigoso para tudo o que está em redor, a libertação da adenosina também representa um perigo para o ambiente celular. Assim a adenosina ativa uma enzima, a caspase-1, que por sua vez, despoleta a produção da IL-1 que medeia a inflamação.
 
Contudo, os investigadores verificaram que a cafeína bloqueia a atividade da adenosina, inibindo a caspase-1 e consequentemente a inflamação resultante. Deste modo os danos cerebrais ficam limitados e protegidos.
 
Na nossa opinião estes resultados poderão conduzir a formas de reverter os distúrbios cognitivos que se encontram em fase inicial. Já existem fármacos que têm por alvo determinados recetores da adenosina. O que queremos agora determinar é quais os recetores mais importantes”, conclui o investigador.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/cafeina-como-reduz-o-risco-de-alzheimer?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121015)
Afinal vitamina D não previne constipações
Estudo publicado pela “Journal of the American Medical Association”
08 Outubro 2012
 
Um estudo recente sobre a suplementação com vitamina D demonstrou que afinal esta não parece previnir a constipação comum em adultos que apresentam níveis normais de vitamina D.
 
Conduzido pela University of Otago em Christchurch, Nova Zelândia, com base numa amostra de mais de 300 adultos saudáveis, que foram acompanhados durante 18 meses, o estudo revelou que a suplementação com vitamina D não previne nem reduz a severidade das constipações. A vitamina D mantém um bom funcionamento do sistema imunitário e outros estudos tinham sugerido que a presença de maiores níveis de vitamina D no organismo trazia menos constipações.
 
O grupo de 300 pessoas foi dividido em dois, sendo que a um grupo foi oferecida vitamina D por via oral e ao outro, um placebo, também em forma de comprimido. O primeiro grupo consumiu cerca de 6.600 UI durante os primeiros dois meses e cerca de 3.300 UI no decorrer do resto do estudo.
 
Os resultados não revelaram diferenças significativas, em termos estatísticos, entre ambos os grupos relativamente ao número de ocorrências de constipações. O grupo que consumiu vitamina D registou uma média de 3,7 constipações e o grupo que tomou placebo, uma média de 3,8 constipações durante o período do estudo.
 
Não houve igualmente diferenças entre os grupos relativamente ao número de dias de falta ao trabalho devido a constipações. Os participantes de ambos os grupos faltaram em média três quartos de dia ao trabalho em virtude das constipações: Estas tiveram uma duração média de 12 dias por pessoa em ambos os grupos.
 
O autor principal do estudo, Dr David Murdoch, docente e diretor do departamento de patologia da University of Otago, afirmou que “até à data, não há nenhum suplemento que tenha demonstrado prevenir constipações”. “Precisamos de evidência a partir de estudos rigorosos – como o nosso – antes de podermos falar dos potenciais benefícios de um suplemento nutricional na prevenção das constipações”.
 
O Dr. Jeffrey Linder, docente de medicina na Brigham and Women’s Hospital and Harvard Medical School em Boston, EUA, sente-se “pessimista relativamente a podermos curar ou evitar a constipação comum”.
 
O melhor a fazer, diz o docente, é o que provavelmente já todos sabemos. Devemos manter-nos afastados de pessoas que estão a espirrar frequentemente, se espirrarmos devemos fazê-lo para uma manga ou um lenço para evitar que os germes se espalhem. É igualmente aconselhável lavar as mãos frequentemente. E podemos melhorar o nosso estado de saúde com uma dieta saudável e equilibrada, praticar exercício físico com regularidade, não fumar e descansar bastante, aconselha ainda o Dr. Linder. No entanto, acrescenta, mesmo adotando as precauções necessárias, a maioria das pessoas contrai três a quatro constipações por ano, que duram cerca de 12 dias cada.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/afinal-vitamina-d-nao-previne-constipacoes?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121015)