terça-feira, 16 de outubro de 2012

Afinal vitamina D não previne constipações
Estudo publicado pela “Journal of the American Medical Association”
08 Outubro 2012
 
Um estudo recente sobre a suplementação com vitamina D demonstrou que afinal esta não parece previnir a constipação comum em adultos que apresentam níveis normais de vitamina D.
 
Conduzido pela University of Otago em Christchurch, Nova Zelândia, com base numa amostra de mais de 300 adultos saudáveis, que foram acompanhados durante 18 meses, o estudo revelou que a suplementação com vitamina D não previne nem reduz a severidade das constipações. A vitamina D mantém um bom funcionamento do sistema imunitário e outros estudos tinham sugerido que a presença de maiores níveis de vitamina D no organismo trazia menos constipações.
 
O grupo de 300 pessoas foi dividido em dois, sendo que a um grupo foi oferecida vitamina D por via oral e ao outro, um placebo, também em forma de comprimido. O primeiro grupo consumiu cerca de 6.600 UI durante os primeiros dois meses e cerca de 3.300 UI no decorrer do resto do estudo.
 
Os resultados não revelaram diferenças significativas, em termos estatísticos, entre ambos os grupos relativamente ao número de ocorrências de constipações. O grupo que consumiu vitamina D registou uma média de 3,7 constipações e o grupo que tomou placebo, uma média de 3,8 constipações durante o período do estudo.
 
Não houve igualmente diferenças entre os grupos relativamente ao número de dias de falta ao trabalho devido a constipações. Os participantes de ambos os grupos faltaram em média três quartos de dia ao trabalho em virtude das constipações: Estas tiveram uma duração média de 12 dias por pessoa em ambos os grupos.
 
O autor principal do estudo, Dr David Murdoch, docente e diretor do departamento de patologia da University of Otago, afirmou que “até à data, não há nenhum suplemento que tenha demonstrado prevenir constipações”. “Precisamos de evidência a partir de estudos rigorosos – como o nosso – antes de podermos falar dos potenciais benefícios de um suplemento nutricional na prevenção das constipações”.
 
O Dr. Jeffrey Linder, docente de medicina na Brigham and Women’s Hospital and Harvard Medical School em Boston, EUA, sente-se “pessimista relativamente a podermos curar ou evitar a constipação comum”.
 
O melhor a fazer, diz o docente, é o que provavelmente já todos sabemos. Devemos manter-nos afastados de pessoas que estão a espirrar frequentemente, se espirrarmos devemos fazê-lo para uma manga ou um lenço para evitar que os germes se espalhem. É igualmente aconselhável lavar as mãos frequentemente. E podemos melhorar o nosso estado de saúde com uma dieta saudável e equilibrada, praticar exercício físico com regularidade, não fumar e descansar bastante, aconselha ainda o Dr. Linder. No entanto, acrescenta, mesmo adotando as precauções necessárias, a maioria das pessoas contrai três a quatro constipações por ano, que duram cerca de 12 dias cada.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/afinal-vitamina-d-nao-previne-constipacoes?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121015)
Maçã: mais uma razão para a degustar
Estudo publicado no “Journal of Functional Foods”
08 Outubro 2012
 
A ingestão de uma maçã por dia reduz em 40% os níveis sanguíneos de uma substância associada com o espessamento das artérias, refere no “Journal of Functional Foods”.
 
Neste estudo os investigadores da Ohio State University, nos EUA, contaram com a participação de 51 indivíduos que tinham entre 40 e 60 anos de idade, que ingeriam maçãs menos de duas vezes por mês e que também não consumiam concentrados de plantas ou suplementos de polifenóis.
 
Para o estudo, 16 participantes ingeriram uma maçã por dia durante quatro semanas, 17 tomaram, diariamente, um comprimido que continha 194mg de polifenóis, e 18 ingerirem um placebo durante o mesmo período de tempo.
 
Os investigadores verificaram que o consumo diário de uma maçã diminui os níveis do colesterol LDL (“mau” colesterol) oxidado. Quando o colesterol LDL interage com os radicais livres fica oxidado e apresenta uma maior probabilidade de promover a inflamação e causar danos nos tecidos.
 
“Quando o LDL fica oxidado a aterosclerose é iniciada. Obtivemos ótimos resultados apenas com a ingestão de uma maçã por ida durante quatro semanas”, referiu, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Robert DiSilvestro.
 
Os investigadores verificaram que a ingestão diária de uma maçã teve mais efeito na redução do LDL oxidado, do que outros oxidantes avaliados, nomeadamente a curcumina, chá verde e extrato de tomate. Por outro lado, foi constatado que a toma de comprimidos contendo polifenóis, um tipo de antioxidante encontrado nas maçãs, tinha um efeito semelhante mas não tão pronunciado na redução do LDL oxidado.
 
Na opinião dos aurores do estudo podem haver outras substâncias na maçã que contribuem para este efeito ou, em alguns casos, estes compostos bioativos podem ser melhor absorvidos quando ingeridos através de alimentos.
 
O estudo apurou ainda que a maçã produzia alguns efeitos antioxidantes na saliva, os quais têm implicações na saúde oral. Estes resultados podem agora fazer parte da lista, já de considerável dimensão, dos benefícios associados ao consumo de maçã, reforçando mais uma vez a ideia que que o consumo deste fruto pode manter os médicos afastados.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/maca-mais-uma-razao-para-a-degustar?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20121015)

sábado, 8 de setembro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Benefícios da pescada

 

De acordo com um estudo apresentado na Namíbia, o consumo frequente de pescada, por doentes em risco cardiovascular, melhora a tensão arterial diastólica, reduz peso, perímetro abdominal, bem como os níveis de colesterol LDL. Segundo o mesmo estudo, a pescada é uma fonte natural, adequada e suficiente dos ácidos gordos Ómega-3. Coordenado pela Unidade de Nutrição e Obesidade do Hospital Ramón y Cajal, de Madrid, contou com a participação de 13 hospitais públicos espanhóis e do Instituto de Estudos Marinhos para a Nutrição e o Bem-Estar (INESMA).
 
Durante 17 semanas, 257 pacientes com síndrome metabólica foram sujeitos a uma dieta, dividida em duas etapas: oito semanas sem alimentos marinhos, seguida de oito semanas com consumo diário de 100g de pescada congelada da Namíbia, ou vice-versa. Durante este período, foram realizadas e registadas medições antropométricas (peso, altura, perímetro abdominal e índice de massa gorda), tensão arterial e análises de sangue de forma a verificar o perfil lipídico, glicémia e níveis de Ómega-3 DHA.
 
Na apresentação do estudo esteve presente o Ministro das Pescas e Recursos Marinhos da Namíbia, Bernhard Esau, e, entre outros convidados, Clotilde Vázquez da Unidade de Obesidade e Nutrição do Hospital Ramón y Cajal, que explicou os pormenores desta investigação. De referir que a pesca representa quase 10% do PIB da Namíbia, sendo a pescada a espécie mais relevante da indústria das pescas deste país, que exporta peixe branco para vários países europeus, sobretudo Portugal e Espanha, assim como para Austrália, Estados Unidos da América ou África do Sul.
 
Fonte: Hospital do Futuro (28.08.2012) - http://www.hospitaldofuturo.com/profiles/blogs/beneficios-da-pescada