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terça-feira, 21 de agosto de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Medusa artificial mimetiza batimento do coração
Estudo publicado na “Nature Biotechnology”
26 Julho 2012
Investigadores americanos desenvolvem uma medusa artificial que,
segundo o estudo publicado na revista “Nature Biotechnology”, poderá
aprofundar o conhecimento da engenharia dos tecidos musculares humanos,
nomeadamente os cardíacos.
A movimentação da medusa, que consiste no uso de um músculo para
sucessivos impulsos na água, quase semelhante aos batimentos de um
coração, foi o aspeto que despertou a curiosidade dos especialistas.
“Ocorreu-me em 2007 que poderíamos estar a falhar na compreensão das
leis fundamentais dos tecidos musculares”, afirmou Kevin Kit Parker,
professor de bioengenharia da Harvard School of Engineering and Applied
Sciences.
“Comecei a observar os organismos marinhos que utilizam músculos para
sobreviver. Na altura, vi uma medusa no New England Aquarium e
imediatamente observei as semelhanças e as diferenças da ação de uma
medusa e de um coração humano”, reforçou o especialista.
Assim, para este projeto apelidado de “Medusoid” os investigadores
começaram por estudar os mecanismos de propulsão utilizados pela medusa
antes de criar a versão artificial. Posteriormente foram utilizadas
células cardíacas de ratinho e um polímero de silicone que foram
colocados numa membrana que se assemelhava a uma medusa, com oito
apêndices.
A Medusoide foi colocada em água salgada e submetida a choques
elétricos para promover as contrações típicas das medusas que as fazem
movimentar. Os investigadores ficaram surpresos com os movimentos da
Medusoide, que imitavam os da medusa.
De acordo com os autores do estudo este tipo de estratégia poderá ser
utilizado para compreender a engenharia dos músculos humanos, entre os
quais o músculo cardíaco.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/medusa-artificial-mimetiza-batimento-do-coracao?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120730)
Dieta rica em sal aumenta risco de osteoporose e cálculos renais
Estudo publicado no “American Journal of Physiology - Renal Physiology”
27 Julho 2012
As dietas ricas em sal diminuem os níveis de cálcio e aumentam o risco
de osteoporose e cálculos renais, sugere um estudo publicado “American
Journal of Physiology - Renal Physiology”.
A comunidade científica sempre procurou perceber por que motivo os
indivíduos que seguem uma dieta rica em sal têm um risco aumentado de
desenvolver osteoporose e cálculos renais, neste estudo os
investigadores da University of Alberta, nos EUA, descobriram uma
associação importante entre o sal e o cálcio.
“Identificámos uma molécula responsável pela reabsorção de sódio no
organismo que também controla o armazenamento de cálcio”, revelou, em
comunicado de imprensa, o líder do estudo, Todd Alexander.
O investigador explica que perante a ingestão de uma dieta rica em sal,
o organismo excreta-o, através da urina, conjuntamente com o cálcio, o
que conduz à depleção deste mineral. Os níveis elevados de cálcio na
urina levam ao desenvolvimento de cálculos renais, e por outro lado, o
seu baixo nível de armazenamento conduz à osteoporose.
Os autores do estudo verificaram que os ratinhos que não expressavam a
molécula NH3 excretavam mais cálcio e absorviam uma menor quantidade
deste mineral em comparação com os ratinhos controlo.
“Quando o organismo tenta baixar os níveis de sal através da urina,
também diminui simultaneamente os níveis de cálcio”, revelou o
investigador.
“Estes resultados são importantes pois as pessoas estão cada vez mais a
consumir elevadas quantidades de sal através da dieta, o que significa
um armazenamento de cálcio cada vez mais pobre. Os nossos resultados
apoiam a importância da adoção de uma dieta com baixo teor de sal e
também explicam o motivo pelo qual os alimentos processados devem conter
baixos níveis deste mineral”, conclui Todd Alexander.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/dieta-rica-em-sal-aumenta-risco-de-osteoporose-e-calculos-renais?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120730)
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Alimentação: jejum é tão importante quanto o que se ingere
Estudo publicado na revista “Cell Metabolism”
22 Maio 2012
As horas do dia a que se ingerem alimentos são tão importantes como o
tipo de dieta adotada. O estudo publicado na revista “Cell Metabolism”
dá conta que a ingestão regular de alimentos e o prolongamento do
período de jejum pode anular os efeitos adversos de uma dieta rica em
gordura e prevenir também a obesidade, diabetes e doenças do fígado.
Neste estudo os investigadores do Salk's Regulatory Biology Laboratory,
nos EUA, procuraram determinar se a obesidade e as doenças metabólicas
são o resultado de uma dieta rica em gordura ou da perturbação dos
ciclos metabólicos.
De forma a responder a esta questão os investigadores, liderados por
Satchidananda Panda, alimentaram dois grupos de ratinhos, que
partilhavam os mesmos genes, sexo, e idade com uma dieta na qual 60% das
calorias eram provenientes de gordura. Um dos grupos dos animais
alimentava-se quando queria, consumindo metade dos alimentos durante a
noite, pois os ratinhos são notívagos, e fazendo pequenas refeições ao
longo do dia. A um segundo grupo de ratinhos foi-lhes imposto uma
restrição do horário das refeições, podendo só comer durante apenas oito
horas todas as noites, o que se traduziu num jejum de 16 horas. O
estudo inclui ainda mais dois grupos de animais, grupos de controlo, que
foram alimentados com uma dieta em que 13% das calorias eram
provenientes de gordura, sendo estes também submetidos a condições
similares.
Após 100 dias, os investigadores verificaram que os ratinhos que se
alimentaram frequentemente ao longo do dia tiveram um maior aumento de
peso, desenvolveram níveis elevados de colesterol e glucose,
apresentaram danos no fígado e um menor controlo motor. Por outro lado,
os ratinhos que só se alimentaram durante as 8 horas pesavam 28% menos e
não apresentaram nenhum efeito adverso, apesar de terem sido
alimentados com a mesma dieta.
“Estes resultados são surpreendentes”, revelou em comunicado de
imprensa a primeira autora do estudo, Megumi Hatori. “Durante os últimos
50 anos as pessoas foram aconselhadas a reduzir a quantidade de gordura
e a fazer pequenas refeições ao longo do dia. Contudo, verificámos que o
tempo de jejum também é importante. Através da restrição do horário das
refeições, as pessoas podem diminuir os efeitos adversos da adoção de
uma dieta rica em gordura.”
Os cientistas há muito que assumem que o tipo de dieta adotada conduz à
obesidade nos ratinhos. Contudo, este estudo sugere que a ingestão
calórica ao longo do dia pode contribuir de igual modo para a obesidade,
pois pode interferir com as vias metabólicas controladas pelo ritmo
circadiano e pelos sensores dos nutrientes.
Na verdade os investigadores verificaram que o organismo armazena as
gorduras durante as refeições e começa a decompor a gordura e colesterol
em ácidos biliares benéficos poucas horas após jejum. Ao ingerir
alimentos com frequência, o organismo continua a produzir e armazenar
gordura inflando as células de gordura e células hepáticas, o que pode
resultar em danos no fígado. Perante estas condições o fígado continua a
produzir glucose, o que faz aumentar os seus níveis sanguíneos. Por
outro lado, as refeições com restrições de horário, reduzem a produção
de gordura, glucose e colesterol. Nestes casos há uma redução do
armazenamento de gorduras e os mecanismos de descomposição destas são
ativados quando os animais são submetidos a um jejum diário, mantendo
assim as células do fígado saudáveis e uma redução global da gordura.
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/alimentacao-jejum-e-tao-importante-quanto-o-que-se-ingere?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120528)
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