segunda-feira, 30 de julho de 2012

Medusa artificial mimetiza batimento do coração

Estudo publicado na “Nature Biotechnology”
26 Julho 2012


Investigadores americanos desenvolvem uma medusa artificial que, segundo o estudo publicado na revista “Nature Biotechnology”, poderá aprofundar o conhecimento da engenharia dos tecidos musculares humanos, nomeadamente os cardíacos.
 
A movimentação da medusa, que consiste no uso de um músculo para sucessivos impulsos na água, quase semelhante aos batimentos de um coração, foi o aspeto que despertou a curiosidade dos especialistas.
 
“Ocorreu-me em 2007 que poderíamos estar a falhar na compreensão das leis fundamentais dos tecidos musculares”, afirmou Kevin Kit Parker, professor de bioengenharia da Harvard School of Engineering and Applied Sciences.
 
“Comecei a observar os organismos marinhos que utilizam músculos para sobreviver. Na altura, vi uma medusa no New England Aquarium e imediatamente observei as semelhanças e as diferenças da ação de uma medusa e de um coração humano”, reforçou o especialista.
 
Assim, para este projeto apelidado de “Medusoid” os investigadores começaram por estudar os mecanismos de propulsão utilizados pela medusa antes de criar a versão artificial. Posteriormente foram utilizadas células cardíacas de ratinho e um polímero de silicone que foram colocados numa membrana que se assemelhava a uma medusa, com oito apêndices.
 
A Medusoide foi colocada em água salgada e submetida a choques elétricos para promover as contrações típicas das medusas que as fazem movimentar. Os investigadores ficaram surpresos com os movimentos da Medusoide, que imitavam os da medusa.
 
De acordo com os autores do estudo este tipo de estratégia poderá ser utilizado para compreender a engenharia dos músculos humanos, entre os quais o músculo cardíaco.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/medusa-artificial-mimetiza-batimento-do-coracao?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120730)
Dieta rica em sal aumenta risco de osteoporose e cálculos renais

Estudo publicado no “American Journal of Physiology - Renal Physiology”
27 Julho 2012


As dietas ricas em sal diminuem os níveis de cálcio e aumentam o risco de osteoporose e cálculos renais, sugere um estudo publicado “American Journal of Physiology - Renal Physiology”.
 
A comunidade científica sempre procurou perceber por que motivo os indivíduos que seguem uma dieta rica em sal têm um risco aumentado de desenvolver osteoporose e cálculos renais, neste estudo os investigadores da University of Alberta, nos EUA, descobriram uma associação importante entre o sal e o cálcio.
 
“Identificámos uma molécula responsável pela reabsorção de sódio no organismo que também controla o armazenamento de cálcio”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Todd Alexander.
 
O investigador explica que perante a ingestão de uma dieta rica em sal, o organismo excreta-o, através da urina, conjuntamente com o cálcio, o que conduz à depleção deste mineral. Os níveis elevados de cálcio na urina levam ao desenvolvimento de cálculos renais, e por outro lado, o seu baixo nível de armazenamento conduz à osteoporose.
 
Os autores do estudo verificaram que os ratinhos que não expressavam a molécula NH3 excretavam mais cálcio e absorviam uma menor quantidade deste mineral em comparação com os ratinhos controlo.
 
“Quando o organismo tenta baixar os níveis de sal através da urina, também diminui simultaneamente os níveis de cálcio”, revelou o investigador.
 
“Estes resultados são importantes pois as pessoas estão cada vez mais a consumir elevadas quantidades de sal através da dieta, o que significa um armazenamento de cálcio cada vez mais pobre. Os nossos resultados apoiam a importância da adoção de uma dieta com baixo teor de sal e também explicam o motivo pelo qual os alimentos processados devem conter baixos níveis deste mineral”, conclui Todd Alexander.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/dieta-rica-em-sal-aumenta-risco-de-osteoporose-e-calculos-renais?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120730)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Alguns apontamentos sobre Esclerose Múltipla - Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Alimentação: jejum é tão importante quanto o que se ingere

Estudo publicado na revista “Cell Metabolism”
22 Maio 2012
 

As horas do dia a que se ingerem alimentos são tão importantes como o tipo de dieta adotada. O estudo publicado na revista “Cell Metabolism” dá conta que a ingestão regular de alimentos e o prolongamento do período de jejum pode anular os efeitos adversos de uma dieta rica em gordura e prevenir também a obesidade, diabetes e doenças do fígado.
 
Neste estudo os investigadores do Salk's Regulatory Biology Laboratory, nos EUA, procuraram determinar se a obesidade e as doenças metabólicas são o resultado de uma dieta rica em gordura ou da perturbação dos ciclos metabólicos.
 
De forma a responder a esta questão os investigadores, liderados por Satchidananda Panda, alimentaram dois grupos de ratinhos, que partilhavam os mesmos genes, sexo, e idade com uma dieta na qual 60% das calorias eram provenientes de gordura. Um dos grupos dos animais alimentava-se quando queria, consumindo metade dos alimentos durante a noite, pois os ratinhos são notívagos, e fazendo pequenas refeições ao longo do dia. A um segundo grupo de ratinhos foi-lhes imposto uma restrição do horário das refeições, podendo só comer durante apenas oito horas todas as noites, o que se traduziu num jejum de 16 horas. O estudo inclui ainda mais dois grupos de animais, grupos de controlo, que foram alimentados com uma dieta em que 13% das calorias eram provenientes de gordura, sendo estes também submetidos a condições similares.
 
Após 100 dias, os investigadores verificaram que os ratinhos que se alimentaram frequentemente ao longo do dia tiveram um maior aumento de peso, desenvolveram níveis elevados de colesterol e glucose, apresentaram danos no fígado e um menor controlo motor. Por outro lado, os ratinhos que só se alimentaram durante as 8 horas pesavam 28% menos e não apresentaram nenhum efeito adverso, apesar de terem sido alimentados com a mesma dieta.
 
“Estes resultados são surpreendentes”, revelou em comunicado de imprensa a primeira autora do estudo, Megumi Hatori. “Durante os últimos 50 anos as pessoas foram aconselhadas a reduzir a quantidade de gordura e a fazer pequenas refeições ao longo do dia. Contudo, verificámos que o tempo de jejum também é importante. Através da restrição do horário das refeições, as pessoas podem diminuir os efeitos adversos da adoção de uma dieta rica em gordura.”
 
Os cientistas há muito que assumem que o tipo de dieta adotada conduz à obesidade nos ratinhos. Contudo, este estudo sugere que a ingestão calórica ao longo do dia pode contribuir de igual modo para a obesidade, pois pode interferir com as vias metabólicas controladas pelo ritmo circadiano e pelos sensores dos nutrientes.
 
Na verdade os investigadores verificaram que o organismo armazena as gorduras durante as refeições e começa a decompor a gordura e colesterol em ácidos biliares benéficos poucas horas após jejum. Ao ingerir alimentos com frequência, o organismo continua a produzir e armazenar gordura inflando as células de gordura e células hepáticas, o que pode resultar em danos no fígado. Perante estas condições o fígado continua a produzir glucose, o que faz aumentar os seus níveis sanguíneos. Por outro lado, as refeições com restrições de horário, reduzem a produção de gordura, glucose e colesterol. Nestes casos há uma redução do armazenamento de gorduras e os mecanismos de descomposição destas são ativados quando os animais são submetidos a um jejum diário, mantendo assim as células do fígado saudáveis e uma redução global da gordura.
 
Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/alimentacao-jejum-e-tao-importante-quanto-o-que-se-ingere?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120528)

domingo, 27 de maio de 2012