domingo, 19 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Estudo publicado no “British Journal of Nutrition”
Um nutriente presente no tomate cozinhado pode retardar o crescimento ou mesmo matar as células do cancro da próstata, revela um estudo publicado no “British Journal of Nutrition”.
Neste estudo, os investigadores da University of Portsmouth, no Reino Unido, testaram o efeito de um nutriente presente no tomate, o licopeno, no mecanismo através do qual as células cancerígenas conseguem obter o sangue necessário para o seu crescimento e disseminação.
As células cancerígenas permanecem dormentes durante anos até o seu crescimento ser despoletado pela secreção de substâncias químicas que iniciam o processo de adesão das células cancerígenas às células endoteliais, presentes no interior dos vasos sanguíneos, permitindo às células cancerígenas obter o sangue necessário para a sua proliferação.
O estudo revelou que o licopeno, a substância que dá ao tomate a cor vermelha, interfere neste processo sem o qual as células cancerígenas não conseguem crescer.
Neste momento os investigadores estão testar se a mesma reação ocorre no corpo humano. “Esta reação química simples ocorreu em concentrações de licopeno que podem ser facilmente atingidas pelo consumo de tomates cozinhados”, revelou, em comunicado de imprensa a líder do estudo, Mridula Chopra.
O licopeno está presente em todas as frutas e vegetais de cor vermelha, mas está presente em maiores concentrações no tomate e torna-se ainda mais facilmente disponível e biologicamente ativo quando este alimento é cozinhado.
Contudo, Mridula Chopra alerta que “os nossos testes foram realizados em tubos de ensaio e são necessários mais estudos para confirmar estes achados. Mas as evidências laboratoriais que encontrámos são claras - é possível interferir com o mecanismo que algumas células cancerígenas utilizam para crescer, e isto pode ser conseguido através de concentrações facilmente obtidas através da ingestão de tomate processado”.
Todas as células cancerígenas utilizam um mecanismo similar para se "alimentar" de uma fonte de sangue saudável, mas os investigadores chamam a atenção para a importância deste mecanismo no cancro da próstata, dado que o licopeno tende a se acumular nos tecidos deste órgão
Estudo publicado no “British Journal of Nutrition”
O cancro da próstata é o segundo cancro mais comum nos homens, mas os resultados publicados no “British Journal of Nutrition” dão conta que os homens podem combater este tipo de cancro através do consumo de nozes.
Neste estudo, os investigadores da University of California, nos EUA, criaram ratinhos geneticamente modificados para desenvolver cancro da próstata e alimentaram-nos com cerca de 85g de nozes por dia, ou com uma dieta rica em óleo de soja que continha o mesmo perfil nutricional que a dieta anterior.
O estudo revelou que os tumores dos ratinhos alimentados com uma dieta rica em nozes eram 50% mais pequenos e cresciam 30% mais lentamente que os tumores dos ratinhos controlo.
Os investigadores, liderados por Paul Davis, também verificaram que os ratinhos que foram alimentados com uma dieta rica em nozes apresentavam níveis mais baixos do fator I de crescimento tipo insulina (IGF-1), um biomarcador associado ao cancro da próstata, níveis mais baixos de colesterol LDL, assim como diferenças na forma como o fígado, metabolizava a dieta rica em nozes em comparação com a dieta controlo.
Paul Davis revelou, em comunicado de imprensa, que os resultados deste estudo mostram que o consumo de nozes “tanto pode evitar o desenvolvimento do cancro da próstata como retardar o seu crescimento, e portanto devem ser incluídas numa dieta equilibrada juntamente com a fruta e os legumes”.
"As nozes são um alimento completo que contêm várias substâncias saudáveis, incluindo os ácidos gordos ómega-3, gama tocoferol (um tipo de vitamina E), polifenóis e antioxidantes, que atuam de uma forma sinergética”.
Karen Collins, nutricionista e consultora do American Institute for Cancer Research sugere que, de acordo com estes resultados, as nozes devem ser incluídas regularmente na dieta. “A alimentação é um fator chave na prevenção e tratamento do cancro. Uma dieta saudável, a prática regular de exercício físico e a manutenção de um peso saudável é a estratégia recomendada para a redução do risco de desenvolvimento de cancro da próstata e de outros cancros.”
Estudo publicado na revista “The Lancet”
As diferenças na pressão arterial sistólica observadas no braço direito e esquerdo de um indivíduo podem indicar se um paciente está sob maior risco de doença vascular e morte, sugere um estudo publicado na revista “The Lancet”.
A pressão arterial traduz-se na pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias. Habitualmente são realizadas duas leituras: a pressão arterial sistólica, quando o coração contrai e bombeia o sangue para o organismo e a pressão arterial diastólica que ocorre quando o coração relaxa para se encher de novo com sangue. Por exemplo, uma leitura de 120/80 significa uma pressão sistólica de 120 mm de mercúrio (Hg) e uma pressão diastólica 80 mm Hg.
Normalmente, em exames de saúde, a medição da pressão arterial é realizada num braço. Mas alguns estudos têm mostrado que a diferença na pressão arterial sistólica observada nos dois braços está associada com a doença vascular periférica.
Nesta investigação os investigadores University of Exeter, Peninsula College of Medicine and Dentistry, no Reino Unido, analisaram um total de 28 estudos que se debruçaram sobre a diferença da pressão arterial sistólica nos dois braços.
Os investigadores, liderados por Christopher E. Clark, encontram evidências significativas que sugerem que uma diferença de 15mmHg ou mais estava associada com um aumento do risco de: doença vascular periférica (estreitamento e endurecimento das artérias que fornecem sangue às extremidades), doença cerebrovascular pré-existente (que afetam fornecimento de sangue para o cérebro e, muitas vezes está associada a questões cognitivas, tais como demência), e mortalidade como resultado de problemas cardiovasculares ou outros.
O estudo também constatou que o risco de doença vascular periférica também aumentava com uma diferença de cerca de 10mmHg ou mais.
Os autores do estudo concluíram que uma diferença de 10 mmHg ou mais entre os dois braços poderá ajudar a identificar os indivíduos que necessitam de uma avaliação vascular mais pormenorizada. Uma diferença de 15 mmHg ou mais pode ser um indicador útil de doença vascular ou morte.
Os resultados do estudo apoiam assim a necessidade de verificar, como norma, a pressão arterial nos dois braços, até porque a maioria dos casos são clinicamente “silenciosos” e a medição da pressão nos dois braços será a melhor forma de identificar os indivíduos que estão sob risco vascular.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/pressao-arterial-deve-ser-medida-nos-dois-bracos?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120206)
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O consumo moderado de vinho tinto diminui o risco de desenvolvimento de cancro da mama, sugere um estudo publicado no “Journal of Women's Health”.
Este estudo contradiz, em parte, a crença generalizada de que o consumo de todos os tipos de bebidas alcoólicas aumenta o risco das mulheres desenvolverem cancro de mama, pois o álcool aumenta os níveis de estrogénio, que por sua vez, estimula o crescimento das células tumorais.
De acordo com a American Cancer Society, existem, todos os anos nos EUA, mais de 230 mil novos casos de cancro da mama. Aproximadamente 39.000 mulheres morreram em 2011 devido a este tipo de cancro.
Para este estudo os investigadores do Cedars-Sinai Medical Center, nos EUA, contaram com a participação de 36 mulheres em idade pré-menopausica, que foram divididas em dois grupos distintos: um bebeu durante um mês cerca de 250 ml de vinho tinto, enquanto o outro grupo bebeu a mesma quantidade de vinho branco. Ao fim deste tempo as mulheres trocaram de grupo, ou seja, as mulheres que tinham consumido vinho tinto durante o primeiro mês começaram a beber vinho branco e o segundo grupo vinho tinto. Foram colhidas, duas vezes por mês, amostras de sangue a cada participante para medir os níveis hormonais.
Os investigadores tinham por objetivo determinar se o vinho tinto conseguia mimetizar os efeitos dos inibidores da aromatase, os quais têm um papel importante na manutenção dos níveis de estrogénio. Atualmente estes inibidores são utilizados no tratamento do cancro da mama.
Os investigadores constataram que os químicos presentes na pele e nas grainhas das uvas vermelhas diminuíram, ligeiramente, os níveis de estrogénio e aumentaram os níveis de testosterona. Os investigadores revelaram que as alterações nos padrões hormonais sugerem que o vinho tinto pode impedir o crescimento das células cancerosas, tal como tem sido demonstrado em estudos in vitro.
Um dos co-autores do estudo, Glenn D. Braunstein, revelou que estes resultados não significam que o consumo de vinho branco aumente o risco de desenvolvimento de cancro da mama, mas as uvas utilizadas neste tipo de vinho não apresentam os mesmos elementos protetores que os encontrados nas uvas vermelhas.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/consumo-moderado-de-vinho-tinto-diminui-risco-de-cancro-da-mama?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120116)
A toma de estatinas pelas mulheres idosas aumenta o risco de desenvolvimento de diabetes, de acordo com um estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.
Contudo, os investigadores salientam que estes resultados não são uma razão para alterar as atuais diretrizes para a utilização de fármacos nas pessoas que têm ou não diabetes. As estatinas são muitas vezes prescritas para baixar os níveis de colesterol no sangue, ajudando desta forma a evitar o aparecimento doenças cardíacas ou a sua progressão. Por outro lado, a diabetes é considerada um fator de risco cardiovascular.
Para este estudo, os investigadores da University of Massachusetts Medical School, nos EUA, contaram com a participação de 153.840 mulheres que tinham uma média de 63,2 anos e que não sofriam de diabetes. Em 1993, no início do estudo, 7,04% das participantes revelaram estar a tomar estatinas.
Os investigadores verificaram que, em 2005, 10.200 mulheres tinham desenvolvido diabetes tipo 2 e que a toma de estatinas estava associada ao maior risco destas mulheres desenvolverem esta doença. Os investigadores verificaram que, em comparação com as participantes que não tomavam estatinas, as que tomavam tinham um risco de cerca de 1,5 vezes maior de desenvolver diabetes. Este risco foi associado a qualquer tipo de estatinas utilizadas e permaneceu mesmo após os investigadores terem tido em consideração algumas potenciais variáveis como, a idade, excesso de peso e história familiar.
Para já os investigadores ainda não conseguem explicar esta associação. “É uma área que ainda está sob análise”, revelou a primeira autora do estudo, Annie Culver. “As estatinas podem afetar o modo como o organismo gere a resposta à insulina e glicose”, acrescentou a investigadora.
De acordo com os investigadores é necessário prestar mais atenção às medidas que podem diminuir o risco da diabetes ou as que podem ajudar a gerir esta doença, no caso de esta já se ter desenvolvido. Manter um peso corporal saudável, adotar uma dieta saudável e praticar exercício físico com regularidade são medidas que podem ajudar.
Se uma mulher idosa necessitar de tomar estatinas para reduzir o risco de enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral, este estudo não deve dissuadi-la pois estes resultados são observacionais, refere Spyros Mezitisum, um endocrinologista do Lenox Hill Hospital, em Nova Iorque, EUA.
Contudo, Spyros Mezitisum acrescenta que o médicos deveriam tentar manter as doses de estatinas o mais baixas possíveis. E as mulheres com ou sem diabetes que estão a tomar estatinas deveriam monitorizar regularmente os seus níveis de colesterol e de glucose.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/estatinas-aumentam-risco-de-diabetes-nas-mulheres-idosas?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120116)