segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

“Locomoção Adaptativa e Inteligente”

Investigação realizada por uma equipa de investigação da Universidade do Minho

Investigadores da Universidade do Minho (UM) estão a desenvolver, em robôs, próteses que se comportem com um membro original.

“Uma das aplicações futuras passa pela criação de próteses e membros artificiais mais naturais, contribuindo para a mobilidade, autonomia e reabilitação de pessoas com membros amputados”, refere, à agência Lusa a coordenadora do projeto, Cristina Peixoto Santos.

A inovação deste projeto está em integrar controladores biológicos no modelo, conferindo aos robôs um padrão de movimento mais natural e menos robótico e uma capacidade de se adaptarem ao meio em que se movem.

O objetivo do trabalho intitulado “Locomoção Adaptativa e Inteligente” é a programação de robôs para que, de forma autónoma, tomem decisões, através de uma arquitetura, que reproduz o que se passa no sistema nervoso humano.

Neste projeto de investigação, que conta com a colaboração do Instituto Superior de Engenharia do Porto, desenvolve-se a arquitetura de controlo da locomoção de robôs quadrúpedes, que lhes permitirá lidarem com ambientes desconhecidos, sendo capazes de criar alternativas no seu percurso, perante diferentes tipos de terreno e obstáculos.

A aplicação deste trabalho parte dos modelos biológicos, procurando replicar a resposta do sistema nervoso a problemas de controlo.“A originalidade do software de controlo reside na capacidade de aprendizagem, que permite que o robô assimile situações já experienciadas de forma a não repetir o mesmo erro”, revela Cristina Santos. A investigação será depois transposta para os humanoides.

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/%E2%80%9Clocomocao-adaptativa-e-inteligente%E2%80%9D?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120109)

Fato sem fios avalia desempenho dos nadadores

Estudo da Universidade do Minho

A Universidade do Minho está envolvida na criação de um fato sem fios que permitirá aos nadadores de alta competição avaliar, em tempo real, os diversos parâmetros biométricos e o seu desempenho, revela uma notícia avançada pela agência Lusa.

Este fato inovador é constituído por sensores eletrónicos e têxteis integrados. O fato irá conter cerca de 20 sensores que serão colocados em zonas estratégicas, para se analisar parâmetros biomecânicos, fisiológicos e de desempenho do nadador, como ritmo cardíaco, atividade muscular, acelerações dos membros, pressão palmar, temperatura timpânica, frequência respiratória e a posição do nadador.

“A medição de parâmetros na água era feita, de um modo geral, recorrendo a transmissão de dados baseada em fios, devido à quantidade de informação a transmitir. Por outro lado, a maior parte dos sensores é fixada através de fortes adesivos, envolvendo uma preparação morosa”, referiu, em comunicado de imprensa o coordenador do projeto, André Catarino.

Assim, os investigadores pensaram “em algo fácil de vestir, sem fios ligados ao exterior e que incomode o menos possível”, mantendo uma compressão no corpo semelhante aos fatos de competição.

Os dados do treino serão enviados, em tempo real, por um sistema sem fios e simultaneamente guardados em memória para posterior análise . Assim, o treinador pode analisar os dados e aumentar o desempenho do atleta, bem como aperceber-se de sinais de fadiga extrema e de alerta.

De acordo com o investigador do Centro de Ciência de Engenharia Têxtil da Universidade do Minho o equipamento poderá posteriormente ser aplicado noutros desportos e áreas, desde a saúde ao lazer.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/fato-sem-fios-avalia-desempenho-dos-nadadores?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120109)
Qualidade da relação mãe filho associada à obesidade na adolescência

Estudo será publicado na revista “Pediatrics”

A qualidade emocional da relação entre uma mãe e o seu filho pode afetar o desenvolvimento da obesidade da criança durante a adolescência, dá conta um estudo que irá ser publicado em janeiro na revista científica “Pediatrics”.

Para o estudo, os investigadores Ohio State University, nos EUA, analisaram os dados de 977 indivíduos que tinham participado no Study of Early Child Care and Youth Development , um projeto da Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development. A amostra incluía várias famílias, de nove estados dos EUA, que tinham tido filhos nascidos em 1991.

Os investigadores analisaram detalhadamente as caraterísticas da relação entre as mães e os seus filhos em três momentos distintos: quando as crianças tinham 15, 24 e 36 meses. Um dos parâmetros analisados foi a sensibilidade materna, a qual se refere à capacidade da mãe em reconhecer o estado emocional dos seus filhos, respondendo com conforto, consistência e carinho. Por outro lado, os investigadores também observaram a segurança emocional da criança para com as suas mães. Com base nestes dois parâmetros os investigadores, liderados por Sarah Anderson, desenvolveram uma escala para avaliação da qualidade do relacionamento materno-infantil.

Quando as crianças atingiram os 15 anos de idade foi calculado o seu índice de massa corporal, o qual foi convertido em percentis de acordo com a idade e sexo da criança.

O estudo revelou que quanto mais baixa era a qualidade da relação, a qual teve em conta a segurança emocional da criança e a sensibilidade da mãe, maior era o risco da criança ficar obesa aos 15 anos. Os investigadores verificaram que, entre as crianças que tinham uma relação emocional de baixa qualidade com as suas mães, mais de um quarto ficaram obesos na adolescência, em comparação com 13% dos adolescentes que tiveram uma melhor relação.

Este estudo sugere que as áreas do cérebro que controlam as emoções e as respostas ao stress, bem como o equilíbrio do apetite e de energia, podem trabalhar em conjunto para influenciar a probabilidade de uma criança ficar obesa.

Os investigadores sugerem que esta associação, entre as experiências vividas em criança e a obesidade na adolescência, pode ter origem no cérebro. O sistema límbico do cérebro controla a resposta ao stress, bem como o ciclo de sono /vigília, a fome e a sede, e uma variedade de processo metabólicos, principalmente através da regulação de hormonas.

Em vez de culpar os pais pela obesidade infantil, os investigadores revelam que estas descobertas sugerem que a prevenção da obesidade infantil deve ter em conta estratégias para melhorar o vínculo mãe-filho e não se concentrar exclusivamente na alimentação e exercício.

Fonte - ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/qualidade-da-relacao-mae-filho-associada-a-obesidade-na-adolescencia?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20120109)


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Esclerose lateral amiotrófica: novo tratamento reduz progressão de sintomas

Estudo publicado na “Nature Medicine”

Um novo fármaco, o dexpramipexole, reduz a progressão de sintomas e mortalidade da esclerose lateral amiotrófica, revela um estudo publicado na “Nature Medicine”.

A esclerose lateral amiotrófica (ELA), também designada por doença de Lou Gehrig, é uma doença neurodegenerativa que afecta os neurónios motores no cérebro e na espinal medula. A morte destas células nervosas interrompe a transmissão de impulsos nervosos para as fibras musculares, conduzindo à fraqueza, paralisia e, geralmente, à morte por insuficiência respiratória. Acredita-se que a disfunção mitoncondrial é um dos factores subjacentes à morte das células nervosas. Este novo fármaco parece proteger os neurónios desta disfunção.

A progressão da esclerose lateral amiotrófica pode variar bastante, alguns pacientes sobrevivem décadas após o diagnóstico e outros morrem dentro de um ano. Por esse motivo, tem sido um desafio desenvolver os ensaios clínicos de fase 2 necessários para testar o nível de dosagem e determinar a eficácia do fármaco.

Para ultrapassar este desafio, a equipa de investigadores liderada por Merit Cudkowicz directora da unidade de ensaios clínicos de neurologia do Massachusetts General Hospital, nos EUA, desenvolveu um estudo em duas fases. Na primeira, 102 pacientes que haviam sido recentemente diagnosticados com ELA foram aleatoriamente divididos em quatro grupos aos quais foi administrado, por via oral, um placebo, ou 50, ou 150 ou 300mg de dexpramipexole, durante 12 semanas. Quando esta fase terminou, os participantes, que continuaram no estudo, receberam apenas placebo durante quatro semanas e, em seguida, foram aleatoriamente distribuídos em dois grupos diferentes. Um em que foi administrado doses diárias de 50mg e outro de 300 mg de fármaco, durante 24 semanas.

Os resultados da primeira fase do estudo mostraram que, o dexpramipexole parece retardar a progressão dos sintomas, medidos quer pela escala de avaliação “ALS Functional Rating Scale” quer pela capacidade pulmonar. O efeito protector foi maior no grupo ao qual foi administrado 300 mg de fármaco em que a progressão dos sintomas foi de aproximadamente 30 % mais lento do que no grupo controlo. Na segunda fase foram obtidos resultados semelhantes, uma progressão mais lenta da doença e um menor risco de morte em participantes que receberam a dose mais elevada.

Merit Cudkowicz revelou que estes resultados estão, neste momento, a ser confirmados num ensaio clínico de fase três e que espera que este fármaco ofereça aos pacientes que sofrem de ELA uma oportunidade de permanecerem saudáveis durante mais tempo, com um menor declínio das funções e aumento sobrevivência.

ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/esclerose-lateral-amiotrofica-novo-tratamento-reduz-progressao-de-sintomas?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20111128)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

“Os custos e carga da Diabetes Mellitus tipo 2 em Portugal”

Estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Lisboa e Universidade Católica


A diabetes tem um custo anual para o sistema de saúde superior a 900 milhões de euros, dá conta um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Lisboa e pela Universidade Católica

O estudo intitulado “Os custos e carga da Diabetes Mellitus tipo 2 em Portugal” teve por base os dados estatísticos demográficos e de saúde disponíveis para Portugal em 2008 e procurou saber quais os custos e a carga da diabetes Mellitus tipo 2 (a forma predominante a nível mundial, com 90% de prevalência) em Portugal.

O estudo apurou que a doença custou, em 2008, ao sistema de saúde, 952 milhões de euros, o que representa cerca de 5,5% do total das despesas de saúde e 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB) desse ano. Do total 616 milhões de euros estão relacionados com custos directos, dos quais 108,2 milhões com internamentos atribuíveis à diabetes e 508 milhões com tratamentos em ambulatório (239 milhões só em medicamentos). Quanto aos custos indirectos, ou seja a incapacidade de trabalhar resultante da diabetes, são estimados em 336 milhões de euros.

A carga da doença é medida através do tempo de vida perdido por mortalidade prematura ou pelo tempo vivido com incapacidade, bem como pelo grau de severidade dessa incapacidade. Através da utilização de indicadores da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Banco Mundial, o estudo ao qual a agência Lusa teve acesso, revelou que houve, em 2008, um total 8.845 mortes atribuíveis à diabetes.

Quanto ao número de anos de vida perdidos em consequência da diabetes, quer por incapacidade quer por morte prematura verificou-se que “globalmente, em 2008 há um total de 130.993 anos de vida ajustados por incapacidade perdidos”, sendo que este total representa 23,2% de anos perdidos por incapacidade e 76,8% de anos perdidos por morte prematura.

O estudo indica ainda que as previsões da OMS apontam para um aumento da prevalência global de diabetes Mellitus dos actuais 285 milhões (2010) para os 438 milhões em 2030, fazendo com que esta patologia seja considerada um dos problemas mais importantes de saúde pública global.


Fonte - ALERT (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/%E2%80%9Cos-custos-e-carga-da-diabetes-mellitus-tipo-2-em-portugal%E2%80%9D?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20111121)

domingo, 20 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Compreender a Espondilite Anquilosante

Um trabalho publicado na “Nature Genetics” identifica novos genes que estão implicados no desenvolvimento da espondilite anquilosante, bem como confirma o envolvimento de outros genes propostos em estudos anteriores.

A publicação, com a co-autoria de uma equipa portuguesa, permitiu também reconhecer a existência de interações entre dois dos genes, sendo uma das primeiras descrições sobre interacção génica nesta e noutras doenças comuns.

Este facto vem contribuir para a confirmação de uma das teorias que tenta explicar a patogénese desta doença reumática inflamatória, a qual pode ser altamente incapacitante pela deterioração dos ligamentos e das junções nos ossos. O trabalho contou com a participação de 43 equipas de investigação, naquilo que se pode considerar um mega esforço internacional para dar resposta à doença.

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória que afecta, principalmente, a coluna vertebral e as articulações da bacia, levando, de forma incapacitante, a uma gradual limitação de movimentos. Já havia sido percebido que a predisposição para a doença tinha origem genética e que estava relacionada com o HLA-B27, um gene envolvido em diversos processos inflamatórios. No entanto desconhecia-se a forma como a doença se desenvolve e como o HLA-B27 é envolvido.

O estudo apresentado, que utilizou dados de cerca de 4800 doentes e 13500 pessoas não afectadas, juntando informação de dois consórcios internacionais dedicados ao estudo desta doença: o Australo-Anglo-American Spondyloarthritis Consortium e o Wellcome Trust Case Control Consortium 2.

“Este tipo de artrite inflamatória é frequente em populações de origem europeia”, explica Jácome Bruges-Armas , coordenador da equipa do IBMC envolvida no estudo, e “pode afectar cinco em mil pessoas”. Apesar da maior frequência em membros da mesma família e do conhecimento do envolvimento de alguns genes relacionados com o sistema imunológico, sempre foi difícil compreender efectivamente a relação entre a predisposição genética e as manifestações da doença.

O que este estudo também comprova é “a origem multifactorial da doença”, adianta o investigador. De facto foi possível relacionar variantes de três outros genes no desenvolvimento da doença, bem como identificar quatro outras zonas do genoma que parecem exercer também uma forte influência. Uma componente significativa do genoma, está de alguma forma envolvida na cascata de acções que implicam o HLA-B27, ou seja, parece que este último é apenas um elemento final de um enorme circuito metabólico e, por isso, o mais facilmente identificável e relacionável com a doença.

No entanto, é da conjugação da acção dos agora identificados que, em conjunto com o HLA-B27, se poderá determinar com mais exactidão a predisposição de um indivíduo para desenvolver o processo inflamatório que conduz à doença.

Para Jácome Bruges-Armas, “faltava um estudo que permitisse compreender a genética da doença de forma a desenvolver formas de diagnóstico e prevenção mais eficazes”.

Esta publicação foi retirada do site Ciência Hoje, que pode ser consultado no seguinte link: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=49971&op=all (Acedido a 13 de Julho de 2011)

Fonte: http://compreenderespondilite.wordpress.com/2011/07/13/em-destaque-portugueses-ajudam-a-clarificar-a-genetica-da-artrite-inflamatoria/