segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Doenças respiratórias responsáveis por 12% das mortes em Portugal em 2010

Dados do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias

As doenças respiratórias foram responsáveis por cerca de 12% das mortes em Portugal em 2010 e levaram a um maior número de internamentos, revela o Relatório Anual do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR), citado pela agência Lusa.

As doenças respiratórias crónicas atingem 40% da população portuguesa: asma 10%, rinite 25% e Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) 14,2% das pessoas com mais de 40 anos.

Ao contrário do que acontece com a mortalidade geral, a mortalidade por doença respiratória mantém uma tendência crescente. O relatório refere que "a mortalidade por doença respiratória representou entre 10 e 13% da totalidade dos óbitos, constituindo uma das principais causas de morte em Portugal", acrescentando que os internamentos devido a estas patologias aumentaram de 12% em 2006 para 14% em 2010.

Enquanto os internamentos globais têm uma diminuição de 9%, os internamentos por doença respiratória tiveram um aumento relativo de 12%, refere o documento, que analisa o impacto das principais patologias respiratórias nos internamentos hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) entre 2006 e 2010, bem como a sua representação por regiões de saúde, sexo e escalões etários nos anos de 2006 a 2010.

O cancro do pulmão e as pneumonias continuam a ser doenças com mortalidade crescente, não obstante os progressos terapêuticos. Inversamente, nas doenças respiratórias crónicas, quer a asma, quer a DPOC, o panorama parece mais favorável, não obstante o envelhecimento da população que, em relação à DPOC, terá certamente influência, salienta o relatório da ONDR. Em 2010, dos doentes internados por cancro do pulmão 31% morreram.

Os internamentos por pneumonias apresentam ao longo dos anos um número de internamentos muito relevante, com um pico máximo em 2009, coincidindo com a epidemia da gripe A. Em 2010, os internamentos por gripe voltaram aos valores dos anos anteriores a 2009.

A maioria dos doentes internados por asma são mulheres (62%), 38% homens e 45% têm menos de 18 anos, enquanto nos doentes internados por Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), a maioria (66%) são homens.

ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/doencas-respiratorias-responsaveis-por-12-das-mortes-em-portugal-em-2010?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20111114)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Psoríase deveria ser considerada doença crónica

Declarações da Associação Portuguesa da Psoríase


A psoríase deveria ser reconhecida como doença crónica e os doentes deveriam adquirir um estatuto semelhante às outras doenças crónicas, de acordo com a Associação Portuguesa da Psoríase.

Em causa está a problemática das isenções das taxas moderadoras para os doentes crónicos, uma vez que o actual ministro da Saúde, Paulo Macedo, declarou recentemente que passa a haver isenção, não pelo doente em si, mas por tudo o que é relacionado com a doença, ou seja, tudo o que são consultas e sessões de hospital de dia, actos complementares no decurso e no âmbito da doença.

O presidente da Associação Portuguesa da Psoríase revelou à agência Lusa que nesse sentido, “iremos desenvolver várias iniciativas, nomeadamente a realização de sessões de esclarecimento, de modo a mostrar à população como a doença pode atingir qualquer pessoa, em qualquer idade, mas que não é contagiosa, nem prejudica a actividade profissional”.

A psoríase, que afecta mais de 250 mil portugueses, é uma doença auto-imune, crónica, que se manifesta no maior órgão, a pele. Esta doença não contagiosa pode surgir em qualquer idade. O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são variáveis, caracterizando-se pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que atingem sobretudo os cotovelos, joelhos, região lombar, couro cabeludo e unhas. Desenvolve-se quando o sistema imunitário do corpo faz disparar o crescimento rápido das células cutâneas.

Cerca de 10 % dos doentes acabam por desenvolver artrite psoriática, que se traduz por dor e deformidade, por vezes bastante debilitante, das pequenas ou grandes articulações.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/psoriase-deveria-ser-considerada-doenca-cronica?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20111107)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Site para Familiares e Cuidadores de Doentes de Alzheimer

http://cuidadores-alzheimer.web.ua.pt/cuidadores.html
Mais de 30% dos portugueses sofre de dor crónica

Estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

11 Outubro 2011


Mais de 30% dos portugueses sofre de dor crónica, que é já considerada uma “epidemia silenciosa”, dá conta um estudo realizado por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

José Castro-Lopes, da Faculdade de Medicina do Porto, revelou à agência Lusa que a análise dos cuidados de saúde utilizados pelos doentes com dor crónica permitiu estimar que estes representam aproximadamente 1,6 mil milhões de euros por ano em Portugal.

Se a isto se adicionar os gastos com as incapacidades temporárias para o trabalho por doença, que em média representam nove dias por ano em cada doente com dor crónica, e com as reformas antecipadas, conclui-se que “a dor crónica acarreta um custo anual que ultrapassa os três mil milhões de euros, o suficiente para comprar sete submarinos por ano”, disse Castro-Lopes.

De acordo com o investigador, os resultados deste estudo “dão uma boa ideia da magnitude de um problema que tem andado um pouco escondido, em grande parte fruto de convicções sobre a inevitabilidade da dor arreigadas na população em geral, incluindo os profissionais de saúde”.

As principais causas de dor crónica são as doenças músculo-esqueléticas, com as lombalgias associadas a patologias da coluna e as doenças osteo-articulares dos membros. Estas doenças crónicas frequentemente não têm cura e a dor constitui o principal problema do doente.

Actualmente, existem opções terapêuticas, farmacológicas e não-farmacológicas, que permitem controlar a dor na maioria dos casos, de forma a reduzir o seu impacto na qualidade de vida dos doentes.

No entanto, o investigador salientou que 35% dos doentes com dor crónica, incluídos no estudo, referiram não estar satisfeitos com a forma como a sua dor estava a ser tratada.

Por outro lado, a dor crónica leva a uma redução acentuada da qualidade de vida das pessoas, que vêem o seu dia-a-dia afectado em múltiplas dimensões.

O estudo demonstrou que o sono e o descanso são afectados pela dor crónica de forma moderada ou grave em quase 40% dos indivíduos. Além disso, a dor crónica interfere também de forma moderada ou grave nas actividades domésticas e laborais em quase 50% dos casos, e 13% dos doentes obtiveram mesmo a reforma antecipada por causa da dor.

O estudo constatou ainda que foi diagnosticada depressão em 17% dos indivíduos com dor crónica, e mais de 20% não tem prazer na vida na maior parte do tempo ou sempre.

ALERT Life Sciences Computing, S.A. (in http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/mais-de-30-dos-portugueses-sofre-de-dor-cronica?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20111017)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mulheres têm sistema imunitário mais forte que homens

Estudo publicado “BioEssays”

As mulheres têm um sistema imunitário mais forte e uma menor probabilidade de desenvolver cancro do que os homens, refere o estudo publicado no “BioEssays”.

"As estatísticas mostram que, nos humanos, tal como acontece com noutros mamíferos, as fêmeas vivem mais do que os machos e têm maior capacidade de lutar contra episódios de choque decorrentes da sépsis, infecção ou trauma", dá conta o líder do estudo, Claude Libert, em comunicado de imprensa. Os autores acreditam que se deve ao facto do cromossoma X humano conter cerca de 10% de todos os microRNAs (pequenas moléculas de ácido ribonucleico) descobertos até à data. Apesar do papel de alguns ser ainda desconhecido, sabe-se que muitos microRNAs localizados no cromossoma X têm um papel importante no cancro e na imunidade.

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Gent, na Bélgica, propuseram que os mecanismos biológicos do cromossoma X tinham um grande impacto nos genes de um indivíduo, dando assim uma vantagem imunológica às mulheres. Para testar esta hipótese, a equipa liderada por Claude Libert produziu um mapa detalhado de todos os microRNAs conhecidos, que desempenham um papel importante nas funções imunológicas e no cancro, tanto no cromossoma X humano como no dos ratinhos.

O estudo revelou que a vantagem imunológica apresentada pelas mulheres se deve ao facto de os genes associados ao cromossoma X serem silenciados por estes microRNAs. Este silenciamento deixa os machos em desvantagem imunológica. Se o gene associado à imunidade for silenciado no cromossoma X, o macho fica sem informação genética para suprir essa falta, pois estes têm apenas um cromossoma X

Claude Libert conclui que a forma como “esta herança genética influencia os microRNAs associados ao cromossoma X será um desafio para os investigadores nos próximos anos, não só do ponto de vista evolutivo, mas também para os cientistas que investigam as causas e as curas de doenças."

ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/mulheres-tem-sistema-imunitario-mais-forte-que-homens?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20111010)

Quem está isento das taxas moderadoras?

Diploma aprovado em Conselho de Ministros

O diploma aprovado na semana passada em Conselho de Ministros que revê as categorias de isenção das taxas moderadoras no acesso aos cuidados de saúde distingue entre quem está ou não isento directamente.

Assim, de acordo com um documento do Ministério da Saúde, citado pela agência Lusa, estão isentos directamente do pagamento de todas as taxas moderadoras:
- Utentes em situação de comprovada insuficiência económica;
- Grávidas e parturientes;
- Crianças até aos 12 anos, inclusive;
- Utentes com grau de incapacidade igual ou superior a 60%;
- Doentes transplantados de órgãos;
- Deficientes das Forças Armadas.
Nos cuidados primários (centros de saúde) estão ainda isentos:
- Dadores benévolos de sangue;
- Dadores de órgãos;
- Bombeiros e militares.

Estão ainda previstas isenções para doentes crónicos, mas nas prestações ou actos de saúde associadas à condição da doença. Nestes casos, é ao médico que cabe definir o âmbito da doença.

ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/quem-esta-isento-das-taxas-moderadoras?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20111010)

Uso crónico de benzodiazepinas aumenta risco de Alzheimer

Dados divulgados na revista “Sciences et Avenir”

04 Outubro 2011
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Um estudo publicado na edição de Outubro da revista “Science et Avenir” revela que o uso repetido de tranquilizantes e soníferos aumentam o risco de desenvolver doença de Alzheimer.

Os franceses são campeões mundiais no consumo de fármacos psicotrópicos, com cerca de 120 milhões de embalagens vendidas anualmente, segundo dados europeus.

Os resultados de estudo, liderado por Bernard Bégaud, fármaco-epidemiologista no Inserm e da Universidade de Bordéus, França, alertam para os riscos do consumo crónico destas substâncias.

De acordo com as conclusões do estudo, anualmente em França, entre 16 e 31 mil casos de Alzheimer seriam provocados devido ao uso de benzodiazepinas. “Em termos de saúde pública é um sinal de alerta muito forte. Com o nosso estudo, são nove o número de estudos realizados e que, a maioria dos quais, vai na direcção de uma associação do consumo a longo prazo de tranquilizantes e comprimidos para dormir e a doença de Alzheimer”, alerta o cientista, advertindo que “as autoridades de saúde devem preocupar-se seriamente. Por um lado, em França o consumo de benzodiazepínicos é delirante, por outro lado, sabemos que estes tratamentos promovem uma das piores doenças que existe. Neste caso é uma verdadeira bomba, mas os políticos não parecem perceber isso”.

O estudo foi realizado com 3.777 indivíduos com mais de 65 anos que tomaram benzodiazepinas entre dois e dez anos. Ao contrário das quedas e fracturas causadas por estes medicamentos, os efeitos cerebrais não são imediatamente perceptíveis, tendo que se aguardar alguns anos para que apareçam, alerta ainda o investigador.

Segundo o professor Begaud, no total, 30% das pessoas com mais de 65 anos consomem benzodiazepinas, um número elevado, e na maioria das vezes de forma crónica. As prescrições são, regularmente, limitadas a duas semanas para os hipnóticos e doze semanas para os ansiolíticos.

ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/uso-cronico-de-benzodiazepinas-aumenta-risco-de-alzheimer?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20111010)