segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Uma maçã ou pêra por dia reduz risco de AVC

Estudo publicado na revista “Stroke”

O consumo diário de 25 gramas de maçãs e peras, frutas de polpa branca, pode reduzir o risco de acidente vascular cerebral mais do que outras frutas e legumes, aponta um estudo holandês, publicado na revista “Stroke”.

As maçãs e as peras são frutos ricos em fibras e num flavonóide denominado quercetina.
Estudos anteriores já tinham mostraram que o maior consumo de frutas e vegetais pode diminuir o risco de acidente vascular cerebral (AVC), mas nenhum deles analisou o consumo de frutas e vegetais específicos para ver se algum deles contribuiu mais para a redução do risco do que os outros.

Para o estudo liderado por Linda M. Oude Greip, da Wageningen University, na Holanda, foram usados dados do Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda, que incluíam mais de 20.069 adultos, com idade média de 41 anos. No início do estudo, nenhum apresentava sinais de doença cardiovascular.

Todos os participantes responderam a um questionário de frequência alimentar com 178 itens. O estudo incluiu 10 anos de informação de acompanhamento sobre a saúde dos voluntários. Durante o período de acompanhamento, 233 pessoas tiveram um AVC.

As frutas e os legumes foram classificados em quatro grupos de cores, cada um com base na cor da polpa das frutas e dos legumes: verde, laranja/amarelo, vermelho/roxo e branco. O único grupo que foi associado com uma redução estatisticamente significante no risco de AVC foi o de frutas e legumes brancos.

As frutas e os legumes incluídos na categoria branca eram as maçãs, as peras, sumo de maçã, a banana, a couve-flor, a chicória, o pepino e os cogumelos. O grupo de frutas e legumes brancos foi o mais consumido com 36% da ingestão total de frutas e legumes. Dentro do grupo branco, as maçãs e as peras foram as mais consumidas, representando 55% do que foi consumido.

Segundo o estudo, por cada aumento de 25 gramas na quantidade de frutas brancas consumida a cada dia, o risco de AVC diminuiu 9%. Uma maçã geralmente pesa cerca de 120 gramas.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/uma-maca-ou-pera-por-dia-reduz-risco-de-avc?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110926)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Estudo inédito sobre doenças reumáticas em Portugal

Projecto arrancou esta semana

Um estudo inédito sobre as doenças reumáticas arrancou esta semana, a nível nacional, abrangendo 10 mil pessoas, com o objectivo de garantir um diagnóstico sobre uma patologia que atinge 2,7 milhões de portugueses.

As doenças reumáticas são “a patologia mais frequente da raça humana”, segundo, avançou à agência Lusa, Jaime Branco, responsável do estudo Reuma Census, o primeiro estudo epidemiológico, com uma dimensão que o torna “inédito a nível mundial”.

Estas doenças têm uma elevada expressão em Portugal, atingindo mais de um quarto da população (25,7%). Estima-se que, destes doentes, 1,7 milhões sejam mulheres e 970 mil homens.

Há mais de cem tipos de doenças reumáticas e podem afectar o aparelho locomotor (ossos, articulações, músculos e tendões) e outros órgãos, como o coração, o rim, o pulmão, sistema nervoso, os olhos e a pele.

Uma em cada cinco consultas dos médicos de medicina geral está relacionada com doenças reumáticas, a principal causa de reforma antecipada por invalidez em Portugal.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/estudo-inedito-sobre-doencas-reumaticas-em-portugal?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110919)

Dieta rica em potássio diminui risco de AVC

Estudo publicado na edição online da “Stroke”


As pessoas que comem muitas frutas, verduras e produtos lácteos, alimentos ricos em potássio, são menos propensas a sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), sugere um estudo publicado na edição online da revista “Stroke”.

Estes novos dados são resultado de uma análise de 10 estudos internacionais, envolvendo mais de 200 mil pessoas a partir da meia-idade.

O risco de AVC diminuiu conforme aumentou a ingestão de potássio. Cada aumento de 1.000 miligramas (mg) de potássio por dia conduziu a uma diminuição de 11% na probabilidade de sofrer um AVC nos próximos 5 a 14 anos.

Contudo, os cientistas referem tratar-se de um benefício modesto, e que as descobertas não provam que é o potássio, em si, que produz o efeito positivo, mas fortalecem as provas já existentes do seu potencial, disse, em comunicado de imprensa, a líder da investigação, Susanna C. Larsson, do Instituto Karolinska, Estocolmo, na Suécia.

“Dado que os alimentos ricos em potássio são geralmente mais saudáveis, incluindo feijão, uma variedade de frutas e legumes, e lacticínios de baixo teor de gordura, os resultados oferecem um motivo a mais para as pessoas comerem mais o mineral”, advertiu a investigadora.

O potássio é um electrólito necessário para manter o equilíbrio de fluidos no corpo. Também está envolvido no controlo dos nervos e dos músculos, e na regulação da pressão arterial. Vários estudos têm sugerido que dietas ricas em potássio ajudam a manter os níveis saudáveis da pressão arterial e, possivelmente, protegem contra doenças cardíacas e AVC.

Das quase 270 mil pessoas do estudo, 8.695 (cerca de uma em 30) sofreram AVC. Mas a descida do risco AVC, avaliado com cada aumento de 1.000 mg de potássio, ocorreu mesmo tendo em conta factores como idade, hábitos de exercício e tabagismo.

O potássio foi especificamente relacionado a um risco reduzido de AVC isquémico, que representa cerca de 80% de todos os AVC. Contudo, o mineral não foi relacionado a um menor risco de AVC hemorrágico. Os cientistas não sabem explicar o facto, pois apenas alguns estudos analisados tinham dividido os AVC em subtipos.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/dieta-rica-em-potassio-diminui-risco-de-avc?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110919)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Derivado do caril poderá ajudar a tratar a tendinite

Estudo publicado no “Journal of Biological Chemistry”

Um derivado do caril indiano, a curcumina, poderá oferecer um novo tratamento para a tendinite, segundo demonstraram os investigadores da Universidade de Nottingham, Reino Unido, e da Universidade Ludwig Maximilians de Munique, Alemanha, cujos resultados foram publicados no “Journal of Biological Chemistry”. A curcumina, um corante natural que faz parte de um componente activo do açafrão-da-Índia, poderá ser utilizado para suprimir os mecanismos biológicos que despertam a inflamação nas doenças relacionadas com os tendões, segundo referem os cientistas.

"Esta pesquisa não sugere que o caril seja a cura para as doenças inflamatórias, tal como a tendinite ou artrite, no entanto, pode levar os cientistas a um novo tratamento destas condições dolorosas através da nutrição", explicou, em comunicado de imprensa, um dos líderes da investigação, Ali Mobasheri.

Para o especialista, esta descoberta pode ser a base para "futuras investigações e terapias complementares para reduzir o uso de anti-inflamatórios não-esteroides, os únicos fármacos actualmente disponíveis para o tratamento da tendinite e das várias formas de artrite que provocam efeitos debilitantes”.

O estudo teve como principal objectivo observar os efeitos da curcumina nas propriedades inflamatórias e degenerativas induzidas pelas moléculas de sinalização, chamadas interleucinas. As interleucinas são um tipo de pequenas proteínas de sinalização celular chamadas citocinas que podem activar toda uma série de genes inflamatórios, activando um especialmente perigoso, denominado NF-kB.

Os resultados mostraram que a introdução de curcumina no sistema de cultivo inibia o NF-kB e evitava a conexão e a promoção do aumento da inflamação.

A curcumina tem sido usada desde há séculos na medicina tradicional indiana (aiurvédica) como um agente anti-inflamatório e um remédio para os sintomas associados com a síndrome do intestino irritável e outros distúrbios. Recentemente, os estudos têm vinculado a curcumina a usos potenciais no tratamento da artrite e numa série de doenças reumáticas, inclusive poderia até ser usada como um agente para matar células cancerosas ou torná-las mais sensíveis à morte quando se realizam tratamentos de quimioterapia e de radioterapia.

Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/derivado-do-caril-podera-ajudar-a-tratar-a-tendinite?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110912

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Comer ameixas secas ajuda a evitar fracturas e osteoporose


A saúde óssea de mulheres na pós-menopausa – bem como nas pessoas de todas as idades – pode ser melhorada com o consumo de ameixas secas, que, segundo um grupo de investigadores da Universidade do Estado da Florida e da Universidade do Estado de Oklahoma, EUA, representa uma solução simples e pró-activa para ajudar a evitar fracturas e osteoporose. O estudo foi publicado no “British Journal of Nutrition”.

"Durante minha carreira testei numerosos frutos, incluindo figos, tâmaras, morangos e passas de uvas, e nenhum deles chega perto de ter o efeito sobre a densidade óssea que as ameixas secas têm", disse, em comunicado, o autor da investigação, Bahram H. Arjmandi, da Universidade do Estado da Florida. "Todas as frutas e os vegetais têm um efeito positivo na nutrição, mas em termos de saúde óssea, este alimento especial é excepcional."

Para o estudo, os investigadores testaram dois grupos de mulheres na pós-menopausa. Ao longo de um período de 12 meses, o primeiro grupo, composto por 55 mulheres, foi instruído a consumir 100 gramas de ameixas secas (cerca de 10 ameixas secas) por dia, enquanto o segundo - um grupo de controlo comparativo de 45 mulheres - foi orientado a consumir 100 gramas de maçãs secas. Todas as participantes do estudo também receberam doses diárias de cálcio (500 mg) e vitamina D (400 unidades internacionais).

O grupo que consumiu as ameixas secas apresentou uma densidade mineral óssea significativamente maior no cúbito (um dos dois ossos longos do antebraço) e na coluna, em comparação com o grupo que comeu maçãs secas. Segundo Arjmandi, isto deve-se em parte à capacidade das ameixas secas para suprimirem a taxa de reabsorção óssea, o que reduz os riscos de fractura óssea.

ALERT Life Sciences Computing, S.A (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/comer-ameixas-secas-ajuda-a-evitar-fracturas-e-osteoporose?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110829)
Manga pode ajudar a prevenir o cancro

A manga, fruta tropical de sabor exótico, contém em si substâncias com um grande potencial no combate a células cancerosas de vários tipos de tumores, refere um estudo do Texas AgriLife Research, divulgado pelo sítio “Eurekalert”.

SusanneTalcott, membro da equipa de investigadores, explicou que, apesar de a manga ter cinco vezes menos capacidade antioxidante que a uva, ela pode ter um impacto positivo contra diversos tipos de tumores.

Em testes laboratoriais com extractos de polifenóis das cinco variedades mais comuns da fruta, os cientistas descobriram que esses componentes tinham algum impacto sobre as células cancerosas do pulmão, da próstata e do sangue (leucemia).

Contudo, o maior efeito foi observado em células tumorais da mama e do intestino. “Verificámos que nem todas as linhas celulares são sensíveis, na mesma medida, a um agente antitumoral, mas as linhas de células de cancro da mama e do cólon sofreram apoptose, ou morte celular programada (ou seja, o processo tumoral foi interrompido)”, explicou a investigadora.

A cientista, que realizou o estudo em parceria com o seu marido, Steve Talcott, disse ainda à Eurekalert que, quando foram testadas células saudáveis do cólon e células cancerosas do cólon, se verificou que os polifenóis da manga não prejudicaram as células saudáveis.

ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/manga-pode-ajudar-a-prevenir-o-cancro)

Chá de papaia reduz crescimento de tumores e não é tóxico

O chá do extracto da folha de papaia inibe o crescimento de células cancerosas e não produz efeitos tóxicos, revela um estudo publicado no “Journal of Ethnopharmacology”.

Os poderosos efeitos anticancerígenos da papaia já foram confirmados laboratorialmente numa ampla variedade de tumores, incluindo os do útero, da mama, do fígado, do pulmão e do pâncreas.

Neste trabalho, coordenado pelo investigador Nam Dang, da University of Florida, nos EUA, em conjunto com cientistas japoneses, foram utilizados dez tipos de linhas celulares tumorais, as quais foram expostas a um extracto de papaia com diferentes concentrações durante 24 horas. Após esse período, os efeitos foram medidos e verificou-se que a concentração reduziu o crescimento dos tumores em todas as culturas. Também foi verificado que os efeitos anticancerígenos eram mais evidentes quando as células eram expostas a concentrações maiores de chá.

Contudo, segundo os cientistas, o que este estudo traz de novo reside no facto de se ter comprovado, pela primeira vez, que o extracto de folha de papaia estimula a produção de moléculas sinalizadoras denominadas de citoquinas tipo Th1, essenciais na regulação do sistema imunitário por ajudarem na luta directa contra os tumores.

Além disso, o facto de o extracto da papaia não possuir qualquer efeito tóxico nas células normais evita uma consequência devastadora comum em muitas terapias antitumorais.

ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/cha-de-papaia-reduz-crescimento-de-tumores-e-nao-e-toxico)