quarta-feira, 29 de junho de 2011

Medicamentos voltam a ter preço na embalagem

Diploma publicado no “Diário da República”

Os medicamentos vão voltar a ter o preço de venda ao público nas embalagens, segundo um diploma publicado, na semana passada, em Diário da República, que dá 60 dias às farmácias para escoarem os fármacos sem preço, refere uma notícia veiculada pela agência Lusa.

De acordo com a mesma fonte noticiosa, “a legislação publicada define que as embalagens sem indicação de preço de venda ao público (PVP) que já estejam colocadas nos distribuidores podem ser escoadas no prazo máximo de 30 dias”. As que estejam nas farmácias têm um prazo de 60 dias.

Em Outubro do ano passado, um decreto-lei do Governo veio permitir a eliminação da indicação do PVP, nos casos dos medicamentos comparticipados sujeitos a receita médica. Contra esta medida, a oposição parlamentar decidiu repor a necessidade de recolocação do preço.

A indústria farmacêutica tem-se manifestado contra a reposição do preço nas embalagens dos fármacos, considerando-a uma medida demagógica, e por considerar que a operação de colocar os preços é um "pesadelo logístico".

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/medicamentos-voltam-a-ter-preco-na-embalagem?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110627)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Cancro do colo do útero e cancro do endométrio podem ser vistos por ressonância magnética

Estudo apresentado na reunião anual da American Roentgen Ray Society

A ressonância magnética (RM) pode distinguir entre cancro endométrio e cancro do colo do útero na maioria dos casos, quando as biopsias não o conseguem, aponta um estudo apresentado na reunião anual da American Roentgen Ray Society.
No estudo, liderado por Heather He, do Centro Oncológico M. D. Anderson de Houston, EUA, constatou-se que os radiologistas que utilizam RM conseguiram identificar correctamente o tipo de cancro em 38 dos 48 pacientes – cerca de 79% dos casos que obtiveram resultados inconclusivos com a biopsia.

De acordo com o Instituto Nacional do Cancro, dos EUA, mais de 43 mil mulheres foram diagnosticadas no ano passado com cancro do endométrio - que atinge o revestimento do útero. De acordo com o mesmo instituto, foram diagnosticados 12.200 novos casos de cancro do colo do útero, que afecta a parte inferior do útero, prosseguindo até à vagina.

Num comunicado à imprensa, Heather He, refere que, "em cerca de 3% dos casos há dificuldade em determinar o sítio primário de cancro". " Sabendo o principal local do cancro significa que pode dar-se às pacientes a terapia mais adequada e evitar que se submetam a uma cirurgia desnecessária."

As imagens de RM usadas no estudo foram examinadas por dois radiologistas, um com cinco anos de experiência e outro com 18. Os diagnósticos foram idênticos na maioria das vezes, o que demonstra, segundo a especialista, que a experiência não é fundamental.

Como este estudo foi apresentado numa reunião médica, os dados e as conclusões devem ser considerados preliminares até serem publicados e revistos, refere a mesma nota de imprensa.

(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/cancro-do-colo-do-utero-e-cancro-do-endometrio-podem-ser-vistos-por-ressonancia-m?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110523 - ALERT Life Sciences Computing, S.A.)

Altos níveis de ómega-3 aumentam risco de cancro da próstata

Estudo publicado no “American Journal of Epidemiology”

O maior estudo a avaliar a associação de gorduras boas na dieta e o risco de cancro da próstata verificou que o que é bom para o coração pode não ser para a próstata. O estudo foi publicado no “American Journal of Epidemiology”.

O estudo, realizado pelo Centro de Estudos do Cancro Fred Hutchinson, nos EUA, analisou 3.400 homens, tendo sido constatado que aqueles que apresentavam maiores percentagens de ácido docosahexanóico, ou DHA (ácido gordo ómega-3, redutor de inflamações, geralmente encontrado em peixes) tinham um risco 2,5 vezes mais elevado de desenvolverem cancro agressivo da próstata de alto grau, em comparação aos homens que apresentavam níveis mais baixos de DHA.

Por outro lado, os homens com maiores índices de ácidos gordos trans no sangue (que estão ligados à inflamação e doenças do coração, e que podem ser encontrados em abundância em alimentos industrializados que contêm óleos vegetais parcialmente hidrogenados) apresentaram uma redução de 50% no risco de contrair cancro da próstata agressivo.

Os resultados do estudo mostram que o ómega-6, que é encontrado na maioria dos óleos vegetais e que está ligado à inflamação e às doenças cardíacas, não apresenta ligação com o risco de cancro da próstata. Em comunicado de imprensa, o autor do estudo, Theodore Brasky, refere que a equipa ficou surpreendida ao analisar os resultados. "Os nossos resultados transformam as nossas convicções - ou melhor - o que nós pensávamos saber - sobre a dieta, a inflamação e o desenvolvimento de cancro da próstata e mostra a complexidade de se estudar a associação entre nutrição e o risco de várias doenças crónicas."

(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/altos-niveis-de-omega-3-aumentam-risco-de-cancro-da-prostata?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110523) - ALERT Life Sciences Computing, S.A.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cotonetes podem perfurar o tímpano

Estudo do Henry Ford Hospital

Investigadores do Henry Ford Hospital, nos EUA, demonstraram existir uma relação directa entre o uso de cotonetes e a ruptura dos tímpanos que, na maior parte dos casos, cura-se por si, dado que a cirurgia é necessária apenas nos casos mais graves. Os resultados do estudo foram apresentados num encontro de otorrinolaringologia realizado em Chicago.

Mais da metade dos pacientes que procuram um otorrinolaringologista admite usar cotonetes para limpar os ouvidos. Mas se o cotonete é inserido demasiado profundamente no canal auditivo pode causar sérios danos, entre os quais a perfuração do tímpano, também conhecida como perfuração da membrana timpânica. As perfurações podem causar paralisia facial grave e vertigem.

No estudo, participaram 1.540 pacientes com perfuração da membrana timpânica, entre 2001 e 2010. Os pacientes com feridas causadas pelos cotonetes foram subdivididos em dois grupos: o de observação e o de cirurgia. Foram considerados como desfecho de sucesso os casos que em que a perfuração da membrana timpânica sarou, ou em que desapareceram ou melhoraram os problemas de vertigem e de paralisia facial.

A ruptura do tímpano pode ser tratada de duas maneiras, dependendo da gravidade dos sintomas. O método de tratamento mais comum é a observação da perfuração pelo otorrinolaringologista, porque muitas vezes o tímpano pode curar-se, por si, em dois meses. No entanto, os casos graves têm que ser tratados com cirurgia.

Embora este estudo tenha mostrado que a maioria das rupturas de tímpano podem curar-se por si só dentro de dois meses (97%), deficits neurológicos, como paralisia do nervo facial necessitaram de cirurgia para reparar o dano. As intervenções cirúrgicas têm obtido muito sucesso e apenas um paciente teve um pequeno problema de vertigem que, no entanto, melhorou.

Segundo explicou o co-autor do estudo, Ilaaf Darrat, otorrinolaringologista no Hospital Henry Ford, "no passado, muitos otorrinolaringologistas questionavam-se se a cirurgia era realmente necessária para tratar um tímpano perfurado." "Os resultados deste estudo mostram que 97% dos casos curam-se por si só, de modo que muitos não necessitam de cirurgia", aponta o especialista, acrescentando que "se um paciente apresenta sintomas como perda auditiva, tontura ou irregularidades nos movimentos faciais, deve consultar um médico imediatamente para avaliar a possibilidade de danos à audição".

Em comunicado, o co-autor deste trabalho, Michael Seidman, director do departamento de cirurgia otológica e otoneurológica do mesmo hospital, recomenda que ao invés de usar cotonetes para limpar o ouvido, devem ser usadas outras alternativas, como uma mistura em partes iguais de água oxigenada (“cool peroxide”) e água uma ou duas vezes por mês ou aplicar quatro ou cinco gotas de vinagre e água uma vez por semana.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/cotonetes-podem-perfurar-o-timpano?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_201105169

sábado, 14 de maio de 2011

Comparticipação de Medicamentos

Logótipo Diário da República Electrónico

Publicada em DR, dia 13, portaria que regula procedimento de pagamento da comparticipação do Estado no PVP dos medicamentos.

Foi publicada hoje, dia 13 de Maio, em Diário da República (DR), a Portaria n.º 193/2011 que regula o procedimento de pagamento da comparticipação do Estado no preço de venda ao público (PVP) dos medicamentos dispensados a beneficiários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não estejam abrangidos por nenhum subsistema ou que beneficiem de comparticipação em regime de complementaridade.

O diploma, do Gabinete do Secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, emanado em cumprimento do disposto no artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 242-B/2006, de 29 de Dezembro, dispõe, entre outros, que:
  • Para efeitos do procedimento de pagamento da comparticipação do Estado, o prazo de validade das receitas médicas, nas quais sejam prescritos medicamentos comparticipados, é de 30 dias, a contar de forma contínua.
  • O prazo de validade das receitas médicas não se aplica a:
    • Medicamentos prescritos em receita médica renovável;
    • Medicamentos esgotados, desde que este facto seja justificado, de forma expressa, na própria receita médica.
  • Quando a receita médica não especifica a dimensão da embalagem do medicamento comparticipado, deve ser dispensada a embalagem de menor dimensão disponível no mercado.
  • Quando a embalagem de maior dimensão está esgotada, pode ser fornecida quantidade equivalente, desde que este facto seja justificado pela farmácia, de forma expressa, no verso da própria receita médica.
  • Caso exista impresso ou documento impresso da receita, o utente entrega o respectivo documento, na farmácia, no acto da dispensa de medicamentos comparticipados.
  • Quando são prescritos medicamentos ou produtos dietéticos que o utente não deseja adquirir, a referência aos mesmos deve ser, na sua presença, riscada da receita médica.
  • O utente confirma os medicamentos que lhe foram dispensados, apondo a sua assinatura na receita médica, ou quando não sabe ou não pode, a assinatura é feita a rogo com a identificação da pessoa que assina que pode ser o próprio farmacêutico, ou o seu auxiliar legalmente habilitado, que dispensa o medicamento.
  • No acto da dispensa, o farmacêutico, ou o seu auxiliar legalmente habilitado, preenche a receita médica, com os seguintes elementos:
    • Preço total de cada medicamento;
    • Valor total da receita;
    • Encargo do utente em valor, por medicamento e respectivo total;
    • Comparticipação do Estado em valor, por medicamento e respectivo total;
    • Data da dispensa (dd.mm.aaaa);
    • Código do(s) medicamento(s) em caracteres e em código de barras;
    • Assinatura do responsável pela dispensa do medicamento;
    • Carimbo da farmácia.

A presente portaria entra em vigor no 1.º dia útil do 2.º mês seguinte ao da sua publicação e vem revogar:

  • A Portaria n.º 3-B/2007, de 2 de Janeiro;
  • A Portaria n.º 90/2009, de 23 de Janeiro.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Utentes portugueses são dos que mais contribuem para compra de fármacos

Estudo da União Europeia

Portugal é um dos países da União Europeia em que o sistema de saúde menos contribui na comparticipação de medicamentos, segundo um estudo da Direcção Geral de Políticas Internas da União Europeia, que refere que o utente paga um terço do valor dos fármacos.

O estudo mostra que, na média de 16 países, o utente contribui com cerca de 15% na compra de medicamentos. Portugal surge como um dos países em que os utentes mais têm de desembolsar para os fármacos (mais de 30%), apenas ultrapassado pela Dinamarca e Finlândia.

Em 12 dos 16 países, os utentes apenas contribuem com menos de 20%, sendo o resto assegurado pelos sistemas de saúde, que diferem de país para país. O estudo da União Europeia salienta também que os preços dos medicamentos tendem a ser mais elevados em países com rendimentos per capita maiores.

Num comentário a estes dados, o economista de saúde Pedro Pita Barros, citado pela agência Lusa, reconhece que Portugal é dos países com uma maior comparticipação dos utentes nas despesas com medicamento, mas lembra que há depois uma percentagem de reembolso ao nível do IRS. Contudo, o economista reforça ser “difícil que no futuro se exija mais esforço aos utentes em termos de comparticipação de medicamentos”.

Fonte: (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/utentes-portugueses-sao-dos-que-mais-contribuem-para-compra-de-farmacos) ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Parafarmácias vendem medicamentos mais baratos

Estudo da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa

As parafarmácias praticam preços, em média, 6% mais baixos do que as farmácias nos medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM), concluiu um estudo da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, citado pela agência Lusa.

Para o estudo, os autores recolheram os preços de um cabaz de medicamentos de venda livre em todas as farmácias e parafarmácias no concelho de Lisboa. Concluíram que os preços dos MNSRM são mais elevados nas farmácias. “Concluiu-se que o facto de ser uma parafarmácia ou ter pelo menos uma parafarmácia na concorrência próxima leva a que os preços praticados nesses estabelecimentos sejam mais baixos”, refere o estudo da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

As parafarmácias apresentaram preços, em média, 6% mais baixos. As farmácias que contam com parafarmácias nas proximidades também tendem a ter preços mais reduzidos, mas sem grande expressão (1,4%).

Em declarações à Lusa, Pedro Pita Barros, um dos líderes do estudo, destacou, no entanto, que a liberalização da venda destes fármacos não teve grandes efeitos nas farmácias, apesar da concorrência: “A maior agressividade das parafarmácias em termos de preços não se transmite às farmácias. O que significa que os efeitos que a concorrência pode ter para baixar preços de medicamentos são relativamente pequenos”.

Fonte: (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/parafarmacias-vendem-medicamentos-mais-baratos?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110509) ALERT Life Sciences Computing, S.A.