segunda-feira, 14 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
Dados divulgados na reunião anual da Academia Americana de Neurologia
Pessoas que consomem regularmente frutas podem ter um risco menor de desenvolver a doença de Parkinson, segundo um estudo realizado pela Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, EUA. Em particular, os homens poderiam reduzir ainda mais o risco se comerem frequentemente maçãs, laranjas e outras fontes ricas em flavonóides.
O estudo incluiu 49.281 homens e 80.336 mulheres. Para a análise, os participantes responderam a questionários e foi também utilizada uma base de dados para calcular a quantidade do consumo de flavonóides. Em seguida, foi analisada a associação entre a ingestão de flavonóides e o risco de desenvolver doença de Parkinson.
Os autores também analisaram o consumo de cinco principais fontes de alimentos ricos em flavonóides: chá, morangos, maçãs, vinho tinto e laranjas ou sumo de laranja. Os participantes foram acompanhados ao longo de 20 a 22 anos. Durante esse tempo, 805 pessoas desenvolveram a doença de Parkinson. Nos homens, aqueles que consumiam maiores quantidades de flavonóides tinham cerca de 40% menos probabilidade de desenvolver Parkinson do que aqueles que apresentaram um menor consumo destas substâncias.
No caso das mulheres, não foi encontrada esta relação entre o consumo total de flavonóides e o desenvolvimento da doença de Parkinson. No entanto, quando se analisaram diferentes classes de flavonóides, o consumo regular de antocianinas, que são encontradas principalmente nas frutas, foi associado a um menor risco da doença de Parkinson, tanto nos homens, como nas mulheres.
Segundo o líder do estudo, Xiang Gao, em comunicado enviado à imprensa, trata-se do primeiro estudo em humanos que avalia a associação entre os flavonóides e o risco de desenvolver a doença de Parkinson. “E os resultados sugerem que os flavonóides, em especial um grupo chamado antocianina, podem ter efeitos neuroprotectores. Se confirmado, os flavonóides podem ser uma forma natural e saudável para reduzir o risco de desenvolver a doença de Parkinson".
(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/consumo-de-frutas-pode-reduzir-o-risco-de-parkinson?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110307 ALERT Life Sciences Computing, S.A)
Estudo realizado com ratinhos
Durante um curto período de tempo, o coração de um ratinho recém-nascido pode reconstruir-se depois de sofrer uma lesão, segundo um estudo da University of Texas Southwestern, em Dallas, EUA, publicado na revista “Science”.
Os investigadores observam que, embora esta capacidade desapareça após alguns dias, os resultados sugerem que o coração humano também pode ter um maior potencial de auto-regeneração do que se pensava. As rãs, salamandras e certos peixes conseguem regenerar o músculo cardíaco lesionado, mas isso não é verdade para os mamíferos adultos. Desconhece-se se os mamíferos perderam essa capacidade de regeneração cardíaca, de forma total, ou se essa capacidade existe, mas é desactivada após o nascimento.
Os cientistas, liderados por Enzo Porrello, mostraram agora que a remoção cirúrgica de parte do ventrículo esquerdo do coração de ratinhos com dias de idade provocava uma reacção que conduz ao espessamento de um ventrículo anatomicamente normal e funcional. Esta resposta, que envolve a proliferação de células chamadas cardiomiócitos, é perdida quando os roedores atingem os sete dias de idade.
Se os investigadores conseguirem identificar os mecanismos responsáveis por essa regeneração e como são desactivados, a informação poderá levar a novos métodos para reparar corações humanos danificados por doença.
(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/coracao-regenera-se-rapidamente-nos-primeiros-dias-de-vida?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110307 ALERT Life Sciences Computing, S.A.)
Estudo publicado na revista “Psychoneuroendocrinology”
Exames ao sangue e ao nível de uma hormona presente na saliva podem revelar se uma pessoa está à beira de um esgotamento, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Stress Humano Louis-H Lafontaine e da Universidade Montreal, no Canadá, publicada na revista “Psychoneuroendocrinology”.
Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o esgotamento, a depressão clínica ou a ansiedade laboral afectam cerca de 10% dos norte-americanos e europeus. "Além do sofrimento pessoal e profissional, o esgotamento coloca os trabalhadores em dificuldades e leva a um maior risco de problemas físicos e psicológicos, se ignorado", aponta o relatório.
O cortisol é uma hormona do stress, envolvida na resposta do organismo ao stress, e que afecta o ritmo diário do organismo. Segundo explicou, em comunicado, um dos autores do estudo, Juster Robert-Paul: "os níveis de cortisol são normalmente altos em pessoas que sofrem de depressão e baixos, em casos de esgotamento.
O stress crónico e o desequilíbrio nos níveis de cortisol podem ter um efeito “dominó” sobre a conexão dos sistemas biológicos, podendo conduzir ao aparecimento de diabetes e de doenças cardiovasculares. Neste primeiro estudo piloto que contou com 30 participantes de meia-idade, os voluntários foram submetidos diariamente a exames ao sangue que avaliaram a carga alostática. Os participantes também foram instruídos a recolher amostras de saliva em casa e no laboratório. Paralelamente completaram questionários sobre os seus actuais níveis de stress, sintomas de depressão e de esgotamento. "A questão do esgotamento é que, até agora, não tínhamos critérios de diagnóstico e não sabíamos estabelecer a diferença entre os limites que se sobrepõem com os sintomas de depressão, por isso é imprescindível a utilização de múltiplos métodos de análise", explicou o especialista.

No entanto, os investigadores reforçam que, no futuro, serão necessários mais estudos para determinar se este perfil de baixos níveis de cortisol e de desregulamentações fisiológicas são claras manifestações de cansaço. "Se assim for, a ciência terá dado um passo para prevenir a os episódios de esgotamento antes que eles ocorram", concluem.
(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/niveis-baixos-de-cortisol-podem-indicar-esgotamento?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110307 ALERT Life Sciences Computing, S.A.)
Estudo realizado pela DECO
Em relação a países como a Bélgica, Espanha e Itália, Portugal tem um maior peso de cuidadores informais, facto que permite que mais de metade dos inquiridos num estudo da DECO (Associação Portuguesa para a defesa dos consumidores) sobre cuidados ao domicílio permaneça nas suas casas.
A DECO enviou, entre Abril e Junho de 2010, um questionário a uma amostra representativa das populações belga, espanhola, italiana e portuguesa com idades entre os 55 e os 79 anos. No total, foram 2.973 europeus inquiridos, 1.049 dos quais portugueses.
Segundo o estudo, que será publicado na revista Proteste de Março, 82% dos entrevistados portugueses entre os 75 e os 84 anos teriam de ser internados num lar de idosos se não fosse o “apoio e carinho” dos cuidadores.
Refere a mesma notícia que a maioria dos cuidadores informais, em Portugal, são mulheres, sobretudo filhas, mães ou cônjuges. Os cuidadores lavam, passam a ferro, vão às compras, fazem companhia e transportam os idosos. “A satisfação com estes mimos é elevada, mas nem tudo são rosas. Cerca de 40% dos idosos com pouca ou nenhuma autonomia queixam-se de nunca terem recebido cuidados dos mais próximos”, refere o inquérito.
Os cuidados médicos e de enfermagem lideram as necessidades de um quarto dos entrevistados portugueses. Um número semelhante recorreu a uma empregada doméstica. Estes três tipos de apoio são os que mais agradam, com dois terços dos inquiridos a mostrarem-se satisfeitos. Os serviços de emergência médica e os centros de dia reúnem a satisfação de metade dos entrevistados. Para 72% dos inquiridos, o recurso a ajudas teve impacto no orçamento familiar, mas consideram que “é uma despesa imprescindível”.
(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/inquerito-avalia-cuidados-ao-domicilio?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110307 ALERT Life Sciences Computing, S.A)
Tecnologia desenvolvida por investigador da Universidade de Coimbra
A técnica para detecção do cancro do colo do útero concebida pelo investigador Rui Pereira Nobre recebeu o Prémio Bluepharma/Universidade de Coimbra 2010.
O investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (UC) foi premiado pela sua tese de doutoramento, que levou ao "desenvolvimento e à validação clínica de uma tecnologia eficaz e de baixo custo, que permite detectar, com elevada sensibilidade, todos os tipos de Papilomavírus Humano [HPV], identificar o tipo específico de vírus e classificá-lo de acordo com o seu risco oncogénico”.
Em declarações à agência Lusa, Rui Pereira Nobre explicou que esta tecnologia “contribui para uma melhoria significativa nos cuidados de saúde, uma vez que permite ao clínico identificar, numa fase precoce e assintomática, as mulheres que realmente apresentam um risco acrescido para o desenvolvimento do cancro”.
A tecnologia já foi submetida a patente e está a ser implementada na prática clínica do Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil, EPE, dá conta uma nota de imprensa.
O cancro do colo do útero é actualmente uma das principais causas de morte por cancro nas mulheres, estimando-se que, anualmente, sejam diagnosticados 493.000 novos casos em todo o mundo.
(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/tecnica-para-detencao-do-cancro-do-colo-do-utero-e-premiada?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110307 ALERT Life Sciences Computing, S.A.)
Estudo publicado no “The Cochrane Library"
Os suplementos de zinco reduzem a gravidade e a duração das constipações comuns, de acordo com uma meta-análise realizada pelo Instituto de Educação Médica e Pesquisa de Chandigarh (Índia), publicado no “The Cochrane Library ".
As constipações são responsáveis por cerca de 40% de tempo perdido no trabalho e na escola a cada ano. A ideia de que o zinco pode ser eficaz contra a constipação comum provém de um estudo de 1984 que mostrou que os comprimidos de zinco reduzem a duração dos sintomas. Desde então, os resultados de novos estudos têm sido divergentes e, embora várias explicações biológicas tenham sido propostas quanto ao efeito, nenhuma foi confirmada.
Esta revisão agora publicada actualiza uma outra meta-análise realizada em 1999 com dados de vários ensaios. No total, foram incluídos dados de 15 estudos que envolveram 1.360 pessoas.
De acordo com os resultados, a toma de xarope ou comprimidos de zinco desde o dia seguinte ao aparecimento dos sintomas de constipação reduzem a gravidade e a duração da doença. Após sete dias, a maioria dos pacientes que tomaram zinco estavam sem sintomas, em comparação com aqueles que receberam placebo.
As crianças que tomaram xarope ou comprimidos de zinco, durante cinco meses ou mais, tiveram menos expectoração e faltaram à escola com menos frequência. O zinco também reduziu o uso de antibióticos em crianças, facto importante, dado que o uso excessivo destes fármacos está envolvido no desenvolvimento de resistências.
Segundo explicou o líder do estudo, Meenu Singh, em comunicado, "esta revisão reforça a evidência de que o zinco funciona no tratamento da constipação comum. No entanto, actualmente, ainda é difícil fazer uma recomendação geral, porque não sabemos muito sobre a dose ideal, a formulação ou a duração do tratamento".
Os autores assinalam, contudo, que posteriores investigações devem incidir sobre os benefícios do zinco em determinadas populações. "A nossa revisão analisou apenas os suplementos de zinco em pessoas saudáveis, mas seria interessante ver se os suplementos de zinco podem ajudar asmáticos, cujos sintomas tendem a piorar quando ficam constipados", refere o mesmo especialista.
(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/zinco-pode-prevenir-constipacoes?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110307 ALERT Life Sciences Computing, S.A.)