segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Gengivas saudáveis, pulmões saudáveis

Estudo publicado no “Journal of Periodontology”

A doença periodontal pode aumentar o risco de infecções respiratórias, tais como a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) e a pneumonia, refere um estudo publicado no “Journal of Periodontology”.

Essas infecções, que são causadas quando as bactérias que colonizam a parte superior da garganta atingem o tracto respiratório inferior, podem ser severamente debilitantes e são uma das principais causas de morte nos EUA.

O estudo acompanhou 200 participantes entre os 20 e os 60 anos que tinham pelo menos 20 dentes naturais. Metade desses pacientes foram hospitalizados com doenças respiratórias, como pneumonia e bronquite, e a outra metade não teve o mesmo histórico. Da avaliação, os investigadores verificaram que pacientes com doenças respiratórias apresentavam uma pior saúde periodontal que o grupo de controlo, sugerindo uma relação entre doenças respiratórias e doenças periodontais. Os investigadores suspeitam que a presença de patogénios orais associados à doença periodontal podem aumentar o risco de desenvolver ou agravar doenças respiratórias. No entanto, os autores do estudo notaram que são necessários estudos adicionais para compreender, de um modo mais conclusivo, esta ligação.

Em comunicado enviado à imprensa, o presidente da Academia Americana de Periodontologia, Donald S. Clem, reforçou a importância do acompanhamento médico. "As doenças pulmonares podem ser seriamente debilitantes. Em conjunto com o seu dentista ou periodontista, pode ser capaz de prevenir ou diminuir a progressão de doenças nocivas como a pneumonia e DPOC".

Segundo o especialista, esse estudo reforça a importância da manutenção de uma boa saúde periodontal, já que esta desempenha um papel importante na saúde de outros sistemas do organismo. "Cuidar bem da sua saúde periodontal envolve escovagem diária dos dentes e o uso do fio dental. E é também importante ser avaliado por um especialista anualmente”, refere ainda Donald S. Clem.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/gengivas-saudaveis-pulmoes-saudaveis?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110131

Portugueses sofrem de carência de iodo


Os portugueses têm carência moderada de iodo, sendo que cerca de metade das crianças em idade escolar possuem níveis abaixo do recomendado, revela um estudo, intitulado “Estudo do Aporte do Iodo em Portugal”, realizado pelo Grupo de Estudos da Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.

O coordenador do estudo, Edward Limbert, revelou à agência Lusa que esta “carência repercute-se mais nas mulheres grávidas, isto porque durante a gravidez as necessidades de iodo aumentam em cerca de 50 %”. A investigação verificou que 80 % das grávidas portuguesas têm níveis de ingestão de iodo abaixo do recomendado e 20 % apresentam níveis muito baixos.

“A carência nas grávidas faz-se sentir muito. Isto tem uma agravante, essas carências moderadas de iodo, como se tem verificado noutros países europeus e em estudos que têm sido feitos para ver quais são as repercussões destas carências, podem dar origem a problemas nas crianças”, revelou.

Edward Limbert explicou que “a síntese das hormonas tiróideias depende do iodo, se o iodo baixa - e como essas hormonas têm influência no sistema nervoso do feto - isso pode ter consequências pejorativas que se traduzem depois em problemas de aprendizagem escolar e em défice de atenção nas crianças”.

O professor explicou que para aumentar os níveis de iodo “recomenda-se que durante a gravidez, ou mesmo quando pensam engravidar, as mulheres comecem a fazer uma suplementação de iodo”.

Quanto à população infantil, o estudo constatou que 46% das crianças, entre os seis e os 12 anos, apresenta níveis de iodo abaixo do recomendado. De acordo com Edward Limbert, a carência de iodo “poderá ter alguma influência no seu desenvolvimento psico-intelectual, mas não há estudos que demonstrem que carências desta natureza são suficientes para provocar alterações nas crianças”.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde é necessário que se faça a iodização do sal, quer isto dizer, “pôr uma percentagem de iodo no sal das cozinhas”. “Isso tem que ser uma medida legislativa como aconteceu em Itália. Até lá, deve comer-se mais peixe e substâncias vindas do mar, ricas em iodo”, referiu Edward Limbert.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/portugueses-sofrem-de-carencia-de-iodo?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110131)

Investigadores portugueses desenvolvem tratamento para feridas diabéticas

Estudo publicado no “PLoS ONE”

Investigadores portugueses desenvolveram um método, que combina células estaminais do sangue do cordão umbilical e células dos vasos sanguíneos, que permitirá melhorar a cicatrização de feridas crónicas em diabéticos, dá conta um estudo publicado no “PLoS ONE”.

“É uma descoberta relevante, pode permitir uma solução terapêutica para um problema que tem grande expressão na sociedade actual”, revelou à agência Lusa, Lino Ferreira, o coordenador da equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC/Biocant).

Para o estudo, os investigadores utilizaram seis ratinhos, os quais apresentavam, cada um, duas pequenas feridas de seis milímetros de diâmetro. Estes animais foram, durante dez dias, tratados com um gel que continha células estaminais do sangue do cordão umbilical e células existentes nos vasos sanguíneos, endoteliais. Durante o período de tratamento os animais foram mantidos em espaços individuais, com comida, água, temperatura e humidade controlada.

Lino Ferreira revelou que “não chegou a haver cicatrização completa. Mas houve diminuição da extensão das feridas ao longo do tempo”.

O estudo mostrou que a metodologia utilizada “potenciou o efeito terapêutico”, adiantando que a combinação dos dois tipos de células “melhorou a cicatrização das feridas”, em comparação com feridas tratadas com gel contendo apenas células estaminais.

O pé diabético “é um dos exemplos mais significativos de ferida diabética”, sendo responsável “por cerca de 70 % de todas as amputações efectuadas por causas não traumáticas”, dá conta um documento anexado à presente investigação que cita dados do Ministério da Saúde.

“Estima-se que cerca de 25 % de todas as pessoas com diabetes tenha condições favoráveis ao aparecimento de lesões nos pés”, acrescenta ainda o documento.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/investigadores-portugueses-desenvolvem-tratamento-para-feridas-diabeticas?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110131)

Consumo de mirtilo diminui risco de hipertensão

Estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”

O consumo de uma porção de mirtilo (planta de bagas vermelhas também conhecida por aranto ou airela) por semana reduziu em 10% o risco de hipertensão, refere um estudo publicado no "American Journal of Clinical Nutrition".

O estudo, realizado por investigadores da University of East Anglia e da Harvard University, EUA, concluiu que as antocianinas, alguns compostos bioactivos do mirtilo, são protectores da hipertensão. Além disso, as antocianinas, que pertencem à família dos flavonóides, também estão presentes em grandes quantidades na groselha preta, framboesas e beringela.

Os flavonóides estão presentes, embora em menor quantidade, em muitos tipos de frutas, legumes, grãos e ervas. Até agora, sabia-se que os flavonóides presentes no chá, sumo de frutas, vinho tinto e chocolate preto reduziam o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. "Os nossos resultados são animadores e sugerem que a ingestão adequada de antocianinas pode ajudar a prevenir a hipertensão", afirmou, em comunicado, o principal autor do estudo e professor do departamento de nutrição da University of East Anglia, Aedin Cassidy.

Para realizar a pesquisa, os cientistas tiveram em conta os resultados de estudos sobre a saúde de enfermeiros e profissionais de saúde nos EUA, realizados ao longo de um período de 14 anos. Ao todo analisaram a dieta de 134 mil mulheres e 47 mil homens.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Fonte (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/consumo-de-mirtilo-diminui-risco-de-hipertensao?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110131)

Sangue de tipo O relacionado com menor risco de enfarte do miocárdio

Estudo publicado na revista “The Lancet“

Os investigadores descobriram um gene que aumenta o risco de doença cardiovascular e, durante a pesquisa, verificaram que ser portador do tipo sanguíneo O parece proteger contra o enfarte agudo do miocárdio quando as artérias estão obstruídas. O estudo foi publicado na revista “The Lancet“.

"Certos genes predispõem o indivíduo a acumulação de placas nas artérias do coração, enquanto outros conduzem a um enfarte agudo do miocárdio quando já existe acumulação", explicou, em comunicado, o líder da investigação, Muerdach Reilly, professor associado de medicina no Instituto Cardiovascular da University of Pennsylvania, EUA.

Para o estudo, a equipa comparou cerca de 13 mil pessoas com doença arterial coronária, com cerca de 7.400 pessoas sem a condição. Para identificar os genes específicos que podem estar relacionados com enfarte agudo do miocárdio, compararam 5.800 pessoas com doença arterial coronária que sofreram um enfarte, com 3.600 pessoas que tinham a doença, mas nunca tinham sofrido um enfarte.

A a equipa identificou um gene, chamado ADAMTS7, que foi associado com um risco aumentado de doença arterial coronária. Além disso, na análise específica do risco de enfarte agudo do miocárdio, também encontraram uma relação com o tipo sanguíneo. Os indivíduos com sangue tipo O têm um menor risco de sofrer um enfarte agudo do miocárdio.

Justificar completamente

No entanto, os cientistas advertem que, embora o sangue tipo O possa oferecer alguma protecção contra o enfarte agudo do miocárdio em pacientes com doença arterial coronária, isto não significa que seu tipo de sangue, por si só, evite problemas cardiovasculares.

ALERT Life Sciences Computing, S.A

Fonte (http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/sangue-de-tipo-o-relacionado-com-menor-risco-de-enfarte-do-miocardio?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_201101319
Investigadores recebem Prémio de Epidemiologia Clínica
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Investigadores da Universidade do Porto, integrados no grupo de estudos da SACiUCI (Sépsis Adquirida na Comunidade e internada em Unidade de Cuidados Intensivos), receberam no passado dia 27 de Janeiro, em Lisboa, das mãos da Ministra da Saúde Ana Jorge, o Prémio Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa / Merck Sharp & Dohme em Epidemiologia Clínica 2010, no valor de 20 mil euros, por um trabalho intitulado Epidemiology of Community-Acquired Sepsis admitted in Intensive Care: a large multi-center prospective cohort study.

Este estudo contou com a colaboração de clínicos de 17 unidades de cuidados intensivos de todo o país, que integram o Grupo de Estudos da Sépsis Adquirida na Comunidade e internada em Cuidados Intensivos - SACiUCI, liderado por António Carneiro e foi submetido a concurso, em nome do Grupo de Estudos sobre SACiUCI, por Teresa Cardoso e António Carneiro, do Hospital de Santo António e por Orquídea Ribeiro e Altamiro da Costa Pereira, do Serviço de Bioestatística e Informática Médica, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

De acordo com os autores, “este é o maior estudo, em Portugal, sobre epidemiologia da sepsis adquirida na comunidade, com resultados de unidades de cuidados intensivos de Norte a Sul de Portugal (representando 41% de todas as unidades nacionais), que incluíram cerca de 900 doentes com sépsis, durante um ano para permitir a identificação de possíveis variações sazonais”. Durante o período de estudo, foram admitidos 4142 pacientes adultos nas Unidades de Cuidados Intensivos participantes, tendo 22% revelado sépsis adquirida na comunidade. Destes, 40% sofreram sepsis grave e metade entrou em choque séptico. As infecções respiratórias foram a causa mais comum da septicemia (61%), seguidas das infecções intra-abdominais e urinárias, com taxas de 18 e 7%, respectivamente. Foi ainda calculada a taxa de mortalidade ao fim de um período de 28 dias, observando-se que 18% dos pacientes faleceram no seguimento de sépsis, 20% devido a sépsis grave e 44% como resultado de choque séptico – dados reveladores da relação entre a gravidade da septicemia e o risco de mortalidade e que salientam a necessidade de diagnosticar e tratar a sépsis o mais precocemente possível.

Os autores destacam que “a sépsis adquirida na comunidade é uma causa importante de admissão nas Unidades de Cuidados Intensivos, representando cerca de um quarto de todos os internamentos verificados neste estudo”. De acordo com Teresa Cardoso, primeira autora deste trabalho, “uma adequada caracterização do perfil microbiológico, por foco de infecção, é fundamental no desenvolvimento e revisão das recomendações de antibioterapia empírica eficaz, um importante factor de prognóstico.” Teresa Cardoso, médica na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente do Hospital de Santo António e assistente de Semiologia Médica e Cirúrgica do Mestrado Integrado de Medicina doInstituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, frequenta o primeiro ano do Programa Doutoral em Investigação Clínica e em Serviços de Saúde na FMUP, sob a orientação dos professores António Sarmento e Altamiro da Costa Pereira.

O Prémio SCML/MSD encontra-se na sua segunda edição, tendo sido criado em 2009 com o objectivo de contribuir para dinamizar a investigação científica em Ciências da Saúde em Portugal, nomeadamente na área da Epidemiologia Clínica.

(Fonte: http://noticias.up.pt/catalogo_noticias.php?ID=6734)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Novo medicamento para a dor crónica

Substância activa foi recentemente desenvolvida por investigadores canadianos, activando-se no cérebro e na medula óssea.

O medicamento específico para determinadas regiões do cérebro e da medula óssea tem por base investigações prévias que constatavam que a dor crónica, além de uma dor aguda e prolongada, provinha de mudanças distintivas nas sinapses neuronais e mecanismos sensoriais do cérebro, na medula óssea.

Chamado NB001, o medicamento que foi criado através de uma série de métodos neurobiológicos produz fortes efeitos analgésicos, sendo que não surgiram nos indivíduos tratados nenhuns efeitos secundários. A substância activa funciona ao bloquear a enzima AC1, que se produz na região frontal do cérebro e na medula espinhal durante uma lesão nervosa que provoca a dor crónica.

As principais vantagens deste medicamento são deixar intacta a percepção da dor aguda, uma dor relativamente pequena e essencial para a protecção do corpo humano, e ser específico para os neurónios, tendo menos probabilidade de causar efeitos noutros órgãos.

A equipa de investigadores, liderada por Hansen Wang, publicou os resultados do seu estudo na revista Science Translational Medicine. Anteriormente tinham já sugerido que a eliminação do gene AC1 reduziria ou bloquearia a dor crónica, mas através deste medicamento conseguiram bloquear a enzima AC1 só nas regiões específicas necessárias para o desaparecimento deste problema.

A dor crónica é um dos problemas de saúde mais comuns do mundo, infelizmente a maioria dos analgésicos tradicionais não são eficazes para eliminá-la e têm tendência a reduzir também a dor aguda.


Fonte: http://www.hospitaldofuturo.com/novidades_noticia.asp?noticiaId=1193