segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Exercício com música reduz as quedas em idosos

Estudos publicados nos “Archives of Internal Medicine”

O uso de programas de exercício para idosos, nos quais se utiliza a música de piano poderá melhorar a forma de andar, equilíbrio e reduzir as suas quedas, segundo um estudo dos Hospitais Universitários e da Faculdade de Medicina de Genebra, na Suíça, publicado nos “Archives of Internal Medicine”.

Na investigação participaram 134 idosos com mais de 65 anos, sendo que 96% apresentavam um maior risco de quedas. Durante o estudo, os indivíduos foram aleatoriamente distribuídos por grupos de programas de exercício, em que a música estava a ser usada, ou num grupo que atrasou o tratamento. Durante os primeiros seis meses, os idosos do grupo de tratamento participavam numa hora de exercício semanal, programada e dirigida por um instrutor.

Na aula realizaram exercícios que incluíam uma variedade de movimentos que desafiavam o sistema de controlo do equilíbrio e que se iam tornando progressivamente mais complexos. Estes exercícios incluíam caminhar ao som de uma música tocada em piano e responder às mudanças de ritmo da mesma. Durante os seis meses seguintes do estudo, o grupo de controlo atrasado, participou nos mesmos exercícios, enquanto o grupo anterior voltou às actividades normais de exercício.

As provas de equilíbrio e funcionalidade melhoraram no grupo estudado quando comparados com as realizadas pelo grupo de controlo. De acordo com os dados, foi registada uma menor taxa de quedas no grupo alvo inicial, ou seja, 24 quedas, enquanto no outro grupo se verificaram 54. Os adultos do grupo de intervenção atrasado experimentaram mudanças semelhantes durante o segundo período de exercícios com música.

Os autores descobriram que quando os participantes realizavam uma única tarefa em vez de múltiplas tarefas ao mesmo tempo, a sua velocidade ao caminhar aumentava, assim como o comprimento dos passos, em comparação com o grupo de controlo. Além disso, os benefícios da intervenção sobre a variabilidade da marcha continuaram a ser evidentes seis meses depois. Os investigadores sugerem que este programa de exercícios e música poderia ser útil para prevenir quedas e para a reabilitação física desta faixa etária.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/exercicio-com-musica-reduz-as-quedas-em-idosos?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110117)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Farmácias vão poder abrir 24 horas/diaFoi publicado Decreto-Lei n.º 7/2011: farmácias vão poder estar sempre abertas, sem cobrar mais pelos medicamentos

Foi publicado em Diário da República, esta segunda-feira, 10 de Janeiro, o Decreto-Lei n.º 7/2011, do Ministério da Saúde, que dispõe que a abertura de farmácias se pode fazer 24 horas por dia, sete dias por semana, em articulação com o regime de turnos. Tal não origina qualquer acréscimo de pagamento na dispensa dos medicamentos.

Assim, deixa de haver limites máximos ao horário de funcionamento das farmácias, que vão poder estar sempre abertas. As farmácias abertas 24 horas por dia, sete dias por semana, não podem cobrar mais pelos medicamentos.

Desta forma é alterado o Decreto-Lei n.º 53/2007, de 8 de Março, que regula o horário de funcionamento das farmácias de oficina.

Trata-se de uma medida que beneficia os cidadãos, que passam a poder dispor de mais farmácias a funcionar em regime de permanência, o que está em linha com o que já hoje acontece em vários países da União Europeia e garante que os medicamentos continuam a ser comercializados com segurança e qualidade.

Para assegurar o acesso a medicamentos, as farmácias de cada concelho organizam-se por turnos, de modo a haver sempre uma farmácia de serviço durante a noite.

Os turnos das farmácias de serviço podem ser:

  • De serviço permanente – ficam abertas até às 22 horas e das 22 horas até de manhã;
  • De reforço – ficam abertas até às 22 horas (apenas nos concelhos onde não haja uma farmácia que esteja normalmente aberta até às 21 horas);
  • Em disponibilidade – um farmacêutico ou auxiliar está disponível para ser chamado, em caso de urgência.
(in http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/farmacias+xxiv.htm)

Consumo de peixe frito relacionado com aumento de AVC nos EUA

Estudo publicado na revista “Neurology”


O consumo de peixe frito pode contribuir para a ocorrência de AVC (acidente vascular cerebral), dado que, embora este alimento seja rico em ómega-3, que protege a saúde cardíaca, ele é anulado quando o peixe é frito.

No estudo, publicado na edição on-line da revista “Neurology”, os cientistas analisaram 21.675 pessoas, de todos os estados norte-americanos, com mais de 45 anos. Os investigadores quiseram avaliar as razões pelas quais a população de certos estados do país apresentavam uma alta taxa de mortalidade por AVC. Os níveis críticos de mortalidade pela doença registam-se, sobretudo, nos estados da Carolina do Norte, Carolina do Sul, Geórgia, Alabama, Mississípi, Tennessee, Arcansas e Louisiana.

Os participantes foram entrevistados por telefone e em seguida submetidos a um exame físico realizado em casa. O questionário avaliou o consumo frequente de ostras, mariscos, atum, peixe frito e outros peixes não fritos. A American Heart Association recomenda o consumo de peixe pelo menos duas vezes por semana, com ênfase nos peixes gordos. Em todo o estudo, menos de um em cada quatro participantes consumiu duas ou mais porções de peixe frito por semana, mas as pessoas dos estados com maiores índices de AVC eram 17% menos propensas a seguir as recomendações sobre nutrição do que os habitantes de outras zonas geográficas. Além disso, o estudo também mostrou que as pessoas dessas regiões eram 30% mais propensas a comer duas ou mais porções de peixe frito do que as do resto do país.

O estudo descobriu ainda que os afro-americanos consumiam peixe frito por semana mais de três vezes e meia do que os caucasianos, com uma média global de cerca de uma porção de peixe frito por semana, em comparação com a metade registada entre os indivíduos brancos. "Essas diferenças no consumo de peixe pode ser um dos possíveis motivos para as diferenças raciais e geográficas na incidência de AVC e mortalidade", considerou o autor do estudo Fadi Nahab, da Universidade Emory, em Atlanta, em comunicado enviado à imprensa.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/consumo-de-peixe-frito-relacionado-com-aumento-de-avc-nos-eua?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20110110)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Medicamentos sem receita médica perdem a comparticipação

Medida entra em vigor a partir do final de Março de 2011


O Ministério da Saúde vai retirar a comparticipação de todos os medicamentos não sujeitos a receita médica, uma medida que entrará em vigor a partir do final de Março de 2011, segundo avançou o jornal “Correio da Manhã”.

Trata-se de uma das medidas que visam a redução da despesa pública no sector da Saúde, com vista à consolidação orçamental prevista na lei do Orçamento do Estado para o próximo ano.

Segundo adiantou o mesmo jornal, o Ministério da Saúde vai ainda retirar o benefício do regime de comparticipação especial, durante dois anos, a quem comprovadamente for apanhado a abusar desse benefício, que, regra geral, permite o acesso gratuito aos medicamentos. A despesa com a consultadoria vai também ser alvo de cortes e, para aumentar a receita orçamental, a tutela alienará imóveis não afectos à prestação de cuidados.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(in http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/medicamentos-sem-receita-medica-
perdem-a-comparticipacao?utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign
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Frutose das bebidas associada a gota nas mulheres

Estudo publicado no “Journal of American Medical Association"


O consumo de bebidas ricas em frutose, como os refrigerantes, e o sumo de laranja foi associado a um risco aumentado de gota entre as mulheres, embora a sua contribuição para o risco da condição na população em geral seja modesto, dada a baixa taxa de incidência entre as mulheres, segundo dá nota um estudo da Universidade de Boston, nos EUA, publicado no “Journal of American Medical Association"(JAMA).

A gota é uma artrite inflamatória comum e dolorosa. E, segundo explicaram os autores, em comunicado enviado à imprensa, as bebidas ricas em frutose aumentam os níveis séricos de ácido úrico e, consequentemente, o risco de gota, embora os dados sobre esta relação sejam ainda limitados.

No trabalho, os cientistas, liderados por Hyon K. Choi, analisaram dados do Nurses Health Study, um estudo realizado nos EUA entre 1984 e 2006. Os investigadores analisaram dados de 78.906 mulheres sem antecedentes de gota que, no início do estudo forneceram informações sobre o consumo de bebidas e frutose através de um questionário de frequência alimentar validado.

Durante 22 anos de acompanhamento, os investigadores documentaram 778 casos diagnosticados de gota, de acordo com os critérios do Colégio Americano de Reumatologia. Verificaram que o aumento do consumo de bebidas açucaradas foi associado a um risco aumentado de gota. Em comparação com o consumo de menos de uma bebida por mês, as mulheres que consumiram uma porção por dia tiveram um aumento de 74% de risco de gota, e aquelas que tomaram mais de duas bebidas por dia tiveram 2,4 vezes maior risco. As bebidas dietéticas não foram associadas com o risco de gota.

O consumo de sumo de laranja também foi associado com um maior risco de gota. Comparadas com as mulheres que consumiam menos de um copo de sumo por dia, aquelas que bebiam um copo por dia tiveram um risco 41% maior de apresentar gota e o risco foi 2,4 vezes maior quando ingeriam dois ou mais sumos de laranja por dia. Além disso, em comparação com as mulheres que não tomavam frutose, as que consumiam maiores quantidades tiveram um risco de gota 62%.

Os autores indicam que, embora os riscos relativos de gota associados ao consumo de bebidas ricas em frutose entre as mulheres serem substanciais, as diferenças no risco absoluto correspondente foram modestas, dada a baixa incidência de gota entre as mulheres. Os cientistas acrescentaram ainda que estas descobertas têm implicações práticas para a prevenção da gota nas mulheres e que os médicos devem estar cientes dos potenciais efeitos destas bebidas sobre o risco da doença.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

(http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/frutose-das-bebidas-associada-a-gota-
nas-mulheres?utm_source=NL_NOTICIAS_DESTAQUES&utm_medium=email&utm_
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Psoríase dobra o risco de síndrome metabólica

Estudo publicado nos “Archives of Dermatology”


Os doentes com psoríase têm o dobro do risco de desenvolver factores de risco cardiovasculares, conhecidos como síndrome metabólica, aponta um estudo publicado nos “Archives of Dermatology”.

Para o estudo, investigadores liderados por Jon Love, do Hospital Universitário de Landspitali da Universidade da Islândia, avaliaram dados de um estudo norte-americano, denominado National Health and Nutrition Examination Survey, que contemplou 6.549 pessoas, com uma média de idade de 39 anos. Verificaram que 40% dos indivíduos portadores de psoríase apresentavam alguns factores de risco cardiovascular. Em comparação, entre as pessoas que não apresentavam a patologia, apenas 23% desenvolveram problemas relacionados com a saúde cardíaca.

Os factores de risco da síndrome metabólica mais frequentes nos voluntários com psoríase foram a obesidade abdominal (63%), altos níveis de triglicéridos (44%) e níveis baixos do bom colesterol (34%). Só 13% dos pacientes com psoríase não desenvolveram características relacionadas com a síndrome metabólica, cerca de metade do registado no grupo dos indivíduos sem doença de pele (28%).

Este dobro do risco foi independente da idade, sexo, origem étnica e níveis de proteína C reactiva. “Devido às sérias complicações que lhes estão associadas, esta comorbidade necessita de ser reconhecida e tida em consideração durante o tratamento da psoríase”, aconselham os cientistas, em comunicado enviado à imprensa.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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=NL_AHP_20110103)

Mais de 60 por cento das pessoas morrem nos hospitais

Cada vez se morre mais nos hospitais ou em clínicas - houve um aumento de 13,3 por cento em Portugal neste período

É uma tendência que começou na segunda metade do século XX e se acentuou na última década: morre-se cada vez mais nos hospitais. A casa como lugar para o fim da vida deixou de ser predominante e o problema é que uma parte substancial das unidades de saúde ainda não está preparada para lidar devidamente com a hospitalização da morte.

Só entre 2000 e 2008, a percentagem de pessoas que morreram nos hospitais ou em clínicas aumentou 13,3 por cento em Portugal. Os óbitos hospitalares representaram 61,4 por cento do total (contra 54,2 por cento, em 2000). Ao mesmo tempo, as mortes em casa - que em 2000 correspondiam sensivelmente um terço do total - eram já menos de 30 por cento em 2008. E é preciso notar que aqui estão incluídos os óbitos em lares de idosos. Os dados, do Instituto Nacional de Estatística, são analisados no estudo Dos 15 aos 115 - Tendências da mortalidade em Portugal 2000-2008 - um trabalho em que o Alto-Comissariado da Saúde avalia a evolução da mortalidade na primeira década do século XXI, comparando os valores dos anos 2000, 2004 e 2008.

É a confirmação de um fenómeno que o presidente do Conselho para a Qualidade na Saúde, o médico Luís Campos, foi o primeiro a observar e a destacar em Portugal. Em 1991, num trabalho sobre a hospitalização da morte, Luís Campos traçava já a curva ascendente dos óbitos por doença nas unidades de saúde, por contraponto às mortes por doença no domicílio - que representavam 88,3 por cento do total em 1958. Foi justamente no início da última década do século XX que passou a ser mais comum morrer no hospital do que em casa. Um fenómeno que é explicado por uma série de factores: a ocultação da morte, a mitificação da medicina e os avanços no campo da reanimação, acompanhados da redução do núcleo familiar e do aumento do trabalho feminino. O problema é que "esta mudança sociológica" não foi acompanhada pelo sistema de saúde, observa Luís Campos. Era necessário equipar os hospitais para as novas necessidades, mas ainda pouco foi feito.

Os autores do estudo do alto-comissariado chamam justamente a atenção para as debilidades da resposta a doentes em fase terminal nos hospitais. Para avaliar esta realidade, realizaram um inquérito em 28 serviços e obtiveram respostas de 36 responsáveis. Não é uma amostra representativa, mas permite ter uma ideia do que se passa nas unidades de saúde. Basta ver que apenas 36,8 por cento dos serviços inquiridos dispõem de um local próprio ou reservado para os doentes em fase terminal e que são a excepção os profissionais que têm treino específico para lidar com estes doentes, tal como são uma minoria os departamentos que mencionam a possibilidade de os cuidados serem prestados num esquema domiciliário.

O apoio aos familiares ainda é mais descurado: o telefone é o modo mais usado para participar a morte (71,7 por cento) e só uma minoria dos médicos e enfermeiros procura ajuda psicológica para os familiares após o óbito.