segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Nova vacina activa sistema imune e ajuda na prevenção da inflamação crónica

Estudo publicado “Journal of Clinical Investigation”


Nova vacina é capaz de activar o sistema imune e ajudar na prevenção das doenças crónicas inflamatórias, sugere um estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”.

Muitas doenças inflamatórias e auto-imunes são crónicas e afectam a grande maioria das pessoas. Além disso, existe um componente inflamatório comum a várias doenças, tais como Alzheimer, Parkinson, artrite reumatóide, asma, esclerose múltipla, diabetes tipo II e cancro.

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Copenhaga, Dinamarca, descobriram que uma proteína normalmente encontrada no corpo humano pode prevenir o desenvolvimento da inflamação crónica dos tecidos. Quando administrada sob a forma de uma vacina terapêutica é capaz de, eficazmente, impedir e tratar um número diferente de doenças inflamatórias, como esclerose múltipla, artrite reumatóide, hipersensibilidade e asma.

Os cientistas liderados por Shohreh Issazadeh-Navikas, investigador principal da unidade de Neuroinflamação do Biotech Research and Innovation Centre (BRIC), descobriram que a vacina é capaz de activar determinadas células do sistema imune, conhecidas por células NKT. Estas células são um tipo de linfócitos T que exercem diversos efeitos reguladores nas doenças, desde a auto-imunidade à resposta a patogénios e cancro.

Segundo os autores do estudo, esta descoberta inovadora oferece uma nova perspectiva na forma como o organismo combate a inflamação e a auto-imunidade. Shohreh Issazadeh-Navikas acrescenta ainda “que os resultados estabelecem uma abordagem terapêutica para o uso de uma proteína, recentemente descoberta, no tratamento de múltiplas condições”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Naftalina em locais fechados pode causar cancro

Estudo da Organização Mundial de Saúde


A presença de naftalina em locais fechados pode ter efeitos nefastos para a saúde, podendo mesmo causar cancro, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para a realização de um documento sobre a qualidade do ar em espaços fechados, ao qual a agência Lusa teve acesso, a OMS pediu a 60 investigadores internacionais de várias áreas, para estudaram nove poluentes que indiciam níveis máximos de exposição em casas, escritórios ou outros espaços fechados.

O estudo revelou que, dos poluentes estudados, a naftalina, que é usada por decisão consciente pelos utilizadores dos espaços fechados, foi classificada como "possivelmente cancerígena" para humanos, dadas as conclusões de testes em ratinhos de laboratório.

Contudo, segundo o documento, "as principais preocupações para a saúde perante a exposição à naftalina são lesões respiratórias, incluindo cancro nas vias respiratórias, como foi demonstrado nos estudos em animais, e anemia. Com concentrações de naftalina superiores à lesão mais baixa, várias inflamações e tumores foram reportados", explica o estudo.

Assim, a OMS recomenda que "a forma mais eficiente de prevenir altas exposições a este poluente será abandonar ou banir o uso de bolas de naftalina". Alertando também para o facto de as bolas de naftalina serem sobretudo perigosas para crianças, que muitas vezes as ingerem.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Fármaco para a osteoporose reduz tamanho da massa tumoral no cancro oral

Estudo publicado no “Cancer Research”


Um fármaco aprovado e utilizado no tratamento da osteoporose mostrou-se eficaz na redução da perda óssea e do tamanho da massa tumoral do cancro oral, dá conta um estudo publicado no “Cancer Research”.

De acordo com os investigadores da Ohio State University, EUA, este tratamento poderia ser utilizado como terapia complementar em pacientes com cancro da cabeça e do pescoço que causam erosão óssea.

O carcinoma de células escamosas da cavidade oral compreende cerca de 90% dos casos de tumores na boca. Dado que a boca é um espaço limitado, quando os tumores se desenvolvem na gengiva provocam perda óssea no maxilar. Por sua vez, a erosão óssea estimula o desenvolvimento do cancro. Os cientistas chamam a este fenómeno, que decorre em parte pela libertação de compostos que estimulam o desenvolvimento do cancro do osso, um ciclo vicioso que se apresenta neste e noutros tipos de cancro.

Assim, o objectivo deste estudo foi encontrar um meio de interromper este ciclo. Os investigadores utilizaram ratinhos, como modelo de estudo, que foram divididos em quatro grupos distintos: dois grupos sofriam de carcinoma de células escamosas da cavidade oral ao contrário dos outros dois. O tratamento com ácido zolendrónico, desenvolvido para inibir a reabsorção óssea, foi administrado nos dois grupos. Paralelamente foi também administrado um placebo aos restantes grupos de ratinhos quer apresentassem ou não o tumor.

O estudo revelou que os ratinhos tratados com o fármaco perderam duas vezes menos osso que os ratinhos não tratados. Esta retenção óssea, segundo os autores do estudo, pode ser em parte atribuída à capacidade do ácido zolendrónico reduzir o número de osteoclastos activados, células responsáveis pela reabsorção óssea. Foi também observado que após 28 dias da administração do fármaco, que os tumores tratados eram, em média, 14% mais pequenos que os tumores não tratados.

Os autores do estudo liderados por Thomas Rosol concluem que, embora o fármaco se tenha mostrado eficaz, são ainda necessários outros testes com animais e seres humanos para determinar a dose adequada bem como a sua segurança e eficácia.

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Risco de enfarte agudo do miocárdio aumentado após diagnóstico de artrite reumatóide

Estudo publicado no “Journal of Internal Medicine”



O risco de sofrer um enfarte agudo do miocárdio aumenta rapidamente após o diagnóstico prévio de artrite reumatóide, sugere um estudo publicado no “Journal of Internal Medicine”.

Para o estudo, os investigadores do Karolinska Institute, em Estocolmo, Suécia, acompanharam 7.469 pacientes diagnosticados com artrite reumatóide, entre 1995 e 2006, conjuntamente com 37.024 indivíduos saudáveis. O tempo máximo de acompanhamento foi de 12 anos e a média foi de quatro anos.

A artrite reumatóide, uma doença auto-imune, é caracterizada por inflamação das articulações que conduz à destruição progressiva e incapacidade funcional.

O estudo revelou que o risco de sofrer um enfarte agudo do miocárdio aumentava 60%, um a quatro anos após o diagnóstico de artrite reumatóide, permanecendo este risco constante entre os cinco e os 12 anos seguintes. Foi também verificado que este risco estava presente tanto nos pacientes com factor reumatóide positivo, um marcador imunológico encontrado em algumas situações crónicas ou agudas, como nos que tinham factor de risco negativo.

Os investigadores também constataram que o risco de ter qualquer doença isquémica do coração estava aumentado em 50%, entre um a quatro anos após o diagnóstico da doença auto-imune, permanecendo também inalterado nos cinco a 12 anos seguintes.

Em comunicado enviado à imprensa, a líder do estudo Marie Holmqvist, revela que este estudo“ chama à atenção para a importância de os médicos monitorizarem os pacientes com um diagnóstico de artrite reumatóide, dado existir um risco aumentado de terem problemas cardíacos, particularmente enfartes agudos do miocárdio. A investigadora acrescenta ainda que “também é muito clara a necessidade de prosseguir com mais estudos de forma a determinar os mecanismos que associam estas duas doenças.”

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Desenvolvido novo método para detecção precoce da doença inflamatória intestinal

Estudo publicado na revista “Gut”


Investigadores da University of East Anglia, no Reino Unido, desenvolveram um novo método endoscópico para ajudar no diagnóstico precoce da doença inflamatória intestinal (DII). A apresentação da inovação vem publicada na revista “Gut”.

O novo método, denominado Confocal Laser Endomicroscope (endomicroscopia confocal a laser), contém um poderoso microscópio que permite aos médicos verem as bactérias que se pensa estarem implicadas nas DII, como a doença de Crohn e a colite ulcerosa. Segundo explicam os cientistas, em comunicado de imprensa, a nova técnica de endomicroscopia um marcador fluorescente para poder detectar bactérias dentro da mucosa intestinal.

“As bactérias entéricas (dentro da parede do intestino) têm um papel importante no desenvolvimento da DII e agora temos uma nova e poderosa ferramenta para a visualização destas bactérias durante a colonoscopia de rotina", disse o líder da investigação, Alastair Watson, que conduziu o trabalho em parceria com cientistas da França e da Alemanha, acrescentando que “esta nova técnica vai permitir a rápida identificação de pacientes em risco ou numa fase inicial deste grupo comum, mas preocupante, de doenças”.

O actual método de realização de biopsias impede a observação da localização exacta da bactéria, bem como da forma como ela interage com a membrana mucosa. Esta nova técnica, que usa uma tinta fluorescente para destacar as bactérias, permite que o processo exacto seja visto a um nível sub-celular durante a colonoscopia de rotina.

Financiado pela Wellcome Trust, o estudo também constatou que dos 163 pacientes estudados, aqueles que tinham doença de Crohn ou colite ulcerosa eram muito mais propensos a apresentar as bactérias dentro da parede do intestino do que as pessoas saudáveis do grupo analisado.

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Prescrição informatizada de fármacos obrigatória a partir de Março

Informação veiculada pelo INFARMED


A prescrição informatizada de fármacos vai ser obrigatória a partir de Março, segundo anunciou o presidente do INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde - Jorge Torgal.

“O médico vai ter à sua frente os cinco produtos mais baratos do mercado, o que traz um benefício económico claro. É um apoio à prescrição que, pensamos, poderá conduzir a uma prescrição mais racional e ajudar ao controlo da má utilização dos medicamentos”, disse Jorge Torgal, citado pela agência Lusa.

Segundo adiantou o mesmo responsável, o INFARMED está a desenvolver e a promover um conjunto de orientações terapêuticas com a participação das ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos, de modo a seja possível “um uso mais racional, melhor economia e mais eficiência”.

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Doentes renais beneficiam de terapêutica com estatina

Estudo apresentado no “American Society of Nephrology”

Cerca de um quarto dos enfartes agudos do miocárdio, AVC (acidente vascular cerebral) e das intervenções para desobstrução das artérias poderá ser evitado em pessoas que sofrem de doença renal crónica, através da toma conjugada de ezetimiba e sinvastatina, dá nota um estudo apresentado no “American Society of Nephrology”.

Investigações anteriores já tinham constatado que as estatinas, fármacos destinados a baixar os níveis do mau colesterol (LDL), reduziam o risco de enfarte agudo do miocárdio em pessoas com um normal funcionamento do sistema renal. Contudo, segundo explicou, em comunicado de imprensa, o principal líder deste estudo, Colin Baigent, “acreditava-se que o aumento dos níveis de colesterol não era uma causa importante para as doenças cardíacas ou enfartes em pessoas com doença renal crónica, pelo que a redução do colesterol não lhes traria benefícios.”

A contrariar essa ideia, o estudo SHARP (Study of Heart and Renal Protection), traz agora as primeiras provas concretas de que a redução do colesterol é também eficaz nos doentes renais e que os benefícios são substanciais.

O estudo envolveu quase 9.500 voluntários com 40 anos ou mais e que sofriam de doença renal crónica, recrutados em 380 hospitais de 18 países. Estes doentes em estudo tinham perdido cerca de 50% do normal funcionamento renal e um terço destes realizava tratamentos de diálise. Nenhum tinha sofrido enfarte agudo do miocárdio, AVC, nem tinha sido submetido a bypass ou de ‘stents’ para desobstruir as artérias do coração.

Para este estudo duplo-cego controlado com placebo foram seleccionados voluntários, de modo aleatório, os quais tomaram diariamente um comprimido composto por 10 mg de ezetimiba e 20 mg de sinvastatina para redução do colesterol ou um comprimido placebo. O tratamento e acompanhamento tiveram uma duração média de cinco anos.

A grande conclusão do estudo foi a de ter sido constatado que a longo prazo, a combinação de ezetimiba e sinvastatina reduzia o risco de enfarte agudo do miocárdio, AVC e da necessidade de intervenções para a desobstrução das artérias em cerca de um quarto das pessoas com doença renal crónica, independentemente da gravidade da doença. O estudo também constatou não terem sido observados quaisquer efeitos adversos graves nem, em particular, as anteriores reservas quanto à acção da ezetimiba sobre possíveis efeitos carcinogénicos.

(Fonte: http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/doentes-renais-beneficiam-de-
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